Coleção pessoal de JoseRicardo7
Solitário Poeta.
Solitário Poeta...
Solitário escritor...
Solitário sonhador....
Perdi o varejo...
Dei de cara com o atacado...
Quis eu...
Chegar rápido...
Quis eu...
Encarar o mundo de uma só vez....
Opostas proprostas...
Óperas em grande sinfonia..
Fui aquele no palco....
Com o violino quebrado...
Reformei...
Troquei as cordas que estavam enferrujadas...
Encantei plateias....
Grandes idéias....
Foi um tempo...
O sol mostrou sua cara....
A garoa caiu...
O orvalho regou...
O sereno cultivou....
O deserto que era seco....
Em mim floresceu....
No vago da noite...
No encanto da lua....
Nas profundezas do mar azul....
Oh Criador!....
Talento de Sol....
Gladiador de raio quente...
Que combate as trevas...
Oh vida!...
Oh serenata!....
Encantam-me com os anjos da paz....
Perdidas estrelas no espaço infinito....
Tanto talento....
Se move sem ventos....
Cambaleia no horizonte...
Se move na hora quando pode....
Nos achados e perdidos....
Sempre há uma lamparina a frente....
Quero a fruta doce do pomar....
Hortaliças verdes e frescas...
O trigo para fazer o pão....
O arroz e o feijão....
O milho para o fubá...
E mais e mais....
Sinto-me comigo....
Sinto-me em outro lugar....
Sonhador escritor....
Sonhar não é pecado...
Sonhar faz bem....
E é bom um bocado....
Águas...
Águas cristalinas....
Que nascem nas montanhas...
Jorram sempre sem parar....
Oh fase!....
Arvoredos nas avenidas...
Arvoredos nos campos....
Do seco ao verde...
Que nunca nos falte...
O encanto....
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Oh professor
Ah querido professor..
Em tuas mãos ja passou...
O próprio professor...
Ja passou o engenheiro...
O arquiteto...
A Medicina por completa...
O cirurgião e o lampião...
O confeiteiro e o padeiro....
A automação e a computação....
O industriário e o empresário...
O boiadeiro e o fazendeiro....
O gari e a doméstica...
O próprio ministro da educação...
Juízes e desembargadores...
Advogados e outros doutorados....
E todos parlamentares...
Tu...
Oh professor....
És a raiz do princípio....
Na matemática ao português...
Inglês e ciências....
Física e histórias...
És de um tudo...
Um tremendo modificador...
Edifica sua aula...
Codifica com um emaranhado....
E quando chega em casa....
Ainda dá aula aos seus filhos...
Uma revista e um jornal...
Um livro de um educador....
Apenas você sabe...
O sentimento que carrega...
Seu magistério....
Não é apenas um privilégio....
Es mais que um inteiro colégio....
No quadro....
És um artista....
Equívocos acontecem....
Equilibrista no alambrado....
Na teia e no telhado....
Percorre escolas....
Levando seu aprendizado....
No Jardim da infância...
Ate chora nos desfolhados...
Nem tu....
Oh professor....
Sabe ao menos explicar...
Faz tudo isso por gostar...
Movido por uma magia dos céus...
Vai lecionando rasgando véus....
Orientado por outros professores...
Agora és o mestre dos doutores....
Levando a cada aluno....
Tudo que aprendeu....
Se tu fazes és vida para ti...
E o que tu fazes é com amor....
Do amargo ao achocolatado...
Dos sabores que levas....
Decifrar é difícil....
Teu conhecimento...
Está acima de si mesmo...
Segue lá Professor....
Um dia talvez....
Seu reconhecimento vem emergir...
Uma rosa em seu jardim....
Pois...
Se lecionar é seu prazer....
Ensina-me então...
Com teu infinito saber....
E eu...
Sou apenas um Poeta....
Que nem sei ao menos....
Direito escrever.....
Sou apenas mais uma ave no ar á voar....
Um dia eu também fui aluno....
Um dia eu também fui criança...
Um dia eu tive tanta vontade....
De cada vez mais...
Somente aprender....
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Ao Pó
Em algum lugar...
