Coleção pessoal de JoseRicardo7

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⁠Locomotiva sem destino.


Devagarinho...
Em passo de tartaruga....
Caminhei até cansar...
Minha meta...
Era chegar em alguma estação da vida...
Alí...
Ficou para trás....
As ruas...
As casas...
As esquinas...
Os dias vividos...
E os sorrisos e lagrimas...
Na bilheteria daquela estação....
Um quadro na parede estampado....
Ao ler....
Mexeu demais com minha emoção....
E nele estava escrito....
"Locomotiva sem destino"....
Sairá daqui alguns minutos...
E nessa estação...
Ela jamais voltará....
E lá se vai ela...
Piuííí....piuííí....
Vai alí....
Um desconhecido trem....
E nele...
Vai o amor...
Vai o sorriso...
Vai clamor..
Vai dores...
Odores de todas as flores
Vai cheiro de jasmim...
Vai também as rosas de todos os Jardins..
Vão abraços apertados...
Vai um Poeta de outro estado...
E ele...
Vai registrando cada metro desse solo regado....
Ele está descalço....
E seus pés...
Estão um pouco calejado...
Mesmo assim...
Ele continua...
Com sorriso mudo e estampado...
Ele chora...
Ele sorri...
Madrugada fria....
Tardes quantes...
Manhãs geladas...
A estação lá atrás...
Ficou vazia...
Nessa ferrovia....
Os trilhos estão machucados....
Montanhas rochosas...
Penhascos e lajeados....
Caminhando ele vai....
Num descontrole emocionado....
Solidão vazia...
Mas ele continua sua jornada...
No chão daquela estação ...
Ele deixou um cair um pequeno papel....
E nele...
Tinha um recado...
Avisa esse povo....
Pra onde eu vou....
Eu não sei...
Até quando irei por essa ferrovia...
Também não sei...
Só sei que estou indo...
Sem destino...
Sem paradeiro...
Sou apenas um escritor...
E pela vida...
Sou apaixonado...
Oh vida...
Oh paz...
Por enquanto....
Não tenho nada dizer á ninguém...
Não tenho nada contar á ninguém...
E se eu for falar...
Não saberei explicar...
E se não ouvirem mais falar de mim...
Andem por onde eu andei...
Nessas ferrovias da vida...
Há muitas estações....
Mas apenas uma...
Faz parte do meu passado...
Quem quiser saber de mim...
Procurem em cada ponto...
Tudo meu....
Nela...
Eu deixei escrito e registrado....


Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.

⁠Tentando pintar a felicidade.

Tentando correr atrás da felicidade...
Aprisionei um verso...
Deixei as tristezas de lado...
Colori sonhos...
Colori flores...
Colori borboletas...
O verso que aprisionei...
Chorou....
Pintei de violeta algumas raizes que reguei...
Carregado de sonhos...
Deixei minha inspiração voar...
Diversificando dentro de mim...
Frases elaboradas vindo da imaginação...
Com ou sem plural...
Fui fazendo alguns refrões...
Atravessei rios...
E subi montanhas rochosas...
La de cima...
Saltei na cachoeira...
Mergulho fatal...
Fui ao fundo...
E emergi com alto astral....
As flores que chorava nas margens dos rios saíram borboletando junto ao verde...
Jardim colorido esse é....
Até pensei em colher todas as rosas....
Vida colorida...
Cor de rosa e margaridas...
Girassóis em campos frescos...
E seus lindos lençóis....
Voar é preciso...
Mergulhar de cabeça...
Peraí....✋
Muito mais que isso...?
Águas claras e turvas...
Umas verdes barrentas....
Fora da órbita sou um...
Por dentro sou outro...
Sou como caramujo...
Me escondo dos feiticeiros...
Encontrar a felicidade...?
Pra ser real...
Ela está em todo lugar...
Triste é a alma....
Que medita e não raciocina o que vê....
Inverno e verão...
Outono ou primavera....
O rios são muitos...
Os risos estão as espreitas á nossa espera....
Embora ainda abatido....
Avistei o Sol....
Mágica flor....
Posso ter sim alegria na alma...
E muito amor....
Somos sementes...
Cada uma brota na terra...
Basta esperar o tempo....
Enamorei a lua...
Viajei nas estrelas....
Sou metamorfose....
Em doses únicas....
Bebo o néctar das flores....
Meus sonhos não é superstição...
Eles são reais...
Vi e aplaudi o beija- flor...
Sou livre pássaro...
Nas montanhosas paredes da natureza...
Pouso eu...
No ninho ou nos galhos...
Sou a própria felicidade...
Isso algum tempo eu não via...
Percebi eu....
Não existe felicidade fora de daqui...
Ela existe sim....
Mas em primeiro lugar....
Ela deve estar...
Dentro de cada coração...
Então...!....



Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.

⁠⁠Ébrio na escrita


Submisso á uma inebriante flor...
E sentindo de longe o seu cheiro...
Como beija-flor....
Suguei o néctar e me saciei....
O pólen....
Era puro e pelos túneis eu mergulhei...
Precisei eu...
Fazer um ninho para descansar...
Domindo...
Fui ensinando os pássaros a cantar e voar...
Tornei-me um ébrio na escrita...
E na relva á me embebedar...
Uma junção...
Uma ocasião...
Um toque na gaita....
E me senti no vasto sertão...
Naquele povoado...
Me viram de longe...
O Poeta que veio chegando de mansinho...
E sua fome á matar....
No upa-upa...
Á cavalo fui chegando....
Troteando e bailando...
O alazão batia as patas fazendo sua parte...
Percebi então....
E perguntei-me....
É uma arte...?
É uma paixão...?
Ou é o poeta que escreve cometendo rasuras e vai descrevendo o que passa em sua imaginação...
Ué....
Saí determinado....
Escrever não é pecado...
Que culpa tenho eu...
Se comigo mora á inspiração...
Ela está aqui...
Na alma...
Na mente...
E no coração...
Ela está constantemente...
Não uso varinha...
Não uso parágrafo...
Sou tropeiro e sou de outro estado....
E nesse momento...
Agora estou ocupado...
Se me chamarem pra falar de amor...
Façam-me então uma pequeno favor...
Não usem acentos...
Não usem correções...
Usem comigo o Sol que nos encobre...
Essa área que vos falo...
É totalmente nobre...
E por isso
Me recuso em escrever...
Qualquer imitação...
Minha ilusão....
Faz parte dessa inspiração...
Alucionado eu sou....
E falando bem a verdade...
Fora disso que citei...
Não é comigo...
Se quiserem ser meus amigos...
Vistam-se também...
De um pouco de ilusão...



Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.

⁠Melodia improvisada.


Troquei as cordas de minha viola...
Arrumei uma flor que exalava o choro da madrugada....
E tentando acalmar um verso...
Pois afoito ele estava...
Fiz uma canção que chorava...
Nesta bagagem...
Xícara e açúcar me acompanhava....
Café extra forte...
Pra tirar o sono da minha jornada....
Um manto quente...
E um passarinho que soltei da gaiola...
Enfeitei a poesia chorona...
Dando vida naquilo que eu cantava....
Viola de ouro....
Perguntei ao perfume da flor...
Oh senhora flor...
Andar é preciso...?
-Ela me respondeu assim...
-Amar muito mais....
Fui no contra versos...
Trouxe um verbo escondido no bolso...
Viagem programada...
Viagem planejada....
Um som de viola...
Enfeitando a noite enluarada....
Oh coisa bonita....
É cantar nas madrugadas....
Afoito é esse texto aspirado....
Se fazer canção é isso tudo...
Que seja então pra minha amada...
No repique em uma só corda...
Notas e notas se faz como prova...
Oh melodia sofrida....
Perfuma o lençol que me cobre....
Mas não me tire o Sol....
Ahoooooôôô paixão.....
Sou poeta sinsinhô....
Xô daqui....
Tudo o que me causa pavor....
A paixão falou pro amor....
És amor porque ama...
Sou paixão porque xono....
Leve embora as amarguras...
Devolva-me....
O que era meu....
Ainda quero conquistar me trono...



Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.

⁠Privilégio.



