Coleção pessoal de LeoniaTeixeira

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Já senti mil vezes fome dos teus olhos e milhões de outras, sede da tua boca.

Se eu te esquecer na praia, perdoa.
É que não faz mas sentindo naufragar nas ilusões.

Que me levem as pedras.
Que em mim,
fiquem somente sonetos e sonhos.

Já não sou dama nem dona, só uma mulher !

Mergulho nas cores e descubro que viver são passos dados um a um no caminho da alma.

Sol e lua se buscam
se procuram,
sol e lua sabem não poder
não ser.
lua e sol
mundos distantes
diferentes,
lados opostos
contrários.
Sol e lua
amanhecem, adormecem
sem se ter.

Há sonhos que escondi, ocultei...há sonhos que guardei só pra mim. Deixei nos escombros, nas gavetas.
Porque sonhos se perdem, por vezes...porque sonhos nem sempre se dividem, se entregam.
Sonhar são adjetivos subentendidos, são flores em jardins de ilusões.

Se a gente tiver que ser, será.
Não importam as ruas, estradas...
desconhecidas, dobradas,
o que for será:
hoje, amanhã ou depois.
O que foi escrito nem o tempo
nem becos,
nem caminhos tortos, diferentes...
são capazes de evitar o que vai,
ou vem para ser!

Fiz versos, fui prosa, poetizei!
Xeque-mate:
se não agora, talvez...

O pecado tem cor, tem cheiro.
Tem olhos de encanto,
tem voz, tem vez.
O pecado pode esta do lado
em frente,
pode ser homem ou menino.
O pecado é mel
doce, céu...
ser silêncio, ser palavra.
Pode mentir, se esconder...
pode sorrir, pode falar
o pecado pode trair, não trai.
O pecado anda calado
triste,
anda querendo
não quer.
Vive na dúvida, no meio
é errado, certo.
O pecado é ouro
as vezes brilha, reluz.
Ah, o pecado
seduz !

Que não se transforme em poeira os sonhos, que não morram.
Em mim, vives...e se vamos vivê-los ou não, não cabe a mim.
São destinos que foram escritos e o final é parte da história.

De onde vem este rosto que consome
de mim
todos os pensamentos
sentimentos,
de onde vem ?
De onde vem esse riso que se esconde
esse olhar que foge,
essa boca que cala ?
De onde vem esse ser tão só
tão silêncio,
tão...tantos tãos ?
Que parece querer
não querer
não ser capaz
ou capaz demais
de amar, de se controlar
de não se envolver.
De onde esse cara diferente
inocente,
Pecado doce, veneno...
que me adocica, que me envenena
que rouba, tira paz.
De onde vem ?
Tão maroto, tão de jeito
sem jeito,
não me diz que sente
não me fala,
vou me enganando, revivendo
sonhando, querendo.
De onde vem, pra onde
sem mim, em mim
fica e vai.
De onde vem ?

Moço não me peça explicações, deixe apenas que eu sonhe !
Juro te devolver por inteiro mesmo me repartindo em mil pedaços.

Outrora flores reguei, outrora cantei versos...joguei rosas e sonhos no ar.

Trafiquei sonhos, roubei...te trancafiei em mim.
Perdoa por ser meu vicio, baseado !

Passei de lado
vi jardins
atravessei ruas
pulei calçadas,
dei de cara com o sol, chuvas
corri,
brinquei na água, sorri.
Badernei,
me fiz menina moleca
dancei
rodopiei com o vento
gargalhei.
Lembrei infância:
fiz teatro, mor meu
fiz drama,
fui Julieta, tu Romeu.

Chuvas e sonhos de mãos dadas no fim de tarde, caem:
pingos de olhares, palavras...pingam desejos, vontades.
Aos céus graças pelas águas, a ti graças por existir.

Minha alma não desgruda da poesia, nem se esconde dos sonhos.

Que nesse encontro de mim comigo mesma, que eu me descubra.

Taça, vinho...
tragos,
músicas rolam, saudade.
Vejo olhos claros, longe
distantes,
sinto vozes
escuto,
vem cheiros
bate em mim desejos
escorre,
vontade de um sorriso
abraços.
Fico no ar, pelo avesso
peço abrigo, colo.
Carros passam, pessoas...
só não tu, vem!