Coleção pessoal de Gracaleal

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Viver de desafios é muito bom, é estimulante e enriquecedor o problema é quando temos uma vida, única e exclusivamente, pautada neles, porém não saímos do lugar, não crescemos, não prosperamos, não usufruímos de nenhum benefício ou aprendizado que um desafio possa proporcionar e ainda ficamos satisfeitos por nos mantermos socialmente confortáveis na autopromoção que fazemos através de um marketing de inovação da nossa vida que não retrata a condição real de estarmos sendo desafiados, apenas muda o status da vaidade que a pronúncia e o sentido da palavra injetam no nosso emocional após soar aos ouvidos alheios, bem como da aparência que a ideia de mudança que a palavra "desafio" promove mesmo não transformando obsolutamente nada na vida da gente, o desafiado.

Dispense essa felicidade que existe com o único objetivo que é tirar fotos para serem expostas nas redes sociais e prefira a felicidade sem filtro, sem lugar, sem plateia, sem objetivo apenas uma felicidade para ser vivida.

Não existe aprendizado quando o professor é limitado, o que existe é a multiplicação, bem elaborada e bem assimilada, da capacidade humana de ter uma mente restringida.

Somos uma pátria independente, logo somos um povo independente. Um povo que "independente" do que esteja acontecendo continua na dependência da opinião alheia, na dependência de Jesus, na dependência das próprias carências, na dependência das migalhas ofertadas pelo seu governo que finge considerá-lo cidadão e devolve em forma de humilhação os impostos recebidos. Somos um povo que "independente" do que esteja acontecendo continua dependente de novelas, do consumo, da beleza aparente, do corpo perfeito, da omissão, do colo alheio, do elogio, de ser amado, da busca pelo amor verdadeiro e eterno, da padronização de ideias e opiniões, das tragédia do mundo para se sentir solidário, das desgraças alheias para exibir o seu sentimento de humanidade e etc. Somos um povo feliz porque conquistou a independência para ser totalmente dependentes de tudo que "ditam" dizendo ser o melhor para nós. Conquistamos a independencia para que a mídia pudesse conduzir nossos passos, para que o poder pudesse separar nossos corações, para que o marketing tivesse permissão para consumir nossos neurônios, para que os nossos valores pessoais sejam o nosso escudo protetor quando os valores dos outros não pactuarem com os nossos e quiserem nos dizer algo que não queremos ouvir. Somos independentes. Somos livres e preparados para administrar, através do ego, a nossa prisão social independente de termos em nossas próprias mãos e mentes as ferramentas essenciais para nos tornarmos dependentes de nós.

Quem aceita feliz ser recrutado para lutar numa batalha perdida é o jovem arrebatado, o adulto inocente e o religioso imprudente.

Sem a hipocrisia não formaríamos uma sociedade e teríamos apenas indivíduos compartilhando o mesmo espaço.

O príncipe às vezes é mais perigoso do que o sapo.

Um povo que experimentou a ditadura, com todas as suas nuances de covardias e humilhações, tende a acreditar que qualquer ação do seu gestor político que não promova feridas na sua carne e não o cale, explicitamente, sob os olhos da justiça e da imprensa, seja uma ação de democracia plena. E neste povo haverá sempre quem chore quando a democradura vencida por uma Constutuição faz com que ele se sinta perdendo o chão e os horizontes do futuro, porque é no passado que ele vive.

Num antro de cobras a autenticidade soa às peçonhentas como uma espécie de veneno.

Otimize o seu tempo intelectual e emocional respondendo ao interlocutor antes mesmo dele fazer a pergunta quando este tiver um histórico de se repetir sem interesse de entender.

Aprenda a viver sozinho enquanto estiver rodeado de companhias para não sofrer com as inevitáveis e inexplicáveis ausências que o decorrer da vida nos oferta, especialmente as impensáveis.

Dependendo de quem, seja sempre você. Para os demais seja o louco(a) ou enlouqueça-os.

Cada um ocupando, secretamente, o seu espaço no submundo social e moral e, supostamente, "um por todos e todos por um" habitando o mundo superficial e magistral.

