Coleção pessoal de anna_flavia_schmitt

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No oceano do teu olhar,

Libertária,

Resolvi este verso buscar.

No celeste do teu olhar,

Envolvente,

Alcancei algo de estelar.

No infinito de nós dois,

Onipotentes,

Não existe 'o depois'...



Ainda bem que a poesia existe,

Assim temos como sonhar...



Nos tornamos ainda melhores,

Cúmplices,

Na medida em que amamos

Muito mais e melhor...;

Aprendemos todos os dias

Com a arte de amar...,

Infinitos em tudo,

Não nos contentar...



Ainda bem que a poesia existe,

Assim eu posso ir devagar...



A tua imensidão em secreto,

Da despedida não dada,

Do beijo ainda não 'provado',

Do corpo não 'despido',

A tua coragem embalada,

No afã de um caminho,

Do pecado não 'cometido',

A tua convicção apaixonada,

Por nossa poesia adocicada,

Por nossa loucura primaveril,

A tua bondade juvenil,

A tua exatidão feita de retidão,

A tua intensidade em devotar-me

Da melhor maneira, e com fina arte.



Ainda bem que a poesia existe,

Assim eu posso me declarar...



Na profundidade da história,

Só nos cabe a glória,

Do nosso amor segredar,

Você fica a me ler...,

E o meu eu a te escrever,

Essa história que eu não sei

Se terá final ou não.



Ainda bem que a poesia existe,

Assim eu posso divagar...

Desvende-me em teu olhar,

Eis-me aqui para te contar:

Nos teus olhos celestes

Resolvi uma estrela buscar.



Surpresa doce e íntima,

Com o tom de revolução,

Por ti vivo a sorrir...,

Viraste a minha doce canção.



Entregue-se ao meu tocar,

Eis-me aqui para te amar:

Os nossos corações solares

Um dia hão de se reencontrar!...



Talvez no alto da montanha,

Ou na beira do mar;

Talvez, talvez, talvez...,

Quando a gente não planejar.



Agarre-se a nossa glória,

De escrever entre os beijos

A nossa história...,

Indizivelmente nossa.



Em salto e altura,

Não haverá queda livre,

Porque sinto-me tua;

Contigo estou segura.



Não vim parar à toa,

Surpreendendo-te

No céu de (Bruges),

Em queda livre,

Libertando-te,

Pairando leve,

Envolvendo-te

Para que o teu coração

Nos faça (entregues).



Amar o amor faz parte

Da honra, da vida,

Da poesia e da arte;

Da nossa ida

Pensando na volta;

O amor abriu a porta...

Navegando nas tuas águas

(ilimitadas)

Escrevendo o meu destino

(infinito)

Circundando a tua ilha

(exuberante)

Rodeando as 158 estrofes

(gloriosas)

Escutando o teu Hino...



Ramo de oliveira

No bico da pomba

Também é poesia

Sem se dar conta.



Encontrando nas areias

(paradisíacas)

Os beijos das sereias

- encantadoras -

Escutando as tuas lendas

(gregas)

Nas tuas vozes

(cipriotas)

Eu acredito, e confio

No desejo de paz duradoura.



Asa de poeta

No bico do verso

Rama poética

Você é parte do Universo.



Na tua gente escrita está

A poesia e o (mistério)

De cada Deus e sua musa

O cordão (etéreo)

Que faz o encanto cipriota

Viver para ser eterno.



Nas tuas ondas bravias

Nas espumas brancas

Desfeitas no (azul)

Recebam as linhas

Tecidas dos meus ventos

Vindos do meu (Sul).

Os teus olhos decifram

[Intimamente,

As aldeias que habitam

[Simplesmente,

Nas letras dos poemas

[Essencialmente,

E pertencentes a nós

[Seguramente,

Os teus olhos leem

[Secretamente,

Os versos do meu corpo

Rimando [discretamente.


Tão terna e discreta canção

Deste-me uma infinita [emoção],

De saber que moro no teu coração.



Não será difícil a gente se rever,

[Certamente,

Não será difícil a gente se tocar,

[Sensualmente,

Não será difícil porque o desejo age

Em nós [consensualmente].



Não precisamos sequer falar,

O teu desejo é o [meu,

Os nossos olhos sabem decifrar,

Tudo o quê o amor já [leu,

No beijo que sabe libertar-se, enfim.



Não há nada impossível para [nós,

O tempo um dia há de ser albatroz,

Que pousará num distante [cais,

E juntos deixaremos tudo para trás...

A tua experiência vibrante,

Como um beijo [ardente

A tua personalidade excitante,

Como um deserto [quente

Fez de mim odalisca saliente...



