Coleção pessoal de joseni_caminha
Qual critério determinante para enquadrar um ser humano como “diferente”?
Como a mesma sociedade que cria leis valorizando a igualdade entre seus membros,
constrói uma concepção de diferença entre “normais” e “diferentes”?
O que pode ser entendido por evolução em uma lei que não é suficiente na sua própria proposta?
INCLUSÃO
Quando se entende que é necessário incluir
é porque o direito de estar incluso tem sido negado
e no caso de seres humano que são rotulados como “normais” e “deficientes”,
cria-se nessa “não inclusão”, a desvalorização do ser, quanto humano, onde
atribui-se a este ser considerado diferente, não “normal”, valores negativos que
lhes suprimem as igualdades de oportunidades de serem.
Excluindo-lhes o direito constitucional de exercer a sua cidadania,
retirando-lhes a oportunidade de viver como ser social,
estigmatizando-os em um fardo pesado para a família e a própria sociedade que o exclui.
O grande problema é que o "normal" não é normal dentro da própria
realidade social que exclui os "não normais", pois ambos exigem da educação sistematizada
uma atenção intrínseca ao ser, que é a capacidade de aprender que cada um de tem a sua forma própria de ser.
Dessa forma, a educação, ao corroborar com o classificação conceitual de "normais" e "deficientes" dentro
da sua responsabilidade educativa e formadora, falha no tratamento igual que ela destina para os "normais", que não são normais, pois são diferentes.
O que verdadeiramente importa!?
A busca por felicidade é uma ação constante na vida do homem,
na qual ele faz e desfaz os seus atos, contrariando continuamente
as suas verdades, que são instáveis, não pela característica
antropológica do ser, mas pela sua falta de veemência no que acredita.
A sua incerteza caracteriza-se não apenas no objeto da busca, mas no
sentido do porquê se busca. Sendo assim, a pergunta que se faz é:
O que verdadeiramente importa? ....Para abandonarmos
essa busca incessante e sermos definitivamente felizes?
Será que o quê buscamos
pode está onde estamos, onde não precisamos buscar, onde o esticar das mãos,
o direcionar dos olhos, o movimentar das pernas, o modo de agir ou pensar seja o lugar?
Pergunte a quem não tem, a quem não pode estender as mãos, a quem não pode olhar,
a quem não pode andar, a quem não pode agir ou pensar, o que verdadeiramente importa
para sentirem-se felizes.
Um dia pensei...
Que a beleza estava no que as pessoas denominávamos de belo, hoje percebo que a beleza está em tudo, basta que saibamos enxergar o que está diante de nossos olhos. Os mesmos sentidos que nos encanta, nos trai ao ignorar a verdadeira beleza que há no que taxamos como feio. O belo e o não belo é assim uma questão de saber olhar o que verdadeiramente é importante. A vida por exemplo! Quantas vezes passamos correndo pelas ruas em busca de metas, sempre renovadas por uma estrutura de mercado excludente, onde a exclusão não se dá somente no âmbito do indivíduo pelo emprego, do indivíduo pela sociedade, mas do indivíduo pelo indivíduo, onde o mesmo anula-se diante de uma cobrança em que o indivíduo não é visto como ser humano e dessa forma ele internalizou uma forma de viver valorizando o que é volátil, o que é passageiro e dessa visão o belo e o não belo é padronizado no corpo perfeito, no rosto encantador, no emprego invejável, na formação acadêmica promissora ou na imagem perfeita da deformação da realidade.
A felicidade está em conseguirmos enxergar o que é verdadeiramente importante, mas isso só conseguimos realizar quando o que é importante nos falta.
O educador é aquele que no cumprimento de um currículo engessado, consegue desenvolver uma práxis capaz de mediar uma educação emancipadora.
Não realizar um sonho é menos doloroso do que sonhar um sonho que não depende somente de você para realizá-lo.
Prefiro aos atos às palavras. Prefiro as ações às dicções, pois com o domínio da arte da retórica posso fazê-la acreditar que a amo, mesmo odiando, ou convencê-la que a odeio, mesmo lhe amando.
Se o conhecimento da imensidão do universo fosse apresentado a todas as crianças, quiçá a humanidade seria, no futuro, composta por mais homens conhecedores de sua insignificância como negação as suas arrogâncias.
Existe algo mais superficial do que um sorriso em uma selfie? Evidente que não! Como não há nada mais deprimente do que a felicidade falseada.
