Coleção pessoal de anna_flavia_schmitt

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A vida sempre surpreende,

- explicitamente

E até secretamente...,

A vida nunca mente,

- cedo ou tarde

A vida revela a verdade.



A vida em plenitude,

Corporificada em ti,

Amante e cintilante,

A vida é alucinante...,

- ela conduz a gente

Escandalosa ou silente.



A vida luminescente,

- incandescente

Sólida, líquida e gasosa,

Sempre é um presente,

- que se renova

E nos brinda plenamente!...



Não sossegue,

- enfrente!

A vida é feita de lutas,

siga em frente!...

É com coragem é que se vence

Todas as disputas... Gloriosamente!

Não estamos sozinhos,

Temos a liberdade,

Guardada no coração,

Dentro da mente,

Revoando nas ideias,

Formando caleidoscópios,

Com tantos nomes,

Belas etnias,

Todas as crenças,

Com fé na vida,

Construindo caminhos,

Estrelas na orbe.

Todas brilhantes,

Comoventes,

Tão espetaculares,

Exatamente iguais,

Perfeitas para que nos ama,

Imperfeitas para quem não nos conhece.



Não somos solitários,

Temos a igualdade,

Estampada no sorriso,

Na gentileza,

Segura nos afetos,

Gentis e concretos,

Existimos,

Não desistimos,

Persistimos,

Insistimos,

Porque temos a arte,

De fazer,

De crer,

De amar,

Para que tudo possa,

E que um dia aconteça,

O nosso Sol aqueça esse planeta.



Racismo?

Desigualdade!

Racismo contra a própria raça,

Mal da Humanidade,

Que atenta contra si mesma,

Que se destrói,

Que se perde,

Que se desencanta,

Que se renega,

Que se exila,

Que se diferencia,

Que se aliena,

- Atentando

Contra a própria identidade,

Espezinhando a liberdade,

Se dissociando,

Matando,

Morrendo todos os dias,

- em quantidade e qualidade

Do que se vive, e como se vive,

Aprendi a resistir,

Com Martin Luther King.

Escrever sobre o quê todos já sabem,

Que nesta vida ninguém usa a cabeça?

A água limpa é fonte de vida,

Economizá-la sempre compensa.

Porque ela hidrata, limpa e nos renova,

Toda a homenagem não é o bastante,

Economizar a água é a maior forma de recompensa.



Água, água, água...

Água, água...

Água...

Água, água, água...



Já que resolvi escrever, escrevo sobre a ingratidão,

Da nossa Humanidade que não preserva nada,

Nem a água que utiliza, se banha e bebe,

Gente ingrata que nem ao Bom Deus,

- obedece -

Humanidade que suja a água,

Fonte de vida que fortalece

- Gente

Que a polui, a abandona e a esquece.

Escuta o barulho do vento,

Brinde o que vem de dentro,

Tudo requer rito e celebração,

Viva intensamente a sua paixão.



A mística divina não se explica,

Ela dá sinais, e sempre convida

À olhar para frente e para cima,

Ela é fonte de toda a sabedoria.



Escuta o barulho de dentro:

É o coração que está batendo

Avisando que o amor chegou,

E dentro de você está vivendo.



Como as ondas do mar,

Para lá e para cá

Estou a embalar, e a pensar:

Que um dia eu hei de te 'amar'!



A celebração será ao pé do altar,

Nós vamos juntos jurar:

Que nos amaremos sempre mais...,

Em dias solares e em noites de luar

À espera de todas as mil auroras,

Austrais e boreais,

Todos os dias nunca nos bastarão,

Nos amaremos sempre e muito mais...

E agora? Eu te desafio...

Entre o espaço e o tempo,

Perco-me entre os dois,

O meu nome é pensamento,

Muito é o prazer!

De vencer cada um deles,

- um grande desafio -

Que julgam ser um desatino,

- Um brinde ao desafio! -



E agora? Eu me apoio...

A vida de pernas para o ar,

Imito-a, enfrento-a,

O meu nome é bravura,

Eu sou atleta!

Dessas letras, e das que virão,

Eu sou poeta!

Do olhar ao clique,

- uso a minha sensibilidade -

Enfrento o julgamento,

- Esforçando-me ao máximo!-



E agora? Eu reafirmo...

Tentando alcançar as estrelas,

Mergulhando na tua alma,

O meu nome é desafio,

Ouso, nada sublimo,

Guerreio, enfrento,

Carinhosamente alento,

Sou feita de audácia e arrepio,

Venço os obstáculos, eu os desafio...

Quem te disse?

Fotografia é poesia,

Se ela não sabe,

A pessoa desconhece,

Ou mentiu vergonhosamente...

A fotografia registra,

Inclusive, até a mente;

eterniza aquilo que se sente.

É a arte de trazer tudo

Num clique o segundo, e o mundo,

Doce, triste e profundo.

Falando sempre silenciosamente,

Sobre o espaço e a vida,

Em todas as gotas,

No desabrochar de cada tulipa,

- ao Sol

Como um brinde em celebração

- sempre -

à verdade!