Não sei onde...
Mas sei...
E como sei...
Pode ser aqui...
Pode ser ali...
Pode ser longe...
Ou tão perto que nem sei...
Esse mundo...
De certo modo...
Tem seu modo cortez...
Tem seu modo malcriado...
Ou super educado...
Existe uma luz...
Não é possível...
Pela essência da natureza...
Pela flor que brota...
Pela flor que coloca sua cara nova todos os dias...
Não existem motivos pra..???!!!
Num esquadro qualquer...
A quina se faz tortuosa...
A linha está fora da mira...
A personalidade fugás....
Ela é minha...
E cada um com a sua...
Finalmente...
Ou até que seja incacabada...
Somos raças imaturas...
Uma mistura...
Uma parte é dor...
Uma parte é riso...
Outra parte é lagrimas...
Outras são fáceis de lidar...
Outras difíceis de compreender....
Eu compro...
Eu vendo...
Eu almejo...
Eu como...
Eu me...!
Sabe lá...?
Um dia eu fiz parte da infância...
Interessará será um dia eu votar na urna...
Por uma fonte de água...
Por um oceano....
Ou um espelho no Rio claro...
A miragem....!
É um desperdício..?
Erro meu...
Somente meu...
Único...
Individual...
É claro que é erro....
O que é Divino...
É perfeito...
Mais que perfeito...
Afinal...
Quem sou eu...
Distraí...
Chorei em solidão...
Achando...
Procurando...
E errando....
Árdua é a vida...
O açúcar é por conta de cada dose...
Cristalino é o cristal...
O vidro jogado se quebra fácil...
O minério é explorado...
Sua dureza é absoluta...
Baseado na força da natureza...
O ouro brilha...
O diamante é extremamente duro...
O bloquinho arcaico perdeu sua cor...
Resista alma errante...
Teu olhar é teu olhar...
O que é amor é amor...
A verdade ofusca...
Afugenta...
Ela queima.
Eita teatro de cortinas longas...
Sustentado por uma fúria...
Sem controvérsias...
Quem decide...?
Essa trajetória é louca...
E com todo respeito se empina...
Recolhimento ou acolhimento..., Encantamento ou avarento...
O que desalmou...
Também se desarmou...
Onde...?
E pra quê tantos julgamentos...?
Por onde eu vou...?
Pra onde eu vou...?
Por onde eu passo...?
Por onde eu fui...?
Até onde irei....?
Cravamos o arrebite...
E queremos tirar mas não é fácil...
Voamos...
Paramos...
Andamos...
Passamos...
E nos dedicamos...
É...?
E agora...?
Para onde estamos indo....?
Espero eu...
Ah como espero...
Que o outrora nunca mais volte...
E se voltar...
Quero eu...
Dissipar...
Pois sou feito do pó...
E é como pó...
Que terminarei....
Essa trajetória...
Com minha história...
Autor:Ricardo Melo
O Poeta que Voa
Se pela vida eu clamo...
E sobrevoo pela arte...
Se pela arte eu me dedico...
A poesia me acompanha...
Se ela está comigo...
Eu componho...
Rejuvenescer é isso...
O meu buscar...
Não existe paradeiro...
No meu ninho...
Toda vez...
Eu com minhas inspirações...
Outras vezes...
Adormeço...
Nem eu mesmo me sinto...
De uma hora e outra...
A arte faz parte...
Vou assim...
Revirando e sonhando...
Acordo e nem me lembro mais...
Voando...
Caminhando...
Cantando e sorrindo...
Mas nem sempre é assim...
Não sou de ferro...
Tenho também tristezas...
Trago comigo algo oculto...
Estou em buscas para desvendar...
Vôo em busca de minh'alma...
Vôo pela colinas...
Vôo pelas montanhas...
Semeando sementes...
Eu amo o que faço...
Faço e me reviro de cabeça para baixo...
Eu aspiro o alfabeto...
Eu regurgito letras...
Eu monto palavras...
E monto frases...
E as palavras...
São salteadas...
Minhas lágrimas...
Uso elas para regar...
Um poema aqui...
Outro ali...
