Coleção pessoal de leandromacielcortes

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Amanhã tudo isso não irá ter passado de um passado distante, então viva o suficiente para que leve consigo interiormente memórias intactas, uma porção de lembranças coloridas e algumas doces recordações no coração.

Hoje só queria minha alma na sua alma, entrelaçar nossos pensamentos, te fazer risos, abraços, revirar seus cabelos, afagar suas carências, servir meus lábios nos seus e te encher de doces. Falar algumas coisinhas piegas ao pé do ouvido. Não. Não me pergunte o que eu diria! Segredo! Hoje só queria dividir a cama com você, te abraçar forte e apertar esse nó. Hoje eu só queria viver louca e intensamente esse “nós”. Entende?

Às vezes sinto falta de mim, em outras falta de você, agora, por exemplo, estou sentindo uma falta danada de nós, eu você e o nosso pequeno mundinho. Era tudo tão bonito, tão palpável, tão doce e intenso, tão nosso.

Encontre alguém , que queira viver um amor, um relacionamento e não apenas alimentar um status. Alguém que te ame e não apenas te deseje. Alguém que viva profundamente esse relação e não apenas os melhores momentos. Tenha alguém ao seu lado, não pela aparência, mas por tudo que de mais doce existe nela, além do superficial, sua essência! E, que tenha cheiro de amor e gosto de felicidade.

De vez em quando penso se teria sido diferente, mas nada que eu viesse a fazer, iria alterar esse fim.

Tem um pequeno dispositivo aqui dentro chamado coração sempre alerta 24h por dia.

É tudo demais, beijos, abraços, afagos, palavras, desejos, sonhos, mas falta alguma coisa, falta amor. Não é nada com você. Sou eu, eu que sempre tive dificuldades de receber e me doar, de dar amor. Talvez por medo, medo da desilusão, talvez não. É que a vida me fez assim meio áspero, bruto, meio duro, meio distante de tudo que possa trazer dor no fim.

Tinha a suavidade de uma música. A leveza de
Uma letra e a doçura de uma composição.
Fez-me orquestra, regente, fui seu servo.
Tirou-me para uma dança e me fez dançar.
Dancei, dancei, volto a repetir: Dancei!
Perdi o compasso. Fez-me perder as rédeas.
A direção. Fez-me pluma solta no espaço,
Flutuando e planando ao som do vento.
Fui seu amor, amante, te amei e re-amei
Do anoitecer ao amanhecer. Tinha olhos quentes,
Dois sóis entre corpo e alma, Refletindo brilho,
Luz e beleza. Foi estrela cadente caída do céu.
Estrela desgarrada, que me concedeu viver
entre sonhos. Além o apagar das luzes.

Acontece que a vida não vem com cartilha, nem manual. Ou você cresce e amadurece, ou aprende com os tombos. Simples assim!

Ame, sobretudo, com o coração. Pois, os pensamentos traem e os olhos se rendem a perdição. Já o coração, esse é amor e pureza na sua essência interior. Tudo que vai além da passageira aparência exterior.

A vida é uma pipa livre, leve e solta no espaço.
A vida é essa tênue e frágil linha. É essa ligação,
Esse imã que nos prende. A vida é
Uma invenção divina. A vida é um quebra-cabeça,
Que se monta e remonta. A vida é um mar.
Mar de risos, mar de lágrimas, mar entre ondas
E tempestades, que logo se transformam
Em marolinhas, águas calmas. Dias de sol.
E seria vazia se não houvesse, nem abraços,
Nem amores e dores. Nem fins e
Nem inícios, Opto pelo ápice, os meios.
Na vida tudo passa e trespassa. Nem tudo
Que vai volta. Nem tudo que chega vai.
A vida é um labirinto, onde se perde
E acha. A vida é essa eterna e
incessante busca pelo amor, pela felicidade,
Pela plenitude. Por alguma coisa que
Nos complete interiormente.

Virou uma estrela, mais uma estrela em meio a constelação que povoa o espaço vazio.
Lacuna eterna e impreenchível.
Dizem que dor vivida é dor sentida.
E a partida, a perda, é dolorida. Dói. Ai, dói mais um pouco e torna-se pouco, ante a saudade que lentamente vai se perpetuando.
O morrer é isto, viver entre dois mundos, entre a quase imortalidade e a possibilidade da eternidade.
E a distância que separa esses dois mundos é essa tênue linha chamada vida.
E o que se vive é imutável interiormente.
A vida é isto, um sopro, uma leve e frágil brisa entoando a mais bela das canções.
A canção do amor!
O viver hoje como se não houvesse amanhã.
Seria o sorriso a alma em estado de graça?
Seriam as palavras passageiras?
E somos passageiros nesse tempo.
O tempo passa e passamos, mas o amor não.
Ah! O amor! Esse transcende o tempo
E permanece com toda força, além, bem além do pensamento, do sentimento, da emoção.
Esse se eterniza entre linhas no coração!

