Coleção pessoal de anna_flavia_schmitt

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O tempo tem a fúria louca,

Ele passa, e não perdoa...

Giram os ponteiros dele,

De saudades estou corroída,

Estou de tanta falta quase

(desfalecida),

Não é de momento,

É sentimento profundo

(fecundado),

Giram os ponteiros do tempo,

Chegou a hora de acertar

(os nossos ponteiros):

de ti não abrirei mão, e já

provei que sou a Beatriz

que por Dante foi ao Inferno

em busca do seu coração.



Não existe tempo para amar,

Todo o tempo sempre será

Tempo para amar, amar, amar...



Não existe amor diferenciado,

Todo amor sempre será amor,

Ele é o espetáculo em esplendor.



Não existe jeito de amar,

Amar sempre encontrará

O seu próprio jeito de amar...



Não existe amor perdido,

O que existe é amor

Que não foi concretizado.



Não existe receita para amar,

Amar sempre se reinventa

A forma com a qual se eternizará.

Nesta vida nem tudo são [flores,

Quem não sabe, é porque nunca

viveu para morrer de [amores.


Edênica e suave [sensação,

Inteira e com toda a emoção

Para ser tua de todo o [coração.


Nesta vida nada é [impossível,

Mas tudo é possível...,

amar você sempre será [incrível.


Galgo o azul celeste das [hortênsias,

Peço a bençãos dos céus

Afastando o amor das [dolências.



Nesta vida há de sermos [prevenidos,

Cuidando para proteger o amor

de todos os mil [perigos...



Sob a égide da nossa [certeza,

Confiamos no amor em pureza

Sobre a nossa íntima [beleza...







.

Do nada comecei a cantar

Na beira do mar

Não tive como te abraçar

Pûs-me a escrever nas areias

O belo amanhecer

Recolhi carinhosas conchas

Lindos presentes das sereias

Vendo o barco passar

No balanço das ondas do mar.



Cantei algumas músicas

Todas em espanhol

O meu coração se abriu a sonata

A mais bela celebração apaixonada

Tentativas de quem não sabe

Mas de quem de coragem

De um dia aprender

E os mares cruzar

Só para te rever.


Acariciando o mar

Enternecido amanheceu o sol

E eu bem longe de você

Louca para te amar

Espantando o frio do outono

Resolvendo com tudo romper

A poesia praiana irá te ter

Como o Universo se abre para a Terra

Tens todo o meu amor e minh'alma

Que o Mal do mundo jamais encerra.

Os teus lábios sedutores

Por eles morro de amores

Tão lindos e doces lábios

De todos os lábios que ousei

Tão meus e róseos lábios

Os lábios que por eles pequei.



Ah!... esses lábios róseos

Tão lindos e repletos de sol

Por eles esqueço do mundo

Vejo no céu os tons mais flóreos

Todos por esses lábios de sol

Dourados e etéreos lábios...



Os meus lábios pecadores

Pelos teus lábios morrem de amores

Tão ternos e repletos lábios de calor

Se eu ficar com os teus lábios

Juro, que eu sou capaz de viver

Somente de amor - e nada mais!...

O mundo pode

até dormir,

O nosso sol

sempre abrirá:

Os mais lindos

caminhos

Nas noites

lunares no [mar.


O mundo pode

até esquecer,

O nosso amor

sempre existirá,

E a nossa música

jamais deixará

De tocar

o nosso coração,

e embalará

O nosso grande amor

em todo o [lugar.



O mundo sempre

tenta contestar,

O amor teimoso

sempre persistirá;

Ele escolheu

o teu coração

para morar...



Soneto escrito macio

em cada concha,

Soa como o cravo

que toca;

Deste país amor

sempre toma conta...



O mundo pode

até acabar,

O Universo que há

em nós não findará;

Neste abrigo sempre

há de constelar...



O mundo pode tudo,

e pode mesmo:

O mundo só não pode

acabar com

- o nosso desejo -

Nos trigais do alvorecer,

[e no poente.

O mundo não pode acabar com o que

há de mais bonito dentro

[da gente;

E com todo esse oceano de amor

que a gente sente - alucinadamente.

É fato mais do que consumado:

eu sou um pedaço de você.

A tua estrela de todas horas:

matutina, vespertina e anoitecida

No afã de viver a vida de carícia

Só me alimentando de você...



É assim que comecei a surgir:

nascendo do amor que vive.

O mais lindo pedaço brotado

- dentro do teu coração.

Fiz-me de irresistível paixão,

Só para viver dentro do teu coração.



É sempre assim, e sempre será:

eu gostando de você, e você de mim.

O brilho mais lindo nos meus olhos

- espelhando o brilho desses olhos

Dessa tua doçura que ninguém resiste,

E que o meu coração jamais desiste.

