Coleção pessoal de leandromacielcortes

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O mundo é da cor que você molda e pinta.
O mundo é essa tevê preta e branca,
Que você vai colorindo e assistindo
Com pausas. Zapeando sem parar
Em busca da felicidade em slow motion.
O mundo é isso, um grande quadro,
Que vai ganhando vida lentamente.
O mundo, o seu mundo, mundos
Diferentes, o que se vê pela janela
E o que se vive andando, correndo,
Procurando incansavelmente um
Lugar ao sol. O mundo dos sonhos, utópico,
A ilusão da perfeição. Ah! Quem dera
O mundo fosse perfeitinho! Seria
Um tédio total, sem a correria de
Cada amanhecer, o congestionamento
De cada entardecer. Viver é isso,
Correr riscos, vencer medos, burlar
As ciladas, ludibriar os pensamentos
E se aventurar nesse mundo de meu Deus!

Meu presente, meu passado,
Já foi doce e amargo.
Mistura de sabores.
Plantei amor e colhi dor.
Da dor fiz-me força e
Perseverança.
Com as pedras no caminho,
Edifiquei meus sonhos,
Fortaleci minha fé.
Esse riso, um dia já foi triste,
Já foi festa e funeral.
Hoje é brisa leve.

Tem uma coisinha que você precisa saber: Sou frágil e quebrável, cuidado, pois tudo que se quebra, não se rejunta, nem cola, até volta, mas nunca volta a ser como antes. Entendeu?

É frio, muito frio. Noite gelada, o coração descoberto,
A cama vazia, sem lençóis revirados,
Ou roupas espalhas pelo quarto.
Seminua à noite me faz companhia,
Ressente-se do calor do dia. É inverno,
Sussurra o pensamento aqui dentro.
Sobre a mesa restos do jantar, da sua estada,
Vestígios da sua passagem, procuro,
reviro a casa a procura do seu cheiro.
Como é bom seu perfume, sua essência.
É uma saudade com sabor de sobremesa,
A qual degusto entre pausas intermináveis.
Lá fora o vento confunde-se com o tempo esfumaçado,
Nublado, querendo chorar, lacrimejar,
Mas que ainda resiste em ceder.
Aqui dentro, interiormente o coração dança
Essa marcha fúnebre. Meus pêsames
Aos seus sentimentos, sussurra o pensamento.
O corpo ainda quente reluta em aceitar o fim.
Não a morte do amor, mas o termino,
A sua partida. O amor é assim,
naturalmente se acha naturalmente se perde.
Algumas coisas na vida são irrevogáveis,
Sem reversão e sem volta.

Aquela música, o céu azul,
Pessoas lá fora transitando,
O sol sorrindo timidamente
Aquecendo o interior, o
Coração e afagando a alma,
Com uma leveza de outro
Mundo. A cama ainda quente
De ontem. Das centenas
De pensamentos transitando
Loucamente entre lençóis
E silêncios acordados por
Sonhos, delírios, desejos,
O amor entre nós. O fazer, o ter,
O ser e. Como dizer adeus,
Deus, como eu te amo!
É infinito o nosso amor
E quanta coisa cabe dentro
Desse buraco. Aqui dentro tem
Tanto espaço é quase um vazio
Existencial sem você.
Sem você tudo é passado,
Com você tudo é presente.
Com você sou vírgula
Entre linhas, o parágrafo seguinte,
O próximo capítulo. Sem você
Sou apenas um ponto final.

Na vida!
Degraus
Dois
Subir
Para
Humildade é isso,
Saber
Descer
Um
Degrau,

Saudade de quando era amor. Hoje é só fazer amor, uma viradinha para o lado e boa noite meu amor.

Não me tenha como uma possibilidade, ou projeção de um amor. Não sou um sonho, nem metade. Ou sou tudo, ou nada. Comigo é amor, ou ódio. Entendeu?

O amor dos sonhos, não passa de uma utopia barata. Por vezes o barato custa caro. Te desejo sorte, em suas aquisições.

O amor é assim, a gente usa, joga fora, mas ele nunca é totalmente descartado, sempre vai para o recipiente dos reaproveitáveis. E sempre vem alguém, que o recicla e transforma no melhor dos amores.

Eu
Sou assim, metade imatura,
A outra madura demais.
Sem meios termos.

Tenho
Centenas de conhecidos,
Muitos amigos, mas poucas
São as amizades verdadeiras.

Amo
Quem me ama. Amo viver,
Amo amar a vida, o amor e
Tudo que não cause dor.


Sofri, já chorei, mergulhei
Em rios, mares e oceanos,
Mas sobrevivi no fim.

Vivo
Minhas insônias, meus sonhos,
Minhas ilusões e utopias.
Vivo meu pequeno mundo.


