Coleção pessoal de LeoniaTeixeira

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Estou parada no cais do passado, me pintei.
Me fiz retrato na parede do tempo !

Que na minha estrada encontre sonhos...mesmo depois de quebrados, estraçalhados...que não me abandonem jamais. Para mim não faz sentido !

Não encontro palavras, canto: " não adianta nem tentar me esquecer..." trocando: te esquecer !
Vou abafar meus sentimentos, calar desejos...já não faz sentido viver se dando, se jogando...mendigando amor, sorrisos...deixa está. Um dia talvez, quem sabe: outros olhos, outra boca...falem aos meus ouvidos o que sempre sonhei e quis de você. Levo, por um tempo, até não sei que tempo...lembranças. Vou deixa-las guardadas, trancadas...esquecidas nos porões de mim.
E quando canções me falarem de você, taparei ouvidos, fecharei olhos e deixarei que se percam no vento...que meu coração me perdoe, me entenda.

Ajeitaria: mudaria, organizaria minhas gavetas, cama...sem deixar de te mandar flores, arrepiar tua pele, te fazer chamego. Sem passar um dia sem cantar teus olhos, sem deixar de pedir cheiros...mas pra quer colocar as coisas nos lugares se minha cabeça ainda virada, revirada, bagunçada, perdida, louca...sem te ter.

As cores são minhas vestimentas diárias. Por vezes, até visto preto e branco, mas carrego nas mãos o arco-íris.
Leônia Teixeira

Tiro roupas, escancaro risos...
te caço, chama
queima pele, arrepia.
Busco teus olhos, canto tua boca
em músicas me entrego.
palavras,
te arranho, componho
versos,
mostro rosas, roubo beijos.
Te arranco suspiros, ouço gemidos
rolo na cama,
subo, desço...pelo avesso me viro.

É, tentei de novo
acreditei,
vi em teus olhos saudades
me enganei.
Foi mais um dos meus devaneios
um sonho a mais errado,
louco, torto...engano !

Escorre pelos olhos, pela boca...escorre fácil o sorriso. Esbanjo, escancaro...vou levando do meu jeito: me enganando, se enganando...uso máscara, me escondo.

Ser rosa mesmo quando o mundo te joga aos espinhos.

Vou dar asas aos desejos, vontades...vou libertar a mulher presa em mim, feito pombas em voos.

Dia do beijo
milhões de beijinhos,
no ar !
Sinta-se beijado:
no pé, na mão, no queixinho...
beijo de ponta a ponta,
não deixo um pedaço sem beijar.

Ser feliz é o que vale nessa onda, nesse mar de paixão.

Meu café tem gosto do que tocas, tem letras que dançam. Degusto em cada amanhecer, a cada entardecer. Ponho na boca, gole a gole...ouvindo sons, sentindo músicas.

Me faço flor para ganhar cheiros, me cubro de águas para matar tua sede, me visto de sonhos e te faço real.

Tantos mares, tantas ondas...ou se afoga de vez ou se mergulha no fundo das emoções.

Vejo um filme que passa em câmara lenta, vejo um pássaro que voa rasante...borboletas que se aconchegam em mim. Toco flores, falo versos...canto risos, rosas. De quebra cheiros, clarão, brilhos...luar, flor e mar que se misturam em ondas, que naufragam em águas. Olho, vejo tardes distantes, olhares calados, músicas no ar. São tempos de outrora, saudades marcantes. Falta coragem de olhar em teus olhos, de cantar teu corpo...medo, depois de tantos nãos, desaprendi a encontrar saídas.

Entre um banho e outro, sonho.
Águas, jatos..banhos de paixão !

Não me sinto menos mulher por não conseguir tocar-te...apenas te sinto mas homem !

Me pego gostando do sabor dos teus olhos,
do tom da tua boca...
me delicio,
água na boca, morango no olhar.

Tua pele me deixa no cio, teus olhos me jogam no mar.