Coleção pessoal de luiselzadesouzapinto
A dúvida que (supostamente) emite ruídos e que, todavia, foi concreta e totalmente varrida pela certeza e lucidez, nada mais é que uma frágil tentativa de somatização do erro ou ilusão.
Desejas saber a "posição"? Ou a "velocidade"? Escolhe somente uma, pois a "base objetiva" que te precede e alimenta limita a tua epistemologia a 50% do que estás.
O ser humano diferencia-se de outros entes vivos não unicamente porque possui retinas e papilas gustativas como estruturas diversas, mas também porque pode intuir com plena razão onde deseja colocar os olhos e a boca.
A interrogação é a maior amiga e mais pragmática companhia da certeza. Às vezes, todavia, é necessário temperar o passo com um infinitésimo de dúvida.
As únicas coisas que devem acompanhar as decisões conscientes e opcionais são o planejamento, a preparação, a execução e a vitória.
A total impossibilidade pode confortar e/ou conformar ou revoltar alguém. Contudo, uma infinitésima probabilidade de ocorrência de um evento (estatístico) ou desarticula completamente um raciocínio ou convida o ser a pensar com uma lógica que tangencia a perfeição.
Os olhos não estão ao nível dos pés, também porque o ser humano deve e pode almejar um horizonte maior do que o próximo passo.
Ninguém consegue precificar um sentimento, pois o ato de julgar consome o espaço tempo que pertence às valorações inatas.
É o equilíbrio, a firmeza e a paz, às vezes também o amor, que permitem a alguém jamais abandonar uma criança, qualquer que seja a idade desta.
ADORO a pluralidade humana, esse ente abstrato ou real que se somatiza numa avassaladora, densa, instigante e inominável n-dimensão molecular autoconsciente.
O ser humano pode, mas não deve abandonar o outro. Contudo, para não alimentar uma presença que não é companhia, é antes necessário estar de propriedade e posse de si mesmo.
Um brinde ao possível, que se assenta à realidade; ao provável, que colore o céu de sonhos; e ao impossível, que libera o estar na direção do ser.
Quem está num inferno que começa e termina em si mesmo, dificilmente se permitirá ajuda se perceber que a compreensão vem depois do julgamento.
Liberto-me diariamente do imenso e difícil peso da sua ausência, ao transformar (a cada instante) o provável nada, em possível tudo.
O maior presente que alguém pode me dar é a possibilidade de (re)aprender. É na anuência e/ou discordância, no (re)dizer, no (re)fazer e no (re)pensar que alimento a percepção de que o Universo faz de mim algo mais do que a mitose das meioses alheias.
É infinito o peso da cruz (inevitável) alheia, quando não se tem nenhuma. Há cinco maneiras estritas de (se) equacionar isso: (Não) Fugir. Ou amadurecer.
