Coleção pessoal de Leonardojjms

61 - 80 do total de 157 pensamentos na coleção de Leonardojjms

A palavra pinta a coisa
A coisa não cabe na palavra
A coisa foge pro verso — universo na mente
A coisa de sair da palavra, ser a moldura
Peguimentar a tela
Abastecer a palavra com imaginação
Com investigação própria
A coisa não se prende no verso
No volante do verso
A gente se pega
Lê de verdade é parar na coisa;
Não se pega a palavra
Sem por a mão na massa

Um verso é escada pro andar de cima


Nele a palavra expande-se


Ecoa

Inspiração




Corri com o pensamento poético pro papel
Ministrei nele estas palavras
O risco de branco sumiu
Lhe dou poema

O risco de uma pessoa que pensa é que outras podem se acender nela.
E a escuridão é obrigada a revelar o ambiente... por isso tais canetas sopram o medo...

A esquerda vive da caça às palavras
As caça dos mais favorecidos com suborno e dos menos com promessas.
Tá na Bíblia que o coração do tolo não foge das armas da esquerda e assim
o seu coração não pode falar contra
ela. Padres e pastores na mira dessa
caçadora astuta: ai se disserta.
Vai o coração se inclinar para qual
lado se a direita não tá na tv, não tá na família, nem na música mais tocada, na manchete não é encontrada,
não tá no governo, "tá na
igreja que é o lugar dela?". Vai a boca falar o que. Vai falar o que o governo manda pagar ou esperar.

O sapo acachapa insetos na barriga


O poeta acachapa palavras no poema


Ambos e a língua

Pega no poema a poesia inquieta...


É o leitor aranha faminta...

Aquela frase que enche os pulmões!

Órbita em um verso
A poesia...

Sufocou a língua para não lê as palavras
que entende que não lhe possa chegar por
tal coração, o mugango mudo do orgulho
rouba seu rosto do assunto e as palavras
encontra tal língua sempre de porta fechada...
Se a língua não conversa com os olhos
palavras não entram na casa e o ouvir não
se arruma para a festa do coração...
O rosto de quem ama reflete à presença
do amado. Ouvir é um lugar onde a
língua encontra sempre aberta a porta
do coração então palavras cumprem sua
função — beber da realidade do lê
que desce do monte.


(Leonardo Mesquita)

Pousando uma após outra o bando de letras formam a frase
migrando de outras palavras
chegam a estas imagens
cada letra enche o papo
provocando um fértil
imaginar; essas letras
tomaram essas palavras
teceram seus ninhos
colocaram seus ovos
e em rápida leitura
pintam no rosto
um bando




(Leonardo Mesquita)

Mude uma palavra de um poema alheio
Cultivando-a em versos próprio
Ponha-a para tomar olhares


Regue-a compartilhado


Quando olhares neles pousares
Leve pelo açúcar que há
Levará na orelha


Versos


Mude palavras


Cultivando...


Salve a poesia incendiando o pensar


Esse grito queimando
Pede iluminar


Cultivar palavras
Para educar


E não arrancar do
Coração a moral da história


Vai xandão salva a Amazônia


Plant/ e boca é tigela e açaí


(Leonardo Mesquita)

A poesia precisa do poeta para pega-la
com palavras
como a água precisa de algo
para conte-la,
se não fosse a tinta da caneta
a poesia seria desperdiçada
despalavrada no não
e não declamada
saciando o imaginar
que pede conclusão
contida em cada letra
preciosa em um poema
é só vim e pegar um declamar
e ser

Inspiração

Se distraiu, na nave da mente, olhou
e não viu mais o pensamento, batendo cabeça no branco da confiança... amassando às palavras que não são
as mesmas da loja da surpresa da
língua, agora então? é o jeito martelar
o poema com versos da própria
cachola depois do prejuízo de bater
pestana e a frase não ter na mão...

Inspiração

Se distraiu, na nave da mente, olhou
e não viu mais o pensamento, batendo cabeça no branco da confiança... amassando às palavras que não são
as mesmas da loja da surpresa da
língua, agora então? é o jeito martelar
o poema com versos da própria
cachola depois do prejuízo de bater
pestana e a frase não ter na mão...

Como peixes correm na água
palavras correm num poema
pensamento acima
ocorrem versos livres na rede
correm pra cena

Ruflando às letras o poema
exibe suas palavras
a ideia pesca na água
da rima o ponto
que narra / agarra
mexe a mente à isca
na água...
mente clara / mergulha
o poema ao ponto
narra / agarra




(Leonardo Mesquita)

Nave vai ao espaço
Versos vêm assim
Decolamos


Mente
Mente
Mente


Decoramos

Nave vai ao espaço
Versos vêm, assim,
De
co
la
mos


Mente
Mente
Mente


De
co
ra
mos

Foi no alfabeto pegar madeira
para a fogueira indispensável da imaginação, com ela já acesa desfrutar a beleza do cair da noite em cena...
na segurança do fogo que afugenta
a falta do que dizer — inseto que infesta —
se falta letra para o fogo... com letras suficiente para o texto todo, o aventureiro desfruta da poesia das estrelas ao calor da fogueira que arde na imaginação. Noite adentro em cada frase uma estrela compartilhado paixão.


Leonardo Mesquita 24/11/2025