Coleção pessoal de JoseRicardo7
Poema
O ar do meu pulmão não enche balão,
Os olhos que eu tenho é de um gavião,
Sou de raça mas não sou animal,
Planto algodão mas não sei fazer tecido,
Sou domador mas não sei a linguagem do cão,
Sou da era digital mas não me conformo com o mal,
Sou do oceano e não sei velejar,
Sou da roça e amo a vida de campo,
Sou o oleiro e não faço vasos,
Faço contas e detesto a numeração,
A morte para mim não é o fim,
Vejo fronteiras e não gosto de ser barrado,
Do arroz , feijão e carne,
Encremento com cebola, alho e sal,
Da areia eu faço o vidro,
Meu cavalo pula furtado e não sabe correr,
O seu troteado é diferente,
E a cela é de cetim,
Minha almofada não tem esponjas,
É macia que até flutua pelo ar,
Minhas mãos trabalham e não contém calos,
A água que bebo vem das montanhas,
Na lua e nas estrelas,
Eu sou o astronauta que vaga,
No espaço sem fim vivo a sonhar,
Deito,durmo e sonho,
Acordo e vou trabalhar,
Começo tudo de novo,
E sigo com o que vem na imaginação
No firmamento faço meus borrões,
Dou tema sem emblemas e não vejo problemas,
Isso tudo é moleza pra mim,
Se é nobreza ou proeza eu não sei,
Só posso agradecer por tudo que escrevo,
Ainda que tentem esse dom me tirar,
Não dou esse luxo,
Pelo contrário,
É com repuxos que finalizo esse poema...
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Nobre pensamento
Na nobreza de uma personalidade,
Contém falhas e acertos,
Falhar não é pecado,
Isso faz parte da humanidade,
Ruim é falhar e não assumir,
Não se render,
Não olhar para si próprio,
O nosso futuro é esse,
O nosso presente é esse,
E o passado também,
Liderar os nossos passos não é fácil,
Mas devemos!
Aconteceu comigo!
Aconteceu com ele(a),
Aconteceu com todos,
E sempre acontecerá,
Todos falham,
Mas poucos assumirão,
Adiantar o Sol não é simplesmente olhar para o raio que abrange a terra,
Admira-lo muito menos,
Toda a beleza dessa esfera,
Está como analisamos as coisas,
Margeando mares,
O que eu vi até agora foram ondas e animais marinhos,
Vagueando matas vi folhas e frutos caindo,
Observei que as folhas e os frutos caídos ajudam outras(os) que ficaram nas árvores,
Inclusive a própria árvore,
Simpática é a natureza,
Voltei no tempo caído,
Vi risos nas coisas mais simples,
Encontrei com um sucesso assombrado,
Porém! Feliz como nunca,
E perguntei a ele:
O que te assombras oh! sucesso..?
Um resposta sensata e precisa ouvi daquele risonho e machucado sucesso,
Tive no auge da fama,
Mas o que importa é que eu estive lá,
Falhei,
E o que me satisfaz hoje não é a derrota,
É o prazer de saber que um dia eu estive lá,
Errei como muitos erram
E tem uns sucessos por aí que ainda não são sucessos,
Porquê são estranhas estrelas escondidas que ainda ninguém viu suas luzes incendiarem,
Cada um tem sua hora,
Mas eu tive lá um dia!
Gritando e falando,
Achava intocado sem me tocar,
Isso para mim não tem preço,
Assinalar esses passos pisados faz bem a alma,
Se um dia fui profundo nos meus errados erros,
Aqui estou eu,
Uma árvore leva anos para chegar a copa,
Alguém pode derrubar,
E se não tiver ninguém que a derrube,
É você que decide se quer ou não continuar a crescer,
Meus ouvidos estão abertos,
Fala-me então o que em mim te apavoras?
Sou o primeiro a me distanciar para não lhe fazer mal algum.....
Ou eu me conserto conforme suas regras,
Ou eu desapareço de vez de você,
Porque ser um calo nos pés de alguém,
É mesmo que caminhar sem os próprios pés....
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
PEDAÇOS
Por vezes fico na minha isolado,
Fico matematicamente somando,
Subtraindo e multiplicando,
Deixando o divisor por último,
Números.!
São milhões de números,
Aliás,
Dez números,
Do zero ao nove,
E no engajamento tornam-se enormes, São pedaços de problemas,
Um pedaço de mim,
Um pedaço de todos nós,
Uma cratera na alma,
Um buraco na face,
Bummmmmm,
Eclode por dentro,
Rasga e dói,
Explode por fora e entra ferindo mais e mais,
Porquê será?