A tua poesia infindável

[Fascinante,

Oh, meu astro irretocável!

[Exuberante,

Fez o meu corpo inflamável!



A tua audácia indecente,

Fascina-me perdidamente,

Ao sabor do desacato,

Tenho por meu doce pedaço,

Quero perder-me infinitamente,

E tão intimamente entregar-me...



Sou a tua paz imperturbável,

A tua fonte amável,

Sou a menina dos teus olhos,

Escrita no profundo dos sonhos

Indelevelmente inconfessáveis

... impenetráveis!

Não me distraio

Do nosso jardim.

Teço mil enredos,

Sublimes, enfim.

Não me culpo:

O desejo brotou

Bem imponente

Como um lírio.

Talvez seja delírio

Ou, apenas poesia.

Não me importo,

Registro em letras

Para que me leves,

E nunca me deixes.



Camponesa de alma,

E também de corpo,

Você é meu solo,

E eu a tua segurança,

Tenho a esperança

- da semente do amor

Que não desiste

De brotar sereno,

E crescer contente.



Não me distraio de nós,

Jamais!...

Semeio letras puras,

Versos incandescentes

Em busca dos beijos

- intermitentes -

Como um riacho em turbilhão

A tomar conta das pedras

Para amansar o teu coração.

Alcançada por ti

Iluminada fiquei

Só de me leres

Com os teus raios

Dóceis e solares:

Sim, eu te beijei!



Apaixonada por ti

Enfeitiçada fiquei

Só de me segurares

No fundo do teu olhar

Mergulhei no oceano

Do teu jeito de me amar.



Iluminada por ti

Não há como se deslumbrar

Escrevo o meu poema

Já que não há como conversar.



Falamos a mesma língua

A atração é sobrenatural

Sabemos o que queremos

É além do intelectual

Rejeitamos o banal

Do nosso cardápio particular

Colhemos no jardim dos beijos

Guardamos os nossos desejos

A hora certa acontecerá sensual.



Tomada por ti

Seduzida fiquei

Com os ouvidos

Só nos teus tons

- brotaram os meus

Semitonados, expressei.



Gotejam licores de Musa

Extasiada por nós

Sussurro devagar

Um versinho de Neruda

Para você se aproximar...

A partida nunca existiu,

Em nós sempre um elo há,

Nunca houve despedida,

Comigo para sempre ficará

O teu riso igual o [meu,

- Verdadeiro

Você não me esqueceu,

E nem muito menos [eu.



Te espero inteiro,

No encaixe do nosso beijo,

No laço dos nossos corpos

Realizar todos os sonhos:

- Santos e profanos

Amar você está nos meus planos.

Deste-me o teu coração,
Completo e derramado
Em secreta devoção
Completamente livre.
A sombra do teu amor
Trazes-me com solenidade;
A vitória de ser só tua
Vivendo na imensidade.

Concebido, desenhado e feito
Contorno dos teus lábios lindos
Com o carinho do meu beijo.
Augurando reencontrar-te
No paraíso dos teus abraços,
Tenho por tanto tempo segredado
Receando fazê-lo desagradado.

Desejado, concebido e perfeito,
Imagino estes teus olhos lindos
Olhando o meu lateral trejeito.

Carrego por ti um interminável
- desejo
Uma sensual escravidão
- reverbero
Caí na tua sedução
- sem receio
Eu me entregarei de forma inefável,
De um jeito leviano jamais visto,
E sem nenhum retoque eu te quero...

Nas entrelinhas leio o mundo

Nelas resolvi te namorar,

E dessa forma (estrelar).



Nas entrelinhas leio o rumo

Nelas virei o teu porto seguro,

E dos melhores para se (atracar).



Nas entrelinhas, tenho asas,

Tenho tudo para ser...,

Trigo posto à mesa a te endoidecer.



Talvez seja a navegação,

Ou apenas solidão,

Talvez sim, talvez não.

Coisa de quem sente, vibra e se entrega

Ao amor embarcação, tão doce tentação.

Entrando na tua vida

- bem devagar

Eu sou a primavera,

A alma que te espera,

O Farol que beija o mar.


Um farol perdidamente

No estreito e a frente,

Quanta loucura para contar...


Iluminando o teu barco,

Primavera potente,

Farol perdido, não ilhado,

Com muita história a te contar

E um amor profundo para te dar.

Talvez foi tudo ilusão,

Talvez sim, talvez não,

Dizem que já podeis,

No entanto, nunca podes;

Nunca podes nada,

Sempre mentiram para você,

A Mãe sempre fingiu,

Foi obrigada a ser gentil,

O horizonte nunca existiu.



