Coleção pessoal de leandromacielcortes
Sei para onde não voltar. Mas, como menina teimosa que sou, sempre ando na contramão do coração e, é para ele que acabo voltando pela centésima vez depois de uma batida, de uma quase separação. Acho que isso é amor, né meu bem?
Seria só mais um amor, mais uma linha, mais um parágrafo, uma vírgula, um ponto final antes do tempo. Mais um desses desinteressantes e sem sal, azedo, idiota e meio babaca, mas virou história, romance, livro de cabeceira. O meu conto. A vida tem dessas coisas, de vez em quando é meio mágica !
Às vezes sinto uma certa nostalgia desse insano silêncio. Da vontade de gritar, pular, dançar, cantar, pintar, bordar, mudar tudo de lugar. Cabem tantas coisas legais, nesse buraco vazio, fundo e escuro que é a solidão.
Apenas saiba que me basta, você me basta, me preenche e completa. Te quero e, desejo assim, tão delicadamente doce, cheia de malícia, bruta e dura. Te quero mesmo com suas neuras, tiques e vontades desmedidas. Tão misteriosamente envolvente, com esse geito somente seu, de pintar e bordar a vida.
Não peço a Deus asas, mas força e uma fé enorme, para não cair. E que meus voos, sejam livres de obstáculos e, quedas e armadilhas. Confio em Deus. E vai ser como Deus quiser. Que seja feita a sua vontade. A vontade de Deus! Amém!
O inverno se aproxima e seria bom ter um amor, abraços, afagos, calor, sofá, pipoca, filme e todas essas doces coisas que se faz num dia frio. Caso ainda não encontrou um amor, sonhe, idealize, invente um.
Era atração, desejo, vontade, prazer. Era de outro mundo, garantia de satisfação. Bis! Um bis, por favor! Era romântico, de palavras deliciosamente degustáveis. Tinha um toque refinado, era um doce. Era gostoso, bonito e maravilhoso.Era de noite, de manhã, a tarde, a qualquer hora. Que droga! Me preenchia, mas não me completava. Supria minhas carências, mas não os meus vazios. Era tudo, menos amor!
Hoje só quero driblar a rotina, trocar as palavras, por doces palavrões, um toque de malícia, desabotoar alguns sentimentos, expor e viver algumas sensações. Quero algo mais, além da mesmice da normalidade, do tradicional. O prazer, pelo prazer. Cansei de pessoas, do entrelaçar entre corpos. Quero amor, fazer amor, sentir o amor ir fundo, ao fundo da alma. Um toque de delicadeza, com uma dose de indecência. Quero doces e travessuras, a calmaria de um sussurro e a loucura dos instintos mais deliciosamente primitivos. Sem embriaguez, nem ressacas. Nem mais, nem menos, na dose certa. Quero êxtase sem encenações, a dualidade no ápice, não o fim precoce. Quero amor e não satisfação. Amor! Entendeu meu bem?
Amar é isso! Um jogo entre amores imperfeitos, descobrindo seus defeitos. É descobrir, que o perfeito reside nas imperfeições do outro. Que o outro não é teu par, não vive nos teus sonhos, nem tem tuas manias e, desejos, mas te faz sorrir, querer voltar, querer ficar.
Havia uma indecifrável delicadeza em suas palavras, uma sutileza de outro mundo naquele olhar e, uma tresloucada doçura e leveza naquele sorriso de menina mulher.
Dizer adeus, às vezes poder ser apenas uma forma de a vida nos dizer: Desapega, tudo na passa e trespassa! E nada dura para sempre. Nem amores e nem dores. Tempo ao seu tempo. Tudo no tempo de Deus. E o que tiver que ser, será com toda força. Fé em Deus!
Surgiu calçando 37, uma blusinha cor de céu, brilho no olhar, um blush decorando a face e um sorriso de outro mundo entre nuvens e sol. Na bagagem trazia não mais que meia dúzia de sonhos, algumas histórias e uma fé enorme na vida, no amor e nas pessoas.
Estar só não é de todo ruim, não é o fim. É passageiro, pois há sempre uma nova estação e novos amores desembarcando. Tem sempre alguém batendo a porta e desejando entrar. Estar só é estar acompanhada e sentir-se vazia e fria em meio ao inverno. É uma doce solidão a dois. E olhe que há quase sete bilhões de pessoas nesse pequeno planeta. A solidão é e sempre será psicológica, corporal, porque quem tem Deus no coração nunca está só.
Tanta gente interessante lá fora, pronta a amar, pensamentos transeuntes, loucos por uma carona, um amor, uma noite, algumas horas de amor e eu aqui trancado dentro desse escudo-solidão. Noite de sábado! Não se perca, não me perca meu bem!
Entre olhares, deixei entrar.
Entrou e fez morada,
No coração, na alma.
Fez dos meus dias um texto.
Apagou algumas linhas e,
Parágrafos e pontos.
Foi início e meio, vírgula
Superada pelo amor
Na eminência do fim.
Foi o meu conto secreto.
A minha história. O meu
Querer mas bonito.
É por você que espero todas as noites, só não demore a chegar. É você. Tem sido você. E vai ser você o meu amor maior. Maior que todas as esperas e insônias e, carências e vontades e desejos desmedidamente irremediáveis.
Que eu não me furte a viver, nem amar.
Que eu não me perca, nem você
Se perca de mim.
Que vivamos o amor livremente.
Livres de quaisquer culpa e
Qualquer embriaguez.
Que seja doce, leve, intenso e pleno.
Que seja bem mais que atração,
Paixão. Que seja de coração.
Que haja beleza, requinte, mas longe
Dos holofotes, que haja luz e brilhe
No fundo entre almas.
De vez em quando vem aquela coisinha chata chamada pensamento e sussurra o seu nome aqui dentro. E tem sido assim, um misto de lembranças, memórias e saudade. Saudade de tudo que poderíamos ter sido, amigos, ficantes, namorados, amantes. Saudade dos sonhos inacabados, das palavras ainda quentinhas de ontem. Da rotina entre metamorfoses, do voo a dois que não mais será. Pois, optei pela sobriedade do fim, a embriaguez dessa eterna ilusão que nos faz perder o chão por vezes.
Calma! Ele vai voltar, e se não voltar, sorria, fique feliz e siga em frente. Há sempre a possibilidade de se descobrir um novo mundo, outro mundo, diferente do seu. É um novo dia, novas oportunidades e, sempre existe a possibilidade de se viver novas histórias, um novo romance e um novo amor. Pois, todo fim, nos possibilita um novo início.
Existe uma pequena coisa interiormente, que se a gente não alimentar diariamente morre. Como é que se chama mesmo? Fé! Uma fé enorme é o que te desejo todos os dias. Fé em Deus! Fé na vida!
