Coleção pessoal de edsonricardopaiva

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Você tentou dormir
Sorriu e sonhou acordado
desistiu da vida
A noite inteira
É manhã, outra noite está morta
De manhã tem jornal na porta
Más notícias na soleira
Por mais que você queira
Ficar assim, pra sempre triste
A tua alegria resiste
Você tentou e ficou
Sozinho assim, sem ninguém
Do alto da tristeza onde subiste
Você olha pra estação
Daqui à pouco há de partir
O último trem
Com medo de ficar até o fim
Sem nada, parado e olhando
tua vida estagnada
Num lampejo
desce correndo as escadas
Corre em busca do infinito
deseja mais depressa
que teu grito pode alcançar
e passa pela porta
no momento do último apito
agora você está na estrada
No passado que ficou
Não há mais nada em que pensar
De hoje em diante,
daqui pra frente
Sua vida estará sempre rumo
a alguma paisagem bela
Nem é preciso olhar pelas janelas
Pra entender que até hoje viveu
Uma vida plena de ilusão
Agora, adormeça
de forma serena
Não te esqueças que está a caminho
De um lugar
Sem rádio, televisão
ou jornais com notícias sombrias
Quando amanhecer um novo dia
Você já terá chegado
Ao Mundo dos teus sonhos
Tão profundamente
desejados.

Não te peço que me diga
Quero apenas que pergunte
A si mesmo
E então, talvez consiga
Responder
Porque é que as tuas vontades
Puderam se transformar
Em sonhos antigos
Antes mesmo que pudessem
Se tornar realidade
Não coloque nunca teus sonhos
Nas asas de um passarinho
Eles voam longe, pra nunca mais
Pra conseguir ser feliz
Viver pra sempre
bem e em paz
Não penses que nada é ilusão
Tudo nasce antes na mente
de quem sonha
com os pés no chão
Cante alto, sonhe e grite
Quem te fez
Não fez limites
Só não permita jamais
Qua a tua felicidade
Esteja atrelada
à alheias vontades
O Mundo dá voltas
e volta e meia
As pessoas mudam de ideia
Queira e realize teus sonhos
Não sonhe os sonhos de alguém
Quando você quer e faz
de verdade
Contando consigo somente
Os Anjos dizem
"Amém"
Haverão de dizer um dia
Assim seja feito
Pra mim
E pra você também.
edsonricardopaiva

Não Sei
E isto é tudo que sei
E não há como saber
Quanto mais você
Quiser e procurar e perder
e pensar e sonhar sem dormir
e chegar e partir e tentar
e tentar e tentar e tentar
chegar aonde não queria
saber o que não sabia
desvendar o que se escondia
Um dia a gente acaba por entender
Que não há como saber.

Eu peço
Tu Mandas
Ele Quer
Nós tentamos
Vós Não entendeis
Eles Riem
Elas acabam com a festa.

Final de tarde
Sopra meu rosto
O Vento
O Sol
Pinta de Vermelho
O Céu
O lago à minha frente
Reflete a minha imagem
Quando olho minha cara
Reconheço o olhar sincero
Hoje ainda me resta um sorriso
Só preciso descobrir
aonde está
Minha vontade de sorrir
Acho que ficou
No dia
Em que tua mágoa sem trégua
Levou-te decidir
Que era hora de partir

Amigo
Não é só aquele
Que chega dando voadora
em sua briga
Amigo de verdade
Também nem percebe
Se existe
diferença na idade
Amigo pode ser teu filho
Vizinho ou sobrinho
Pode ser até
Aquele cara
Que casou com tua filha
E que vai te suceder
Ao trazer mais crianças
pra tua família
E quando você já tiver partido
Será ele a trazer as lembranças
de dias passados
Amigo não precisa
Estar sempre ao seu lado
Amigo é aquele
Que mesmo na ausência
Haverá sempre de lembrar
e ser lembrado