Seduzido por um poema...
Em uma terra vasta e um imenso luar...
Segredos não revelados....
Magia no doce encantar...
O poema e eu...
Perplexos e machucados...
Ficamos por horas tentando entender...
Ela...
A poesia veio nos encantar...
Rasgadura....
Grande fenda em um lindo pomar....
Harmoniosa e misteriosa...
Se machucou pelo tempo....
E o silencioso e misterioso verso chorou...
Terra intensa...
Terra mãe...
Deus de um infinito explendor....
Encanta-me oh santidade....
Aqui estou eu....
Deixo-me em tuas mãos me levar
Seduz-me com teu encanto....
Tua obra é prima...
Oh Santidade de pura Luz....
O amor é a prova...
O perdão tu não reprova....
Teu mistério é somente teu....
E eu...
Me encanto de tudo que vem de ti...
Misericórdia oh Rei...
Misericórdia oh Santo Pai...
Mi
Pra mim...
Não é mais um mistério...
É mais que um privilégio...
Ver tudo que vejo...
E me contemplar....


Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.

⁠Lendária inspiração.


Um alfabeto renovado...
Um alfabeto repovoado....
Pequeno mesmo é esse mundo...
Ele gira...
Damos de cara com a verdade....
Entre as letras do meu alfabeto...
Recomponho a frase lendária....
Do A ao Z....
Bem-vindo ao mundo real...
Repovoar...
Sabemos nós que precisamos trocar...
Entre as consoantes e vogais...
Nada se põe a prova...
Sem sentimentos iguais...
Poderia eu chamar de...
Uma iguaria...?
Busquei no fundo dessa minha inspiração...
O tempo que foi...
O tempo que se faz presente....
E o tempo que ainda não chegou....
Aquela história que deixei...
Desculpas....
Pois dormindo eu estava....
"Eu sou"...
Desconfortável" é esse adjetivo....
Ótimo...
Sozinho....
Mas bem acompanhado....
Promessas entre uma e outra...
Em um poema injustiçado....
Ouro de alto quilate...
Brilha tanto enquanto os seres humanos se batem...
Eu...
Autor desse ilusório poema...
Dou vida a ele para os que me desafiaram em outrora...
Na certeza de uma escrita....
Sou dependente de uma imaginação...
Para colocar a prova de fogo...
Tenho eu...
Até uma convulsão...
E ela é minha....
Escrevo carta e faço canção....
Tenho fome...
Tenho sede....
Entre umas letras e outras...
Exalam de mim...
Poemas e poesias...
Não faço isso pra divulgação...
Posso eu...
Até morrer sozinho...
Mas não me sinto na escuridão....
E está tudo aqui...
Escritas feitas...
Vinda de um latejante coração....
Talvez...
Se um dia eu melhorar....
Vou fazer mais um longo refrão...
Por enquanto estou fora de mim....
Escolhi testar minha capacidade...
Não sei...
Se devo me expor....
Ou me esconder...
Mas morrer com sede...
Não...
No que escrevi até aqui
Fica essa....
Lendária inspiração...


Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.

⁠Sonhada jornada



Em algumas estações...
Arregacei a manga das cortinas...
Ativei o modo sertanejo sem corte e sem censura
Bati na viola e surtei na saudade...
De peito aberto...
Desmascarei a maldade....
Sem óbito marcado....
Naveguei sem remo....
Fui profano....
Fui sereno...
Loucas sensações eu tive em busca de uma drama...
Sem fanatismo...
Fui menino...
Cantei valsa....
Cantei moda....
Alterei a letra de uma música...
Soletrei a primavera...
Fiz versos no repente...
Colhi neve no gramado...
Roubei frutas no serrado....
E peguei chuva atrasado....
De arado afiado....
Tombei terra no banhado....
Em braços calorosos....
Saciei minha sede no favo de mel....
De boca cheia...
Esqueci as amarguras...
Fechei os ouvidos pras injúrias....
Sangrento....
Morri lavando minh'alma....
De cara com o pólen....
Adocei o sopro da existência...
Dias remando....
Cheguei na praia da esperança...
Guiado pelos anjos...
Fecundei o erva mate...
Tomei um chá de correria...
Andei como nunca....
Tropecei....
Quê mania...
Caí....
Percebi....
Só se enche a alma...
Quando o fogo....
É ardente....
Privilegiado....
Na sonhada jornada....
Essa poesia...
Quem á ler vai saber.....
Nunca foi imaginada....


Autor:Ricardo Melo
O Poeta que Voa.

