Coleção pessoal de giovanesilvasantos1
O elo entre ela e o diamante
É constrangedor como os corações pulsam e reclamam, de como buscam e encontram, e desprezam, e vivem a sátira do penhor da razão, entendo, ora se entendo, não é mesmo fácil achar graça no defeito, de encontrar força no peito, de dizer a amo do teu jeito, pois o mar de rosas esperado, muitas vezes frustrado nas nossas fraquezas, nossas indelicadezas, de não perceber as belezas, no fruto singular, no erro arrojado, na vaidade exagerada, no egoísmo dual, a briga é desigual, entre o que sonha e deveras a realidade, mas é nesse jogo que desafia a sensibilidade, é nessa carga pesada que se mostra força, e se faltar a paciência, rogo a Deus, a ciência, e só quero dizer que precisamos vencer a barreira, no noivo, do exemplo, do namorado e amante para que gere o entender o elo entre ela e o diamante.
Giovane Silva Santos
Todos os dias a mente faz uma jornada
Ela viaja do oriente a ocidente, de norte a sul, faz curva no presente, muda vida de muita gente, o céu não é mais azul, a aquarela febril do arco íris, machuca, cura, tripudia, elege mais um, a sepultura, ninguém sabe onde está, pois a amargura nos grilhões desatinados, povo marcado, elite sem cultura, ferve o caldeirão da briga pela sobrevivência, a maioria sem armadura, pois isso eu permito e digo, mesmo sem saber e sem noção, vou dedilhando uma porção, entre amigos e diabinhos, em cima de pedras abrindo caminhos, pensamos de ir lá pra cima, logo agora que recebemos visita da China, é verdade, o oriente e ocidente se encontram, no grande mapa que se aponta, o caos, meu Deus, prende o satanás, uma prosa, uma loucura, uma palavra, uma piada, todos os dias a mente faz uma jornada.
Giovane Silva Santos
Eu lutando comigo
Esse duelo é diário, um sistema se criou, o público desconhece, o teor que me tece, talvez a ninguém interessa a margem desse processo, a vida de variadas pessoas são como fabulas, eu sou um sinuoso lendário, trupico e levanto, não sei a letra mas canto, surrupiei a moral do vizinho, pois no ímpeto sozinho, um assovio isolado de um passarinho, sou um réu confesso de muitos pejorativos, também vítima de alguns algarismos, nem sei se são romanos, mas embargou meus planos, nessa estrada encontrei mentes fortes, ou não, fragilidades e cheias de cortes, uma cruel estúpida repentina dilaceração do destino, e sobretudo entender a violência do coração, é assim desde menino, muito aprendi e nada sei, mendigo e plebeu que se passa de rei, onde o orgulho e outras aberrações ganhou vida, mas o fato que nessa lida, vou remando e navegando ao imprevisto, na intimidade do umbigo, eu lutando comigo.
Giovane Silva Santos
A clareza na confusão das palavras
Sinceramente é tão nítido o que se apresenta que não precisa esclarecer, confuso, obtuso, uma nostalgia, fantasia e um pensar intruso, esse coração não mais bobeia, exibe o sangramento, pois a misteriosa angústia presente a todo momento, também alimento para vida, a esperança que mato todos os dias é também a que vive amanhã, mesmo sabendo que não terá pós dia, esse vulcão que passa como brisa suave, queima, arde, dói, a larva escorre junto ao pranto, e esticado o corpo ao canto, novamente visitando o jardim da esperança, tentando e fazendo aliança, navego novamente na dança, e a canção desprovida, a fé deveria ser mais atrevida, novamente buscando esperança, deveria ser mais óbvia cada falácia, mas a língua trava, não consigo dizer o que minha aflição extravasa, a clareza na confusão das palavras.
Giovane Silva Santos
A Natureza de cada ato
A inclinação do homem.
Padrão que o mau consome.
É também uma constatação.
Não posso fugir.
Também flerto nessa navegação.
Não é pela ausência do entendimento.
Não é rebeldia proposital.
Mas a fraqueza é um elemento.