Porque..?
Se você faz,
Reclamam,
Se você se preocupa,
Reclamam,
Se você assume sua parte na responsabilidade doméstica,
Reclamam,
Se você gasta um pouco mais,
Reclamam,
Se você atinge um pouquinho além da margem,
Reclamam,
Confesso,
Não entendo,
Confesso,
Me viro dos avessos,
Não entendo mesmo,
E vou continuar sem entender,
Mas deixo registrado,
Filhos...(as),
Querem comer,
Querem roupas passadas,
Querem guloseimas,
Querem roupas novas,
Querem copos e pratos limpos,
Querem tudo na boca,
Querem namorar,
Querem casar,
Querem viver só,
Mas não querem acordar cedo,
Não querem que chamem a atenção,
Não querem lavar,
Não querem pensar,
Não querem que reclame de nada,
Não querem limpar,
Pra quê né..?
Se tem alguém que já faz,
Por vezes eu vou me consumindo,
Ontem foi um pedaço de mim,
Hoje foi outro,
Amanhã será mais um,
Até eu aqui não estar mais,
Sem mais.....
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
O Amor...Um propósito.
Para o Reino do Eterno,
Oh Cruz do calvário,
Aos olhos do pai foi a Glória,
Para os olhos do mundo foi ódio, raiva e lagrimas e muitas notícias,
Ei !
Ei !
Vocês ouviram falar no Messias ?
Pois é !
Crucificaram ele vivo na CRUZ,
E assim as notícias correm pelo mundo até hoje,
A oposição decretou a penalidade máxima,
Chicotadas e humilhações,
Surras das mais duras,
Alí,
Com a Cruz nos ombros,
Muitos disseram,
Que vegonha !
Mas não sabiam,
Quão grande é o amor do ETERNO,
QUÃO GRANDE ÉS,
MAJESTADE SANTA entre outras majestades,
Uns perguntaram,
Porque fizeram isso.?
Qual foi o propósito disso?
Precisava de tudo isso ?
O quê é isso ?
Meu Deus !
Fala à minh'alma ó CRISTO ETERNO, Fala de maneira que eu possa te ouvir,
Honra e Glória,
Para ti,
Para o Pai,
Ao Espirito Santo,
Eis aqui minha dor,
Eis aqui meu amor,
Eis aqui minha admiração,
Eis aqui essa minha adoração,
Eis-me aqui a sua disposição,
Não preciso nesse emblema que não é poema,
Guardar segredos de ti oh CRIADOR,
Tu !
Oh GRANDE REI DOS REIS !
Se dispôs, se entregou, se submeteu as mais duras tentações,
As batidas do martelo ecoaram nos ouvidos do DEUS ETERNO,
Seus olhos viram tudo,
Seus olhos não se enfureceram por muita misericórdia de nós,
Ah! se fossemos julgados conforme as leis dos homens.
Ah! se fossemos...
Mas o perdão prevaleceu,
O Amor falou mais alto,
Tudo para a honra e Glória do ETERNO PODEROSO DEUS....
Aleluia!...Aleluia!...Aleluia!.....
Amém!...Amém!...Amém!......
Autor:Ricardo Melo,
O Poeta que Voa
O Poeta e os pássaros
Em minh'alma a poesia canta,
Como mágica se transforma em ternuras,
Os pássaros descem para eu ouvir os seus cânticos,
Meus olhos de menino ficam fixados na beleza dos beija-flores,
Meu coração dispara,
Tudo se torna belo e colorido,
A felicidade aumenta,
Mesmo tímido tento agracia-los com pequenos versos,
Mas eles não se contém com pouco,
Querem mais,
E muito mais,
Me incentivam e acabo compondo,
Para cada um faço uma melodia,
Assim são minhas infinitas horas,
Em doces mistérios,
Em doces martírios,
Na mesma hora que dói em mim,
Ao mesmo tempo me faz sentir vivo e livre como eles....
Destino único,
Pássaros e o Poeta juntos,
Em um cenário que nem eu mesmo sei descrever....