⁠Compondo

Imaginei uma canção....
Usei tons coloridos e usei um refrão...
Passei a escrita a limpo...
Deixei às rasuras da emoção....
Fui entre os livros...
Achei o acorde e fiz a junção....
Entre às páginas que fui folheando....
Descobri em mim...
Um poeta artesão...
Moldei o poema inspirado...
Vi com alegria o lindo e famoso sertão....
Despertei a magia da poesia....
Usei páginas brancas e fui dedilhando meu violão....
Juntei também à viola...
De companhia levei à gaita e o acordeon...
Busquei na frase uma letra...
Juntei e montei uma sílaba....
O arco da Praça estava enfeitado...
Cada um dava sua pontuação....
Realizei o desejo oprimido...
Corrompi as barreiras do coração...
De repente....
Um livro ficou escrito....
Imprimi às páginas....
Encadernei e não usei arame farpado...
Foi aí que inspirei....
E trouxe essa melodia em vida...
E todas as páginas em branco...
Não eram mais ilusões....
Abri meu destino....
Compondo essa inspiração....


Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.



⁠Vá.


Infinita poesia...
Vá...
Vá pra bem longe....
Vá i cintilando o mar azul....
Só quero que vá....
O luar é todo seu...
O sol e todo seu...
Observe poesia....
Além do teu explendor...
E além do teu olhar...
Existe um lugar que é todo seu...
Vai pelas galáxias...
Vai pelo espaço onde o fim não existe....
A cada instante...
Mergulha nos meteoros...
Traga-me o essencial pros meus poros...
Oh poesia viajante...
Não seja tão relevante...
Segue adiante...
És toda vibrante...
Na brisa da tua viagem...
Derramo-te em cada paisagem que vejo...
Vai contagiando...
Vai proclamando...
Na plenitude dessa simples resenha...
És o cenário da minha imaginação...
Essa sombra que tu meu causas...
Fico em um abrigo de força tamanha....
Teu mistério com a chuva...
Caí e rega as plumas do meu pranto...
Verdejantes cortejos...
Absolutas espumas no imenso Mar....
A águia marinha...
Voa baixo em tua superfície...
Golfinhos salteiam....
Felizes com sua presença...
Oh escrita chorona....
O norte de sua zona...
Madrigais e colossais....
Tal verso do vento...
Tal vento dos tempos....
E na penumbra desse teu olhar....
Me fascino com a tua melodia...
Vibras porque sabes vibrar...
És tu que encanta...
Em cada inspiração minha....
Nesse belo Sol que te abrange....
Horizonte pra quem tem olhar....
Com teus gritos e murmúrios...
Vai tonalizando um colorir azulado..
És realmente tu...
O mistério do meu pensamento....
E não há quem possa...
Isso me explicar...
Tu...
Sabes disso...
E é por isso...
Que peço que vá...
Em busca de resposta...
De todo esse meu inspirar...


Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.






⁠Acima de qualquer nome

Oh versos que pulsam nas veias...
Delatam as linhas que fazem ecoar....
Oh luar prateado e acinzentado junto ao estrelar...
Tu mínguas aos poucos....
Que olhos venham chorar...
Plena e absoluta....
Os teus amantes debaixo de ti....
Ficam a enamorar...
Espaço não precisas...
Já és grande no teu encantar....
Viajante inspiração....
Acordo à meia noite...
Da janela meus olhos ficam à marejar....
Teu eclipse é vermelho como bola de fogo...
Uma imensa luz reflete no teu caminhar...
É sonho..
É imaginação...
É ilusão....
Não!...
É o poema que se junta na linha...
E as palavras vem me dizer...
Sou eu...
Uma poesia perdida no vago espaço...
A meia noite sou uma...
A outra...
Sou paixão....
Na promessa que me foi dada....
Sou a frase encantada....
Sou manso por natureza...
Sou da flor...
Sou da relva...
Vim de uma semente que não é pulverizada...
Sou natural...
Levo a vida em alto astral....
Por trás disso tudo...
Tenho um nome que já diz tudo...
Meu nome é Jesus....
Todo poder me dado...
Sou filho do dono do mundo...
Sou o Cristo Nazareno...
Sou poderoso e não sou pequeno....
Sou o rei da Glória...
E pra finalizar essa história...
Meu nome está acima...
De qualquer outro nome...
Ou sobrenome...


Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.