Porque a fotografia

é a arte franca;

A fotografia

é a arte

que nunca engana.

Que te disse que poesia

não é fotografia?

Mentiu deslavadamente...





A poesia é a fotografia de tudo,

- ela registra além do que você pode ver

É a arte que mais sabe envolver,

Transparente, assimétrica e melodiosa,

Falando abertamente ao teu coração,

Segurando na tua mão,

Olhando nos teus olhos,

Regando os teus sonhos,

Preparando o jardim da tua emoção,

- em devoção ao luar dos amantes

Dos bons gostos e das doçuras plenas,

- fragrâncias eternas -

Plenas, marcantes e serenas;

Assim a poesia mexe com o mundo,

- ninguém duvida

Misturada com a fotografia,

Combina bem a franqueza de viver a vida.

A tua pele,

A tua sede,

A tua fome,

A tua fronte,

A tua verdade:

é o meu nome.

Espalhadas as espumas,

leveza e anunciação.

A pétala se aproximando

levada pela emoção...





Reunidas e atentas,

algas e conchas.

Para tomares contas,

enfeitando as areias.





Nada se vai,

E sei que tudo vem,

- nada vai-

A queda nunca trai,

ela nos eleva e reúne.





Tudo se vê,

Se sente, e se crê;

- não lamente -

Sê forte, e resiliente,

E viva carinhosamente.





Temos um oceano e conchas,

- e um só destino

Colorido como os corais,

Para escrevermos silentes,

Navegando sobre as ondas...

A canção e o brilho que vem de dentro

Ultrapassam o tempo,

Atitudes, comoções e contentamentos,

- sucessões

Das celebrações e de todas as devoções,

Doçura e contemplação,

Encontradas em cada perfume,

Transfiguração, luz, brilho e paixão,

Pela beleza de encontrar a vida,

E a beleza em cada pensamento.



Eu quero caminhar pelos séculos,

Surpreender-te a todo momento,

Conhecer o caminho do vento,

Que me leve até Moscow.

Aprenderei os teus passos,

- celebrarei as czardas -

Entoarei louvores,

Sobrevoarei os invernos,

Anoitecerei em cada um deles,

Para amanhecer ainda mais bela,

E tão brilhante quanto essa noite,

- registrada da tua janela.

Deveríamos ter a gravidade

- das estrelas

Que brilham sem cessar,

E sem se esbarrar;

Lecionam poesia,

Inundam o Universo

Com beleza e nos iluminam.



Lição existencial,

- ignorada

Lição luminosa,

- ditosa

Lição celestial,

- esquecida

Lição de harmonia.



Deveríamos ter a profundidade,

- do Universo

Que sempre se reinventa,

Renovando cada espaço,

- celebrante -

Das estações da vida,

Com júbilo e toda a gratidão.



Densas em braços,

Correntes que ligam,

Em espirais,

Ventando ou não,

Prosseguindo,

Com destino

Em busca de renovação;

Sugerindo,

Caos positivo,

Irradiando,

Girando,

Se interligando,

As estrelas azuis ou não,

Sempre nos ensinam:

a viver, a gravitar...

Todo ser é poesia,

É delicadeza,

E toque interestelar.

A mulher deve ser elegante,

Suave e ao mesmo tempo,

- marcante -

Como um perfume insinuante,

Deve ter alma, maciez e calma;

Deslindando os mistérios e dar o tom

De amor, paixão e ternura;

Conduzindo a intenção com doçura,

Amando infinitamente, sempre.



A mulher marcante de verdade,

Será lembrada pela virtude,

E grande capacidade de amar;

Espalhando a graça,

- por onde passa

Como uma felina mansa,

Que só no olhar recebe

O seu colo e afeto.



A elegância feminina,

Ilumina o mundo,

Pacifica,

Engrandece,

Enternece,

Aproxima e conjuga,

Acarinha e aquece,

Eterniza a lembrança,

É presença que permanece.

Com fascinação própria,

- arte e luz

Fui agraciada ao ver,

A Lua cor-de-rosa,

- maravilhosa

Beijando o mar.



Aos passos, tateando,

- experimentando -

E exortando a delícia

De contemplar a cena,

Que talvez não se repita,

O mar se deixando beijar.



A Lua ao beijar o mar,

- acabou beijando-me

E seduzindo-me,

Acabou enfeitiçando-me,

E completamente doce:

acabei entregando-me.

É inverno!

Celebremos,

Não é eterno,

Sempiterno.

- momento

Não recusemos.



É eterno!

Não recuemos,

- é extremo

Enfrentemos,

- o tempo

E o eternizaremos.



É sempiterno!

Como um afeto,

Reconhecemos,

É terno,

Intenso,

Logo, o passaremos.

Trouxeste a palavra luminosa

De mago e [santo,

Mais do que isso:

Enviaste a palavra de um [anjo,

Além do olhar e da interpretação,

Amar cura qualquer coração.



Rompendo o espaço sideral,

Nesse outono em anunciação,

Chegou a hora e a estação,

De anunciar o amor e a aurora,

Que transformarão de vez

- tudo o que é vão -

O amor que cura amargura,

- 'amarcura' qualquer amargura

Com ou sem amarula,

Eleva o campo astral da criatura.