Autor :Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Se eu não estiver mais aqui
Como a chuva caí e segue pelas enxurradas,
Como os rios enchem e tornam voltar aos céus,
Com a semente que brota e dá seus frutos,
Como o Sol nasce e se põe,
Como uma simples janela que abre e se fecha,
Assim está minha alma,
Uma hora é melodia,
Outra hora é poesia,
Uma hora é paz,
Outra hora é dor e melancolia,
Se eu for embora,
Em qualquer inverno ou verão,
Restará de mim os traços e trapos,
Restará de um homem que quis só viver,
Mesmo falhando quis apenas amar e só amar,
Se alguém próximo de mim se for primeiro,
Restará as lembranças,
Restará os momentos e prosas,
Lembrarei de detalhes,
Todos os pássaros irão ficar,
Uns cantarão com minha presença,
Outros irão chorar com minha ausência, Eu sei que a vida é longa,
Mas também sei que ela pode se tornar curta,
Velejarei para bem longe se eu aqui primeiro ficar,
Quero ir ao polo norte,
Quero ir ao polo sul,
Se meu barco veleiro encalhar,
Quero sentir a neve caindo em meu rosto,
Me conservando no gelo marinho,
Não quero ver a chuva cair para derreter,
Quero ver a lua no céu pratear,
Quero beijar as estrelas,
E nos cometas tocar,
Mesmo com o vazio no olhar,
Quero voltar a natureza para os frutos apanhar e comer,
Quero ver risos em lábios enfurecidos,
Quero ver alegria nas faces entristecidas,
Não sei se isso é sonhar,
Aos poucos estou morrendo por dentro,
O próximo dia vem aí,
E não sei se estarei mais aqui,
Se eu não estiver,
Saibam,
Estou congelado no polo ártico,
Esperando mais um verão para me resgatar.....
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Filho da terra.
Sou filho da terra , sou filho do Sol,
Sou filho do mar , sou filho da mata,
Sou filho do rio e sou da semente,
Sou filho de lavradores,
Moro lá onde não chove e a esperança sempre é verde,
Sou filho de um livro rasgado,
Sou filho de um inspirador sonhador,
Sou sua herança,
Escrevo o que vem nos momentos de alegrias e tormentos,
Com rasuras eu vou por aí,
Abri vicinais e fora do mato eu saí,
Fiz vilarejos com belos cortejos,
E se não foge da mente fiz também poemas decentes,
Do pinho fiz meu violão,
E madeira bruta fiz telhado e um belo barracão,
Cobri de palha e armei minha rede,
Por não ter tomado cuidado,
Balancei e caí,
Me curei e aqui estou eu,
Registrando isso aqui.....
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa
Esperança.
No colorir de uma escrita,
Descontraído vou usando cores primárias,
Atento,
Vou dando acabamento com as secundárias,
Contente ,diferente e ainda irei selar o envelope,
Na esperança que minha arte colorida chegue logo em seu devido lugar,
Nessa poesia contém,
Noites de vários sonhos,
Projetos de longos anos,
Estou fazendo a capricho para não ser banido,
Ainda na minha inocência,
Entreguei-me em mãos que não devia entregar,
Mostrei aos olhos de quem jamais eram para ter vistos,
Falhei,
Levantei caravelas,
Fiz um cortinado de fino pano,
Fiz desenhos nas sedas e cetins,
Fiz com boas aparências,
Ainda que me reste fôlego,
Tenho uma grande esperança,
Que essa escrita chegue aos olhos do mundo,
E de toda minha vizinhança.....
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
O teu Poeta.
Eis aqui eu,
O teu Poeta,
Vestido de uma inspiração única,
Te oferto essa taça,
Beba com moderação,
É uma champanhe de grande requinte e fineza,
Nós fomos em outrora pura luz,
Lembra?
Sorrimos juntos,
Passeavamos juntos,
Mergulhavamos juntos,
Algo cruzou nossas vidas e nos distanciou,
Mesmo bem pertinho e coladinho,
Nossos corações pareciam estar a quilômetros de distância,
Íamos ao parque,
Caminhávamos nas praças de algum norte desse mundo,
Então aprecie-a,
Vamos brindar,
Vamos comemorar,
Muitos por aí queriam ver nossa derrota,
Não iremos dar esse gosto a ninguém,
Você me chamou e eu cheguei,
Deixei o espírito da verdade falar mais alto,
Faço-te então esse poema para te guardar,
Isso não é declaração,
É apenas uma parte de mim,
Pois a outra ja está ai,
Bem ai,
No fundo do seu coração.....
