Coleção pessoal de Caluga

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Perder-se também é caminho.

Tenho várias caras. Uma delas é quase bonita, outra é quase feia. Sou um o quê? Um quase tudo.

O que eu sinto eu não ajo. O que ajo não penso. O que penso não sinto. Do que sei sou ignorante. Do que sinto não ignoro. Não me entendo e ajo como se entendesse.

Porque há o direito ao grito.
Então eu grito.

Eu não sou tão triste assim, é que hoje eu estou cansada.

Com perdão da palavra, sou um mistério para mim.

Que minha solidão me sirva de companhia.
que eu tenha a coragem de me enfrentar.
que eu saiba ficar com o nada
e mesmo assim me sentir
como se estivesse plena de tudo.

E, se você me achar esquisita, respeite também.
Até eu fui obrigada a me respeitar.

Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero é uma verdade inventada.

Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida.

Liberdade é pouco. O que desejo ainda não tem nome.

Sou como você me vê.
Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania,
Depende de quando e como você me vê passar.

Que ninguém se engane, só se consegue a simplicidade através de muito trabalho.

Tenho fases, como a Lua; fases de ser sozinha, fases de ser só sua.

Liberdade é uma palavra que o sonho humano alimenta, não há ninguém que explique e ninguém que não entenda.

Aprendi com as primaveras a deixar-me cortar e a voltar sempre inteira.

Você pode desconfiar de uma admiração, mas não de um ódio. O ódio é sempre sincero.

E não foram o primeiro amor um do outro. Conheceram-se depois de terem amado outras pessoas. E talvez não dessa forma. Talvez seja necessário viajar antes de compreender qual é a meta certa para nós. Talvez a primeira vez seja cada vez que amamos.

Olha, eu sei que o barco está furado e sei que você também sabe, mas queria te dizer pra não parar de remar, porque te ver remando me dá vontade de não querer parar de remar também.

Para falar a verdade, nunca estive tão bem. Por quê? Não quero saber por quê.