Coleção pessoal de JoseRicardo7
Eu quero muito,muito
Não quero um mega,
Nem um gigabyte...
Quero muito,muito.
Quero prencher os espaços vazios que estão no meu coração.
O formei,
Instalei o que não devia ,
Mofado e riscado ficou...
Quero Poesia ,quero paixão..
Quero música e quero refrão...
Chega de melancolia...
Chega de boêmia..
Chega de hospedar em quartos que se dizem limpos e ficar só por alguns dias..
Quero o eterno com vinho suave e beijos singelos.
Quero navegar nos mares abertos e esquecer as feridas em mim recebidas com martelos.
Quero caminhar nos vastos campos e ver luzes de pirilampos..
Quero subir em árvores bem altas e gritar para todos verem essa arte...
Quero mais,muito mais..
Quero hoje,
Quero o que é meu sem a presença dos titãs e dos pigmeus...
Quero sambar,
Quero cangarolar com pássaros de auto escalão...
Voar longe, bem longe e voar por cima dos desertos e dos montes gelados.
Quero surgir no repente e dizer um adeus para essa boa gente...
Quero calor...
Quero alguém que leve minhas dores e que me traga o seu coração e nele vou me instalar como seu único amor....
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa
O que fazer
Vivendo assim,
Nas ondas do teu pefume.
Brigo comigo mesmo pra me afastar desse costume.
Mas a densa flor insiste em me trazer o teu cheiro.
Acho até que o vento é mais amigo seu do que meu
A briga é de lâminas e punhos...
Me escondo, me tranco e pelas brechas ele me encontra...
Saturar tudo isso ,não me faz bem...
Calo-me diante de tudo e de todos..
Um poeta de boca fechada não trás aplausos e nem versos...
A música segue no precipício..
Arrependida ela volta em silêncio..
Ja fiz de você o meu melhor poema.
Ja fiz de ti, o meu mais intenso dilema..
Cada frase emblemei teu nome como tema..
Já espulsei o som do violão para ouvir a voz do meu coração..
Até o bandido instrumento e contra minhas vontades...
Fiz de tudo para te esquecer e não achei saída
O que fazer então se de fato eu te amo de verdade e você não vem...?
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa...
Será mais ou menos assim
Não quero nada do ontem.
Ele se foi ,
E nem um tchau foi capaz de me dar...
Eu disse um adeus a ele,
Mais ele se virou e simplesmente, desapareceu..
Pensando bem, ainda bem que foi assim que aconteceu....
Agora, te conheci..
E no coração acendeu uma chama.
Daqui pra frente será tudo diferente..
Quero te filmar em minha lembranças.
Fixar, decorar em ti minhas cores para de mim você sempre se lembrar.
Quero te fazer viver , rejuvenescer e gravar minhas digitais em tua alma.
E quando acordares se recordarás sempre de mim..
Conservar o gosto do teu beijo no meu para de ti,
Nunca me esquecer...
E mesmo que o mundo ache esse texto um pouco desconexo,
'"Será mais ou menos assim;'"
Viver de memórias ?
Não !
Memorizar cada detalhe,
Sim....!
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa
Gratidão
Um sentimento que não se explica .
Logo de entrada,
Sou cortejado com mimos e diplomas.
Um poema só de gratidão que não se explica.
Tudo que eu disser, será pouco para expressar tanta gentileza da parte dos fundadores(as) desse grupo.
Se é para agradecer mesmo como eu quero..
Tentarei sonhar dormindo para encontrar uma forma de me expressar direito.
Pois acordado,
Acho que será em vão eu tentar encontrar essa arte.
De todo modo,
Enquanto o sono não chega,
O meu muitíssimo obrigado deixo a todos...
Gratidão.
Gratidão
Gratidão
Gratidão🙏🙏🙏🙏🙏🙏🙏🙏🙏
Com amor;
Ricardo Melo....✋🙌
Não desista
Descanse existência.
Descanse em paz.
Repouse-te, dormita-te nas noites serenas.
