Coleção pessoal de I004145959
Tratar as pessoas como você gostaria de ser tratado.
Ou
Tratar as pessoas como elas gostariam de ser tratadas.
Eis a questão.
Vivemos entre a uniformidade da norma-padrão e liberdade da linguagem coloquial.
Cada qual com seu cada qual.
Vivemos entre:
A soberba do "eu sei, eu sabia..."
E a autodefesa do "não sei, não sabia..."
Assim somos nós!
Passamos a vida inteira cobrando e sendo cobrado para ser perfeito, ser 100% em tudo que fazemos.
E quando envelhecemos, quando ficamos doentes ou quando perdemos a utilidade o sistema acha uma forma de se livrar da gente.
Por isso, precisamos estar preparados para uma invisibilidade tão comum na sociedade capitalista.
Dificilmente encontraremos em Salvador um condomínio sem uma favela ao redor.
Será que todos que moram nessas comunidades são vagabundos e preguiçosos?
Será que todos estão pousando de coitadinhos e de vítimas?
Basta olhar o processo histórico brasileiro para compreender que não se trata disso, mas sim da forma extremamente perversa que nossa elite há tempos vem funcionalizando o atraso no Brasil e lucrando com isso.
Acredito que políticas estruturais de inclusão via educação continuarão no papel por um longo tempo independente de partido.
O escravo moderno que decide sair da caverna paga um preço muito alto.
Passa a vida inteira carregando uma cruz tão grande e pesada que desestimula outros a seguir pela mesma trilha.
A violência atual é a mesma de milênios atrás.
A diferença é que hoje as redes sociais transmitem on line.
Para escapar da cultura do cancelamento e dos excessos da patrulha ideológica só implantando um "corretor" de expressões e palavras politicamente incorretas no nosso cérebro.
Se no passado escravo denunciava escravo para garantir serviço na casa grande.
Hoje, trabalhador denuncia trabalhador para garantir ofício na cidade grande.
Fomos socialmente construídos, depois politicamente desconstruídos e agora estamos totalmente perdidos.
