Coleção pessoal de Sentimentos-Poeticos

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DISPO

Dispo a alma do corpo
Visto-me num sonho
Mergulho na solidão
Entre as gotas de felicidade
Das lágrimas caídas
Sentimentos das emoções
Que nasceram vazias
Morrem de tantas sensações
Nas palavras escritas
De tantos amores
Esquecidos, perdidos
Nos sonhos inventados
Por caminhos desconhecidos
Que nos levam a viajar
Pelos caminhos do amor.

VIAJO

Viajo por os versos que faço de ti
Nas letras coloridas de amor
Folhas soltas de paixão
Dançadas pelo tango
Que ouvimos lá fora
Mas será que tu ainda moras aqui
Releio de novo todos os versos
E vejo que ainda moras no meu peito
Nas folhas escritas de tantas palavras
Escondidas na gaveta misturadas de amor
De loucos abraços, abrasadores desejos teus
Deste amor que sentimos ainda
Na viagem feita num tango de versos teus.

Um livro é vida
É casa, é alma, é coração
Nas páginas que são lidas.

Quando eu partir colhe-me em flor
Pois sou uma pétala na tua janela
Que mesmo morta perfuma a tua alma.

VESTE O MEU CORPO

Veste o meu corpo
Com o teu corpo
Com o teu abraço
Com o teu carinho
Com a tua amizade
Com o teu companherismo
Com o teu amor
Com a tua liberdade
Com a tua cumplicidade
Com o teu olhar
Com a tua aventura
Com o teu desejo
Com o teu beijo
Com a tua ânsia de viver
Com a tua loucura
É no teu corpo
Que permaneço inteira
Veste-me o corpo
E despe-me a alma

SOMBRA

Sombra que alberga os mortos
Que sozinhos se encontram
Nas páginas escritas do velho livro
Nos sonhos que enfeitam os vivos
Pedras geladas de tantos tormentos
Delirios do mar por se encontrar em terra
Nos cravos perfumados de rosas
A minha alma é um cadáver
Onde pesa-me a dor que sinto no peito
Na lama onde me deito nu
Com as saudades de quem quer estar vivo
Pedras, lama, barro, sombra perfumada
Num belo sonho dos mortos
Sombra perdida deste mundo
Porque dos vivos nada sei nem quero saber.

PORTUGAL

Ó amada esta minha pátria
Que nela tive a sorte de ter nascido
Que me prende a alma
Que me amarra o coração
Ó nação valente, imortal
Que és roubada , maltratada
O vento lusitano de mar a mar
Que vives uma fúria sem alcançar
O céu por inquietação
Malditos os que te roubam, são tantos
Que o povo já passa tantos tormentos
Ó terra lusitana que tanto amo
Bela de norte a sul
Amaldiçoo quem te maltrata
Quem te desfigura selvaticamente
Meu cantinho à beira mar
Meu querido amado Portugal

MIL

Dentro de mim há
Mil viagens por fazer
Mil flores por colher
Mil árvores por plantar
Mil livros por ler
Mil poemas por escrever
Mil amores por amar
Mil noites por dançar
Mil sonhos por realizar
Mil pratos por cozinhar
Mil beijos por dar
Mil dores por esquecer
Mil folhas por cair
Mil primaveras por perfumar
Mil caminhos por percorrer
Mil abraços por dar
Mil mágoas por esquecer
Há sem dúvida mil coisas para viver.

E agora que faço
Se o meu corpo nada tem haver com a minha mente
E agora que faço
Se quero viver no presente e não no passado
E agora que faço
Se quero amar e desejo ser amada
E agora que faço

Sou dona do meu próprio destino
Por isso não me ponham coleira
Não me ditem regras
Não me imponham limites
Não me digam o que fazer
O dia que isso acontecer eu já estarei morta
Com toda a certeza
Somos livres do nosso destino

Ser mãe é dar sem receber
Não se cansa, nem se esgota
É um amor gigante plantado
Que cresce e se alimenta
No meu coração, no teu meu filho.

Um filho é um poema
É uma primavera a florescer
Todas as manhãs
A perfumar todos os dias
Um verão das mais belas poesias
E um luar que renova os meus sonhos.

Quando faço barulho dentro de mim
É para espantar a dor do meu silêncio

Aprenda a rir
Das suas quedas
Sem medo ria com força
Porque a vida nos dá
Mais do que nos tira

Os poetas tem alma nos olhos
No coração os dedos
Porque escrever é só para alguns
Que escrevem com o sentimento puro
Num total encantamento

É tão bom ter
Embrulhado o meu coração
Nesse teu abraço

É tão bom amar-te
Aquecer o meu coração
No calor do teu sorriso

Se tu não existisses
Eu faria um desenho
No meu coração
E morreria de amor

Preciso de ti
Para amar-te com loucura
Mesmo que tu não o saibas
Ou jamais o venhas a saber.

Deus gosta tanto de nós que fez as flores.