E assim...
A minha biografia segue...
Nos temas...
Sou eu...
Entre os dilemas...
Bem acima das nuvens...
Energizo-me com minhas grafias...
E é disso....
Que me faz voar ainda mais...
Escrever mais não descrever...
Pois...
Um dia eu descobri o real prazer de ser Poeta....
E esse prazer...
Não é tão simples...
É grande...
É totalmente inabitável aos olhos de muitos...
Que no qual...
Está cravado em minhas asas...
E elas...
Fazem parte de toda minha inspiração...
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Fui te buscar mergulhando...
Submerso...
E inerte
Nesse mar, onde a beleza da Poesia cantou...
Aí...
A poesia em ti falou...
Mergulhada em emoções puras...
Sua existência acordou...
Eu...
Morto por dentro...
Cego por fora...
Perdido na escuridão...
Sem o raio do Sol...
Sem o raio da luz...
O que havia em mim...
Era apenas estradas tortuosas...
Pois a cegueira era tanta...
Que mal eu não conseguia enxergar a luz...
Desumano....
E quase que sem alma...
Não me existia mais...
Adormecido e sem vida
Até mesmo a minha alma já havia fugido de mim...
E como um conto de fadas...
Adormecida mas ativa...
E mergulhada nas certezas...
Nesse mundo sem chão...
Sua ação...
Foi mais que uma valentia...
Te beijei em longa distância...
Senti teus lábios nos meus...
Tocando um som que apenas seu coração ouvia....
Em meu coração tocou...
Despertaste a minha alma morta...
O que era inerte...
Apareceu...
Por ti, por mim e pela Poesia ...
Porque o dia hoje...
Eu posso dizer.....
O que há...
Requer felicidade
E ser feliz por ti...
E por nós...
E mais que primordial
Então....
Vamos lá...?
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que voa.
De asas abatidas...
Me sentindo capaz...
Levantei um dia um vôo...
Caí e me feri...
Oh queda...
Apenas rastros ficaram....
E minhas escritas...
Mancharam-se...
As poesias que um dia eu fiz...
Sagraram nos campos...
Fazendo de meu voar...
Um destino sem rumo...
Uma ave no ar...
Uma Águia no céu azul...
Tocou-me...
Uma inspiração me abalou...
Soltei as asas da imaginação....
Cheguei ao chão e caminhei....
E fui dando vida as minhas asas...
E pelo vento fui levado...
Fui renovando um solo desnutrido...
Joguei adubo....
Voei baixinho semeando sementes
Desenrolando em mim...
As cordas que me amarraram...
Um Porto Seguro...
Estava em minha busca...
Quem...?
Minha digníssima Rainha...
Esposa...
Mesmo ferida....
Ela teve forças para continuar...
O que era pra ser...
O que era pra vir...
Veio como vulcão....
Oh identidade....
De pura santidade..
Consome-me com tua luz...
Uma direção oh Pai...
Tempos de sonho...
Econtra-me oh Santo com tua santidade...
Minha alma chora...
Minha alma clama....
Resolva o meu eternizar...
Irreal mundo...
Torna-me Real...
Meus rabiscos....
Estão manchados...
Poluídos pelo tempo...
Poluídos pelas falhas...
Poluído pela natureza...
Quero eu ainda...
Levar um Poema...
Cantar a linda canção...
Não sei onde...
Não sei como...
Não sei...
De fato eu realmente não sei....
Mas ambas as almas...
Do curió...
Ao sabiá...
O Japiim...
Ainda ouvirei...
O cântico na selva....
O albatroz....
A gaivota voando baixinho no Mar...
Leve-me oh vento...
Pra onde quiser...
E quem sabe outro dia...
Pra onde eu vou...
Um Reino...
Um céu....
Um véu....
Ate sei lá....
Tudo em mim...
Falará....
Autor:
Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
A falta
Por ti...
Po mim...
Assim...
Esqueci de mim...
Esqueci de você...
Mas, tanto chorei....
Mas, tanto também errei...
Esperei...
Foi falta de Deus...
Foi falta do Espírito Santo...
Foi falta de busca...
