Coleção pessoal de DavidFrancisco
O espírito do homem é feito de maneira que lhe agrada muito mais a mentira do que a verdade. Fazei a experiência: ide à igreja, quando aí estão a pregar. Se o pregador trata de assuntos sérios, o auditório dormita, boceja e enfada-se, mas se, de repente, o zurrador (perdão, o pregador), como aliás é frequente, começa a contar uma história de comadres, toda a gente desperta e presta a maior das atenções.
Kant distingue três formas de Egoísmo: Egoísmo lógico, de quem não acha necessário submeter seu próprio juízo ao juízo alheio; Egoísmo estético, que se satisfaz com seu próprio gosto; Egoísmo moral, de quem restringe todos os fins a si mesmo e não vê utilidade no que não lhe traz proveito. Além dessas três espécies de Egoísmo, Kant distingue o Egoísmo metafísico, que responde negativamente à pergunta: "eu, como ser pensante, tenho razão de admitir, além da minha existência, também a de um todo de outros seres que estão em comunhão comigo?".
A partir do dia em que o homem começa a falar em primeira pessoa, ele passa a pôr seu querido eu na frente de tudo, e o Egoísmo progride incessantemente, sub-reptícia ou abertamente.
Egoísmo
1. Termo criado no século XVIII para indicar a atitude de quem dá importância predominante a si mesmo ou aos seus próprios juízos, sentimentos ou necessidades, e pouco ou nada se preocupa com os outros.
Platão já achava que o "amor desmesurado por si mesmo" é a causa de todas as culpas dos homens.
Muitas vezes o Egoísmo foi considerado atitude natural do homem.
Diz Kant: "A partir do dia em que o homem começa a falar em primeira pessoa, ele passa a pôr seu querido eu na frente de tudo, e o Egoísmo progride incessantemente, sub-reptícia ou abertamente". Aliás, antes de Kant, Adam Smith e os moralistas franceses tinham visto no Egoísmo uma das emoções fundamentais do homem.
Vauvenargues, que chama o Egoísmo de "amor próprio", distingue-o do amor de si.
Kant distingue três formas de Egoísmo: Egoísmo lógico, de quem não acha necessário submeter seu próprio juízo ao juízo alheio; Egoísmo estético, que se satisfaz com seu próprio gosto; Egoísmo moral, de quem restringe todos os fins a si mesmo e não vê utilidade no que não lhe traz proveito. Além dessas três espécies de Egoísmo, Kant distingue o Egoísmo metafísico, que responde negativamente à pergunta: "eu, como ser pensante, tenho razão de admitir, além da minha existência, também a de um todo de outros seres que estão em comunhão comigo?".
A antítese entre Egoísmo e altruísmo e a predição do futuro triunfo do altruísmo são típicas da ética positivista. O positivismo cunhou a palavra altruísmo e, ao lado dos instintos egoísticos, admitiu a existência de instintos altruístas destinados a prevalecer com o progresso moral da humanidade.
Por outro lado, Stirner e Nietzsche sustentaram a moral do egoísmo.
Stirner chamou seu anarquísmo de Egoísmo absoluto, que consiste na afirmação de que o indivíduo é a única realidade e o único valor.
Nietzsche por sua vez dizia: "O Egoísmo é parte essencial da alma aristocrática e por egoísmo entendo a fé inquebrantável em que outros seres devem sujeitar-se e sacrificar-se pelo ser que nós somos".
Scheler deu a melhor caracterização do Egoísmo, distinguindo-o do amor de si ou filáucia. O Egoísmo, segundo diz, não se dirige ao eu individual como objeto de amor desvinculado de todas as relações sociais. O egoísta não se comporta como se estivesse só no mundo, mas está tão absorvido por seu eu social que se apega somente aos seus próprios valores ou àqueles que podem tornar-se seus. Essa atitude é o contrário do amor de si, dirigido principalmente aos valores por si mesmos.
É curioso como às vezes é difícil achar coisas que dizer. Pois bem, eu sentia que havia qualquer coisa de novo no ar, algo invisível, um não sei quê impossível de expressar, essa advertência misteriosa que nos previne das intenções secretas, boas ou más, de outra pessoa a nosso respeito.
