Coleção pessoal de Gracaleal
Viver o "agora" é fundamental, mas cuidado para não ser acometido pela imaturidade de achar que esse "agora" será perpetuado pelo "Tempo" e pelos sentimentos que o adornam no momento.
Para ir na contramão da reflexão mais comum, e não perder o hábito de provocar novas reflexões.
Às vezes eu olho para trás, reflito sobre as minhas atitudes e escolhas e pergunto: Deus, aonde foi exatamente que eu acertei?
No dia que a necessidade de demonstrar for menor do que a felicidade de sentir a humanidade terá dado um passo considerável rumo ao seu equilíbrio e a sua evolução emocional.
Não confunda liberdade de expressão
Com indireta e invasão
Provocar a reflexão
Não significa intervenção
O mundo é uma imensidão
Acredite - não existe só um pavão
Mulher também é gente
Há esperta e inocente
De moral integralmente
Ou apenas aparente
Qualidades que eventualmente
Podem parecer reluzentes
E nem sempre imensamente
A má intenção é evidente
Sou mulher, mas não coloco a minha mão no fogo nem por mulher. Mulheres também já provaram que são incompetentes, desumanas, frias, arbitrárias, interesseiras, maquiavélicas, mentirosas, irresponsáveis, acomodadas, espertas, bandidas e todos os mais medíocres adjetivos que muitos acreditavam serem uma especialidade masculina. Se o gênero definisse caráter não existiriam pais abandonando filhos na gravidez de suas mulheres, nem mulheres jogando filhos no lixo após o parto. Pensem nisso antes de darem seus votos para candidatos a cargos políticos sob o efeito do marketing da campanha eleitoral, especialmente quando a conotação apelativa gira em torno de uma característica que não corresponde, quando refletida friamente, a realidade humana.
Pior do que perder a memória política é perder córnea intelectual, uma vez que a falta desta incapacita o indivíduo no exercício da visão de futuro.
Provocar o intelecto é contribuir para evitar o atrofiamento do circunspecto frente às terceiras intenções dos infectos.
Algumas das piores mulheres no mundo são as falsas puritanas, especialmente as que hoje se dedicam a Jesus, cuja a amnésia conveniente faz com que elas esqueçam o passado sombrio e descaradamente libertino que tiveram e passam a se achar no direito de criticar ou de se sentirem ofendidas com a liberdade daqueles que não precisam se esconder atrás da cortina da perfeição, da moral e muito menos atrás das palavras da bíblia.
Me desculpem os defensores de políticos, mas não existe político bom o que existe é político cauteloso, carismático, articulado, cênico e que dá esmola seja para pedir voto, seja para cumprir um mandato e estes atributos juntos são passíveis de serem confundidos com humanidade, bondade e competência, vide Lula.
Não se sinta mal por não ter sido contaminado pelo vírus da simpatia virtual, lembre-se que nem mesmo diante de uma epidemia, de dengue, por exemplo, na vida real, todas as pessoas são infectadas.
As palavras podem ser um instrumento de rompimento quando numa união uma das partes prefere apenas falar enquanto a outra opta por se expressar. Ou quando uma prefere não ouvir enquanto a outra aposta na comunicação. E também no caso de uma parte não saber calar enquanto a outra dialoga no plano do silêncio.
Todo ser humano em algum momento é passível de cometer erros, independente da idade, porém erros também são passíveis de serem corrigidos, diferente da desonestidade que não é um erro e sim uma característica que pode ser aplicada em qualquer idade, mas nem sempre pode ser corrigida por se tratar de uma falha da personalidade e não de um erro de momento logo, mesmo sendo minimizado o seu efeito, jamais a imagem de desonesto será revertida.
Tudo que é escondido, de alguma forma, por menor ou louvável que seja a razão de estar oculto, tem sempre uma conotação de erro.
O limite tem uma natureza cruel e bipolar pelo fato dele ser tão necessário e precavido quanto equivocado e mesquinho.
Quando uma pessoa não tem a intenção de honrar uma dívida, atribuir defeitos ao credor pode ser conveniente e útil para que ela possa justificar a pendência moral para o resto da vida.
O brasileiro tem uma vocação absurda para sentir pena, mas para o sentimento de justiça ele depende de alguns fatores, porque a justiça só não basta já que ele tem que demonstar-se sensível às causas, bem como encaixar o seu dom piedoso no cenário que exige apenas justiça esquecendo que para esta existir é preciso caber o "justo" no contexto, sentido que a piedade muitas vezes o faz abrir mão da justiça.
Livre é aquele que consegue se desprender das formalidades espirituais e se conecta ao divino através da sua natureza e do seu potencial interior elevando-se com a intimidade e com a limpidez necessários para estar em sintonia com as energias supremas.
