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Coleção pessoal de luizguglielmetti

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Mulher é o princípio, o meio e o fim,
é a razão do homem existir.
Não é um destino, é um caminho,
um abismo ou um precipício.
É um poço ou um fosso,
onde um homem pode se lançar,
sem medo de se afogar.

Viver com alguém sem amor é conviver por amizade, interesse ou comodidade. Feliz é quem tem alguém que é a razão de viver, que motiva voltar pra casa todos os dias. Alguém de quem não dá vontade de se ausentar e, se tiver que ir, dá vontade de voltar, antes mesmo de partir.

O amor é um desequilíbrio emocional ou uma loucura socialmente aceita. Logo, os relacionamentos são um campo minado ou um campo de batalha das interações humanas.

Metade de mim é amor, a outra é desejo, saudade, medo, ansiedade, mais amor, mais medo, mais desejo, nem sei.

Amor é como fogo morto, não se pode juntar as brasas, nem soprar as cinzas, sob o risco de incandescer.

A crença ou fé não deixa de ser uma abstração da realidade. A falta delas, talvez seja um realismo absoluto, mas torna a vida sem sentido. É uma música sem melodia, sem poesia.

O mal de qualquer grupo: seja de ateus, céticos, crentes, fanáticos ou hipócritas é querer convencer os outros, pela força. Pouco importa se existe céu ou inferno, se existe outra vida além dessa. O que importa é que se Deus existe, só pode ser dentro do coração do indivíduo. E isso precisa ser respeitado. Se os ateus querem ser respeitados, que respeitem aqueles que acreditam. E aos que exploram estes ou aqueles, o nosso repúdio e desrespeito.

Há quem diga que Deus não precisa de nada, apenas do homem, para existir. O homem, por sua vez, precisa de tudo: até os ateus, os céticos e os hipócritas precisam de Deus para sobreviver, apenas não tem consciência disso.

A morte é a perda da fé e da esperança e a vida é o reencontro delas: Qualquer um pode reviver depois de morto, depois de perder a fé e a esperança. Nós podemos alimentar a fé ou o medo, se escolhermos a fé, o medo haverá de perecer.

Tudo o que o homem faz está incompleto ou inacabado e pode ser melhorado.

A fé individual e a sua intermediação

A fé é um conceito individual e não é possível imaginar a convivência pacífica entre os povos e entre as pessoas, sem respeitar a crença de cada um.

É preciso crer, segundo a fé individual, na superação dos limites, na valorização da família, na produção do conhecimento através da formação, e na geração de riqueza através do trabalho.

Querer que todos tenham as mesmas crenças é o mesmo que desejar extirpar a raça humana. Cada um crê naquilo que julga conveniente e isso tem muito a ver com a formação cultural.

O erro não está na fé em si mesma, mas no abuso dela, através da sua mercantilização. O crime, e não ha outra palavra para definir isso, é abusar da fé alheia, cobrando por um serviço de intermediação que não existe, vendendo promessas vazias ou poesias mal feitas.

O amor, às vezes, pode ferir, mas é na dificuldade que esse sentimento nos mantém vivos. O amor sobrevive nas lembranças, ainda que o coração sofra, ainda que o tempo passe e os olhos teimem em irrigar-nos a face.

Se deixarmos de lado a discussão da fé e a religiosidade, poderemos observar que as igrejas prestam algum tipo de serviço social, como outras entidades sem fins lucrativos e clubes associativos. A construção do local de reunião e a contribuição para manutenção das suas atividades básicas não representam um desperdício, ao contrário da remuneração dos dirigentes, isso sim é jogar dinheiro pelo ralo. As igrejas se tornaram um negócio lucrativo, com a mercantilização da fé. Mas nem pense em mudar isso, essa praga já se alastrou por todo canto e tem raízes em todos os poderes. A liberdade de culto e de expressão tem um preço, e muitas entidades religiosas, antes sem fins lucrativos, agora não passam de empresas geridas por alguns gatos pingados.

Ao contrário da poesia, amor não é fogo nem paixão que arde, mas sentimento sublime que se perpetua no tempo e no espaço.

Tudo o que você lê no mundo exterior são informações, a verdade só vai existir dentro de você, quando for capaz de processá-las, transformando-as em conhecimento.

Gostar e amar

Gostar está associado a um desejo, em geral um objeto, e esse desejo, em relação a esse objeto, se esgota com a sua realização. Amar está associado a uma pessoa e é um sentimento perene, que não se exaure com a realização do desejo.
Ao contrário da poesia, amor não é fogo nem paixão que arde, mas sentimento sublime que se perpetua no tempo e no espaço. Paixão é o desejo que arde e como fogo, se apaga, tão rápido quando a satisfação do desejo, que nunca acaba, apenas muda de um objeto para outro.

Onde reina o mais absoluto silêncio não cabem mais flores, perdão, homenagens ou agradecimentos. Onde tem vida, tem barulho, tem críticas e contradições e é lá que cabe toda a nossa gratidão.

O meu desafio de vida é fazer uma mulher voar, ao deixar o chão das suas certezas e inseguranças, abdicar dos seus medos e receios e deixar a sua alma vagar pelo espaço, ainda que por alguns pequenos momentos.

A maior liberdade é deixar as pessoas livres como as borboletas, para ir e vir e, um dia, quem sabe, vir para ficar.

Como eu faço para ver o “big bang” ou a grande explosão que teria dado origem ao universo? Na ciência não se admite a crença: uma experiência precisa ser provada em qualquer tempo ou lugar.