⁠Vagando na órbita

Um aperto na alma..
Uma lacuna aberta...
Nem sei se explicarei essa inspiração...
Ao morrer por dentro...
Fiquei acordado por fora..
No mar ou na terra....
Um barquinho que navegava...
Um verso depositado na caixinha...
Uma vida que surpreendentemente
acabou a minha convulsão...
Um suspense no ar...
Dramático e cauteloso...
Pisando firme e quase fora do chão...
Sem dor...
Sem pavor....
Enfrentei um estado de coma perverso...
Apaguei a luz....
Por anos...
Não apertei o botão....
Aflito...
Ja em estado de decomposição...
Reli uma carta escrita...
Ao terminar de ler...
Percebi que o botão estava com oxidação...
Nessa hora...
Tive uma louca sensação...
Quase morto....
E vagando na órbita da minha imaginação...
Ouvi uma voz me dizer...
Morrer...?
Pra quê...?
Se tu podes ainda ser a solução...


Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.

⁠Um segredo trancafiado.


Tentando não me inebriar...
Sacio minha sede na fonte...
E vou controlando as insanas curvas...
Onde não há caso e nem limite...
Águas correntes...
Nascem na serra...
E deságuam no mar...
Rios de águas puras...
Umas verdes...
Outras escuras...
E ao chegar na mar...
Ficam azuis da cor do céu....
Oh terra!....
Natureza perfeita....
Oh mar!....
Animais aquáticos em ti...
Vem se alimentar...
Queria eu...
Poder tocar o Sol...
Queria eu...
Poder tocar as nuvens....
Sentir e delirar....
Apreciar o melhor...
Apreciar a perfeição....
Sol...
Tão perto....
E ao mesmo tempo...
Tão longe....
Semblante de fogo...
És radiante....
A grafite...
Desliza junto á inspiração...
Aroma da terra...
Aroma da selva....
Verde até no aspirar....
Inebriante e possante....
Em uns causa uma imensa solidão...
Em outros...
Causa uma gloriosa sensação....
Ao mesmo tempo....
Um estado de tamanha satisfação.
Sozinho...
Me contemplo ao perceber...
Corro atrás de respostas...
E mais longe ficas sem eu te ver...
Imenso universo...
Minhas lágrimas são poucas para te dizer....
Teu controle é absoluto....
Infelizes são aqueles que não te tem....
Mas só o Criador tem a raiz de tudo...
Em minh'alma....
Tem um guardado trancafiado....
São segredos que nem sei se um dia terei o prazer de revelar....
A ti...
Oh!...
Universo perfeito...
Impossível é te esquecer...
Um dia sei lá...
Aqui ou acolá....
Gritarei alto...
Falarei alto....
Quero apenas fazer meu grito ecoar....
Unir ou separar....
Mas...
Poderá eu...?
Posso eu....?
Não sei...
Mas guardado aqui...
Ficará....


Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.

⁠Filosofando.


Desigualdade humana...
Na emana filosofia...
Nem sei se vivo no mundo antigo...
Ou moderno...
Acho mesmo que isso tudo aqui na terra...
É apenas uma ilusão...
Vivemos e morremos...
Nascemos chorando...
Crescemos amando...
Sem pensar em um insano demasiado labirinto...
Aos poucos...
Vamos nos aperfeiçoando...
Entre risos e alegrias...
Filtramos os bons momentos....
Vou eu como escritor...
Vou com algumas filosofias...
Embora não sendo um filósofo...
Dou meus arremates....
Não penso em Vitória...
Não penso em empate...
Por enquanto...
Só peço que não me batam...
Vou tirando aos poucos...
As ferpas que me atiram...
Apenas quero eu...
Beber das gotas de orvalho...
E assim vou criando meus atalhos...
Sobrevivência...
É tudo...
E isso...
Me faz...
Viver o presente...
E nem esquentar com o futuro....


Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.

⁠Portátil


Sou portátil...
Robusto e fragil...
Pequeno diante do mundo...
Grande naquilo que sou...
Sou poeta sim...
Sou dessa gente...
Sou gente diferente...
Sou íntimo com meus prantos...
Sou faceiro no que canto...
Sou a essência que exala da flor...
Sou a face daquele que me criou...
Tenho leveza nas mãos...
Vejo a imensa dimensão...
Tenho também...
Uma cabeça cheia de imaginação...
E através do meu olhar...
Vai surgindo inspiração...
A raiz é....
A fantasia que espraia...
Sem saia e mini saia....
Faço alguns exageros sem candaias...
Não me exponho...
Tive um sono e acordei...
Sou jovem como a lei...
Aos poucos...
Crio emendas e crio cláusulas...
Se não deu certo....
Rasgo as folhas do caderno...
Mas de uma coisa eu sei...
Detesto o artificial...
Aprecio o natural....
Me emociono como criança....
Meu choro é a esperança....
De um sonho ainda na infância....
Que sem saber nada da vida....
Pelo ralo...
Escapou e eu deixei....


