Coleção pessoal de ednafrigato
Que o amor nas suas mais variadas formas esteja presente em todos os dias da nossa vida, preenchendo suas frestas com a sua luz miraculosa!
Que 12 de junho seja uma data de comemoração do amor, mas que em todos os dias do ano ele seja cultivado demonstrado e, sobretudo, exercitado.
É através da contemplação dos pequenos milagres diários que alargamos o horizonte do olhar para apreciar os grandes.
A vida é uma saia justa e curta e é necessário muita habilidade para subir os degraus da sabedoria, sem perder o charme e a elegância.
Que a vida leve minha juventude, a beleza, o frescor da pele, o brilho dos olhos, a agilidade, mas não a essência, a sensibilidade, a capacidade que tenho de enxergar a vida com esse olhar encantado.
A poesia é a cor que pinta meus sonhos, que aquarela meu olhar e dá cor ao meu sorriso.
É ela que embaralha as letrinhas em meu olhar, rima uma palavra com outra, versa a vida em toda a sua extensão e a distribui em versos.
É a poesia que cadencia o som do mar com as batidas do meu coração e serena se espraia em tudo que o meu olhar toca, tudo que minha alma alcança.
É ainda a poesia que me envolve, ora com serenidade de brisa, ora com a força de uma tempestade até desaguar nos olhos e em cascata escorrer pelas lembranças.
É a poesia que nas noites de solidão acalenta minha alma inquieta, afaga minha saudade e aquece meu coração.
É a poesia que chega com a escuridão da noite e me faz companhia de dia.
É ela que se faz saudade quando a nostalgia puxa a cadeira e sem pressa senta-se ao meu lado.
É a poesia que pinta o quadro do dia com as cores da minha emoção, com as nuances de vida que brilham em cada estação.
A poesia está nas minhas horas de espera, na chegada e na partida, no que sou, no que fui e em tudo que ainda serei.
Se for para fazer o bem que venha! Se for para fazer feliz que fique, mas se for para fazer sofrer que nem chegue.
Outro dia eu vi uma frase que dizia: "o que você pediria, se a resposta fosse sim?"
Eu pediria um mundo com justiça social. Um mundo, no qual todos, sem exceção tivessem as mesmas oportunidades, um mundo em que a vida fosse gestada no ventre da igualdade, as necessidades básicas de todos fossem prioridade, a liberdade fosse o passaporte que nos levasse além de nós mesmos e os nossos governantes fossem, de fato, nossos representantes legitimados pela verdade. Eu pediria um mundo mais mundo, com pessoas humanas de verdade.
Há coisas que só mesmo por amor se faz; que só vindas do amor se sente. Bendito amor, que segue pelos séculos afora fazendo deste mundo um lugar melhor para se viver. Bendito amor que semeia flores nos lugares mais inóspitos e faz da vida um jardim. Bendito amor, que traz dentro de si a semente da renovação, enche de autruísmo essa atmosfera tão carregada de egoísmo e nos faz sermos a única coisa que, de fato, deveríamos sermos: humanos.
É ainda no bocejar do dia que a vida faz festa em mim e acorda os sonhos que inocentes dorminharam em minha cama. Sorrio e de braços dados com eles saio para receber o dia que manso como água de riacho está batendo em minha porta. Recebo-o com um sorriso bonito que se estende em mim de leste a oeste e se faz luz na minha boca. Sigo pelas horas a fora com a displicência de quem colhe flores no campo, sem pressa alguma de chegar. No jardim da esperança, colho um punhado delas para enfeitar o altar do coração. Mais adiante esbarro em um raio de sol que como criança sapeca vem brincar com meus cabelos e beijar o meu olhar. Acaricio a poesia singular deste momento e a guardo em minha caixinha de memórias. Olho para o céu com gratidão, com o arrebatamento de quem está sendo agraciada com a maior de todas as dádivas e com o entusiasmo que a vida pede e a fé que o guardião das estrelas espera de mim estendo as mãos como se fosse prece e recebo em meu cerne o milagre que é viver.
Nos poetas a parte que sonha nunca acorda e a parte que está acordada mantém-se permanentemente sonhando.
Que minhas palavras sejam portadoras de luz! Que cheguem até você com a temperatura exata para aquecer teu coração.
