Coleção pessoal de joseni_caminha
Na busca por respostas que inexistem, as que procuro pelo sentido da vida são as que mais me incomodam. Não por saber que nunca as terei, mas pela certeza de que as mesmas me mostrariam que eu não encontraria sentido no que busco.
Não vejo sentido passarmos pela vida sem deixar marcas, então, o importante é procurarmos saber de que forma pretenderemos marcar as nossas vidas.
Infelizmente só conseguimos enxergar, na maioria das vezes, o quão estamos errados sobre o que verdadeiramente importa para nossas vidas, quando temos gasto muito tempo dela procurando o que nos faz sentido na vida. Tudo na vida tem a sua particularidade motivacional e isso que a torna dinâmica.
O amor que une uma família não é algo que se deva ser conquistado, mas inato. Quando ele é real, não há barreiras que não seja possível a união.
Perdemos mais tempo querendo entender o que não conseguimos compreender do que vivendo para usufruir do que nos já conhecido.
O exaustivo discurso que ouvi, quanto educador, durante toda a pandemia foi que "temos que nos reinventar". Na verdade, acredito que a educação nunca saiu do passado porque estamos apenas nos reinventando e mantendo a práxis distorcida da fala.
Enquanto a escola não desconectar com o passado que a estrutura, não irá conseguir transformar a realidade de ineficiência que a mesma adquiriu ao longo da história.
Quando procuramos uma solução para os nossos problemas, fugindo do real motivo que os ocasionam, não só não conseguimos resolver o que queremos, como podemos ser conduzidos a um mar de demônios inavegável.
Enquanto buscamos um sentido para vida estamos perdendo a oportunidade de viver, pois a busca demanda gasto de energia que pode ser utilizada de uma forma muito melhor: vivendo a vida.
A educação verdadeiramente efetiva é aquela que transforma, não para a sociedade, mas para a humanidade, pois o ser social pode atender aos interesses da sociedade que o formou, mas isso não assegura que o mesmo seja socialmente humano.
Não precisamos buscar sentido para vida, pois o fato de estarmos vivos já é o sentido de tudo e todo resto é o que fazemos dela para encontrarmos o sentido de continuarmos vivendo.
Quando o professor usa de sua práxis pedagógica para educar para a sociedade, contribui para a transformação da escola, quanto instituição responsável pela construção de uma equidade social, em um aparelho ideológico do Estado, sendo assim ele não educa, mas molda seus alunos aos intereses sociais que o controla.
Somos seres em constante evolução e para tal precisamos enxergar que nossos atos dizem mais do que qualquer palavra, portanto, na educação o que tranforma não é o que se rediz, mas o que se faz.
O mundo só será melhor quando conseguirmos ser melhor, amando e respeitando ao próximo. Precisamos ser autenticos e acreditar que podemos, sim evoluir sem destruir, crescer sem esmagar quem concorre conosco, pois o sucesso não precisa ser sinônimo de derrota de quem não conseguiu.
Ser educador está para além do cumprimento de um currículo, para além da sala de aula, para além dos muros da escola. É enxergar as diversas facetas do corpo discente que compõe a escola e perceber que nunca haverá uma técnica, metolologia ou procedimento pedagógico ideal, capaz de contemplar essa diversidade.
Diante da concepção de que não há uma metodologia única capaz de contemplar a diversidade de uma sala de aula, acredito que não há educação significativa, se a mesma for dissociada da realidade do aluno, e muito menos se a mesma não for focada no desenvolvimento integral, que seja capaz de perceber a individualidade do aprender que cada discente trás consigo e precisa ser apropriado por ele.
A confiança, embora fundamental,
para uma experiência exitosa,
poderá ser responsável por
um fazer descompromissado com a prudência,
principalmente se ela apresenta-se
de forma excessiva.
Nas decisões da vida
o nosso livre-arbítrio é geralmente
o determinante do nosso viver.
Sendo, portanto, dessa maneira
que traçamos caminhos distintos.
Ora nos agradando, ora nos contrariando,
mas é no ato da escolha
que nos mostramos
como queremos esse viver.
A questão do estar feliz
reside, portanto, em sabermos
reconhecer quando a decisão tomada
foi errada para retomarmos
uma nova trilha
nesse caminhar chamado VIDA.
O educador é aquele que não se ver
como um colaborador e cumpridor
de um currículo engessado,
de um conjunto de diretrizes
elaborada e pensada
pelo sistema de ensino
do qual faz parte,
porque não tem como
mediar a construção de conhecimentos
dentro de uma sala de aula
ignorando a diversidade existente,
a qual se diversifica a cada realidade
que se apresenta para professor.
Quem eu educo?
Será que educo?
E se educo, para que educo?
Ou faço apenas a mediação
entre aquele que penso educar
e um processo de ensino que
não vincula o discurso
com a prática?
Não! Não sei!
Não sei se sou um educador
que não se coaduna
com o sistema de ensino
da minha época,
ou se é este que não faz
sentir-me um educador,
mas um mero representante
de uma instituição social
que enxerga o tempo como
acinésico.