Autor:Ricardo Melo
O Poeta que Voa.

⁠Inspiração única


Uma incomparável poesia...
De autoria única...
Sem buscar palavras no dicionário...
Minha Infinita imaginação foi buscar..
Minha infinita inspiração trouxe esse escrevinhar...
Uma poesia menina...
Jovem...
Ainda no berço...
Ainda pequenina...
Meiga e robusta....
Especial ao escreve-la...
Estrela guia...
Me leve ao desconhecido...
Me leve onde eu ainda não passei...
Continue assim....
incomparável e insubstituível....
Torna-me o que sempre sonhei...
Traga a mim....
O que sempre almejei...
Vá poesia...
Segue ao horizonte....
Sou seu confidente....
Sou seu amante...
Conheço-te como ninguém....
És gloriosa....
Trás-me o que sempre cobicei...
Querida poesia de inspiração única...
Por tudo que és...
Obrigado pela paz e luz...
Obrigado por me avisar....
Minha vida...
É gostar em te escrever...
Éssa escrita é tua...
Alucina-me também por outros dias...
Obrigado...
Apenas obrigado....
Por existir...
Aqui...
Em mim....


Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.

⁠Pedras preciosas

Pronto...
Tudo aperfeiçoado...
Pedras enxutas e lapidadas....
Brilham na escuridão....
Exalam faíscas e geram luz....
No espelho....
Uma relação....
A rocha bruta e dura...
Em Metros de profundidade foram exploradas...
Picareta na mão...
Túneis foram cavados...
Famosas pedras preciosas....
Conheço pouquinho....
Desse imenso mundão...
Mas cada uma delas...
Tem seu valor....
Agata , citrino...
Granada , malaquita...
Opala , pirita....
Quatzo e ametista...
Diamante brilhante...
Tão duro...
Somente outro para lapidar...
Ouro e Nácar...
Topázio,turquesa..
Exibem beleza...
Pérola , Zafira...
Esmeralda, Rubi...
Do Branco ao marrom...
Laranja e violeta...
Cores nobres...
Digo isso com franqueza...
Glamour em requintes de fineza...
Pairam no ar...
Por fazer parte de uma realeza....
Aurora senhora...
Cada pedra com sua glória....
Aqui...
Não falo de uma talismã...
Falo da alma...
Somos feito em detalhes....
Somos fruto do vale...
Vale da vida...
E nessa expressa inspiração...
Somos vidas...
Somos aqui...
O tema desse poema...


Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa

⁠Feliz aniversário YOYO.

Yoyo....
Ohooo yoyo....
Desejo a você...
Filha de José e Maria...
A mãe é chamada de cintya...
O pai é Ricardo...
Uma irmã que leva o nome de Letícia...
Um cunhado por nome Paulo...
O bofinho...
Pseudônimo de Gugu...
Do ventre de sua mãe...
Chegaste ao mundo...
Fruto da paz...
Cheiro da flor...
Namorinho fora do portão...
Leva uma vida de rainha...
Vida boa pra quem pode...
Seus dias estão passando...
E em breve...
Tu acorda e se sacode
Segunda feira dia do seu niver....
O bom humor não é só hoje...
Tem que ser Especial...
Como qualquer dia...
Você...
É você....
Novas amizades...
Vão lhe acontecer....
Jamais diga adeus a ninguém...
O mundo gira...
E isso ja lhe falei....
Seja sempre a criança...
Seja sempre a esperança...
Esse poema...
É teu...
E o amor nunca morreu....
Rasgado ele é...
E não foi escrito no papel...
Seja canção...
Seja coração...
Seja você...
E não pare em qualquer estação....
Come tucumã com pão...
Leite integral com Nescau...
Hoje é festa...
Hoje é seu dia...
Use sandália ou sapatilha...
Viva sua idade...
Fale a vontade...
Seja mais preciosidade...
Aqui tem um violão...
Toco nas cordas...
E pra ti invento um refrão...
Segue ele com muita alegria...
No telhado não tem gato...
Não tome álcool que faz mal...
Tome chá que faz bem...
Essa poesia é que te convém...
E ela...
Tem um pouco de rima...
Fiz ssim....
Somente por um motivo...
Passará anos e anos...
Mas tu...
Sempre serás....
Nossa menina...


Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.

⁠Brincando com a poesia.


Ah poeta...!
Quem és tu...?
És a folha verde que suspira...
És o rio que desce correnteza abaixo...
És a cachoeira cristalina que busca tua miragem...
És a melodia dos pássaros que cantam na savana rasteira....
És o golfinho que salteia no mar azul...
És a águia Real que vigia sua cria...
És Poeta...?
Ou és a fera que rugi na virgem mata...
Es tu que...
Ouve o inhambu chororó.....
Ou escreve o arco íris que avisa a chuva que se foi no horizonte....
Es a paixão de um Poema...
És a paixão de uma melodia...
És amor...
És a canção no ouvido de sua amada rainha....
Oh saudade...
Nos prantos de sua alma...
Jorra lágrimas de uma verdade...
Sorria Poeta...
Sorria...
Traga a frase...
Vai cascavilhando o alfabeto...
Costura tua rima...
És um escritor...
És um trovador....
Se perde na imensidão....
Vai fundo por esse mundão....
Sem demissão...
Afoita o que te convém...
Sem desilusão...
Afeta tua exploração...
Sem explicação....
Magoa um verso improvisado....
Em fendas profundas...
Vai até o âmago de sua imaginação....
Seus ideais...
Não sabe nem como faz...
Mas sabe tu...
Que nada aqui é eterno...
Versejador e rimador....
Ahooooo chão silvestre...
Pisa no solo...
Folha seca estala na selva...
Andarilho não...
Poeta de auto contraste....
Vai tu oh Poeta....
Vivendo e sonhando...
Rasga teu céu....
Estampa a tua imaginação....
Tua escrita....
Não é nada mais do que um simples refrão...
És a enxada amolada...
Corta rasteiro no cafezal...
Do trigo ao algodão....
Pomar carregado de melão....
É pera...
É maçã....
Uma hortaliça na palma da mão...
Quando erra....
Rega com amor a sua correção....
Usa tempero em seu rimar....
És a própria inspiração....
Ave voadora....
Que pousa no rochedo...
Faz seu ninho nos penhascos....
Desce ligeiro até chegar no arvoredo..
Oh Pássaro azul....
Arara colorida...
Mora bem distante....
De onde se vive...
O Grande tubarão....



Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.

⁠Equilíbrio.


Desenhei uma estrela no céu...
A perdi na imensidão...
A voz ecoava além da via lactea...
Reunidas cores no infinito me ajudavam...
Na escola...
Inquieto eu estudava....
Silenciosos momentos meus...
Com toda minha dedicação...
Edifícios eu levantava...
O azul oceano...
Refletia na minha imaginação....
O meu lado criança...
Ativava o meu lado de artista...
Fui equilibrista no palco...
Cambaleei nas cordas bambas...
Infantil...
Errante...
Forte como um leão....
Oh brasileiro perturbado....
Goleiro por fascinação....
Cem conto de réis....
Não é valores que eu falo não....
É algo muito além do infinito....
E disso eu não abro mão....
Defender isso de ponto à ponto....
Não é pra qualquer um não...


Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.

⁠Náufrago.

