Coleção pessoal de ednafrigato

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Que mais quero eu da vida, se a vida me presenteia com a própria vida?

⁠Um brinde à superficialidade, à futilidade, à mediocridade, ao consumismo e um sonoro viva à Sociedade do Espetáculo que faz com que a cada dia aumente mais e mais a população de jovens com extensos desertos de alma, ocos de personalidade, vazios de alma e cheios de nada.

⁠É no mínimo inocente acreditar que ser feliz não dá nenhum trabalho.

⁠Só pare se for para mudar de direção, caso contrário, continue andando.

⁠A pessoa que diz que o amor é um problema só é capaz de enxergar a sua frustração de não ser amado e não a sua incapacidade de amar.

⁠Cansei desse jogo injusto e desumano, é muito game over para uma vida só.

⁠Eu sempre soube que a vida é um jogo e que a chance de perder ou ganhar é a mesma, mas só descobri que também é recomeço depois de levar o primeiro game over dela.

⁠A verdade nada mais é que a realidade nua.

⁠Amor é a única resposta correta para a dúvida existencialista humana.

⁠Engana-se quem pensa que nascemos uma única vez. Todos os dias temos a difícil tarefa de dar vida a uma parte nossa que o tempo matou.

⁠Não viva pra matar o tempo, viva para dar vida a ele.

⁠Onde a maioria estiver duvide que a verdade esteja junto.

⁠Às vezes, as lágrimas da gente sorriem só para não ter que explicar o motivo pelo qual está caindo.

⁠A noite é uma constante despedida do que foi para o que ainda vai ser.

⁠A quarentena me ensinou que, às vezes, a gente acha que não tem nada e somente depois que perde percebe que tinha tudo.

⁠A vida nos impõe certos desafios e nos mantermos lúcidos nesse mundo louco é um dos maiores, mas a gente encara e segue se equilibrando na corda bamba da vida, fazendo malabarismos, preenchendo uma fresta com amor aqui, outra com leveza ali. De vez em quando pira, olha para cima pede forças a Deus e continua.
Viver é essa festa circense diária e se for para rir e fazer rir, pagar de maluco de vez em quando faz parte, a única coisa que não vale é deixar de sermos nós mesmos para agradar a plateia.

⁠Esquecer não é apagar da memória como se nunca tivesse existido. Esquecer é lembrar sem sentir dor.

⁠Sorte não é encontrar um trevo de quatro folhas é esbarrar em olhares risonhos, desses que tem a leveza da luz e a suavidade de uma asa de borboleta quando pousa no cantinho do nosso sorriso e faz soerguer uma flor.

⁠Reciprocidade não é moeda de troca: é valorizar aquele que merece; devolver amor a quem nos oferece; retribuir com carinho os afetos recebidos e ter consideração por quem considera a gente.

⁠A beleza que há por trás da tristeza

Embora o mundo cobre que sejamos felizes o tempo todo, nós sabemos que isso não é possível. A literatura de auto ajuda, os meios de comunicação, as redes sociais tentam nos vender a utopia da felicidade perene, nos bombardeiam com essa cobrança injusta e desumana e com isso nos roubam o direito à tristeza. Não se pode ser feliz com dores e, estamos rodeados delas, algumas nossas, outras de entes queridos e há ainda as dores do mundo que nos atingem mesmo à distância. Somos uma engrenagem delicada acionada por um simples toque do pensamento, um cheiro, um gosto, uma imagem, um som que imediatamente nos remete à lembranças, algumas felizes, outras nem tanto assim e no seu interior, às vezes, nos deparamos com a tristeza.
Nossos sentidos são radares invisíveis, atentos a qualquer estímulo e, de repente, no meio de um riso solto somos alvejados por um dardo de tristeza; imediatamente nos vem aquela sensação de impotência por não encontrar o bolso do coração para colocar as mãos inquietas e esconder seu tremor; por tatear o tempo à procura do ombro da mãe para chorar e só encontrar o vazio, por procurar uma mão amiga e sentir os braços curtos demais para alcançá-la. Nesse enlevo, com o intuito de esconder a dor sorrimos para a tristeza e a beijamos com gosto de sangue na boca.
O que as pessoas não percebem é que existe uma alegria na tristeza, existe uma beleza oculta nas coisas tristes que insistimos em ignorar. Por trás delas, há um mundo de pequenas emoções, de mistério, poesia, sonhos adormecidos que vêm nos tocar, há músicas que inesperadamente nos tiram para dançar, amores supostamente esquecidos, o universo da nossa infância, o infinito amor por nossos pais. Há tanta história registrada na caixa preta das nossas emoções e nunca sabemos em que instante seremos forçados a acessá-las. Por isso, não se cobre demais felicidade, mas também não corteje a tristeza. Permita que ela venha te visitar sempre que necessário, sente-se ao lado dela, tome um café, só não a convide para ser seu hóspede, não ofereça o cômodo mais importante da sua casa para que ela possa morar.