Tranquilize seu levedo e não deixe-o fermentar
Cochila-te, aspira-te , respire fundo e deixe o sono fluir.
A velhice não ficou para todos,
E os que nela chegar, terão motivos para se contemplarem..
Se exprimem nos versos que você fez,
E te sossega nas canções que você já ouviu e escreveu.
Morrer ,faz parte e a morte é a única certeza do amanhã.
Acredite,
Ou mal ou pior, não fará você viver menos ou mais.
Quando chegar a hora , será a hora....
Com ou sem um adeus ela virá.
Descanse, resista, persista e aproveita sua vida e sua liberdade.
E não desista....
Autor:Ricardo Melo
O Poeta que Voa
Lar, doce lar temporário
Eu teu coração,
Fiz morada sólida e poética.
Dei sentidos a sua existência.
Habitei com minhas canções e meus versos românticos
Fiz moradia colorida.
Me domiciliei,
Fiz cama e colchão em seus sonhos e em seus ombros.
Construí vivendas e puz endereço próprio...
Bem oculto aos olhos fo mal, a numerei...
Chegou um dia que eu disse a você;
Lar , doce lar...
Minha linda casa poética de inspiração...
Minha estância querência aperfeiçoada.
Plantei árvores ,vi dar flores e colhi os frutos...
Registrei em todos cartórios essa florida habitação....
Quanta dor, quanto suor e quantas noites sem dormir serrando tábuas e entortando pregos em paredes temporária.
Jogastes bombas em todo alicerce que eu os levantei...
E fez desmoronar essa tão linda,
Mansão....
Autor: Ricardo Melo
O Poeta que Voa
Saliente
De repente,
A poesia enobrece..
Num piscar de olhos,
Sua reputação se tonaliza.
Os versos,
Se sustentam.
Decorar, é sua missão.
Ilustre animal qualificado.
Impetuoso e salta no mangueirão.
Bicho malcriado e indolente.
Petulante e arrogante..
Agressivo ,imprudente e prepotente.
Nos cascos parece ter dinamites
Apreciador de sua força,
Se faz de indelicado..
A delicadeza,
Passou por ele distante...
Seu pseudônimo, é saliente..
Simpático ,belo e sem coração.
Valentia destemida.
Seu couro ,
É de grossura excelente..
Ahoooo valentão sem chifre.
Em festivais suas costas te dá garantia..
Peão de verdade não joga as tralhas na pia.
Quem montar em seu lombo
Leva de troco esse poema como resposta e ganha nesse rodeio uma estadia..
Mais tragam os ortopedistas e os cardiologistas que o tombo pode ser bruto ou razoável dessa fera tão, indomável
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa
Reflexão.
Antes da maquiagem,
Antes da paisagem.
Antes de qualquer homenagem
Antes de qualquer idioma ou linguagem.
Pensem,
Nunca deixem a pintura , joias ou bijouterias falarem dentro de si...
Quem nasceu para ser bonito(a)
Não precisa de batons e nem tons.
Nem de salão e nem banho de lua.
Precisa apenas ser nua e crua...
Nascemos sem roupas ,de olhos fechados e mães,pais ,irmãos, parentes e amigos dizem que somos os mais bonitos do mundo.
Reflitam!
Lembrando que não estou desmolarizando a imagem que está nessa postagem.
Pelo contrário,
Todas são belas,
Por sinal, muito belas...
Repito,
Reflitam....
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa
Confessa
Teve o momento, e dele eu não me esqueço.
Te toquei,
Te beijei,
Teus pensamentos se perderam nas palmas de minhas mãos...
Em segredos ,os guardei..
Guardei para outros momentos.
Confessa,
Seus pensamentos não te pertencem mais..
Confessa,
Tudo que acontece contigo eu sei.
Confessa,
Confessa que reviro-te de pernas pro ar antes mesmo de você imaginar...
A mercê de mim estás e sempre estarás...
Calma,
Não se morda atoa.
Logo chegarei ,me apresentarei e ofertarei algo de mim ainda desconhecido para ti.