Entre os momentos...
Fui delinquente...
Fui indecente...
Fui uma mera gente...
Mas, o vapor consumiu...
As gotículas serenas secaram...
Oh Pai...
Oh paz...
Saudade da minha alma de criança...
Pernoitei nos dias...
Vivenciei nas noites...
Mudando o que não via...
Balbuciei....
Ei...!
Onde...
Sei...
A tua coragem...
A tua miragem...
Fez hoje refletir...
E no refletor...
A Luz de neon doeu em meus olhos...
O refletor se ausentou...
De repente...
Um retrovisor....
Aqui...
Dentro de mim não há...
Ou há...?
Chama-se...
Apaga- se...
A frase não cala....
O caminho é longo...
A flexa crava...
A ponta agúda sangra...
Ela rasga...
Ela consome...
Aperto- me no labirinto...
Estreito e nebuloso...
Crédito pra quem tem...
Grafite de ponta grossa...
Desliza e não arrebata...
Oh paz...
E...
Devo e trago...
Desconsolo total...
Colosso é o mocotó...
Quando...?
E aí...?
Sigo em frente...?
Na incerteza de um jardim...
Mas...!
Ah mesmo aqui esse jardim...?
Existe...?
Certeza graduada...
Certeza guardada...
Devaneios de uma alma...
Tarimba no camarote...
Tarimba no gabarito...
Onde está a pista...?
Está na avenida...?
Na rua deserta...?
Na rua escura...?
Na rua sem saída...?
Ou numa estrada sem fim...?
Temor a Deus...
Preciso disso...
Sem isso..
Nada feito...
Oh criador...
Oh gladiador de luz...
Oh gladiador que combate as trevas...
Dizer o que é...
Impossível....
Do amor que guardei...
Das juras que fiz...
Contrapartida de uma ira...
Sobressaem em toda fúria...
De uma despedida....
O vazio ficará....
O ego talvez se predominará....
Porém....
Os valores se vão...
Os valores se vai...
Os barulhos da alma clama...
Inflama....
Ardência na carência...
Das crenças...
Somente uma só....
O abraço é isso...
O desleixo muito mais...
Se é uma nave...
Ela voará...
As asas estão abertas...
Oh mundo...
O verde se faz...
Natureza...
Como é perfeita a natureza...
Não ha fantasia...
O que há de fato...
É origem daquilo vivido...
Sofrido...
Longe da luz...
Longe de uma palavra...
Não sei...
O verso é esse...
Torto mas é...
O no retorço da fama...
Não há ninguém que não inflama...
Falei...
De um amor quê...
Não sei se eu mesmo deixei...
Ou guardei por anos...
E pelo tempo...
Teve seus danos...
Amei...
Ao meu modo...
Mas amei...
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Meus versos pra ti.
Na realeza de um escrevinhar meu...
Pra ti...
Dedilhei um acorde...
No verso declamado...
Chorei e senti...
Dediquei as flores...
Dediquei todos os meus amores...
O ponteiro marcava horas..
Meus gritos eram de profundo silêncio...
Rabisquei os quadros...
As folhas se emergiram...
Deixei tudo em alto relevo...
Do azul ao marfim...
Cor de rosa e odores de jasmim...
Na parte em branco...
Fiz seu rosto reluzir....
Torturei meus sentimentos...
Tive afago...
Não fui em busca do gole e do trago...
Vasculhei nas lacunas...
Fui buscando as melhores palavras...
Para ti dedicar e compor essa poesia...
Invadi o meus tímpanos....
Ouvi sua voz me aclamar...
Catei o pôr do sol...
Fui no oeste do seu calor...
Contei ao mundo...
Oeanos e rios...
E da altura que eu estava...
Me joguei do penhasco litorâneo...
Me oferecendo pra ti...
Tu...
Oh mulher...
Mãe e companheira...
Adestrei meu verso mal criado...
Acalmei os ventos...
Silênciei a garoa...
Calei a voz do vulcão ativo...
Desativei minha escrita mal elaborada...
Oh vida..
Uma vida de gratidão...
Sem sogregador...
Com temor...