Caminhando
pela minha
rua com amor
no coração,
Tenho flores
de pessegueiro
sobre a cabeça
e poemas
de revolução
de uma impossível
latino-americana
alvorada
que nenhum
ofensor há de deter.

Porque sei que
cedo ou tarde,
A vida há
de nos aproximar,
e ninguém
há de impedir.

Tenho fé na vida,
e um sonetário
diferente todo dia
para não manterem
neste caleidoscópio
os nossos sonhos,
E mesmo que você
não mais acredite,
O mundo é nosso
e vamos vencer
esse jogo
que tem nos
afastado
um do outro.

Desta rua
de paz
inabalável
aqui tenho
o meu
nobre abrigo,
Temos um
endereço
invejável,
Brotam versos
de amor
e o desejo
incontido.

Porque sei
que ele virá,
mas nem
quando
e como virá.

E me orgulho
de estar em
companhia
diária de tão
bons vizinhos.

Enquanto
ele não vem,
tenho tempo
para sarar
a minha dor
e daqui enviar
todos os dias mil
versos de amor.

O obscurantismo
do olhar daqueles
que creem no amor
clandestino como
caminho certo:

comigo não irão
obter sucesso,...

nada me distrai
para deixar
de escrever
para o amor
que virá
anunciado;

confio neste pacto
que há de
ser apaixonado,...

esse romance
que um dia virá
palmilhando
os prateados
paralelepípedos
da minha rua,
e se orgulhará
de cada verso
escrito por
esta pluma.

Moro numa
rua cercada
por morros verdes,
amáveis árvores
e agraciada por
um coral de aves
mesmo quando
o tempo não
está azulejado,

A trilha sonora
por aqui é quase
sempre regional,
e se conhece
uma harmonia
fora vida deste
mundo a cada
dia mais brutal.

Se vive bem
porque a gente
sabe conviver
e se gosta,
a cada dia
noutros lugares
só o dinheiro
é o que importa.

Tenho em mim

o frescor,

- está em mim

o odor

Bem nas minhas

pétalas

está escrita

a poesia de amor.



Tenho você em mim,

Por todas as manhãs

e tardes,

Pelas noites

e madrugadas...,

Tornei-me a safada

das safadas.



Maria sem vergonha

e despudorada,

Nasci assim: desavergonhada

Para ir

completamente além

E ser bem lembrada

como o teu bem.



Erótica sinestesia,

Eterna energia,

Pura poesia....

e emergência de amor!

Alegria dos Anjos refletida

celebrando nas águas do mar

barrassulensse é o gentílico:

desse povo que é poesia,

e acredita na força da vida.



Felicidade dos Anjos espelhada

desabrochando nas espumas brancas

Balneário Barra do Sul é o destino:

de quem procura encantamento,

e deseja manhãs brandas.



Vitória dos Anjos escrita

emocionando até os inocentes siris,

Aqui é um paraíso que Deus desenhou:

- o meu coração escolheu -

e alma se apaixonou.



Paradisíaca canção angélica

bramindo com as ondas do mar,

Cidade coroada por um litoral

- verdejante -

Para sempre eu hei de te adorar!

O rancho rodeado

pelo verde esmeralda,

A vida rural seguindo

o seu destino,

O sul do país possui

uma verdadeira joia,

A vida rural possui

o seu fervoroso ledo,

O amor dela é afeito

aos detalhes,

A vida rural enfrenta

muitos entraves,

E tem dado provas

que com fé na terra

quase tudo

- se resolve -

tudo liberta!...



O homem do campo é o herói

que tem calma,

A vida rural

é o vero paraíso,

O sul do país tem mostrado

que é aguerrido,

A vida rural não

tem nenhum segredo,

O amor dela se revela

em todos detalhes,

A vida rural é vida

por todos os lugares,

E tem sido a vera

heroína desta terra

resistindo as ditaduras,

e vivido de espera.



De sol em sol,

com as mãos em ação

O homem do campo

segue plantando:

o futuro da nação.

De sol a sol,

com as mãos ocupadas

O homem do campo

segue plantando:

enfrentando as gentes

de 'poder' e as geadas.



De chuva em chuva,

e com as mãos ocupadas

O homem do campo

segue cuidando:

do futuro do país.

De chuva em chuva,

e com a mãos em ação

O homem segue cuidando:

Do dever de casa

que todos deveriam

ter feito.

Dos meus dulçores

róseos

E tão carinhosos

beijos,

Tu carregas

de mim

Os mais lindos

sonhos;

Eu sei que tudo

requer tempo,

Amar requer

amadurecimento.



Dos teus licores

flóreos

Nascidos

dos nossos beijos,

Tu me enlevas

mais do que mil peitos

Sendo eu a pupila

dos teus olhos,

O amor não precisa

de que sejamos perfeitos.