Dedicado ao filme Náufrago


Uma profissão...
Uma história para contar...
Observando sempre a vida...
Obcecado...
Sedento...
Admirador dos ventos...
Tentando sempre controlar o tempo...
O relógio...
Como de fato nunca parou...
Os ponteiros...
Sempre foram iguais aos outros...
O tic-tac silencioso...
Acompanhado pelo sol...
Uma aeronave na pista...
Uma decolagem perfeita...
Um amor jovem...
Naquele momento...
Foi deixado para trás...
Uma pani no Ar...
Mas em pleno Ar...
Algo aconteceu...
A aeronave em um declive louco...
Extra acentuado...
Naquele capítulo da vida...
Parece que tudo ficou encerrado...
Para sobreviver aquela queda...
Nem me lembro como tudo aconteceu...
Mas quando eu abri os olhos da alma...
Em uma ilha deserta eu ja estava...
Pequenos destroços...
Comigo acompanhou...
Ali ficou eu...
Alguns pertences...
Uns meus...
Outros desconhecidos...
Tudo que eu tinha passado até alí...
Nada se compara...
Aos quatro anos que vinha na frente...
Mas como eu ia adivinhar...?
Uma jornada...
Uma nova história...
Uma nova vida...
Fiz amarras...
Queria eu me enforcar...
Testei o laço feito...
Mas de fato...
Não tinha chegado a minha hora de ir...
Foram anos...
Comendo e bebendo água de coco...
Frutos do mar...
Mas deu pra sobreviver....
Dente inflamado...
Uma bola de vôlei para me acompanhar...
Apenas queria um companheiro...
Para eu desabafar....
Com as feridas da carne...
Desenhei o Wilson...
Era com ele que eu chorava...
Era com ele...
Que tudo eu falava....
Foram momentos tiranos...
Foram dias e meses...
Foram invernos e primaveras...
A barba cresceu...
Os cabelos se alongaram...
Um estilo de sobrevivência diferente...
De tudo que eu tinha vivido...
Insano...
Louco...
Falei com o Wilsom...
Falei com o fogo...
Falei com os ventos...
Falei com as estrelas...
Falei até com o mar...
Oh vida...
Será se um dia...
Eu ainda irei voltar....?
O coração se apaixonou rápido...
E eu aqui...
Estou aqui...
Em algum ponto do oceano....
Encalhado e isolado de tudo...
Isolado da sociedade...
Isolado das pessoas...
Ah Wilson...
Feliz estou por ter te criado..
Embora és uma simples bola murcha...
Mas redesenhada...
Não é para menos...
Não é para mais...
Aqui...
Alem de você...
Resta-me um retrato...
De minha amada...
Amanhã será outro dia...
Quem sabe o tempo...
E os ventos nos ajudem...
A sair dessa ilha isolada....
Encalhamos juntos...
E se é que juntos chegamos aqui...
Sairemos juntos...
Em alguma jangada...
Tão longe...
E oculto dos olhos humanos...
Estamos....
De onde estávamos ontem...
Olha só....
Um navio cargueiro....
Socorro de imediato...
Acima de mil e quinhentos dias naquela ilha...
Sabe lá onde é...
Arrisquei a vida...
Rabisquei nas pedras...
Um dia talvez...
Alguém possa ler...
Saberão que passou ali um homem...
Mas jamais decifrarão...
Os dias de glória...
E os dias amargos...
Encontrado no meio do oceano...
Encontrado no meio do nada...
Cheguei novamente ao meu lar...
Mas....
Tudo está mudado...
Ja tinham me dado como morto...
Desaparecido...
Engolido por grandes feras marinhas...
E minha amada...
Nos braços de outro alguém...
O que me resta...
É seguir...
Caminhar....
Viver...
Náufrago por náufrago...
Ja estou afundado....
Deixar tudo que vivi...
É impossível....
Mas de um certo modo...
Vou tentar salvar algo que ainda me resta....
Antes daquele vôo eu era um...
Naquela ilha...
Eu fui outro...
Eu sou agora...
O mesmo náufrago...
Em um oceano diferente...
Em uma ilha conhecida....
Em uma sociedade arrumada...
E sei eu...
Ah como sei....
Só preciso continuar...
Só preciso me manter vivo....
Porque quem sabe o futuro...
Me proporciona algo de bom...
E dessa história que eu levo...
Vou tentar ativar o meu lado catalizador...
Criar um tipo de energia...
Um tipo de química...
E tentar rejuvenescer....
E viver mais....
Vou em busca de mobilizar sonhos...
Andar com sonhos...
Viver com sonhos....
De tudo que eu vivi...
Nem sei se mereço aplausos....
Foi pesadelo....
Foi ou está sendo fantasia e poesia....
Aspirando eu vou...
Respirando eu volto....
Somente sei...
Que fui movido por algo....
Mas não sei....
Se preciso de um terapeuta....
Sei lá...
Talvez....
Mas uma palavra final eu quero deixar....
Os dias que vivi naquela ilha....
Jamais desejo....
Nem para o pior inimigo meu....
E querem mesmo saber...?
Acho que o melhor dos sonhos....
Está mesmo é nas prateleiras de alguma panificadora da vida...
E por final....
Eu sei que preciso....
Ser no mínimo....
Melhor que ja fui.....
Até hoje....




Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.