O semáforo abriu...
Passei por vales e campinas...
No alto da serra...
Senti a neblina...
O orvalho que caiu...
Regou nossa paz...
E de ti...
E de mim...
Expulsei...
Nossa terna e dolorosa solidão...
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Oh Paz.
Deixando o rastros apagados...
Lutando com a vida...
Junto do nascer e ao por do Sol...
Com jeitinho...
Pedindo aos céus a proteção...
Onde está você oh Luz...?
Onde está você oh paz...?
Ao mesmo tempo...
Vejo no horizonte...
A Cruz que me clareia...
A Cruz que me reluz...
A Cruz que me pede...
A Cruz que me rejuvenesce....
A Cruz que um dia no passado...
Alí...
Foi humilhado....
Alí foi nos dado...
Ao ponto da dor...
Ao ponto do clamor...
Ao ponto do amor...
Uma vez foi cravada...
Levantada e manchada...
Com o sangue de um Santo...
Manto sagrado em um Reinado...
Todo ego...
Todo pecado...
Todo sujeira....
Toda poeira...
Ficou comprovado..
Colocaram no livro sagrado...
Espírito Santo...
Em teu afago eu me rendo...
E de joelhos eu calo...
De joelhos eu grito...
Compadecido e sofrido...
Oh Paz....
Busco-te em meu silêncio....
Sinto até a voz do vento...
As lagrimas que enchugo...
Nesse meu cantinho...
E com esse meu lenço...
Autor Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Verso assediado.
Calei o inevitável...
Repeti meu grito...
Reprimindo um poema amputado...
Nos enganosos lagos de águas mansas...
Joguei anzol pra coletar o peixe sagrado...
Quis me alimentar...
Mais não tive êxito...
Lavei o peso do que não era pecado...
Deixei a balança digital da ilusão falar por mim...
Ambos os sentidos me encontrei...
Sofri...
Chorei e sorri...
Assediei o verso comprimido...
Deixei os odores empregnárem em minh'alma...
Espremi a poesia que somente exalava e não me explicava...
Dando o real tempo com meu silêncio...
Tentei...
Insultei o alfabeto adormecido...
Me submeti á contração....
Abreviei meu olhar e ressaltei...
Indignado...
Minha voz ecoou...
Dei prazo pra razão....
Escrita fina na moldura do meu pensamento...
Pincelei o quadro da minha inspiração...
Afoito e descarado...
Me revesti de verniz minha imaginação...
Me protegi da humildade do tempo...
Me conservei...
Acordado e produtivo...
Matei na mosca...
O que planejei...
Autor Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Minha vitrine.
Sou um Poeta...
Sonhador e versejador...
Minha imaginação é como uma fonte...
Jorra água sem parar...
Gosto do que faço...
Escrevi na tábua da vida...
Um verso improvisado...
No papel branco...
Sou eu o tema...
Que um dia ficou rabiscado...
Rasurei minha história...
E nem por isso eu parei...
Enquanto eu tiver ar para respirar....
Também terei poesias á criar....
Não me faço de arrogado....
Mais agradeço o que tenho...
Sou o albatroz que voa...
Sou a ave que migra nos oceanos...
Sou a águia do mar...
Sou o japiim da floresta tropical...
Sou o curió que papa arroz e feijão...
Sou eu...
O sabiá de uma canção...
E da fruta...
Como só o melhor...
Sou enjoado até no pensar....
Sou a faca de dois gumes que corta indo e voltando...
A minha flecha não é letal...
Não mata...
Mais atordoa...
Ainda não estourei meus guardados...
Espero eu...
Nunca botar pra fora...
Não fui um garoto malcriado...
Mais falou em arrogância....
Dou meus pulos furtados...
A ignorância pra mim....
Jogo no chão...
E pisoteio no capim....
Tatoei no meu cérebro o que sonhei...
Caso queiram chamar isso de poema...
Fiquem á vontade....
E apenas uma demonstração...
Da vitrine e da grife de minha criação e inspiração
Autor Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Clamando.
Sonhos meus...
Alma voadora...
Alma clamadora...
Alma pacífica....