Dos meus

carinhos totais,

E minhas

delícias ternas,

Tu me carregas

de mim,

Eu moro

em você,

E você mora

inteiro em mim;

Assim somos

mil primaveras

Em todas estações

- sem fim.



Que sejamos unos,

Indivisíveis e corajosos,

Tu me levando na garupa

do teu cavalo

Protegendo para sempre

a tua donzela;

De todo o mal e da crueldade

desse mundo.

Ao poeta Cruz e Sousa...





A poesia é interminável

Nasci Julieta infinita

Do nascer do Sol

Até o morrer dele

Filha de toda a inspiração

Cresci poética pelas mãos

Do negro que escreveu

No mar o soneto etéreo



A poesia é inefável

Nasci imperfeita, artista

Do tom da clave de Sol

Alçando a harmonia solene

Serva de cada excitação

Louca por tuas mãos

Feita das tuas linhas

Estrela suspensa

Que com brilho o mar ilumina



Cada vez que tu me olhas:

o teu olhar me arrebata, fulmina

Como as ondas do mar se integram

E tanto fazem com as espumas

Não que elas desapareçam,

Uma passa a pertencer a outra

- se revelam -

Assim é o mistério de amor

Que tanto me entrego...,

Passando assim a ser mais tua

Do que todas as nereidas desnudas

Que por ti passaram...

Contigo nos reúno, e nos possuo.

Nas minhas pétalas

tu te roças,

No meu beijo

que tanto procuras:

está o meu corpo

cheio de loucuras.



Não desvias,

porque tanto adoras

As minhas mão de fada,

sem farsa,

e minhas carícias

todas mimosas.



Nas minhas galas

tão pomposas,

No meu bailado

tão repleto de ginga:

assim seguem

as minhas malícias.



Não desvias,

porque tanto fazes

E por onde fazes

ser tua - toda;

e segue

em gestos audazes...



Não desvias -

porque escreves

O poema das mil fases;

Tu, só tu me trazes...



Não desvias

porque estão entregues

As devoções e as tuas

alucinações

Uma a uma, assim tu

me pertences...

Verde, amarelo, azul e branco

Pedi para cantar o Hino Nacional

Não sei se alguém me ouviu

O mar levou o meu pedido

O céu se abriu invernal

Talvez o meu pedido ele tenha levado

Talvez ele sequer tenha chegado

Na esperança de que o país me escute

A voz de alguém que não cansa de amar tanto

E de se dedicar não temendo nem a eternidade.

A cor verdejante do mar,

O arrastar do olhar,

A rede prosseguindo...,

O pescador joga a rede,

A tainha ele foi pescar,

O mar espalha o canto,

A vegetação serena...

O Balneário se ilumina,

A vontade não é pequena.



A duna tão linda,

É fonte de vida,

Ela traz proteção,

É poema que segura

Toda a correnteza.



A festa tão bela,

Da Natureza,

Cada grão dessa areia

É pura beleza!

Expressão e vivaz certeza.



A hora está chegando,

O povo está esperando,

- a Festa da Tainha

É a festa barrasulense,

Do norte catarinense.

Escrita sobre linhas de ouro,

Tranquila em curvas e retas,

Revista na valsa das horas,

Exata como ilhas e terras.



Intensas veias cor de rubi,

Mexendo com as intenções,

Serenas intenções por ti,

Extasiando as intenções.



Consignada rubra estrela,

Brilhante no firmamento,

Flórea e bem vermelha,

Fiel eleita pela beleza.



Comungada com os astros,

Seguindo os teus passos,

Vou vivendo a sua espera,

Só para viver nos teus braços.



Para uns sou o veneno,

Eu te inebrio,

Para outros o remédio,

Eu te acordo,

Sou o mais fino vinho,

Jardim acetinado e vero,

Carrego a grande espera

Do tamanho de tudo e do mundo,

A minha alma não cede, é sincera;

Posso vir até sofrer, mas não em vão;

Nasci para te entregar o meu coração.

Escrevo porque sinto,

Ouço você vivendo,

Bem aqui (dentro).



Assim ainda te vejo,

Indo rumo (adentro),

Com todo o sentimento.



Escrevo porque sei,

Que não estou só,

Tenho você que me (tem),

Eu sou o teu maior bem.



Porque tudo requer:

carinho e (manha)

Um dia tudo se ajeita,

E virás com amável sanha...



Escrevo pétala por (pétala),

Em sílabas com bons tons,

Melodias próprias das cítaras,

Harmonias das mil canções,

Do solstício do inverno,

Revelando para as emoções.



Ainda nos desejo,

Assim nos (creio),

Nada em mim é passageiro:

tudo é repleto, concreto e inteiro.



Assim procuro escrever

Curvo-me ao teu mistério,

Jamais desistirei de nós

Eu te encontrarei no alto hemisfério.