Qual é o Sentido da Vida?
E o propósito da eterna busca
Pela Luz, que quando alcançada
Há de ofuscar a vista
Por que a Eterna necessidade
Em buscar uma verdade
Que o coração impressione
Por mais que você questione
A vida sempre será
Uma infinita questão
Sem resposta ou solução
Apesar dessa natureza
De a gente sempre encontrar
Uma certeza duvidosa
Não há coração que guarde
Pra sempre com o mesmo frescor
Resposta obtida ontem
Para a pergunta de amanhã
Pensamentos isolados
Trazem respostas Malsãs
Sempre urge inserir novos dados
Extrair a raiz quadrada
Fazer novas apostas e buscar
Respostas
Que não conduzem
À nada
Nada haverá ao final da Jornada
Se na base da equação
Não for adicionada
A propriedade que há em tudo
E deveria fazer saber
Que todas as coisas
Sempre necessitarão
Através de comunhão
Ser divididas e fazer
Todas as pessoas
realmente se sentirem
Amadas em igual medida.

Eu tento ser preciso
nas coisas que digo
Procuro ser bem claro
Passo a passo
nas coisas que faço
Evito dizer o que não devo
nas coisas que escrevo
Parece que vai ser fácil
mas sempre
Após perceber um novo fracasso
constato não ter sido nada disso
É preciso encontrar
Quem queira me ver de verdade
E escave um pouco
Com mais profundidade
Pois alí há de encontrar
Aquilo que não soube
Ou nunca pretendeu
Compreender

Às vezes quero ver o Sol à noite
E olho as Estrelas,
que são Sóis distantes
Enxergo hoje as coisas
Como não as via antes
Hoje não adianta mais
Saber o que devia ter descoberto
No tempo em que nasciam flores
Onde hoje tudo é deserto
Eu, que desejava tanto a Guerra
Enquanto vivia em paz
As vicissitudes desejadas
Foram tão rudes
Quanto inesperadas
E hoje eu olho as coisas
Tão distântes e digo
Faz um tempo
Tanto tempo, Meu amigo
Que queria desviar-me
Dos caminhos que hoje sigo
Aprendi a caminhar
Conheci os segredos dos Mares
E dos Nós de Marinheiro
Esta noite eu enfrentei
Uma tempestade atróz
Querendo encontrar o caminho
que me conduzisse de volta
À ilha dos Girassóis
Uma fada dança em minha mão
Tenho esperança, ainda
De que tudo mude
E que o vento sopre em direção
Ao final deste Mar
Que não finda
E caminhar finalmente pela praia
Ao final de uma tarde linda
Antes que a vida se esvaia
Consumida pelo tempo
Tanto tempo
Meu amigo.

As canções que cantava sozinho
Enquanto aprendia a entoar
Hoje cantas de Terno em linho
Nos palcos qua a vida dá
A voz de Fellipe Arcanjo
Há de encantar a Cidade
Menino de Pouca idade
Que nasceu para cantar
Menino chamado Fellipe
Violão e barba de Hippie
Faz teu som quando anoitece
Dizendo tudo que a gente
Queria ouvir e saber
Teus poemas nos dizem tudo
Amor, esperanças e medos
Que temos no coração
Escondes de nós um segredo
A magia que tens nos dedos
Em contato ao violão
Noite triste, se torna alegria
Antes do raiar do dia
Sublimes arranjos
Escritos por anjos
Que beijaram-lhe as mãos
Quando nasceste
Meu Deus, que canção é esta
Meu Deus, que menino é este?

De um lado do Mundo Guitarras
Noutro hemisfério
Tremeluzem Cimitarras
Num Mundo canções juvenis
Noutro, Jovens com fuzís
Uns poucos preferem canções
Muitos, balas de canhões
Que falam mais alto
Muito mais alto
infinitamente mais alto
Que todos os violões
Num canto flutuam
canções que não morrem
Em outro
O sangue no asfalto
Dos heróis que haverão de viver
por toda a eternidade e mais um dia
E eu cá de cima do Muro
Me pergunto
Qual modo de viver
É mais correto ou é mais puro
Quem pode saber o Futuro
Quem sou eu pra falar neste assunto?