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Nos braços da imaginação
Nos braços da minha imaginação,
Aperto as mãos e lá vou eu,
Vou consolando uma poesia machucada,
Sou perito sou Poeta,
Sou apenas um escritor e compositor,
Moro lá do outro lado do mundo,
Moro na lua e moro no Sol,
Acima das nuvens faço minha cabana,
Formato as ilusões perdidas desde a minha inocência,
E me vejo um habilidoso pirilampo,
Da foice e machado,
Sou especialista também em teclado,
É nele que crio os calos em meus dedos,
É nele que me deleito e crio meus versos improvisados sem nem um preconceito,
Poemas de um instante chorado,
Ou de uma alegria infinita,
Sou afoito e faço também gabaritos,
É nesse chão que piso,
É esse chão que beijo,
E nele que deito e alimento o meu espírito....
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Reflexos de uma alma apaixonada.
Embora talvez eu nunca diga,
Mas no livro da vida deixarei tudo que há em mim,
Se escrevo bem ou mal eu não sei,
Mas não cobrirei os versos que vem em minhas imaginações,
Aos poucos eu estou ornamentando da melhor maneira possível,
Estou grafando de uma forma bem explicativa,
Estou escolhendo as melhores palavras,
Caso encontre algumas sem assentos,
Não me condene,
São as lágrimas que fizeram eu esquecer,
Ou a timidez tampou minha visão,
Tocando flauta eu vou compondo,
Em céu aberto e estrelado vou meditando,
Vou em busca de ao menos uma grama de inspiração,
De inverno e verão,
Estou em meu silêncio,
Do nascer ao por do Sol estou arquitetando,
Do romper da aurora até ao amanhecer estou domindo com minh'alma ligada á ti,
Reflexos de bons pensamentos,
Minha voz murmura mesmo calada,
Não sei como tudo isso é possível,
Apenas sei,
Que te amar é uma sina que Deus me deu,
E covarde seria eu,
Se nem ao menos eu não deixasse registrado o que sinto,
Imagina só,
De repente eu não esteja mais em mim,
Que prova você teria de mim ?
Se não fosse esse dom que Deus me deu....
Em escrever calado,
Botando pra fora tudo que passa em mim,
Do amor que tenho aqui,
Que é somente seu.....
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Sonho quebrado
O garçom aproximou-se de mim,
Perguntou-me,
O que desejas oh! Poeta?..
-Respondi:
Uma taça,
Uma bandeja,
Uma emoção,
Uma razão,
Uma história qualquer,
Uma que seja diferente da minha,
Construí uma pirâmide,
Um castelo lindo e amarelo,
Jardim com flores vistosas,
Entre elas,
Rosas vermelhas, brancas ,roxas e tão belas,
Um pomar com frutas adocicadas,
Uma horta por de trás daquela imensa casa,
Um carro do ano na garagem,
E duas passagens,
Após o nosso noivado,
Construímos sonhos e fizemos planos,
O meu desejo foi quebrado,
A levar minha donzela até o altar,
Iríamos fazer uma demorada viagem
Aquele altar todo enfeitado,
Os convites eram incontáveis,
Mesa farta para todos,
E o nosso bolo castelinho,
Com desenho daquela humilde mansão,
Tudo foi de água abaixo,
Naquele dia deu até trovão,
O amor que escolhi para mim,
Não aceitou nada do que eu fiz,
Fiz a caprichos e com tantos cuidados,
Muita gente até ria de mim,
Ainda por trás falavam,
Pobre coitado,
Na data marcada,
Ela não apareceu,
Foi embora e escafedeu-se,
De repente desapareceu,
Nunca mais mandou notícias,
E nem sei se morreu,
Hoje estou aqui,
Faça-me um favor garçom,
Traga-me apenas uma água limpa e pura,
Quero eu apenas lavar minh'alma,
Pois o meu coração,
Ainda sangra,
E não sei como sarar.....
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Semana Santa.
Me doando aqui para escrever,
Aos poucos,
Algo vai alimentando minha fé,
SEMANA SANTA.!
Não entendo,
E procuro não entender,
A pergunta fica para o mundo responder,
Como pode!
UM ÚNICO HOMEM,
SIMPLES E HUMILDE,
O SENHOR DOS SENHORES,
O REI DOS REIS,
O MESTRE DOS MESTRES,
O DONO DO MUNDO,
O REI DA PAZ,
O MÉDICO DOS MÉDICOS,
O QUE DIZ E FAZ,
O DOUTOR DOS DOUTORES,
O REI DO AMOR,
O REI DA SALVAÇÃO,
ENFIM,
O TUDO DE TODOS,
Se lançar na CRUZ e tomar para si todas nossas dores,
Toda humanidade caí de joelhos,
Todos os seres vivos,
Todos os anjos e arcanjos,
Todos se calam perante esse Nome,
Um nome como qualquer outro nome,
Mas..!
