Coleção pessoal de luiselzadesouzapinto

221 - 240 do total de 289 pensamentos na coleção de luiselzadesouzapinto

Porque o Oceano é maior que as braçadas individuais, o ser humano (se) inspira e expira por navegar em horizontes intangentes.

O ser humano não escolhe onde nasce e é limitada a opção de onde morrerá. Mas ele pode escolher (em existência, vida e (sub)consciente), com (alguma) consistência, onde renascerá.

Aborrecimento? Reclamação? Tristeza? Depois da minha morte pensarei em refletir sobre essas coisas...

Resta muita coisa àquele que, depois de se lhe haver subtraído tudo acima do nível do estar (inclusive), ainda possui um chão para cair.

Antes do eventual nascer das interrogações ou do medo, é a perplexidade que pavimenta o único caminho a se seguir.

Porque um sol, um céu, um som e um sal não seriam o bastante, o Universo presenteou a vida com estrelas, pessoas, músicas e sabores diferentes.

É fantástico! Cinco presentes numa mesma embalagem: Eu consigo pensar, sentir e (re)aprender.

Para quem tem certeza de que o barco ou segue com todos ou afunda com todos, a primeira coisa a fazer é evitar discussões inúteis.

É inútil tratar dores infinitas e irremovíveis raciocinando a longo prazo. Estando limitado no espaço tempo, o ser humano, às vezes, precisa se reinventar todos os dias.

Todos os meus problemas acabaram depois que nasci; e, antes de atravessar a ponte das rosas que viveram, somente tenho umas várias muitas questões a resolver.

Um dos maiores presentes que alguém dá à própria liberdade é aprender a julgar (f)atos e não pessoas.

Para tudo que, direta ou indiretamente, alguém pede, existe o sim E o não. Para aquilo que não se pede há o morrer OU algo maior do que o viver: O superar(-se).

Pode-se viver com relativa paz num lugar sujeito a terremotos; mas ninguém constrói equilíbrio permanente num chão sempre em guerra.

Apenas uma distância irreversível pode substituir os fones de ouvido que não funcionam mais.

Se, de outrem, talvez a primeira impressão seja a que fica, de si mesmo, a última sensação consciente é o que se leva... Por ser incerta a hora da travessia derradeira, é bom estar navegando no que se ama.

Para a dança do sol, entre o nascer e o se pôr de todas as horas, a única música possível à vida é estar bem.

É cedo para a seda ceder...

As retinas navegam por campos inviáveis às papilas gustativas... O ser humano se medeia entre a amplitude e a profundidade.

É a consciência, que baila entre o estar e o ser, que permite a estranha louca sensação de se viver num contínuo monologar e dialogar consigo mesmo.

É tão bom estar na vida que, às vezes, quase caio na tentação de pedir um pouco mais... Contudo, não é justo pedir ao Universo dois presentes pela mesma festa.