Todo dia eu me renovo,
Todos os dias eu me atualizo para ser para ti,novidades...
Eu sei até onde chega suas forças e suas fraquezas...
Não lhe quero como objeto do meu prazer..
Só quero o teu beijo no meu beijo.
Meu corpo no teu corpo.
Ser o alimento que sacia tua fome.
Ser a água fresca que te alivia..
Para te amar eternamente,
Ja fiz coisas até que não devia...
Teu corpo é seu,
Quem domina,
Sou eu.....
Confessa!
Autor:Ricardo Melo
O Poeta que Voa
Jardim das minhas emoções
É difícil sustentar algo tão leve e real...
Ao mesmo tempo,
é pesado o fardo que carrego sobre meus ombros.
O que atiça essa realidade em se desconectar de mim?
Incontáveis inspirações me torturam.
Aceitar, é uma escolha...
Descriminar as flores que exalam odores que me sustentam ,eu não posso.
Jardim das minhas emoções....
Piso e sapateio nas cordas que bambeiam.
Cada toque,
Uma dor diferente...
Cada toque,
Um sorriso a frente me esperando...
Mas,
Cadê esse sorriso que eu não vejo?
Cadê?
Oh! Natureza florida que me suga...
Oh ! Rosário de seres celestiais.
Fios de nylon e de aço cruéis.
Porquê e pra que tudo isso?
Tons que misturam no chiado da gaita e saxofone...
Oh! Céu azul que mutilam meus pensamentos...
Me sangra como se não tivesse dó,
De mim....
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa
Última inspiração
Tu,
Roubastes de mim o bem mais precioso que tenho,o meu coração...
Tu,
Aventurou levando-me ferir em minhas próprias palavras de amor que te dizia todas as noites.
Sonhos estraçalhados e jogados.
Eu,
Doente de amor, se é assim que posso te dizer,
Vivi dentro dos devaneados versos que eu fiz para você e uma parte de mim morreu junto com eles e não percebi.
Você!
Feliz como nunca e sem alma achastes que eram simples rabiscos que eu te escrevia...
Vivendo acordado ,Sonhei alto...
Dormindo,
Zombavas de mim...
Que destino tortuoso!
Minha última inspiração, é essa aqui.
Triste ,acabado estou ainda tentando degustar tuas friezas e ingratidões.
Nunca pensei que fosse terminar assim,nunca...
Sugou-me,pisou-me e levou tudo que eu tinha,minha moral....
Moral sem igual,
Todos que gostavam de mim ,você afastou de minha vida...
Como sonhador,apostei...
Como poeta,morri...
Estou indo embora,
Vou pelas areias da vida caminhando conforme minha saúde física e mental.
Espero eu mergulhar em mares salgados para afastar de mim toda palavra letal...
Adeus,
Agora leia isso,
Quem sabe essa poesia neutraliza todo veneno de sua boca,
Mortal.....
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa...
Dança.
Uma troca de olhares
Dois corpos nutridos e sedentos,
A medida é simples,
Teu encanto me faz te embalar,
Com tarimba,
Trombamos nossos corpos sem nos machucarmos
Eu te levo,
Tu ma traz,
Não sou sintético para não te sentir,
Um cortejo improvisado e escancarado fazem as cortinas desse teatro cairem e a ilusão emerge na alma e no coração,
Um palco deslizante,
Sem plateias,,
Somos cúmplices nesse jogo dançante e na troca de olhares,
Na escola que me formei ,não sou diplomado,
Mas nesse frenesi te levo facilmente com o meu gingado,
Um beijo lá e outro cá,
As marcas dos nossos calçados serão testemunhas com requintes de finezas para dois apaixonados....
Tango para uns,
Valsistas para os enamorados,
Ao término ,fica registrado nossos sapateados,
Tudo que fizemos,
nesse tablado.....
Autor;Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Cenário da poesia
Convidado para fazer uma peça.
Fui ao teatro,
Fiz tudo ao vivo e a cores.
Foram páginas lidas e esquecidas.
Outras foram rasgadas e jogadas.