Com um diferencial,
Aliás.!
Muitos diferenciais,
Um nome de majestade,
Um nome de potencialidade,
Um nome que é de verdade,
O mestre da habilidade,
Um nome de autoridade,
Um nome com toda capacidade,
Um nome de fraternidade,
Um nome que nos da felicidade,
Um nome de fidelidade,
Um nome que tem por nós toda piedade,
Um nome que veio para salvar a humanidade,
Com ele tudo se torna facilidade,
De única propriedade,
Ele detesta a criminalidade,
Nunca teve escolaridade,
Ele nos dá prosperidade,
E com ele não existem dificuldades,
Ele está em todos os campos,mares , rios e cidades,
Que calem-se então todas as bocas,
Porquê ele é e sempre será,
A exclusividade das exclusividades,
Glória a Deus...
Gloria a Deus...
Glória a Deus....
Amém...🙏🙏🙏🙏🙏🙏🙏🙏
Autor:Ricardo Melo
O Poeta que Voa
Pense em Deus
Toda vez que você for escrever,
Pense em Deus,
Toda vez que você for comer,
Pensa em Deus,
Toda vez que você for dormir,
Pensa em Deus,
Toda vez que você tiver uma prioridade,
Priorize Deus,
Toda vez que você se sentir só,
Pense em Deus,
Toda vez que você for andar,
Pense em Deus,
Toda vez que você se sentir esquecido,
Pense em Deus,
Quando alguém te xingar,
Pense em Deus,
Não precisamos de sangrar ninguém,
O próprio Deus sangra as pessoas por nós,
Sangra sem tirar sangue,
Se vinga de todos sem perceberem que estão sendo vingados,
Acredite...!
Deus é Deus...
E com ele ninguém pode...
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Coração curado.
Na caminhada da vida...
Decidi curar meu coração....
E colocar num quadro de parede...
Peguei centenas de carreteis de linhas....
E em cada dia...
Fazia alguns entrelaçados....
Os amaranhados da vida iam tentando prende-lo em outro lugar,
Assim tirando o seu direito de bater...
Com o tempo...
As linhas foram sufocando....
E chegou um periodo...
Que ja não tinha mais pra onde correr,
Pois bater e crescer,
É o que ele mais queria....
Mas eu não sabia....
Com o seu latejar oprimido e sufocado....
Ofegante dentro do meu peito ficava....
E morrendo aos poucos ele estava....
Pois queria ele,
A chave principal encontrar....
Os fios....
Eram as veias sanguíneas....
E algo queria arrebenta-las,
E foi um dia....
Ja no ultimo batimento cardíaco...
O carretel acabou,
E aquela opressão....
Foi aos poucos se desfazendo....
Tudo que oprimia o meu coração....
As tristezas virou alegrias....
E hoje....
Aquelas teias tecidas que o maltratava
Está servindo de apoio em seu quadro,
Que faz eu pensar....
O tanto de linhas que usei....
Mas como Poeta....
Deixei o Sol esquentar....
E as linhas secar no tempo....
Pois molhadas ja estavam....
Das lagrimas que derramei....
E agora....
Com o quadro posto no seu devido lugar,
Por horas ele segue sorrindo,
Somos um do outro...
Eu sou dele e ele é meu,
Somos mais que Amor....
Um Amor....
Feito um para o outro...
Autor :Ricardo Melo.
O Poeta que Voa
Águas
Águas serenas,
Aguas marinhas,
Águas das nascentes,
Águas frias e ferventes,
Aguas que regam,
Águas que matam a sede,
Águas que fazem o concreto,
Águas que sobem e que descem,
Águas do orvalho que caem nas madrugadas,
Águas que congelam e que derretem,
Águas de amor,
Águas de suor,
Águas que brotam nas montanhas,
E vão abrindo caminhos e fendas,
Águas com suas razões,
Águas de lágrimas,
Aguas de alegrias e dores,
Águas que inundam corações,
Águas limpas e sujas,
Águas que sempre serão águas,
Sem elas não somos nós,
Sem elas não somos nada....
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Porcelana.
Aos cuidados de uma bela moça,
Caneca de porcelana com suas rosas,
Nas equivocadas poesias montadas,
Ela não é a ignorância.
Assim , um vaso se faz,
Com sua planta de um elevado valor,
Você,
Nos caminhos longos que ainda faltam para caminhar,
Não importa,
Desejo-te mais que o Sol possa te dar,
Sem espinhos e sem vaidades,
Mais que a felicidade.
