Coleção pessoal de leandromacielcortes
Sinto falta de você! Como pode sentir falta de algo que nunca existiu? A verdade é que nunca cheguei a ser inteiramente sua, nem você completamente meu. Aliás, será que algo em nós, chegou a ser alguma coisa em algum momento?
Não é antipatia não, meu bem! Ser cínica, tem sido meu maior trunfo, diante de alguns sorrisos falsos e maldosos. E meu silêncio, a melhor resposta diante de pessoas vazias e sem noção. Tapinha nas costas e beijinho no ombro para as recalcadas.
Meu grande medo, nunca foi viver apanhando do amor, mas sim, embrutecer, endurecer e me recolher dentro desse escudo-solidão.
E espero, te espero. Espero uma ligação, um email, uma mensagem, o abrir da porta, teus passos, teu olhar, teu abraço, teus beijos, o entrelaçar entre corpos, o fim de noite entre almas se cruzando. É uma espera que quase nunca passa!
Não foi a primeira, nem a última. E continua fazendo tudo para me perder. Não se perca, não perca, meu bem. Posso não voltar, ainda que isso doa, que me doa, você será só mais um ponto final.
Sempre fui meio doce, meio meiga, meio boba, meio menininha, daquelas que acredita e vive seus contos e histórias inacabadas. Sempre Fui metade. A outra, essa rezo para que nunca precise ser, nem viver. Me recuso a ser meio azeda, meio amarga, meio vazia de amor, meio vazia de sentimentos, ou meio feliz. Ou é tudo, ou nada. Sem meios, nem metades!
Dentro dessa gritante solidão e desse aparente silêncio, no fundo, bem lá no fundo, há um coração que se pré-ocupa demais, com um alguém que está longe de receber todos os carinhos e afetos do mundo.
Eu te amei! Como eu te amei! Amei teus silêncios, teus sorrisos, teus abraços, teus beijos, teus sonos, nossos sonhos, tua essência, teus suspiros e ressacas amorosas. Amei tuas chegadas e saídas e, te esperava, era doce, tinha gosto e cheiro de felicidade. Amei aquela primeira vez, aquele: Eu te amo! Nossas aventuras e desventuras. Nunca fui metade sua. Sempre fui começo, meio e fim.
Tinha uma enorme leveza no olhar, no andar, no riso e, uma beleza e requinte únicos. Era doce, extremamente doce. Mas, carregava seus pesos e fardos e vivia fugindo dos seus medos e monstros interiores.
Não são os fins, nem as repetições e, nem os erros, que nos transformaram. Mas sim, as constantes infiltrações nascidas das ilusões, desilusões, contos e histórias inacabadas. Das rachaduras, das dores das feridas e dos amores mal curados.
Sempre teve uma quedinha por ele. Quase sempre caía, se machucava, doia e, entre idas e vindas e, algumas recaídas, se tornou refém de um amor doentio. Deixa morrer. Deixa! De nada adianta, dar sobrevida a um amor que inexiste no futuro. O que se separam são os corpos e almas, o amor esse, sobrevive ao tempo, aos distanciamentos e quase morte. O amor, esse é eterno! Somente muda de endereço, enredo e história. The end!
Para toda dor, há cura e amor. Para todo mal, um bem em dobro. Depois de toda queda, levante-se e siga em frente, enfrente seus medos e problemas. Para toda lágrima, há uma porção de risos e alegria. Para todo peso, um ombro a te auxiliar e amparar. Para solidão, um coração, uma mão, um Deus! Para a tristeza, há uma felicidade que se multiplica e uma fé inabalável. Para o desânimo e o esgotamento, uma fonte inesgotável e, renovável de forças e esperança. Todo fim, te possibilita um novo início, mais doce e, leve e puro.
Há coisas, pessoas e momentos na vida que nunca morrem. Simplesmente passam a viver longe dos olhos, mas dentro do coração, no pensamento, na memória, entre lembranças que se amontoam interiormente. E, todo dia bate forte aqui dentro, uma doce e eterna saudade do ontem, do passado, que não torna, nem retorna.
Todo novo dia, aquela voz sussurra baixinho aqui dentro: Eu sou teu Deus, eu estou contigo! Então, repito em silêncio: Tudo posso naquele que me fortalece!
Ainda que eu te ame, te deixo livre para ir, partir. Que vá e seja feliz! Alguém já dizia: Vaso quebrado não se cola, joga fora, no lixo. E, sempre vai alguém e acha , cata, recicla e transforma-o em uma bela obra de arte. A mais bela de todas.
Vivíamos louca e intensamente nossas doces loucuras, como se não houvesse amanhã. Não suportaríamos viver essa amarga e, insanidade realidade que diariamente tenta violentar a alma e aprisionar o coração.
Precisava de pouco, mas esse pouco era tudo. E, tudo quanto eu quis, eu tive e vivi. Um amor, que durou bem mais que uma estação. E, não me arrependo, de mim, de nós, do nosso amor. Vale a pena ver de novo. Reprise, bis, por favor!
Não se apaixone por um corpo, nem por um rosto, ou uma foto borrada com filtro. Fotos se rasgam, beleza passa e o prazer um dia acaba.
Tente ao menos uma vez. Eu tentei! E seria possível resistir à tentação de ficar longe de quem se ama? O amor tem dessas coisas, a distância que atropela a saudade, o arrebatamento via satélite dos pensamentos, um marca-passo no coração. Torpedos, gravações de voz, webcams, e-mails... E haja coração para resistir ao tempo, ao desejo, ao querer desmedido pelo outro. A ausência entre corpos, porque é a espera por um verão que nunca chega. Seria o primeiro amor, a primeira vez, mas é entre amores, a milésima vez. E, entre estações que se sucedem, o inverno, esse perpétua, logo, tudo esfria. Esfria o café, o desejo, o amor, as relações e corações. Meus pêsames!
Que as verdadeiras amizades não se percam, nem as mentiras nos confundam. Que nem o mal, e, nem a inveja nos atinjam. Que as verdades prevalesçam e, o bem, os amores, a paz e a felicidade, também.