Outras estão aqui camufladas.
Feliz pelo convite,
Foi a primeira vez que fiz isso.
Aquele momento,
está bem guardado em minha memória.
Foi como o primeiro beijo.
Foi como nos tempos de outrora.
Abordei em minha apresentação,
Todas as escritas na oportuna hora.
Contei um trecho da história da minha vida.
Mais não entreguei a ninguém, os meus segredos.
Apenas narrei,
Narrei tudo que vi,ouvi , vivi e pela vida escrevi...
Virando páginas ,marquei todos os versos doloridos.
Lendo,
Esperei eu não chorar,mais chorei..
Pensei,
Não importa o tempo que passarei nesse cenário,
Só sairei daqui,
Quando por completo,
me esvaziar....
Autor:Ricardo Melo
O Poeta que Voa.
Um poema por poeta.
Já não se falam mais naquilo que falamos no passado.
Já não fazemos mais tão bem como fizemos nos velhos tempos.
Mais o horizonte? é vasto,
Cada poema tem seu teor.
Um poema por poeta.
E entre os milhares não devemos sobrejulga-los...
Não podemos mesmo.
Ecrevem-se de tudo,
Desoculpando-se a mente dos inspiradores.
Cultivaram um dia o verbo, Fazer.
Estilos novos e bem elaborados.
Isso é técnica,
Isso é ter a teimosia dentro de si ,de quem quer fazer e faz.
E o colete a prova de balas tem que ser reforçado.
Nas insistências sentimentais virão,
Dentro ou fora de um triângulo ou de um quadrado.
Aos leitores(as) , confrades e confreiras,
Deixo a todos aqui ,
o meu respeito e o meu fraterno abraço....
Gratidão á todos...
Com amor,
Ricardo Melo....
Partes
São trechos memoráveis,
No escrever misturo dores com amores ferindo o meu coração.
Coleto pedacinhos em minhas ilusões.
Em uma folha de papel qualquer,
Vou borrando sem usar tintas,
E vou rasurando sem usar grafite em minhas mãos.
Foi assim que comecei,
E é assim que escrevo.
Tudo são partes,
das minhas inesperadas inspirações....
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa
Equívoco
É companheiro,
Incontáveis são as peguntas que faço a mim mesmo.
Sabe,
Por vezes chego a conclusão que sou feito de extratos.
Outras vezes sou o varejo exposto nas prateleiras das feiras e supermercados.
Uma porção na boca dos julgadores.
Retalhos de tecidos nas mãos dos ateliês.
Uma parcela do tudo,
Outra parcela do nada.
Um seção de novela,
Um capítulo de um filme de comédia.
E um episódio no escuro cenário .
Um pedacinho de carne a deriva desejado por presas vorazes.
Um pedaço de papel colado na pipa que Voa no céu azulado,
Que ao perder pelo tempo, fica no chão rabiscado.
Uma frase desconexa da minha existência.
A outra com o sangue de origem.
Fui feito por etapas.
Cada mês que fui gerado no ventre de quem me deu a luz,
era uma mudança extraordinária.
Nasci inteiro.
Sem falhas e sem manchas.
Muitos queriam e querem me devorar.
Me sinto as vezes uma sobra.
Outras um completo palhaço.
Fragmentos ao pó.
Os restos de uma afiada navalha.
Estilhaços de vidros jogados.
Tudo são,
Retalhos de mim,
Tudo são minusculos pedaços....
Um xerox em papel colorido
E a outra em uma fotografia rasgada.
Uma dose que alimenta,
A outra que não é capaz de se saciar.
Uma semente,
Uma fração
Uma migalha,
Um equívoco acertado,
Que escreve um tema e deixa mal acabado....
Autor:Ricardo Melo
O Poeta que Voa
Esmeraldas
Ela diz;
Despede-se assim?
Vai embora e não fala nada.
Nem se quer poeta olha para mim e vê o meu desespero.
E o poeta caminhando responde;
Essa noite saistes com suas amigas,
Eu estava no trabalho.
Te liguei e ainda perguntei á você,
Onde estás?
