Coleção pessoal de I004145959

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⁠Infelizmente, presenciamos na sociedade pós-moderna "falsos progressistas" utilizando-se do "marketing do bem" para se promover politicamente. Chamo-os de "progressistas para inglês ver", alusão ao antigo ditado popular.

É a lógica do "tokenismo", citado por Martin Luther King, que serve apenas para dar uma imagem progressista; ou seja, uma organização ou projeto incorpora um número mínimo de membros de grupos minoritários somente para gerar uma sensação de diversidade ou igualdade.

"Separar o joio do trigo" nesse mar de lama que se transformou o Brasil é um grande desafio.

⁠Queixas vêm e vão entre pessoas que nunca se deram atenção. Assim somos nós!

⁠Quem tem razão?

João, que gasta seu tostão comendo feijão e tomando um cervejão, sem preocupação com o futuro da nação.

Ou

José, que gasta seu tostão tomando café, comendo em pé, remando contra a maré e tentando mudar o futuro da nação.

Eis a questão.

⁠Engraçado, estamos no espaço público das redes sociais e achamos que apenas os outros são exibicionistas, narcisistas que vivem fazendo marketing pessoal de suas vidas.

Nós não!

Estamos realizando apenas divulgações, publicações e compartilhamentos.

Todos somos narcisistas em algum grau, uns mais, outros menos.

Assim, somos nós!

⁠É muito comum ver pessoas reforçando as trajetórias e o esforço de personalidades negras que venceram na vida como parâmetro de defesa da meritocracia.

"Se eles conseguiram, todos podem conseguir."

Afirmar isso é uma verdadeira falácia!

Esses casos são exceções à regra e, na realidade, só evidenciam a grande desigualdade social e racial brasileira, decorrente principalmente dos processos históricos ligados à escravidão.

⁠Acredito que biologicamente só existe uma raça humana: o Homo sapiens.

Entretanto, ao longo da história, social e culturalmente, surgiu o conceito de "raças humanas" com o objetivo de hierarquizar e justificar a dominação entre os grupos humanos, como visto na escravidão dos povos africanos durante a época colonial e nas práticas racistas ainda presentes em nossa sociedade.

⁠No passado, a elite brasileira utilizou a teoria de raças diferentes para afirmar a supremacia branca e, consequentemente, justificar a escravidão africana.

Agora, buscam empregar a teoria da única raça humana (homo sapiens) para negar a reparação social por meio de políticas afirmativas, como cotas raciais e sociais.

⁠A vaidade, o imediatismo, a eterna incompletude e insatisfação humana, bem como a busca incessante pela felicidade, são ingredientes fundamentais para que a publicidade e o mercado consumista vendam seus produtos.

É necessário cultivar serenidade para escapar dessa lógica capitalista.

⁠Acredito que a mudança no planeta não ocorrerá de baixo para cima, mas sim de cima para baixo com a queda de um cometa.

⁠As leis que protegem as minorias são essenciais devido aos processos de estigmatização, discriminação, desigualdade e exclusão social que esses grupos vêm sofrendo na sociedade brasileira ao longo dos anos.

No entanto, essas leis, como todas as outras, foram feitas para regular, não para julgar.

Não cabe a nós condenar pessoas com base em prejulgamentos ou normas gerais. Afinal, toda regra tem exceção, e cada caso é único.

Compete ao Poder Judiciário interpretar os fatos e conflitos, identificar e julgar quem são as "vítimas" ou "algozes" nas relações pessoais e interpessoais presentes em nossa sociedade, aplicando a lei.

⁠No tocante à educação, o que me incomoda neste país não é apenas a falta de aprendizado, mas também vê-la desprezada, descartada e hostilizada.

⁠Seres humanos competem por tudo, até para saber quem acordou mais cedo, com o intuito de levar vantagem; informam apenas a hora que acordaram e omitem a hora que foram dormir.

⁠Nada contra as manifestações e aplausos em apoio aos profissionais de saúde que atuam no combate ao coronavírus.

Só não gosto de criar expectativas, pois muitas vezes as mesmas pessoas que aplaudem hoje são as mesmas que criticarão amanhã, caso ocorram problemas de atendimento nos hospitais.

⁠A esperança para muitos jovens da Pós-modernidade é a herança de seus pais.

Por isso, vivem intensamente o "hoje" sem preocupação com o futuro.

⁠Reconheço a utilidade do ato.

Porém, não vejo validade moral em fazer caridade apenas para garantir vaga no paraíso celestial.

⁠Uma coisa é apontar as diferenças biológicas entre seres humanos.

Outra coisa é querer hierarquizar seres humanos com base nessas diferenças.

⁠⁠Durante a pandemia do coronavírus poderíamos transferir dinheiro das grandes fortunas para socorrer os microempresários e trabalhadores brasileiros.

Até a descoberta da vacina e consequente imunização de toda população.

Algo semelhante ao herói mítico inglês Robin Hood que tirava dos ricos para dar aos pobres.

⁠A Idade das Trevas e o submundo nunca deixaram de existir em nossa sociedade; talvez estejam menos visíveis no dia a dia.

No entanto, estão por aí, esperando momentos oportunos para emergir.

⁠Dinheiro e amor são grandezas diretamente proporcionais.

À medida que o primeiro aumenta, o segundo aumenta na mesma intensidade.

⁠O isolamento e distanciamento social necessários para conter a propagação do coronavírus constitui-se numa prova de fogo.

Nessa sociedade assentada no consumismo desenfreado aonde parar é um pecado capital.