Que tempos estranhos vivemos!
Na verdade não são modernos
Elas vem de outros tempos
Que não vimos
Então cremos ser novidade
Tanta nocividade
Que deixam entrar em suas vida
Pessoas sem coragem de viver
Parcas de disposição
Carentes de criatividade
Gente que apenas nasceu
Pra fazer peso no Mundo
Pra ser bem fiel à verdade
Não passam de vagabundos
Gente que vende a alma
E a própria dignidade
Por prazeres tão efêmeros
Qua não duram mais que segundos
Sem apego a Deus ou a família
Fogem do trabalho e do emprego
abandonam filhos e filhas
Independente da idade
Isso não vem de hoje
Tem o tempo que tiver tido
A própria Humanidade
Eu tento e não compreendo
Como pode existir gente assim
Existir do começo ao fim
Sem sair da animalidade?

Não conheço nada
Mais pálida que a Lua
Nada mais estática
Que sua prática
de me amar
Nada mais demente
Que este amor
que há entre a gente
Não conheço nada
Mais cálido que o Sol
Nada mais sincero
Que as canções
Em si Bemol
Que compus para você
Não houve neste Mundo
Quem xingasse quanto
Chamaste-me de tudo
Exceto Santo
Não houve nesta vida
A quem eu amasse tanto.

Eu preciso ir buscar uma planta
Que alguns até chamam de flor
Entre tantas outras existentes
Sei que é esta e somente esta
Que agradará o meu amor
Vai fazê-la me olhar com carinho
E querer ficar perto de mim
E gostar de mim pra sempre
Como um dia prometeu
E apesar de eu gostar muito dela
Esqueceu-se quem sou eu
Porém, esta planta delicada
Chama-se dente-de-leão
Quando aberta o vento a carrega
E a espalha pra Terra do Adeus
Mas ela ainda está em botão
Isso me dá algum tempo, então
E eu preciso chegar até ela
Caminhando devagar
Sentindo paz no coração
Eu sei que acabou de brotar
Num lugar inquietante
Um pouco mais longe de além
Mais além do ponto mais distante
Que eu posso enxergar
Quando eu olho do Mirante
Esta flor está lá me esperando
Sei que eu vou chegar lá
Não sei quando
Tenho pressa, pois sei que nasceu
Lá na Terra dos ventos uivantes
E peço ao vento por favor
Tenha calma, me espera chegar
Não carregue este presente
Que eu agora estou indo buscar
Pra ofertar ao meu amor.

Desejo uma boa semana
A todos os meus amigos
E Espero sinceramente
Que encarem com alegria
O nascer de mais um dia
E se esqueçam dessa mania
De querer que ele passe depressa
A gente só vive uma vida
Pra que vivê-la nutrindo
Esse lado contrariado
Me lembro que em meu passado
Em pisava uma trilha de barro
Pra chegar à condução
Hoje vejo gente reclamando
Da infindável distância
Que é o trajeto pavimentado
Que o leva até o carro
Quinta-Feira não tem mais nome
Hoje é véspera de sexta
Quem mata o tempo
É suicida
Que se engana pensando que a vida
É apenas um resumo
Daquela alegria besta
De beber e enxergar as coisas
Saindo fora do Prumo
O maior presente de Deus
É a vida em plenitude
Pra vivê-la plenamente
O segredo está na mente
E na mudança de atitude
O maior Talismã de sorte
Capaz de mudar sua vida
Se chama "dia atual"
Enquanto não encontrá-lo
Haverás de achar que a vida
É um mal
Haverás de compreender
Que o tempo não retrocede
Não queira que o tempo vôe
Cuidado com as coisas que pede
Um dia a chuva de saudade
Molha o chão de seu coração
E o tempo passado inunda
Aproveita bem teu dia
Te desejo uma boa Segunda

Sem compreender muito bem
O Mundo
Tentando entender
A Lua
Assustado igual criança
Que atravessa a rua
No colo do pai
Superando a vida
Passo a passo
Igual à qualquer outra
Alma perdida
Que não sabe onde vai
Ele ia assim mesmo
de qualquer jeito
todo dia
E pensava sinceramente
Que aquela condição
O fazia diferente
E assim
Colheu seus anos
Viveu sem fazer planos
Cumprindo a parte
Que lhe cabe
E um dia partiu
Sem saber
Que a gente
Também não sabe.

