Coleção pessoal de bodstein

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⁠É uma pena que tantos optem pelo lado indicado por seu “ismo”, quando bastaria o lado ético, com a vantagem ainda de se separar joio do trigo: aqui os apoiadores também se revelam em cara e CPF, sem se ocultarem por trás de seus líderes.

⁠Aqueles que não aprenderam a lidar com o passado arrastam seus traumas por toda uma existência, comportando-se como feras acuadas que precisam atacar antes para não enfrentar supostas ameaças que só existem em suas cabeças.

⁠Pessoas que julgam outras sem sequer lhes entender as razões vivem atormentadas com o passado, em permanente defensiva no presente e em falsa ameaça no futuro.

Todo buscador incansável e libertário costuma ser visto como ameaça incômoda e permanente aos que têm coisas a esconder e o têm como intruso, sem atentar que este visa obter vantagens e o primeiro o faz para entender a si próprio a partir de seu contexto.

⁠Dói-me ver pessoas olhando a vida pelo retrovisor e a dividindo – de forma tão simplória – entre erros e acertos somente. No que me toca vejo alguns erros que não me agrada tê-los cometido, mas que converti em referência sobre o que não deveria repetir. Incorri também em alguns que, após revistos, considerei indispensáveis na construção da pessoa em quem me transformei; e houve ainda aqueles que alguns podem chamar de “erro”, mas me geram gratidão pela consciência de agora, da qual tanto me orgulho. Malgrado suas diferenças, sei que todos – sem exceção – me ensinaram a mais importante de todas as lições: a da prerrogativa de converter erros em traumas ou em aprendizagem, e tanto olhá-los como o mestre mais importante que já tivemos, ou o juiz que nos irá julgar até o último de nossos dias.

⁠Ter reunido mil pensamentos não significa que ainda concorde com boa parte deles, já que expressam etapas distintas do meu crescimento e o primeiro fica longe de retratar o homem que me tornei ao escrever o último. A importância de todo o conjunto é servir como indicador de minha caminhada, e de referência a outros no momento em que se identificam com eles. Não há nada mais assustador do que comparar um primeiro pensamento com o último e descobrir que nada mudou entre um e outro!

⁠Passar pela existência não é o mesmo que evoluir. Este segundo conceito acontece quando trocamos a pergunta "O que vou fazer?" por algo como "Por que o estou fazendo?" e, ato contínuo, definimos prioridades para o próximo momento e retemos do passado apenas o que deu bons frutos.

⁠É comum se ver pais com dificuldade de entender que seu papel enquanto educador prático e teórico dos filhos é encerrado no momento em que estes atinjam o estágio de autocondução. A partir desse momento a atribuição é transferida à vida, e por mais que discordem das posições dos filhos cabe-lhes tão comente aceitar, nunca interferir. Entre pessoas adultas a abordagem correta é a do respeito, e a educação – caso tenha continuidade – será pelo exemplo, e não pela ação.

⁠Muitos se deixam convencer de que o tempo os transforma de participantes em expectadores. Outros, no entanto, sequer aceitam o papel de coadjuvante, e seguem até o fim no protagonismo de sua própria história.

Defensores de verdades inegociáveis viram fonte permanente de risco para os que possuem qualquer coisa a esconder, motivo suficiente para se virem transformados em inimigos mortais de quem não poupará meios para destruí-los.

⁠Um volume monstruoso de pessoas escolhe silêncio e distanciamento dos que esmiúçam cada grão de areia em sua busca pela verdade. Elas sabem que estes sempre se aproximam perigosamente dos segredos mais tenebrosos que escondem, razão suficiente para vê-los como enorme ameaça.

⁠⁠O buscador autêntico não tem a palavra “nunca” entre os verbetes de seu dicionário. Está consciente de que descrer do intangível passa atestado de ignorância e imaturidade para a tarefa que desempenha, já que o termo não é sinônimo de “impossível”, mas apenas do que ainda não se entende.

⁠Não se deveria dar tanta importância ao fato de não se ter unanimidade no conceito alheio. Muitos se mostram rasos não porque o desejam, mas porque não conseguem alcançar nada mais profundo do que elas mesmas. Só nos deveria incomodar e gerar revisão as críticas partidas dos que sabemos profundos o bastante para chegar ao mais profundo que nós próprios conseguimos ir.

⁠⁠A lealdade precisa estar presente nos lados que se enfrentam. Assim como o xadrez, toda disputa humana deveria também ser um jogo de reis, para cada lance se mostrar compatível com a dignidade dos adversários. Daí o nome de “vida real” dado a este mundo de batalhas, ainda que tantos não vivam os valores que os remetem à sua natureza superior.

Deus não te cobra que tua vida aconteça na igreja, mas que a igreja aconteça na tua vida, pois é nesta última que habitas, e onde todas as virtudes que vais buscar na primeira se transformam em ações em prol dos que te cercam, que é o que Deus espera de ti como justificativa para tua própria existência.

⁠Até o pensamento mais admirável torna-se vulgar na compreensão dos medíocres.

⁠Não te permitas ser derrotado pelos que te julgam de forma indigna. Tu és o que as marcas de teus passos revelam, e não o que os covardes escolhem falar de ti.

⁠Durante uma pandemia o que está em jogo não é a disputa entre valentes que a enfrentam e covardes que se escondem. Ela acontece é entre irresponsáveis e conscientes, entre os solidários e os indiferentes, os que enxergam o todo e os que olham o próprio umbigo, e entre os que querem e os que não deixam que ela termine.

⁠Toda pessoa que se vitimiza precisa de um vilão pra justificar seu papel de vítima e dar caráter de argumento à interpretação deturpada que faz dos fatos. Então sempre se verá atacada, independente de agressão, para ter a quem culpar por seus próprios rancores.

⁠Por mais evidências que lhes deem dos fatos, algumas pessoas insistem em desmentir o óbvio. Idiota por ignorância a gente consegue entender, mas ser idiota por escolha, e ainda sentir orgulho da própria idiotice, aí já se exagerou demais na dose!