Do Universo das Nações,

O Brasil deixou de resplandecer

Busque amplitudes e inspirações

Ainda há tempo para vencer!



A liberdade não raiada,

Ainda está acorrentada,

Não fizemos a muralha,

Vive aqui o astuto e ardil,

Mais do que uma mão,

A Nação precisa de ti,

O Brasil precisa do seu coração

Para aprender viver livre como Nação.



As ímpias falanges de mil faces,

Em mil e umas épocas,

Com mil cantares derribaram

A nossa fibra de povo por epopeias.



Eu nem mais sei chorar,

Eu só sei cantar...,

Na esperança de um dia esse país mudar,

E fazê-lo das cinzas renascer;

Deus tenha piedade de nós,

E nos dê ânimo juvenil,

Para que tenhamos que lutar

Por nosso imenso Brasil.



Neste canto de independência,

Precisamos recuperar a excelência,

Porque Pátria é lugar de morar

E, não lugar de viver em dormência.



Ao Hino da Independência,

Ofereço este poema que é sangue

Repleto das cores do Pavilhão;

Para que o povo preste a desobediência

Reagindo por uma nova Nação

Pautada na liberdade e na decência.



O Brasil precisa entender:

Que viver em paz é desobediência.

O Brasil precisa entender:

Que nem sempre vale a pena viver

Somente por causas pequenas.

O Brasil precisa vencer:

E acabar com toda a violência

Jogando fora as miudezas...



Que venha a mão poderosa de Deus

E arranque de nós os grilhões;

Que aprendamos a viver,

Não temendo nem mil corações,

Fazendo-as entender que o Brasil é,

E também pode ser o lar de todas as Nações.

Existem sombras conspirando,

Elas vivem o Mal premeditando,

Seres encarnados se alimentando

Seguem regando a tristeza alheia

E críticas antecipadas reverberando.



Essas sombras querem roubar-te

De ti mesmo e da tua juventude;

Querendo que você se abandone,

Deixando todo o teu conhecimento,

Impedindo assim o teu crescimento.



Não permita que essas almas penetrem

Dentro daquilo que você fez de melhor;

Acredite que Deus é, e sempre será maior,

Ele é justo, misericordioso e educador,

Ele sempre irá te afastar do [pior...



Inveja? Se você acredita nela, ela te pega.

Mau olhado? Mande pro buraco.

Fofoca? Mande ela de volta para a toca.

Depressão? Faça ela virar causa pró-nação.

Se sombras procuram cavar a tua cova:

Transforme todas elas em poesia

Você é nascido das letras, não te esqueças!

Nada te censura, e está para nascer o que te sufoca!

Esconde o teu olhar cor de mel



Tímido no meio da neblina,

Sabe, meu amor, a vida ensina.



Esconde o teu olhar cor de mel

Lindo no auto da compadecida,

Sabe, Ariano sempre é poesia...



Esconde, mas não me falte

Este olhar infinito;

Carregue-me para o jardim protegido.



Onde eu possa olhar para nós

No espelho do riacho,

Bem mais do que íntimos...

O teu olhar castanho cheio da cor

Do tronco da [araucária,

É digno de todo o meu amor,

Estou em tua companhia sempre,

É assim que me sinto,


Até quando elogio o teu sorriso,

- mesmo estando a [distância

Por mim você jamais será esquecido.



A tua vontade talvez tenha me esquecido,

Ou talvez tenha passado,

Não tem problema, tudo passa,

Só eu é que não desisto de estar ao teu lado.



Porque me inspiro num poeta,

Que não me repara,

E talvez nunca tenha me lido;

Sim, eu me inspiro em você,

E também sobre o nosso encantamento

Que Carpinejar adoçou bem

Com a doce palavra pertencimento.

Eu te escrevo

como quem beija,

Só para ver se

você me (nota).

Eu vi o Sol desmaiar

de êxtase,

Para acordar nos

braços da aurora.



Nada me saciará mais

Do que você

como alimento,

Dono de um corpo

que me tira a paz;

E de uma fragância

cheia de sentimento.



Eu vi você amanhecendo

no meu peito

Como um lindo Sol

cor-de-coral,

Eu vi você

me levando...,

Para o teu abrigo

(espiritual).



Nada me aquietará

mais,

Do que ser calada

com o seu (beijo)

Pedindo de mim o segredo

que te satisfaz;

Sabemos quando

e como fazer do nosso jeito.



Tudo acontece

quando te vejo,

E até quando te ouço,

Talvez eu nunca te fale,

Embora, sei que

você percebe,

Que o meu corpo

pelo teu sempre ferve.