Faz alguns anos
Que, com a ajuda de Deus
Tornei minh'alma
Uma peneira de tristeza
Os fracassos me atingem
Qual a todos no Mundo afligem
Talvez estivesse nos planos
De quem transformou-me em brinquedo
Excetuando-se os grandes, então
Dos pequenos fracassos
Esvaiu-se todo medo
Passando pelas mãos
Que acompanham-me a alma
Vou transformando
Em palavras de calma
Todo mal que me alcança
Já não faz tanto mal
Não faz não
Eu os uso
Como pura inspiração
Sublimando assim
aquilo que eu não queria
Eu transformo em poemas
Alguns de meus problemas
A ausência de alegria
Transformei em poesia
E como eles vêm
Todo dia
As coisas iníquas
Se tornam profíquas
No dia em que não tem
E dá vontade de escrever
Eu busco então as longinquas
que um dia foram mágoa
E então elas deságuam
Num pedaço de papel
De acordo com a inspiração
Que um dia me veio do Céu.

Para poder olhar a paisagem
Acima das nuvens
E imaginar como agem os anjos
Descobrir como é feita
A chuva
Contemplar as imagens perfeitas
das coisas que acontecem
de maneira natural
Desvendar
Se existe ou não
Receita
Pra criar as coisas que aparecem
como se ninguém mandasse
Assim como nascem as paixões
Ilusões e amizades
Que põe nos nossos corações
Saudades tão doídas
Quando, de repente
O dia nasce
E renascem recordações
Das ruas
onde nunca mais passei
Sonhos nos quais acreditei
Histórias que parecem
Sempre
Ter chegado ao fim
e mesmo assim
Sobrevivem nas paisagens
Aonde
Há desenhos singulares
Criados em momentos
de ímpar inspiração
Que a gente somente percebe
Quando finalmente
Elas simplesmente desistem
de chamar a nossa atenção.

se algo não for feito urgentemente e continuarmos a cultuar a violência, a falta de tato na criação das crianças atuais e o modo de enxergar a vida não será preciso nenhum Grande Meteoro cair sobre este Planeta para extinguir a Humanidade. Estamos agindo irracionalmente como se fôssemos uma infestação de bactérias que debilitam e matam um corpo para em seguida morrer juntos.
Me perdoem a falta de poesia, mas sem um Mundo e sem Humanidade a única poesia que restará será a Divina. No princípio era o verbo e no final restará somente o verbo, o Verbo Divino.

Juliana.
Menina linda
Minha linda menina
Amor de criança
Que nos meus
tempos de menino
Fez conhecer
A luz do Divino amor
Amor que ensinou
O quanto a vida
Pode ser bacana
Às vezes a vida engana
e chega a parecer triste
pra mais tarde a gente ver
A Luz que da Luz emana
Luz que vem de Juliana
Só quem te conhece pra saber
O quanto é bom viver
E poder ver
O sorriso que sempre sorriste
Quando me via chegar
Meu coração leviano
também bate
Por Lavínia e Alessandra,
Ana Júlia e Beatriz
Outros poemas já fiz
Por Marina ou Mariana
Outros sorrisos eu dei
Por Giulia e Nathaly
Por Simone ou por Luana
Por Larissa ou por Andressa
Por Aline e por Vanessa
Por Alice e Maria, Laurinha ou Giovana
Meu coração se arrepia de lembrar
do momento solene
Do dia que conheci Shirlene
e toda menina que mereça
Permanecer assim, na cabeça
Assim como sempre penso
Em Ana Paula ou em Verônica
Manuela, Isabella, Mirella ou Carlinha
Por Patrícia, Menina bobinha
E por Sandra, Menina malandra
Amor que no peito fica
Quando lembra da Vivica
Porém, hoje eu escrevi
Um poema pra dizer
Que meu coração
desde sempre
Bateu contente
por você
E é claro que a gente precisa
Lembrar da Maria Luiza
Mas...você não é mais uma
Você é única e divina
Você é e sempre foi
Minha linda menina
Hoje eu mando este simples poema
Qual se fosse uma oração
Que eu oraria uma semana
Cantaria esta canção
pra você
E somente pra você
Juliana.