Viva todos os amores, ou aquele amor. Seja o que quiser, mas seja o que deseja. Caminhe, corra, voe, mas não se perca dos seus sonhos. Mude, pinte, borde, transforme, viva suas metamorfoses, mas não deixe que sua essência se perca, nem a doçura presente lá no fundo se dissolva.

É só uma menina mulher vivendo os seus sonhos. Como todas, ela acredita em fadas, gnomos, príncipes, princesas e amores de outro mundo. Não. Ela não é louca, nem doida e nem pirada. Ela simplesmente acredita no amor.

Era você. Era amor. Era para ser, acontecer e quase aconteceu, mas como todos os outros, era apenas mais um sonho, um delírio, um desejo reprimido e não passou de uma noite de amor. Ainda lembro de ontem, na ânsia de viver o amanhã, mas o hoje, o agora, esse momento entre nós inexiste.

Aprendi que amar não é ter, nem pertencer, mas ser.
Aprendi que ter amigos é essencial.
Que nem tudo é eterno exteriormente,
Mas há coisas e pessoas que se perpetuam interiormente.
Aprendi que as dores nos moldam, transformam
E tudo que não nos mata, nos fortalece.
Aprendi que o perdão é a melhor forma de se perdoar
A si mesmo. Aprendi que nós se desatam,
Que amores de uma vida se desfazem
E que a vida é essa sucessão de metamorfoses.
Aprendi que pensamentos traem, olhares enganam,
Palavras mentem e que a melhor maneira
De se sentir o amor é com o coração.
Aprendi que viver também é sonhar. Que sonhar
É preciso e que sonhos exigem trabalho.
Aprendi que a humildade edifica e dignifica o ser.
Aprendi que tempestades passam, que o choro,
Não te faz fraco, nem covarde. Aprendi que
Não somos tão fortes quanto imaginamos e
Que a vida vai exigir isso de você, cedo ou tarde.
Aprendi que um sorriso, ainda é o melhor remédio
Contra certos males que tentam acometer a alma.
Em fim, aprendi que a melhor maneira de se viver
É ser feliz não com o muito, mas com o pouco
Que se tem. Pois, esse pouco, ainda que pouco
É muito para alguém.

Amor é sentimento mútuo, é felicidade a dois, é abandonar a si mesmo, a exclusividade, para viver com outrem. Amor é partilhar sorrisos e compartilhar felicidade. Amor é bem mais que o entrelaçar entre corpos, é o deleite entre almas, é a plenitude, o ápice entre dois sentimentos. O amor não é um troféu, não é um prêmio, nem uma conquista. O amor é a descoberta, o descobrir-se amando, quem dera, voltássemos a nos amar como a primeira vez, porque na primeira vez é doce e, tem cheiro e essência de amor de primeira viagem. Talvez, o amor já o seja antes de ser, antes de confidenciar-se ao mundo. Eu te amo!

Às vezes se torna repetitivo, mas a gente ama a primeira vista, sem pedir vistas, nem provas, ou contraprovas. Ama por impulso, na emoção do momento. Ama na ânsia de abandonar a solidão, por medo de acabar só. Ama a simples ideia de estar amando e não passa de mais um amor de estação. Desses que se perdem com a chegada do outono!

Ergue a cabeça menina. Olhe para frente, enfrente suas limitações e os deslimites dele. Ele deslizou, você caiu, doeu. Dói, eu sei que dói. Amores passam, feridas cicatrizam. Enxugue essas lágrimas sorriso no rosto e vai viver a vida. Há tantas histórias e amores e, corações a espera de um complemento. De um toque mais forte, desses que aceleram o palpitar e, despertam arrepios e espasmos de felicidade interiormente, no corpo, na alma.

Engraçado, mas passei a viver mais, quando abandonei esse querer des-me-di-do por você. E me descobri amando, eu, eu mesma, sem esse nós, esse nó que me apertava e sufocava obsessivamente.