Mas cuidado,
Nem tudo na vida são flores,
Te desejo,
Uma vida de paz e sem dores...
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa
O vem e vai de tudo.
Eu acredito em Deus,
Eu acredito na solidão,
Eu acredito em Jesus,
O Rei da salvação,
Eu acredito na semente jogada,
Eu acredito na lavoura bem liderada,
Eu acredito nas pessoas,
Eu acredito no amor e os seus derivados,
Eu acredito que as crianças são as meninas dos olhos do Criador,
Eu acredito na professora,
Eu acredito no bem maior,
Eu acredito no dinheiro,
Eu acredito no engenheiro,
No arquiteto que emerge na construção,
Na raiz que se formou,
Eu acredito na natureza,
Eu acredito na emissão dos bons pensamentos,
Eu acredito em um futuro maravilhoso,
Eu acredito nas decisões,
Nos fatores heróicos,
Nas sombras da morte,
Eu acredito que tudo é fácil,
E acredito que tudo também pode ser difícil,
Acredito nos bons e maus momentos,
Nas horas que passam,
Acredito na poesia que vem de um poema,
E no poema que vem de uma poesia,
Acredito nos homens e nas mulheres,
Acredito no escritor solitário,
Acredito na música enamorada,
E na canção que nos leva aos céus,
Eu acredito nas aves e nos animais,
No desenhista e no projetista,
Acredito em tudo,
Pois é desse universo que viemos,
É aqui que nascemos e fazemos,
É aqui que morremos,
E é aqui que plantamos e comemos,
Alguém já observou alguma coisa..?
Pois é..!
Vale lembrarmos,
O capim nasce,
A vaca come o capim,
Nós humanos comemos a vaca,
E jogamos tudo de volta no jardim,
Terra !
Nela nasce tudo,
E tudo é dado por ela,
E ela mesma,
Exige tudo de volta,
Tem alguém aí que não quer devolver ?
Reflitam.....
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Espelho
Ativei o auto limpante da minha ilusão,
Vi um espelho,
Desembacei o reflexo dos murmurios que me cegavam,
Ativado,
Rabisquei as linhas ofuscadas,
Não é só para querer enxergar,
E sim para também sentir,
No embaraço,
Deixei o espelho bem polido,
Nele eu entrei e por horas não estava mais em mim,
Com pouco tempo me dado,
Velejei para longe com o meu coração,
Frustrado,
Falei comigo mesmo,
Nossa..!
Tudo isso de fragmentos ?
Tudo isso de feridas ?
Tudo isso de espinhos.?
Que momento..!
Chorei,
Ah! como chorei,
Lavei-me nos mares por onde passei,
Lavei-me nos rios onde mergulhei,
Lavado,
Retornei ao meu estado normal,
Dei prioridades á mínimas coisas,
Apliquei misericórdia onde não devia,
Pintei de perdão o que me dava calafrios,
Dei um brilho social,
Costurei esse massacrado e quase morto coração,
E acordei,
Acordado e ainda de olhos limpos,
Sentei,
E algo do além falou em meus ouvidos,
Viu..?
O olhar que tu tens hoje,
Foi eu quem te dei,
Assustado perguntei;
Quem ?
Eu,
Jesus !
O seu SENHOR e seu único Rei !
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Eu achava que sabia entender
Minha idade já não é tão juvenil para entender,
Estou cada vez mais cansado,
Agora para tudo entender já não sei se eu entedereia,
Quando eu era criança busquei entendimento,
Quando fui jovem eu achava que entendia,
Fiz caminhos e abri estradas,
Sempre aperfeiçoando essa analogia,
Mas sempre em atritos com essa percepção do só tentar entender,
Nos conflitos eu achava que ia ser a ciência do futuro,
Nas discussões eu procurava o silêncio,
Aceitei calúnias e mudo fiquei,
Recusei na própria consciência a compreensão que me exaltava,
Validei opostas semelhanças que me levariam ao auto conhecimento,
Tive bons resultados,
Porém,
Fiquei mais velho,
E ainda não tenho nada de conhecimento,
Percebi que ninguém tem e ninguém é capaz de ter,
Quando achamos que sabemos de tudo,
A propria vida nos dá a rasteira,
E batemos com a cara no chão....
E ela ainda esfrega em nossa face,
Está vendo..?
Eu disse que você não entendia,
E ainda afirmo,
Jamais alguém irá entender
E continuará assim,
Sem nada da vida entederem...
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.