Coleção pessoal de joseni_caminha

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Os nossos desejos⁠ são insaciáveis,
sempre haverá um novo
a sobrepujar o já alcançado,
portanto, não ser moderado
ao desejar, é caminhar
por uma vida repleta de desagrado.

⁠A vida é um sopro
onde os nossos desejos
são os norteadores
de nossas euforias
ou desalentos.

Para estarmos felizes,
por um número maior de vezes
em nossa vida,
é imprescindível que tenhamos
temperança com os nossos desejos.

⁠⁠Não queria ser o ar
que tu respiras,
nem ser o espaço
que tu ocupas,
mas não tenho dúvida:
dar-te-ia minha vida
para ser minha, a tua.

⁠Quanto mais penso no que não sei
menos sei o porquê pensei,
pois na busca por respostas
a perguntas curiosas,
que insistem comigo conviver
a vida me não responde
o quero saber.

⁠Acomedido é aquele
que utiliza da dúvida
para obter a verdade,
pois ao partir da negaçao
do que lhe foi apresentado
oportuniza o confronto
de possibilidades que
o conduz a negar ou confirmar
o que foi duvidado.

O sentido da vida
está em realizarmos
o que nos dá prazer.
Privar-se deles ⁠é
tornar a sua vida sem vida.

⁠O "estar feliz" pode ser assegurado
quando conseguirmos controlar nossos atos.
Atos de desejar, de querer e poder,
pois a negação da felicidade
reside na impossibilidade de satisfazer-se.

Não é preciso duvidar de tudo,
mas acreditar que esse tudo
pode não ser, de tudo, verdade.

⁠Representatividade é uma utopia do sistema político brasileiro,
que se reduz a um argumento
utilizado pela elite mantenedora
das diferenças sociais em nosso país.
A qual necessita dos explorados para assegurar-lhe o direito de explorar, por meio da maior mentira que o povo assume como verdade: Eleições.

⁠Amar não é anular-se
em prol da pessoa amada,
é construir com ela⁠
uma fortaleza de realizações.

⁠Viver não é preocupar-se
com as incertezas,
é ter certeza que
a vida não tem sentido
sem elas.

⁠As incertezas não é algo diferente,
para nos preocuparmos.
Elas são as únicas certezas,
que sempre estiveram presentes
em toda nossa existência.
O que há diferente
é que agora as enxergamos como reais.

⁠A incerteza é uma realidade
que a alma apavora.

Mas porque se apavorar?
Se nunca houve certeza
no nosso caminhar?

Ontem, a distância
entre o que era certo e o incerto
criava a ideia
de uma falsa segurança
que a alma acalentava.

Hoje, é diferente,
não tem distância a separar,
a incerteza é a asseveração
da nossa vida atormentar.

⁠PENSAR⁠

Quando penso em educar,
imagino que é preciso pensar.

Penso no que já tenho construído,
para poder modificar.

Ao modificar,
imagino na transformação
que posso proporcionar,
para aquele que educo
possa também pensar.

O pensar não é vagar,
é analisar,
é criticar,
é, principalmente, procurar transformar
o que está a não lhe gradar.

⁠Viver não é somente se nutrir,
é, principalmente, saber o porquê
deve estar nutrido.

O medo do homem⁠

Na sua cegueira contemporânea,
onde os valores foram alterados
o homem se identifica com
o que é errado.
Ser arrogante e intolerante,
passou de repugnante a admirável.

É lamentável o retrocesso,
que somos obrigados acatá-lo
como realidade do homem moderno
que julga o certo como errado
e o errado como algo a ser desejado.

A cada dia que passa
fico mais assustado,
com o que esse homem
seja capaz de fazer
ao resgatar do passado.

Atitudes repugnantes
há tempos superadas.
Assumindo atos condenáveis,
como aceitáveis.

⁠Um professor, que apenas acumula
o conhecimento teórico acadêmico
e a prática pedagógica adquirida
da experiência de sala de aula,
não tem a condição necessária
para credenciá-lo como educador,
pois educar exige muito mais do que saber
passar conteúdos com a qualidade
que a a teoria e a prática pode proporcionar.

⁠EDUCADOR E CONSCIÊNCIA

O conhecimento é construído,
enquanto a informação é apenas transmitida,
portanto, educar exige
uma consciência do educador,
em repensar continuamente
a sua prática pedagógica.
O educador não consciente
dessa necessidade indispensável
para um ensino de qualidade,
não educa,
apenas transmite o pouco que conhece.

A psicogênese da pandemia⁠

Aconteceu da noite para o dia
nos pegou de surpresa
estávamos despreparados
tivemos que nos adaptar
com desgastes a suportar.

O isolamento social
que a pandemia nos impôs
foi a forma compulsória
que ela propôs
de recompormos valores esquecidos
e repensarmos as nossas atuais
concepções de valores vitais.

Tivemos que passar a questionar:
O que verdadeiramente importa?
qual o valor de dançar, de amar, de se importar?

Hoje estamos diferentes
dizem que nunca mais
seremos iguais,
mas como não ser desiguais?

Não é preciso a pandemia
para termos essa certeza,
pois somos de uma espécie
que tem a incerteza dia a dia
do que é ser.

A verdade seja dita
não vai ser essa maldita
que vai fazer as almas precitas
mudar a forma de ver a vida.