Rejuvenescedora...
E na difusão da minha fé....
Vou em busca da paz...
Por isso...
Tenho comigo....
Devaneios e anseios e algo escondido dentro de mim....
Desfrutar do riso...
É preciso...
Desfrutar do que vemos e necessário...
Os convites são dados...
Alguns são rejeitados....
Outros aceitos...
Então...!
Fiz um empréstimo daquilo que sou capaz...
Não sei se pagarei aos que me formaram...
Não sei se pagarei aos que me ofertaram...
Também não sei se me cobrarão juros e correção monetária...
Aqui ou lá...
Lá ou aqui...
Ainda vou pedir e clamar...
Para que eu possa seguir...
Sei também...
Se eu não pisar firme...
Posso por aí divagar...
Desfrutar ou sofrer...
A mim somente me resta...
Abafar minha alma...
E ao mesmo tempo...
Soltar e deixá-la voar....
Feliz ou não preciso continuar...
E conseguir chegar em algum lugar...
Que a escada então seja leve...
E a felicidade em breve chegará....
É possível...?
Sim...
Quando temos fé...
Nós iremos atingir o centro da paz..
Silêncio absoluto...
Sem precisar falar ou pensar....
A maneira fácil e certa...
É somente olhar pra Deus....
Ele responderá....
Do outro do nosso olhar...
Tem algo precioso...
Será enfim o sucesso do entendimento....
Somos almas...
Somos falhos...
Somos filhos amados pelo criador...
Ele em nós...
E nós nele...
E nisso eu creio muito...
Autor Ricardo Melo.
O Poeta que Voa..
O Antes.
E o agora.
Saborosa vida...
Vida de lua...
Vida da vida...
Vida de risos...
Saborosas frutas...
Flores de primavera...
Esplendor do amor...
Oh lua...
Quiosque da praça...
Após o culto....
Pizzaa sanduíches....
Pipoca e algodão doce....
Maçã do amor....
Quermesse e brioche...
Boutique do paladar...
Toque e retoque..
Delícias sem malícias...
Mamãe e papai...
Menino e meninas...
Vovôs e vovós...
Era tudo tubaina...
E não capuchino e casa trancado..
Chocalhos e chocolates...
Festa juninas lá na colina...
Tarde, noite e dia...
Tudo desabrochou
Esconderem os odores e sabores
Ficou no passado...
Alucinado e atiçando
O presente no aguçado...
Antes era gula do pula...
Sina divina...
Não precisavamos de morfina...
Somos sonhadores...
Hoje...
Não só eu...
Sei que são como muitos...
Estou pasmo do que vejo...
Impávidos tempos...
Desejos ávidos...
Tudo isso....
É uma c wolisão no futuro incerto...
Autor: Ricardo Melo.
O Poeta que Voa
Meu Eu
Passar o tempo escrevendo...
Pra mim é vaiajar sem andar...
É nadar sem mergulhar...
É estar na estrada deserta...
É andar em quaquer lugar...
Me divirto...
E gosto do que faço...
Quem é poeta...
É escritor...
Quem tem esse dom...
É pássaro voador....
Não sou violeiro....
Também não sou cantador....
Sou um verso improvisado...
E um bom trovador....
Sou de uma fonte...
De edição limitada...
Minha data de nascimento...
Está em qualquer certidão...
Um dia deixei de lado...
Muitas frases por mim criadas...
Muita saudade me aperta...
Que até o meu peito dilacera...
Quase tudo que escrevo...
Tem um risco rasurado....
Todo poeta erra...
Anda tonto nessa jornada...
Atordoado sim...
Louco e só mais um pouco...
Os lugares que vou...
Ninguém é capaz de saber...
Saio de mim...
E entro em outra esfera...
São muitos improvisos...
Minha imaginação é frequente...
Sou do mato...
Sou dessa gente...
Sou caipira...
Sou arisco...
Sou como índio...
Quisera eu...
Falar pra morena...
Encantar a loira...
E beijar a mulata...
Não por somente inspirar....
Mas fitar em cada olhar..
E dizer....
Que o meu peito já suspirou...
Por isso...
