Coleção pessoal de giuliocesare

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A urgência pelo sucesso para uns e para outros pela sobrevivência; o tempo cada vez mais em competição olímpica; solidão na multidão e, pior, em família; a avalanche digital da informação que nos tira o filtro que separa a verdade da mentira; o engessamento da empatia, sensibilidade e da intuição; um único momento de reflexão pela leitura, não de um livro, mas por uma simples frase, pode despertar a reprogramação de uma vida.
Portanto, quem puder se doe com a palavra, compartilhe sua experiência com o positivismo e a luz. Pode ser sim de grande ajuda.

Já pensaram quantos cometas, meteoros e estrelas cadentes passaram não pelos nossos olhos, mas pelo nosso coração?

Esperança é uma coisa que dá e passa? Não! A pergunta para lembrar que a Esperança é uma busca. Esperança é continuidade, é estímulo. Esperança não pode passar; tem que ficar, prosperar e se materializar. Esperança é a maior inimiga do caos e a fiel companheira da vida.

Num mundo cada vez mais dissimulado, amparado e estimulado pela tecnologia; num tempo em que a verdade perde credibilidade, os fatos se transformam em pressupostos e achismos, e o sentimento é banalizado pela propriedade; o amor a si mesmo e ao próximo permanece como a última barreira, cidadela ou trincheira de defesa. Não se esqueça: ele é o seu fato.

Da esperança à absoluta certeza, revendo milênios e séculos, todas as coleiras impostas ao povo pelos tiranos foram rompidas, levando-os do trono à jaula até o cadafalso. Absolutismo e autoritarismo têm validade. O povo é e sempre será, o único soberano das comunas, regiões e Estados. Para quem padece, convém lembrar.

Hoje, num mundo onde o mocinho e bandido se confundem; onde é difícil saber que é a mamãe e quem é o papai; onde a narrativa se julga soberana diante da verdade; onde a máquina já pensa e, não duvido, já sonhe; eis um perplexo veterano com a pecha de ultrapassado, com todas as loucuras da modernidade, declara e afirma para todo sempre que: eu acredito no amor.

Simples assim: saúde, imprescindível; grana, existência; sonhos, meta; esperança, resiliência; amor, o amor e o amor...

Muita gente não percebe a verdadeira dimensão de uma amizade fraterna e sincera: uma via de mão dupla, de tráfego intenso, sob patrocínio do coração — um presente que nos damos.

Às vezes, estamos tão longe de nós que só conseguimos nos ver com binóculos - o que, ainda assim, tá ótimo. Pior, e muito pior, seria que nem com binóculos.

Quantos esqueceram, ou guardam uma saudade incomensurável de coisa tão simples, tão delicada, por não dizer tão lúdica: passear pela natureza de mãos dadas com quem amamos, com o sorriso das flores, a bênção do sol e a felicidade no coração.

Sei que faço, sei que sinto, sei onde estou no presente minuto, mas não sei se sei, se sinto e onde estarei no próximo. Então, um lapso de 60 segundos no futuro é uma dimensão tão grande - que não damos conta de como define a nossa existência. Portanto, cuide, faça e procure o melhor no seu próximo segundo.

Na vida, iniciamos querendo tudo. O tempo passa, passa e passa, até o tudo ficar pouco, restrito e, às vezes, achamos que é quase nada, mesmo respirando, andando, sonhando e ainda com capacidade de amar — ou seja, uma imensa ingratidão com a vida.

Dia Internacional da Mulher e a pergunta do dia: qual diferença da mulher para as orquídeas? Nenhuma, são únicas. Parabéns!!!

Bom dia, muito bom dia! Um presente do Criador com a vida para um novo dia.

Entre remédios, fotografias e o silêncio da noite, um veterano de grandes batalhas e memoráveis vitórias guarda uma ausência que nenhum calendário venceu: a saudade de um beijo na boca.

O coração, além da função física, elétrica e mecânica, tem também a metafísica; através de um portal que, se adentrado, acessamos o Nirvana ou o Éden em pleno planeta azul. No após — ao voltar a ser energia — nos habilita a continuar em qualquer constelação ou dimensão. A chave de acesso é única: amor.

Anaïs Nin, nascida no início do século passado, afirmou com a lucidez de quem desafiou sua época: “É errado a mulher aguardar que lhe construam o mundo almejado; compete-lhe criá-lo por conta própria”.

Onde há amor, o silêncio ecoa como saudade.

Um menino em seu quarto, deitado na cama sob o olhar de uma lua bisbilhoteira pela janela; uma rádio de pilhas Sharp ouvindo ‘All My Loving’ dos Beatles; o mundo pegando fogo com a Guerra Fria; e sonhando em reencontrar a menina que colocou um Drops Dulcora em sua boca na matinê de domingo.

Com virtudes e defeitos no plural, mas com âncoras firmes no coração, a distância nunca é plural: ela é sempre singular.