Coleção pessoal de DavidFrancisco

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Quem não recorda o passado está condenado a repeti-lo.

Animais e a Peste

Em certo ano terrível de peste entre os animais, o leão, mais apreensivo, consultou um macaco de barbas brancas.
- Esta peste é um castigo do céu – respondeu o macaco – e o remédio é aplacarmos a cólera divina sacrificando aos deuses um de nós.
- Qual? – perguntou o leão.
- O mais carregado de crimes.
O leão fechou os olhos, concentrou-se e, depois duma pausa, disse aos súditos reunidos em redor:
- Amigos! É fora de dúvida que quem deve sacrificar-se sou eu. Cometi grandes crimes, matei centenas de veados, devorei inúmeras ovelhas e até vários pastores. Ofereço-me, pois, para o acrifício necessário ao bem comum.
A raposa adiantou-se e disse:
- Acho conveniente ouvir a confissão das outras feras. Porque, para mim, nada do que Vossa Majestade alegou constitui crime. São coisas que até que honram o nosso virtuosíssimo rei Leão.
Grandes aplausos abafaram as últimas palavras da bajuladora e o leão foi posto de lado como impróprio para o sacrifício.
Apresentou-se em seguida o tigre e repete-se a cena. Acusa-se de mil crimes, mas a raposa mostra que também ele era um anjo de inocência.
E o mesmo aconteceu com todas as outras feras.
Nisto chega a vez do burro. Adianta-se o pobre animal e diz:
- A consciência só me acusa de haver comido uma folha de couve da horta do senhor vigário.
Os animais entreolharam-se. Era muito sério aquilo. A raposa toma a palavra:
- Eis amigos, o grande criminoso! Tão horrível o que ele nos conta, que é inútil prosseguirmos na investigação. A vítima a sacrificar-se aos deuses não pode ser outra porque não pode haver crime maior do que furtar a sacratíssima couve do senhor vigário.
Toda a bicharada concordou e o triste burro foi unanimamente eleito para o sacrifício.

Moral da Estória:
Aos poderosos, tudo se desculpa…
Aos miseráveis, nada se perdoa.

Aquele que não quer ver o que é elevado num ser humano olha com tanto maior acuidade para o que é nele baixo e superficial - e com isso denuncia a si mesmo.

Na ditadura o intelectual não pode falar para abrir os olhos do povo e é perseguido. Em um governo democrático, escolhido por imbecis e interesseiros, o intelectual pode falar à vontade, mas não lhe dão ouvidos porque estão fascinados com a imbecilidade do governo, que por ser imbecil sabe comunicar bem com os imbecis, ou não querem deixar de mamar nas tetas que geralmente tal governo oferece a quem lhe dá suporte.

Em países de baixo índice cultural, como o Brasil, a República não passa de uma sucessão monarquias medíocres com tempo determinado de duração e cuja manutenção é mais cara que uma monarquia verdadeira.

Salvo países com alto índice de cultura da população, a democracia é uma escolha dos medíocres que são a maioria.E neste caso não há muita diferença com a ditadura real.

À medida que a ignorância caminha em direção à sabedoria, podemos observar a conversão do orgulho em humildade.

Ao contrário das ditaduras políticas que se instalam no poder geralmente através de golpes, a inflação se infiltra na vida da sociedade sorrateiramente. Começa devagar e vai pouco a pouco aumentando até ficar incontrolável. Suas principais vítimas são a maioria da sociedade que é composta de trabalhadores. A cada mês seu salário perde poder de compra. E quando acontece de algum resolver poupar um pouco do salário, ilude-se com a inflação, pensando estar ganhando alguma coisa, quando na verdade está perdendo parte do que poupou. O monstro está de volta! E a cada mês dá sinais de força! Não vamos permitir que sejamos atormentados novamente! Vamos cobrar do Governo atitude enérgica para coibir que o fogo se alastre! Vamos exigir competência na administração da economia do país, sem jogadas políticas ilusórias.

A inflação é a pior ditadura que um povo pode suportar. Ao contrário de outras modalidades que afetam uma pequena parte da sociedade - a parte mais esclarecida -, a inflação afeta justamente a maioria da sociedade que é composta de pessoas não esclarecidas e que não sabem e não podem proteger seus parcos recursos da corrosão provocada por ela. Urge ficarmos atentos para não deixarmos que esse monstro volte novamente a nos atormentar como já aconteceu no passado.

A inveja não tem cura. Como sedativo para a inveja vale a companhia de pessoas em estado de carência pior que o invejoso.

A amizade do invejoso se mantém enquanto a outra pessoa demonstra ter as mesmas carências que ele ou mais. Tão logo essa pessoa passe a exibir mudanças em sua vida, principalmente para melhor, aquela amizade desaparece.

A cura da infelicidade, tal e qual na homeopatia, se dá por um princípio ativo que gera a infelicidade. Assim, o infeliz se sente feliz na companhia de outros infelizes.

" A sociedade não é mais do que o desenvolvimento da família se o homem sai da família corrupto,corrupto estará para a sociedade. "

Nada é mais cruel do que o dever em concorrência com a afeição, porque é indispensável que o dever vença.

Por grande e digno que seja o ideal a que se aspira, se aquele que pretende alcançá-lo se vale de meios miseráveis, é sempre um miserável.

A legislação não deveria dar espaço para propaganda política a um candidato que disputa reeleição. Se o candidato já teve um período de quatro anos para provar sua competência, por que conceder-lhe tempo no horário político? Quem aprovou o trabalho executado vai continuar apoiando, naturalmente. Este segundo tempo de horário político para esse candidato seria para fazer a mágica de iludir quem até então não se deixara iludir...

Vereador deveria ser encarado como estagiário da política. Se fizer um bom trabalho - voluntário, diga-se de passagem - junto à comunidade, estará apto para prosseguir na carreira política disputando um cargo de deputado ou até mesmo de prefeito. Sua propaganda política é o seu trabalho, durante seu tempo de estágio.
Repito: o cargo de vereador não deve ser remunerado.

Vereador devia ser encarado como um estagiário da política. Se tiver feito um bom trabalho junto à comunidade em que vive, esta lhe dará votos em uma eleição para torná-lo deputado. O trabalho do vereador que deve ser voluntário, não deve ser remunerado. E dentro dessa configuração, um município poderá ter quantos vereadores quantos desejarem ser.

A ideia do futuro, carregada de uma quantidade imensa de possibilidades, é mais fecunda do que o próprio futuro. Por isso há mais encanto na esperança do que na posse, no sonho do que na realidade.

Contrariamente à crença geral, a verdade não se impõe por si mesma. O erro que entra no domínio público permanece nele para sempre. As opiniões transmitem-se, hereditariamente, como as terras. Constrói-se nelas. As construções acabam por formar uma cidade - e ditar a história.