Cai, machuquei, doeu, sangrei
Mas o tempo fechou as feridas,
Entre tantas experiências.

Perdi
O chão, pessoas que amei, que amo.
Perdi as forças, mas as encontrei
Em Deus. Ele me fortaleceu!

Vivo-te mais na saudade, a saudade
É presente, você é passado. A saudade
É parte de mim que me faz lembrar
A falta que você me faz. Vivo
De saudades batendo a porta,
Acelerando o coração e afagando
A alma. Vivo, sobrevivo, sobretudo,
Ao tempo, que resiste em digerir esse
Inesperado fim. Vivo de saudades
Do que cultivei e me foi afanado.
Saudade do que não brota mais.
Sinto saudades entre paredes.
É aquele: Eu te amo entalado
Na garganta, sussurrado ao silêncio
Vazio da madrugada entre sonhos.
Você é a mais doce entre todas
As saudades que sinto hoje
E será a mais linda música,
O mais forte entre os suspiros.
Será como um dia sem fim.
Você nasceu e morreu em mim.
Entre os amores, que se perderam,
Que perdi e que o tempo me afanou
Eternizar-se-á, entre mundos que
Nos separam por essa tênue linha
Chamada viva.

Incrível como as pessoas tem o dom de farejar os nossos erros, como se os acertos não tivessem o mesmo sabor.

É preciso abrir os olhos, olhar o mundo
Com olhos vivos. Quem muito dorme
Quase morre e quem se tranca em
Seus medos, esse já morreu. É
Preciso viver. Viver é arriscar-se na
Certeza de um novo dia, um
Novo sol, viver sob novas perspectivas,
Viver essa insana e doce expectativa
Da plenitude, na vida e no amor.
Viver é trocar caminhos, sair do chão,
Deixar de ser Casulo e virar borboleta.
Viver é abandonar velhos hábitos,
Trocar o cardápio diariamente.
É viajar em paixões, viver amores, ou
Aquele amor, louca E intensamente
Sem o medo do fim. Viver é ter em mãos
Fortes emoções e sensações, sem perder
As rédeas do co coração.

Amores que sufocam não me servem. Gosto de calor, de abraços fortes, laços e nós que se entrelaçam. Gosto de amor, fazer e dar, ceder amor. Não me renda, nem faça refém e nem tente me prender. Sou livre, dona dos meus passos, dona dos meus atos. Nunca tive vocação para ser prisioneira de amores possessivos, nem viver relações doentias. Quero segurança, não amores inseguros. Quero um homem, não uma criança. Seja mais você, não um personagem. Me ame sem ciúme barato, nem encenações. Apenas me ame, não como um principiante, mas com toda maturidade, ginga e malicia de um bom amor e amante.

Você foi o melhor dos amores, ao seu lado vivi as coisas mais doces e deliciosas da vida. Se pudesse dar um nome ao que sinto agora, diria sem medo: Saudade! Que saudade daqueles dias e noites, dos filmes, dos sonhos, dos amores a dois, do quando você me fazia feliz. Que falta você me faz! Pronto falei! Agora apaga, deleta, exclui e joga na lixeira minha confissão.

Por fora é toda ajeitadinha, arrumadinha, entre risos orquestrados e passos alinhados. Mas por dentro, interiormente, vive suas bagunças sentimentais, imaturidade, inconstâncias, solidões quase incuráveis e carências irremediáveis.

É só um beijo, um abraço, uma noite de verão em pleno inverno. O desabotoar e descobrir algumas sensações e emoções. É só o encontro entre almas desnudas, um amor a dois e depois te devolvo a sua doce solidão. Aceita devoluções?

Um dia você aprende que viver é não se tornar escravo de suas vontades, e sim o senhor de suas escolhas.

Sinto saudade de mim. Do ontem
Que não verei mais, dos primeiros
Passos, das primeiras palavras.
Saudade daquela rua, daquele olhar.
Saudade daqueles passos, daquela
Ponte, daqueles pensamentos
E daquelas emoções. Sinto saudades
Do amanhã entre nós, do suspiro
Furtado, do amor roubado. Saudade
De coisas e pessoas afanadas pelo
Destino. Sinto saudades do tempo
Que voa e não para. Saudade é
Como um dia de chuva torrencial.
Uma noite em que o som das lágrimas
Em compasso com a percussão,
Causam taquicardia no coração.
Sinto saudades dos dias frios, das noites
Quentes, da primavera me renovando e
Do outono varrendo alguns pesos
Desnecessários. Sinto saudades,
Porque sabia que você estava bem.
Sinto saudades, porque tinha a
Certeza da volta. Sinto saudades
De conjugar o presente. Pensar
No ontem dói. É uma dor solitária.
E dói entender. Dói saber que o
Futuro entre nós inexiste.
Dói conjugar o passado.
A saudade me dói de vez
Em quando!