E você disseste-me,
Estou em casa.
Ainda reafirmei o nosso jantar a luz de velas.
Aquele que tínhamos combinado.
Sabe o que eu fiz?
Jantei sozinho,pois você não apareceu.
Chegaste de madrugada ,ainda por sinal embriagada...
Tão fora de si, que nem notou que eu estava acordado...
Suas esmeraldas podem abafar sua bipolaridade,
Mais minha sã honestidade,jamais....
Autor:Ricardo Melo
O Poeta que Voa
O coração é terra que ninguém vê.
A lágrima que cai
Veio do meu olhar...
No silêncio profundo
Hoje eu me ouço
Em meus devaneios.
Vivo na espera.
Quando chega o novo dia.
Algo vai me trazendo inspirações.
Em profundas emoções.
Sinto dentro do meu ser
Sana conciencia que vai desabando minhas ilusões.
No voar da borboleta....
Parece arrancar pedaços de mim.
Me deixando incompleto...
Que ainda irei sonhar
Aquele sonhado poema
Do eterno amor de um coração,
Que é terra que ninguém vê...
Autor: Ricardo Melo
O Poeta que Voa
Somos Frágeis.
Antes,
Erámos frágeis;
Eramos como folhas secas,
Que ao pisar, em pedaços ficavam.
Pensavamos que fossemos um simples copo de vidro,
Que ao cair no chão,
Em caquinhos ficavam,
Deixando-nos em total desmotivação.
Qualquer palavra mal dita
Nos machucava, nos impedia de crescer.
Oh! Quão imaturos fomos;
O tempo passou...
E trouxe-nos a verdadeira
maturidade e cumplicidade que um casal necessita para crescer.
E ao esperimenta-la,
Vimos que com ela, podemos extirpar tudo aquilo que possa nos ferir, nos distanciar.
Um casal de alma blindada;
Blindada pelo amor, pelo respeito, pela cumplicidade e acima de tudo pela honestidade.
As guerras sempre virão, mas, assim como uma cebola, que é descascada por camadas, assim são as guerras, vencidas a cada batalha....
Autor:Ricardo Melo
O Poeta que Voa
Sonho
🛩🕊️🛩🕊️🛩🕊️🛩🕊️🛩🕊️🛩🕊️🛩🕊️
Um sonho de menino;
Um sonho de criança;
A lembrança de uma infância,
Que o tempo e a distância levaram,
Me deixando com esperanças.
De carona com a saudade,
Lá vou eu fazendo arte,
Arte de voar e sonhar
Arte de fazer acontecer
Arte de inspirar e escrever.
Em minha inocência de criança,
Imito pássaros e borboletas,
Imito albatrozes e helicópteros,
E vou filmando a mãe natureza.
Com minhas asas velozes,
Chego onde eu quiser,
Vôo alto, vôo baixo,
Vôo até onde Deus quizer.
As vezes não sei de nada,
Ao mesmo tempo tudo eu sei,
O céu é meu limite.
E é nele que realizo tudo que sonhei
Na carona dessas asas,
Dou sentido brilhantes a ilusão,
Faço manobras no céu estrelado,
Dou de cara com o luar prateado,
Nas galáxias e constelações.
Nessa carona,
Ouvi dizer que voar é imaginar,
Que sonhar é viver.
Então acordo para ver
Se dormindo estou, pois nisso não quero crer.
Em minhas asas,
Chego ali e chego lá,
Volto cá e torno a sonhar.
Pois sonhando eu vôo alto
E deste sonho não quero acordar.
Recolho minhas asas
Dou uma pausa para o lanchinho,
Deito na rede e me embalo com os passarinhos,
De repente lá estou eu,
Decolando novamente.
Nessa carona,
Sigo sem destino..
Como criança sonhadora,
Nessa carona fiz minha parte.
Com dom de Poeta que temos
Sem pedirmos licenças,
Nesse dueto versejamos,
Junto escrevemos
Junto,
Voamos....
Autor:Ricardo Melo
O Poeta que Voa