Guy de Maupassant - cuidados e timidez
Parece-me que a natureza trabalhou para ingratos: somos felizes, mas os nossos discursos são tais que parecemos nem sequer suspeitar disso. No entanto, encontramos prazeres em toda a parte: estão ligados ao nosso ser, e os pesares não passam de acidentes. Os objetos parecem em toda a parte preparados para os nossos prazeres: quando o sono nos chama, as trevas nos aguardam; e, quando acordamos, a luz do dia nos arrebata. A natureza é enfeitada de mil cores; os nossos ouvidos são lisonjeados pelos sons; as iguarias têm gosto agradável; e, como se a felicidade da existência não fosse suficiente, é ainda necessário que a nossa máquina precise de ser incessantemente reparada para os nossos prazeres.
E saindo daquele torpor, Macunaíma, abriu a boca, bocejando, esticou os braços e disse para si mesmo: Ai, que preguiça! Depois, pensativo, lembrou de seus irmãos que deveriam estar trabalhando no campo. "Ah! não vou trabalhar, não! Vou continuar minha soneca. Afinal, pra que trabalhar? Já tenho uma bolsa-família pra me sustentar!... E, se precisar, faço com que eles repartam comigo o que eles ganharem. E continuou dormindo à sombra da árvore.
E saindo daquele torpor, Macunaíma, abriu a boca, bocejando, esticou os braços e disse para si mesmo: "Ai, que preguiça!" Depois, pensativo, lembrou de seus irmãos que deveriam estar trabalhando no campo. "Ah! não vou trabalhar, não! Vou continuar minha soneca. Afinal, pra que trabalhar? Já tenho uma bolsa-família pra me sustentar!... E, se precisar, faço com que eles repartam comigo o que eles ganharem". E continuou dormindo à sombra da árvore.
Oswaldo Wendel in "Macunaíma 2010"
Jesus disse a seus discípulos, referindo-se a João Batista, que de todos os homens nascidos até então, nenhum foi maior que João Batista, mas que o menor no Reino dos Céus era maior que João. Como o termo homem aí genérico, no sentido de ser humano, a mãe de Jesus seria menor que João Batista?
Quem é educado procura ser mais educado, em todos os sentidos. Por isso disse Jesus: 'a quem tem será dado mais e terá em abundância, a quem não tem até o que tem (ou pensa que tem) lhe será tirado'. Estes últimos são vítimas de espertalhões, como políticos que lhes fazem a cabeça e tiram deles o pouco que tinham, com a promessa de dar-lhes mais do que o que arrancaram deles.
Se o autor de "Macunaíma" vivesse nos dias de hoje, colocaria na boca do personagem principal a seguinte exclamação: "Ai que preguiça! E pra que trabalhar, se eu tenho uma bolsa-família pra me sustentar"?!
Ninguém pode desejar uma coisa que desconhece. Apenas clamam por educação as pessoa que já têm um pouco de educação e anseiam por ter mais.
Por que justamente as mulheres que melhor se instalaram nas suas carreiras e usufruíram da brecha de liberdade no mundo masculino do mercado de trabalho (para ficarmos apenas nas conquistas profissionais), tendem a rejeitar a bandeira, impregnada que foi de estereótipos anti-naturais, anti-estéticos, anti-femininos, anti-masculinos e antipáticos? Culpa das pioneiras como Betty Friedman nos Estados Unidos ou Muraro aqui no Brasil? Havia um caldo mal-humorado permeando a militância feminista histórica? Admitamos que sim, mas e daí? Havia bom humor nas causas defendidas por homens como Karl Marx, Martin Luther King ou Jean-Paul Sartre? Quem cobrou leveza ou atributos estéticos de revolucionários (fora Che Guevara), intelectuais ou pensadores homens?
‘Eu não sei porque as pessoas são tão relutantes em se dizer feministas. O que seria um sinal mais óbvio de vivermos ainda em um mundo patriarcal do que achar que feminismo é um palavrão?"
A escola não é de modo algum o mundo, nem deve ser tomada como tal; é antes a instituição que se interpõe entre o mundo e o domínio privado do lar