Pra mim a poesia...
É meu passa tempo...
Ela é minha...
Ela é nossa....
Isso não é ser conquistador....
Nesta linha...
Vou com meu verso...
E não uso anzol....
Vou pescando letras....
Vou checando a ilusão...
Sem trovão...
Sem rojão...
No meu silêncio...
Faço refrão...
Quem quiser saber....
Bata na porta...
Entre e não peça licença...
Entre devagar...
Mas não arrebente...
Só sobe no palco comigo...
Só quem aguenta e não arrebenta
Os lustres estão acesos...
Aos leitores vai aqui meu apelo...
Não se despeçam desse show...
Volto logo e farei outro verso...
Ouçam esse meu repente...
Não corram e não chorem...
Muito menos lamentem...
A borboleta orgulhosa sou eu...
Voa em outro jardim....
Tenho uma sina rimadora...
Quem chorar agora...
Vai ser minha patroa...
Venho de um lugar....
Estado de multas lavouras...
Sou do banhado...
Plantei milho aos bocados...
Pra cantar comigo...
Entrem descalços...
E não se façam de arrogados....
A viola minha é chorona....
Madeira pura de pinho...
Dedicação do meu passado....
Nesse verso arrumado....
Quebra não...
Rima minha...
Sou conhecido...
Sou eu...
O poeta voador....
Voa no espaço como ave marinha...
Sobe tão alto...
Igual pássaro condor....
Aqui...
Eu não sou delicado....
Não meço esforço pra escrever....
E também sou considerado....
Se estou nesse momento...
No palco desse teatro...
Sou artista sinsinhô....
Face minha...
Desejo meu...
Território de escritor...
Não entra qualquer doutor....
Se isso é atrevimento...
Pegue a gaita e me acompanha...
Tudo isso é obra minha...
Arquitetura de tamanha façanha....
Agora de vocês eu me despeço...
Sem anseios e sem tropeços...
Obrigado á você meu leitor...
E vai aqui...
Um forte abraço meu...
Sou caboclo sonhador...
Sertanejo sereno...
Talvez falei demais nesse poema...
Que não é grande...
E nem é pequeno...
Autor :Ricardo Melo
O Poeta que Voa.
Silenciosa inspiração.
Não citarei...
Mas acreditei numa rubrica que inventei...
Vulcanizei um verso...
Porém...
Deixei o semi sintético...
Me sentindo natural...
Abri fendas em algumas palavras...
Encaixei outros circunflexos...
Gravei e grafei...
E com minha sileciosa inspiração...
Inexpliquei a mim mesmo...
Fui além...
Criei um vácuo único...
E com isso...
Armazenei a frase que eu mais precisava...
E hoje...
Por mais obscura que seja ela...
Compreendi o que eu fiz...
Na conservação desse poema...
Ele se abrange...
Em mim...
Adentro de minh'alma...
Naquilo que mais eu sonhei...
Autor Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Um observador...
É apenas um caçador de cenas reais e irreais...
Entender...!?
Não é somente filmar...
É esperar o melhor ângulo para fotografar...
Em cada cena...
Um processo...
Em cada lágrima...
Um verso escondido...
Em cada esconderijo...
Um olhar á fitar...
Na recepção...
Uma devassidão...
E nela...
Uma decepçâo...
Aí...
Vem a alegria ou a tristeza...
Ela blinda...
Ou fere...
Ela é uma dor aguda...
Ou uma fantasia ilustrada..
É a própria cura...?
Não conheço remédio doce que sara...
Sempre haverá um amargo em cada fase...
Desistir...
Não podemos....
E uma ou mais vezes....
Um desejo de vencer....
Os normais são paranornais...
E eles são poucos...
Os quase loucos como eu...
São muitos...
Então...!?