Dentro do sentimento.
De todo coração banal.
Somos árvores no deserto.
Planta seca no pantanal.
Vivemos contrariando.
Orando e pecando.
Contra a natureza do mau.
A natureza do ato.
É um fato.
A perfeição é lenta.
Esperança pra quem tenta.
Mas a verdade é esse relato.
Por toda semelhança ao criador.
O homem é ditador.
Faz da vida seu próprio carnaval.
A natureza desse ser inclina se para o mau.
Giovane Silva Santos
Eu sou um bobo tonto.
Eu tinha um segredo e agora conto.
Paixão é coisa de bobo.
Por isso ando tonto.
Não vou negar.
Gosto do teu encanto.
Amando você estou e pronto.
Da maneira mais sagaz.
Trazendo a natureza de paz.
Um pouco de exagero é claro.
O clima também tem tempestade.
Mas tento vencer a maldade.
Criar um momento raro.
Revesti me de vontade.
Dar vazão a liberdade.
Sentir a emoção.
Virar os ói.
Bagunçar o coração.
É claro colocar a mente no prumo.
Não permitir perder o rumo.
Apenas uma consideração.
Todo erro tem espada.
Mas é no braço da amada.
Que encontro o meu escudo.
Experimento as coisas do mundo.
E volto para terra.
O mundo da lua encanta.
E essa vontade santa.
Simplesmente mencionar.
Experimentar.
Apaixonar.
Voar.
Aterrissar.
Enfim.
Beijar a tua boca lua.
Esse jeito de menina crua.
Amei.
Morri.
Fui sepultado com você.
Giovane Silva Santos
Momento raro
Mais do que uma fase, é a oportunidade de demonstrar valor do que é valiosamente caro, um momento raro, a associação, do equilíbrio da mente, a bendita reflexão, é claro que o devaneio se faz presente, delirio de quem sente, mas também cabe a meditação, por todo sentimento, pela nostalgia, a fantasia da chamada paixão, perde se o norte, furor e morte quando não tem razão, conselhos, votos e estatutos, aprenda para que a relação tenha frutos, ignorar cada palavra faz se estabelecer como fajuto, falácias e justificativas são irrelevantes, quando o processo é arrogante e não sacia a simplicidade, coragem e verdade, de que precisa abandonar a loucura da paixão, aprende se outro padrão, amar, cuidar do coração, amar e a mente a vazão.
Giovane Silva Santos
Criatura, caricatura.
O preâmbulo emblemático de uma criatura, coração manso, momentos de desespero, precisa se urgente dominar a loucura, equilibrar o pensamento e ter como exemplo uma caricatura, um desenho de força e necessidade, de caráter e sagacidade, de esperança, perseverança e verdade, a fé, ficar de pé, ignorar o desprezo da oculta ignorância, a tormenta infeliz, que empina o nariz e atrai, tenta afundar e destruir, a paz que deseja construir, enfim, fato, ato, que precisa resisti, aquela envergadura, cheia de amargura não permita em você existir, espelhe na caricatura, adjetivos e pureza na alma, clareza no pensar, deixar o coração jorrar a calma e avance na felicidade da plenitude de uma criatura.
Amar em pleno deserto
As metrópoles estão cheias.
As florestas recheadas.
Precisa se de um grão de areia.
Alguém para chamar de amada.
Em meio de tentativas.
Investidas frustradas.
A floresta esvazia.
Uma ilusão orquestrada.
De repente se nota.
Um período longo no abrigo da solidão.
Toda tentativa corresponde a contramão.
A sorte fecha a porta.
Realmente não dá certo.
Não há flor no deserto.
Onde habita meu coração.
Solitário.
Inquieto.
Sou aquele grão de areia.
Perdido na poeira da imensidão.
Triste.
Acanhado.
Envergonhado.
Decepção.
Não oportuna uma vida sonhada.
Com ausência da amada.
Parece que sou predileto.
De um desdenho correto.
Um mundo me arremessa.
Para viver em um deserto.
Giovane Silva Santos