Neste círculo de condenação,

(íntima)

Cada momento seu sempre vira poesia,

(feminina)

Certamente encantada de vivê-la

Ao menos na (escrita).

Ninguém me avisou

Eu mesma escutei

A onda quebrando

No meio da noite

Era você chegando

Na beira da praia

O mar cantando

Em tom de felicidade

O teu barco atracando

Em terra bem firme

De amor sem limite.



O vento cantante

Em volta de nós

A Lua brilhava

Passou um cometa

Em toccata e fuga

O amor é maior

Que ele nos contagie

Nos proteja do Mal

Trazendo mais amor

E nos aqueça com o Bem

Invada o planeta, e ensine:

Que fazer amor só faz bem.

Riscando o Universo,

Revelando o infinito,

Dançando e seguindo,

Soletrando o soneto

Ao pé do teu ouvido.



Escutando o coração

Batendo de excitação,

Escrevendo sou emoção

Nascida de um segredo,

Desobediente e sem medo,

Assumi: o teu amor cigano.



Afinando o teu arbítrio ao meu,

Divinamente se cumpre a profecia,

Feliz e ardente alegria (de ser tua),

Vestida de estrelas ou (de Lua),

Todinha em sentimento,

... Letra de revolução e ventania!



Sim, eu te tento - e te atento,

Doce é o meu exibir

Como a Lua dança para o Sol;

O teu silêncio me brinda,

Conheço o teu olhar de contentamento.



Sou convencida, e muito atrevida,

Abusada ao extremo...,

- curvilínea

Assim te experimento:

Noite e dia reverencio essa delícia

De ser tua sempre e aos poucos;

Ao sabor do destino e da vida.



Não vejo motivos para correr,

Não vejo motivos para não tentar,

Não vejo motivos para não te amar,

Não vejo motivos para não ceder.



Eia, pois, vencendo os limites

De provas em provas,

A gente se completa e se acorda

Na plenitude de amar,

O amor do jeitinho que nasceu,

Não há ambição, e sim secura

De matar a fome e a sede de ser meu

Do jeito que veio a Terra e Ele te fez:

Não temo a boa desfaçatez.

Tenho cara de sonsa e também de santa,

Sou uma verdadeira sem vergonha...

A delicadeza das horas,

E o vai-vem dos oceanos.

A repletude dos perfumes,

E o abandono das madrugadas.

Assim nos completamos,

Nos compreendemos, nos amamos

Ao ponto de nos perdermos em nós;

A vida se fez como uma foz.



Lira da loucura santa,

Coisa de quem ama,

Só compreende, e se entrega,

Ao teu jeito viril,

Que semeou amor na Terra.



Sempre eu nos preciso,

Bendiga o nosso desejo,

Surgiu mesmo sem beijo

Apenas no teu olhar

O cancioneiro se fez nascido.



Ter mais amor que o amor,

Ambição dos poetas e dos amantes,

Em versos borbulhantes

Para que nada se perca,

E no poemário tudo se cometa.



A minha poesia faz a teia,

Faço graça ao teu olhar,

Despeço-me ansiosa:

Carregando uma vontade ímpar

Que incendeia, e que não vai passar.

Tilintando estão as estrelas,

Desenrolando o pergaminho,

Trinando estão os canários,

Festejando o cumprimento,

Da liberdade tão esperada,

Tudo é questão de tempo.



Nunca deixei de lhe pertencer,

Repletei-me só da nossa história,

Porque sei que vale a pena esperar,

Vale a pena a vida viver para nos ter.



Haverá tempo para rir o riso,

Gozar o gozo um do outro,

Contemplar as juras horas a fio,

Rever juntos as inúmeras juras,

Repletarnos de todas as ternuras.



Nunca lhe deixei, eu vivo só de espera,

Nutrindo-me deste amor triste,

Infelizmente (distante),

Escrevendo versos como uma amante.



Como dizia a minha Avó:

'- O coração é terra de ninguém...'.

Por isso, nunca lhe recriminei;

E sempre dei força para os outros

Amarem intensamente o seu bem.



Então, tive que optar por ciúmes,

E por inúmeros motivos houve o afastamento,

Para lhe dar a oportunidade e liberdade,

Para seres livre e te libertares para escrever

A nossa história: só eu e você.



Como prometi: serei mansa e obediente,

Deixarei que se faça a sua vontade.

Assim na Terra como no Céu,

Para que sejas o meu pão de mel.



O destino se cumprirá, eu acredito,

O amor se tornará a lei, e assim infinito

Se fará além do infinito, será arbítrio

Do nosso amor uno, santo e muito bonito.