Coleção pessoal de Sentimentos-Poeticos

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Amor quando
Os nossos corpos
Se encontram que seja
Numa perfeita harmonia
Como se estivessem
A compor uma bela canção

AMA-ME

Ama-me com o desejo
Que sintas na tua alma
Arrasta-me pelo poema
Que escrevo de mim em ti
Vaza-me o sangue que escorre
De tanta ilusão cativa
Nesta fome sentida
Por nós os dois
Leva-me ao céu
Ama-me despe-me
Deixa o pudor deste
Meu querer sedento por ti

Amo-te tanto
Que me leva ao inferno
E no céu me coloca
Que me dá esperança
E me tira do chão
Que me leva à loucura
E me torna sã
Amo-te tanto mas tu já sabes.

O sorriso da alma
É o sol no teu rosto

Os teus olhos olham para mim
Em palavras silenciosas

O teu olhar acaricia todos os meus sentidos

Hoje eu te daria todos os minutos
Para amar, todo amor nas palavras
Do meu coração de momentos nossos

Misture a sua vida
Com cores, com amores, com sabores

O sorriso no rosto
É o sol da alma
Que enfeita o coração

Ser mãe é amar
É um amor sem limites

A receita para a felicidade
É viver, criar, divertir
Amar , sorrir , dançar
Rezar, meditar, sem limites

ESCREVO

Do alto do monte
De mim escrevo
Num vago sentimento
Pelo beijo dado
Sem consentimento
Na fresca manhã
De um verso amor
Num tempo em poesia
Entre as folhas secas
Das flores que balançam
No vento do nosso verão.

QUE ME MATE

Que me mate este amor clandestino
Que me mate a dor dos gemidos
Que me me mate esta fome sentida
Que me mate a dor da navalha
Que me mate os silêncios sentidos
Que me mate o fel da tua boca
Que me mate as pedras frias da rua
Que me mate a tua indiferença
Que me mate o canto dos pássaros
Que me mate a falta de coragem
Que me mate esta cobardia na alma
Que me mate este destino de morte
Que me mate a cruz pesada que carrego
Que me mate esta chuva que molha o rosto.

CAMINHO

Caminho pelas ruas do esquecimento
No chão onde me deixaste perdida
No sabor orvalhado de estrelas
Para beijar-te com a poesia na boca
Para contar os sonhos que por ti criei
No tempo em que o tédio fugia de nós
E os teus olhos cobriam-me da noite
Neste caminho de pedras que submissamente
O teu corpo me tapava com flores
Para caminhar pelas pedras onde deixei
A minha alma, pois o coração contigo ficou
Para amar-te se me deixares.

Gosto quando me enches
O corpo de desejos
Amo, quando me enches
A alma de sorrisos
Adoro, quando me enches
O coração de felicidade

TALVEZ

Talvez eu seja uma poesia
Ou um verso esquecido
E agora que vou fazer
Se a minha idade já não combina
Com o meu coração
Se quero voar de sorrisos
E os meus cabelos brancos
Continuam a nascer
Como flores que brotam na alma
O que eu vou fazer agora
Já sei talvez escreva um livro
De contos de fadas
Talvez dance um tango
Ou ainda ria com alegria
Para deixar que o inverno venha
Com amor e conforto no meu coração.

QUERO ESPICAÇAR

Quero espicaçar os teus sentidos
Levar-te ao limite
Fazer-te estremecer de desejo
Por ti rasgo as dores do corpo
A tua pele é a minha pele
Assim te desnudas diante de mim
A luz da janela escurece o quarto
Como se essa luz fosse o luar
A tua língua ruge como se tivesse asas
Sem te ter tocado abraço-te
Respira, geme baixinho como me desejas
Ama-me, deixa-me observar-te como gosto
Ama cada milimetro do meu corpo
Até encontrares o que te mata a sede
E a fome que tanto desejaste
Para nos perdemos nos braços um do outro.

Perdemos o respeito
A liberdade
E somos devorados
A culpa não é dos lobos

Dormimos com os lobos com medo
Da liberdade que tanto desejamos

Todos os dias
O inferno cobiça a minha alma
Há dias que a luta é feroz
Mas tenho muita fé
E força para vencer esta batalha