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa
O Bambino do violino
A calçada era comum
Uma bela fonte a jorrar
Um belo italiano bambino
Abraçado ao seu violino
Com olhos a catar
A quem pudesse chegar
Suas vestes condiziam
A necessidade sentida
Mas seu alegre olhar
Não podia esconder
Sua vontade de ajudar
Os passantes a sonhar
As muitas moedas roladas
Ficavam sofisticadas
Como a melodia por ele tocada
Revelava o bom das saudades
Aquelas alegres, gostosas
Nunca esquecidas
Que um dia foram vividas
Ele tinha o poder
De oferecer sem perceber
Alegrar os corações
Com acordes de emoção
E talento exímio
De um belo italiano bambino
Não sou perfeito,
Minha alma procura o impossível,
Apenas,
Dentro sou frágil,
Tenho dilemas,
Refletidos através de minhas inseguranças,
Não são forte,
Minha carne é perecível,
Não sou mais juvenil,
Até pequenas rugas posso ver,
Fruto de uma luta de 5 décadas,
Minha alma exala tranquilidade,
Hoje,
Despertando a sede de querer mais,
Mais,
E cada vez mais,
Não me sinto perdedor,
A refeição amanhã será farta,
Em meu mundo encantado,
Sou um homem real,
E tenho uma vida inteira ainda pra viver,
Tenho crises,
Mas apago as marcas e sigo,
Acordo com dores,
Mas não faço disso meus horrores,
Tenho marcas no rosto,
Mas pro desgosto de vários,
Não sou mais um otário,
Minhas garras tem nome,
Unhas fortes como uma fera,
Quando estou em minha revolta,
Sai da frente,
Farei sempre assim agora,
Fascinado estou comigo mesmo,
Sem nenhuma abreviatura,
E porquês...?
Nesse despertar,
Vou perdurar em minha constelação,
Onde permanecerei,
Sempre assim a brilhar
Em meu universo,
Interior,
Com todo louvor ao Rei,
Rei Jesus,
O único que me conduz...
Autor :José Ricardo
Eu,
Coadjuvante da minha historia ???...
Ou não...?
Tudo aqui sou eu,
Sou apenas um escritor,
Um sonhador,
Que a alma clama,
Sentado,
Ou deitado em minha cama,
Procuro mirar apenas o amor,
Meus poemas,
Sâo unidos pra ter um sentido,
Aqui,
Faço deles pequenas histórias,
Muitas vezes,
Até me extremeço,
Fazendo minhas rimas,
Aqui no meu aconchego,
Nos meus delírios,
Quase sempre me enloqueço,
Onde preciso das letras,
É juntando uma á uma,
Que escrevo algumas,
Nos versos soletrados,
Me sinto aqui honrado,
Esse toque,
Faço aqui meu estoque,
Uno esse Poema á alguns,
Mesmo quê não me vê,
E dedico totalmente você,
Com amor,
De mâos dadas seguiremos,
Um certo dia teremos,
A salvaçâo do criador,
Um homem como eu,
Deseja somente amar,
Os espinhos quê vai me ferir,
Um dia vai cicatrizar,
Mas um dia estarei,
Na Glória do soberano,
E pra finalizar,
Coloco aqui nesse ano,
Mais um poema meu,
Que faz parte dos meus planos.
Autor :José Ricardo
Sentado aqui na minha humilde varanda,
Imaginando as pessoas dessa família,
Sâo tantos na lista,
Que outra hora eu falo nessa risca,
Em busca da tal felicidade,
Sentado numa cadeira de embalo,
Nesse momento eu apenas me calo,
A voz quê engata,
Derepente se desata,
E algo vem e me relata,
Sentindo aquí o cheiro de jasmim,
No meu imaginar,
É muito mais que um jardim,
Nas nuvens do espaço,
Aqui deixo meu relato,
Nesse fato,
Preciso agora ser muito sensato,
Minha torcida,
Quê a fé de vcs sejam fortalecida,
Meu único alvo,
É ver vcs no palco,
Quê a vida lhes proporcionou,
Isso quê Deus lhes deu,
Ele apenas caprichou,
Finalizo aqui meu conselho,
Deem uma olhadinha no espelho,
Não aceite o miudo,
Vcs merecem mais que tudo,
Na imagem que vcs verâo,
Não se assustem,
Todos entenderâo,
Vcs sâo a imagem do Pai
Esse Deus da imensidâo.
Autor:José Ricardo
