Coleção pessoal de gilbertobegiato

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A ânsia de ver sinais visíveis extraordinários reflete em nosso tempo o quanto somos incrédulos. Quando falta fé não há sinais que convença.

A dúvida e a certeza são um aprendizado constante do que é fé. O apetite da certeza nasce pela dúvida que por sua vez é iluminada pela fé.

Há sinais que enganam e há dúvidas que iluminam.

O erro de Tomé não foi duvidar e sim a pretensão de achar que pra acreditar era preciso antes ver. Foi limitar seu conhecimento.

Aqui temos duas lições para aprendermos com os gestos de Tomé:

Que a dúvida nos diferencia da brutalidade que advém da pretensiosa atitude de se achar o dono da verdade. Onde existe brutalidade não pode haver paz. O saber sempre vem da humilde dúvida. A fé que não duvida e não questiona torna-se imatura e fanática.

Porém quando nos afogamos no mar das dúvidas não permitimos que o barco chegue ao porto seguro. O vento sopra a favor de quem sabe aonde quer chegar. A dúvida deve ser motivação para avançar em águas profundas. Assim descobriremos através das dúvidas que a vida é feita muito mais de escolhas do que certezas. Para conhecer a verdade é importante permitir a dúvida. Somos ser pensante e o questionamento nos afasta da superficialidade.

Dentro da comunidade que existem as piores crises de fé. O inimigo mora perto! As ameaças piores não são externas, mas é interior. Se há paz interior não há que temer o inimigo exterior.

Eis o fruto do acolhimento: a Paz! Religião não deve ser causa de guerra e sim de paz.

A nação é conduzida
pela ignorância da nação.
Uma nação sem consciência
protesta contra si própria.

Espinheiro

Politicagem virou política.
Política virou ingenuidade.
A cidade foi descuidada,
ela já não pertence ao cidadão.
O homem é um animal apolítico.
O poder não está a serviço.
Não existe o bem comum.
Não há espaço na política,
está preenchido pela politicagem.
A nação é conduzida
pela ignorância da nação.
Uma nação sem consciência
protesta contra si própria.
A democracia aparente
virou ditadura velada.
Sua origem está na perversidade.
O homem é um meio e não um fim.
Se a política é liberdade,
a politicagem é a prisão.
Não há ódio e nem amor.
Há apenas interesses,
instrumentos e inimigos.
Perda de tempo é
fazer política para inúteis.

Quem pede sinais ou busca apenas sinais visíveis é porque ainda não aprendeu a amar de verdade.

O amor é o fruto de uma fé madura e sadia. O cristão que diz crer, deve antes amar, pois o amor por si só prova que a fé tem sua razão.

É o amor que fez com que João acolhesse as promessas da escritura. Todos viram a mesma coisa, porém João viu e creu.

Se devemos imitar Maria Madalena, muita mais a João que viu e creu. Pois é o discípulo amado. O amor que nos faz crer de verdade.

Um coração partido é um coração sem rumo e sem decisão. Quando um coração não decide pelo bem, o mal toma posse. Um coração vazio é uma alma vaga e perdida. Em um coração cheio de amor e fé não haverá espaço para o medo e a dúvida. Quando o coração está cheio destes sentimentos ele é leve e dura uma eternidade.

O mundo foi criado para submeter-se ao homem e não o homem tornar-se escravo do mundo! O problema não está no mundo criado por Deus e sim na forma como o homem o administra. Somos sementes de bons frutos e não semente de erva daninha.

Somos uma semente germinada no plantio do amor de Deus. Uma semente que deve ser regada às lágrimas, multiplicadas pelas boas ações e que espera sempre na misericórdia de Deus seu tempo de crescimento e cujo fruto principal é a alegria que vem da felicidade. Toda semente do bem cultivada em terra boa é uma esperança de um mundo melhor.

Portanto que sejamos sementes germinadas na terra da santidade e geradas para eternidade!

O amor de Deus não é condenatório e sim salvífico. Deus não se satisfaz com a condenação de seus filhos, pois é Amor e por isso sofreu no madeiro da cruz como prova concreta da sua disposição de doar-se até as últimas consequências por amor.

Nossa prática será nossa sentença de vida ou morte!

“Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado; porque não crê no nome do Filho único de Deus”.

Mas como resistir a um verdadeiro amor? Como resistir a um sentimento tão puro que nos devolve a dignidade, que ilumina o que somos, que restitui o que perdemos e oferece o que precisamos? Muitas vezes o que nos fortalece não é a resistência e sim o abandono que se encontra na desistência em lutar contra a verdade.

Não há pior condenação do que desistir de nós mesmos, da nossa felicidade e dignidade.

A maior heresia é trocar as coisas espirituais pelas materiais. Nesta inversão de valores matamos a felicidade que está somente na espiritualidade em enxergar o que é essencial para a vida.