Aqueles que incomodam o outro, especialmente a consciência deste, com a sua visão de realidade sobre a vida e sobre o comportamento do ser humano são, em geral, tidos como pessoas negativas, pessimistas, mal amadas e mau humoradas quando na verdade o que acontece mesmo é que a visão realista destas pessoas desconstrói a falsa imagem da perfeição, energia positiva, otimismo e bondade humana, diferenciada, que muitos vendem de si para angariarem plateias, elogios e massagens no ego e com isto se autoafirmarem cada vez mais atrás das suas "cortinas" de humildade, amor incondicional ao próximo, senso de humanidade e evolução espiritual, logo a única saída para alguns destes, muitas vezes estagnados no berço do encantamento e da vaidade, universo que a verdade incomoda, bem como da superficialidade é rebaixar a inteligência, a independência, os sentimentos e a energia de quem ousa não ser um dos seus iguais.

A condução de uma sociedade, através da sensibilização emocional, é conveniente para algumas instituições e organismos governamentais por ser mais fácil a adesão, em massa, de parceiros cujo o coração não permite que eles sofram qualquer interferência da razão, bem como o apoio desta massa para a defesa das suas ilicitudes e covardias macaradas de benefícios para os seus subalternos sociais e simpatizantes, pois muitas destas instituições e organismos não desejam o raciocínio óbvio, sobre as suas ações, dos seus seguidores, uma vez que se o fizesse seus soldados defensores desertariam por uma questão de decência.

Há muitos corações amargurados liderando outros corações, talvez seja por isso que vemos poucas, sinceras e efetivas transformações numa sociedade que depende de líderes para caminhar

Enquanto a dor, a perda, a violência, a tragédia for a mola da mudança de postura de uma sociedade seremos uma espécie fadada aos caos. Enquanto a hipocrisia, a omissão, o egoísmo for a chave mestra da sobrevivência individual sem comprometer a paz de espírito dos seus praticantes estaremos fadados a entregar nossa alma ao divino como forma de mascarar os nossos verdadeiros sentimentos para sobrevivermos ao submundo da existência.

É normal identificar-se com um partido político, ou até mesmo com um candidato político, mas, por favor, para isso não é preciso descartar o seu cérebro.

Educação de qualidade significa sociedade sem desigualdade, o que não é interessante para a política de comunidade, porque dificulta a vida das majestades.

O mundo está cheio de "psicólogos" sociais que não conseguem administrar as próprias emoções e instabilidades, porém sabem como ninguém indicar a fórmula para que o outro possa agir sabiamente na mesma situação. O mundo está cheio de "psicólogos" sociais com comportamentos diferentes dos que consideram o ideal nas várias experiências da vida de um ser humano, bem como está cheio de "psicólogos" sociais palestrantes sobre os questionamentos existenciais da humanidade, mas mal sabem as respostas das suas próprias insatisfações e perturbações. Ah, como há "psicólogos" sociais perfeitos, equilibrados, amigos, complacentes, com a alma humanizada e bem resolvidos nas redes sociais, pena que sem se dedicarem a uma religião, para que tenham um suporte psíquico, sequer conseguem conviver com os seus íntimos nem com eles próprios, e precisam, fundamentalmente, evitar de olhar no espelho da consciência. Talvez, nesta sociedade, seja preciso haver mais trabalhadores braçais, uma espécie de gari, que estejam dispostos a serem coroados como ignorantes e à margem da conveniência para identificarem o lixo social que está sendo jogado na vida comum, recolher os itens passíveis de transformação e ousar expô-los à reciclagem numa tentativa de salvar o meio interior dos futuros ambientes. Eu procuro, sempre que possível, selecionar e doar o meu lixo, porque tenho total consciência emocional que não me incluo, estando envolvida com uma religião ou não, na categoria de pessoas que acreditam ter um espírito biodegradável e que não prejudicam o meio, pois a vida os absorve no fluir de suas bacterianas purezas e caridades.
Salvemos o Planeta, enquanto há Tempo, reconhecendo-nos produtores, em potencial, de lixo moral que precisa urgentemente ser, não reciclado, mas exterminado se quisermos fazer parte do verdadeiro processo de evolução da espécie e deixarmos qualidade humana para o próximo milênio.