Coleção pessoal de Gracaleal

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O mundo está cheio de "psicólogos" sociais que não conseguem administrar as próprias emoções e instabilidades, porém sabem como ninguém indicar a fórmula para que o outro possa agir sabiamente na mesma situação. O mundo está cheio de "psicólogos" sociais com comportamentos diferentes dos que consideram o ideal nas várias experiências da vida de um ser humano, bem como está cheio de "psicólogos" sociais palestrantes sobre os questionamentos existenciais da humanidade, mas mal sabem as respostas das suas próprias insatisfações e perturbações. Ah, como há "psicólogos" sociais perfeitos, equilibrados, amigos, complacentes, com a alma humanizada e bem resolvidos nas redes sociais, pena que sem se dedicarem a uma religião, para que tenham um suporte psíquico, sequer conseguem conviver com os seus íntimos nem com eles próprios, e precisam, fundamentalmente, evitar de olhar no espelho da consciência. Talvez, nesta sociedade, seja preciso haver mais trabalhadores braçais, uma espécie de gari, que estejam dispostos a serem coroados como ignorantes e à margem da conveniência para identificarem o lixo social que está sendo jogado na vida comum, recolher os itens passíveis de transformação e ousar expô-los à reciclagem numa tentativa de salvar o meio interior dos futuros ambientes. Eu procuro, sempre que possível, selecionar e doar o meu lixo, porque tenho total consciência emocional que não me incluo, estando envolvida com uma religião ou não, na categoria de pessoas que acreditam ter um espírito biodegradável e que não prejudicam o meio, pois a vida os absorve no fluir de suas bacterianas purezas e caridades.
Salvemos o Planeta, enquanto há Tempo, reconhecendo-nos produtores, em potencial, de lixo moral que precisa urgentemente ser, não reciclado, mas exterminado se quisermos fazer parte do verdadeiro processo de evolução da espécie e deixarmos qualidade humana para o próximo milênio.

Mulheres doçura demais numa relação afetiva é chatice e também pode causar separação, porque não há homem que aguente, com satisfação plena, melação eternamente, e na melhor das hipóteses este opta por procurar a companhia de umas "salgadinhas" fora de casa para variar e degustar com uma bebidinha relaxante, e assim garantir a saúde emocional através de uma boa e diferenciada nutrição para melhor poder encarar a overdose de mel ao voltar para a colmeia, ou para usar a sua abelha como glicose na recuperação do fígado maltratado pelo prazer. Fato é que há homens que preferem minimizar os efeitos do diabetes, desenvolvido no ambiente doméstico, adquirindo uma pressão alta fora de casa.

Mas este é um assunto que ninguém gosta muito de tocar, pois soa a intriga, grosseria ou destruição de sonho, porque o politicamente correto é incentivar o método "infalível" do banho de açúcar na relação, mas quando algo dá errado a abelha que se dane, depois, com a invasão das formigas.

Diabinhos de auréola nunca intimidam, ganham a confiança.

Peço a Deus que as crianças consigam, desde a mais tenra idade, ter a percepção que trilhar o caminho do bem não só é o caminho mais difícil, mas que trata-se do único caminho para o alcance da verdadeira paz do espírito humano, e que não deixem para descobrir esta afirmativa quando adultos, porque esta paz já estará comprometida mesmo que o arrependimento venha imediatamente após ao mal cometido, pois ainda assim a sua paz, se esta conseguir se instalar na sua consciência, nunca será idônea.

A verdade é que caviar não é para consumo popular, mas vamos manter a esperança que seja em alguma encanação, mesmo que seja para que todos possam, simplesmente, dizer: posso, mas não quero consumir.

É muito fácil para o homem ser um grande parceiro da mulher na velhice depois que foi um grande galinha na juventude do casamento.

Livre é aquele que ao ler ou ouvir uma informação consegue interpretar a verdade oculta no comunicado e a verdadeira intenção do seu mensageiro.

O caminho do existir é o reino que, ao longo das nossas vidas, abriga as pegadas essenciais que nós, súditos, naturalmente deixamos. Estas, soberanas, conduzem-nos, com toda a responsabilidade que lhes cabe, através da sutileza da nossa presença no universo materializado, com o propósito de fazer com que o reflexo das nossas ações, dos nossos sentimentos, das nossas transformações, bem como da nossa boa vontade de deixar, no reino, as nossas experiências pautadas no movimento do nosso aprendizado seja uma maneira evoluída de contribuirmos com as pegadas mais nobres dos nossos descendentes.

Da mesma forma que pensar diferente, fazer diferente, expressar diferente e agir diferente incomoda muita gente, ser diferente também cativa a simpatia de muitos, especialmente daqueles que não deixam o meio adorná-los com o rótular da conveniência. Graças a Deus que a humanidade não é unânime, porque a diferença é o único caminho para o exercício do respeito, quando ele, o respeito, existe, de verdade, dentro das pessoas para ser praticado.

Um dos artifícios mais conformistas e que tem o poder de sensibilizar e convencer, além de esconder dos demais a incompetência e a inércia humana diante das atitudes e mudanças necessárias que possam promover as transformações desejadas ou fundamentais em sua vida é adornar a fé com o slogam: "Deus está no comando" e repeti-lo constantemente para consolar-se diante da própria inatividade e comodismo pessoal, bem como cativar seus afins com piedosos colos e aconchegantes ombros amigos.

Questionamos sobre a razão pela qual perdemos entes queridos para a morte esquecendo-nos de considerar que a morte é parte da vida, mas pouco, ou quase nunca, nos questionamos sobre perder pessoas, que nos foram ou ainda nos queridas, para a vida, e que ainda, com vida, estão ao nosso redor. Este talvez seja o questionamento chave da existência dos encontros.

Cada um, na sua marcha, tem o seu tempo para compreender a vida e aprimorar as suas ações e comportamentos, só não pode exigir a compreensão imediata das suas reincidências no erros já cometidos, porque o outro também tem o seu tempo particular na vida para digerir a incompetência e resistência alheia diante do óbvio.

Relações afetivas onde uma, ou as duas partes "precisam" ouvir, frequentemente, a frase: "eu te amo" como uma forma de endossar o sentimento da parte oposta significa, claramente, que as ações de manutenção da relação e o sentimento que envolve e sustenta a união são rasos bastante para afogá-los.

A mania que as pessoas têm de querer transformar alguns momentos em eternidade é o que muitas vezes estraga os relacionamentos e prejudica a qualidade do seu existir.

Paz é não ter dívida material nem moral, o resto são momentos que podem ser tranquilos ou não.

Minha alma é um casulo universal no exercício constante do seu ofício que é libertar as borboletas do meu pensar rumo à direção da luz das palavras.

As pessoas política e espiritualmente corretas costumam fazem suas críticas, seus deboches, seus julgamentos, suas fofocas e atuam com as suas discriminações às escondidas.

Sou da antiga e não curto relacionamento familiar e afetivo através das redes sociais, penso que soa muito virtual, quando não soa emocional demais para ser real.

Mantenha-se a uma distância segura de gente que costuma dar golpinhos afetivos pra ficar bem no coração do outro e cultivar a liberdade de poder usufruir dos benefícios que este pode lhe proporcionar.
Lembre-se: nem tudo o que é dito é sentido!

O que passou é passível de esquecimento não de inexistência.