O escritor que cruzou o mundo,

Semeando o profundo,

Nos voltando para nós,

Elevando o sentimento,

- santo -

E apaixonado de amar,

Tornando assim o coração

- adocicado -

Fazendo de cada um de nós

Corações purificados.



O amor libertador,

Além das letras, e poemas,

De quem escreve, e se atreve,

Alcança a pessoa que se arrisca,

Que se entrega e se converte

Ao que chamam de loucura:

AMARCURA!

Ao ouvir a música do vento,

Percebi os teus olhos zelosos,

Deparei-me com os teus passos

- macios

O balançar das amendoeiras

- doces ritmos

Fizeram-me contemplar:

os nossos instintos.



Ao sentir a tua presença,

Senti-me protegida,

Amparada, e tua amada,

A minha alma afagada,

- terna -

E feminina,

Distante das angústias,

Rendida por tuas ternuras.



Ao cair da noitinha,

À beira mar,

Sereno luar,

Amando a tua presença,

- vigilante

Aprendi o que é amar.

Ah! Contempla...

A lente atenta,

- alenta o olhar

A cidade coberta,

De neve mansa,

- o tempo passa

Devagar e serena

A alma humana.



Ah! Espera...

A vida revela,

- modifica

Percorre, renova,

- suscita

Gelada ou quente,

- vibra

Intensamente...



Aos passos,

Em cada floco,

Ao despertar,

De cada manhã,

Semeia o sonho,

Cativa de verdade,

Dá o quê de eternidade

A cada momento de felicidade.

Tenho na memória guardada,

Não há mais como dizer,

Talvez esteja sepultada,

Em terra longínqua,

Hei de um dia te contar,

Fizeram a gente esquecer,

Não é possível sequer falar.





Este poema é impublicável,

Mas é inevitável...

Ele fala de sobrevida,

Ele fala da Morte,

E da vida além da Morte.



Abraçando a lembrança,

Não há mais esperança,

Ylang-ylang é o teu perfume no ar,

Serena musa, não sei onde estás,

Talvez um dia você vai voltar,

Talvez pobre de você,

Algum dia o destino irá mostrar.





Esse poema não presta,

Eu deveria atirá-lo no lixo,

Ele não deu a cara a tapa,

Filho de alma covarde,

É quase uma denúncia...

Os ares e ‘as flores de abril’,

Uma música de Chico Buarque,

A imagem da mulher esfumaçada,

Talvez esteja desfigurada,

Teve a imagem desaparecida,

E alma roubada,

Não quero falar sobre mais nada.

Não resisto,

porque não quero,

Deixei bem claro

que eu te quero.

Eu, vegetação rasteira,

sobre a duna

Como quem segura,

e se insinua porque deseja

- ir além.

Gente como eu,

jamais recua,

tem a alma nua,

talhada e lapidada;

Não teme à nada.

Ama heroicamente,

resiste à tudo,

Enfrenta silenciosamente,

Não teme e não se

nega à tentação,

Vai além do querer bem,

crê que um dia o amor vem.

Desde o dia em que o destino,

trouxe para mim o teu livro:

Nunca mais fui a mesma,

quando vi você com esse olhar

- desprotegido -

Eu já sabia que era tua,

nascida e predestinada,

Para ser a tua amada.

Declaro para devidos fins,

Que, se ser autista,

É viver num mundo particular:

Eu sou autista, não posso negar.

Escrevendo ou não, todo o poeta

é autista porque tem um jeito

- único -

De sentir, experimentar e vibrar.

Eu moro num planeta azul,

No Hemisfério Sul,

Tenho um olhar azul,

E um coração que sente,

Que querem pintá-lo

- diferente-

Porque ele está sempre

- presente -

Voltado para o céu anil,

Tenho orgulho da minha terra,

Eu moro no Brasil,

Vestir-me da cor do oceano,

Do céu e do planeta,

Para que ninguém se esqueça,

Que sou poeta e autista,

Para mostrar que não sou ausente,

Para escutarem o meu canto,

Ainda vou te surpreender,

Eu e a minha estrela azul,

Iremos vencer os desafios,

Não nos importamos

- aparentemente -

Estamos mais do que presentes,

Prontas para salvar o mundo

Imaginado por você.





O pré-conceito




só existe para aquele





que ainda não colocou o pé no conceito.





Colocar o pé no conceito



é entender




direito e abandonar



o PRECONCEITO.

Desencontrados,

O mar e a ventania,

Carregando as areias,

Esculpindo as dunas,

Celebrando o tempo,

Aqui na capitania.





Assim é a ampulheta,

Não te esqueça:

O tempo é um cometa.





A ventania e o mar,

Harmonizados,

De mãos dadas,

Criaturas e criação,

Fazendo da existência,

Uma vera celebração.





O barrasulensse é generoso,

Ele sabe ser alegria,

Carregando toda a poesia.





O nosso mar é paixão,

- e toda a prece

Exaltando as dunas em gratidão,

Porque elas tornam a vida segura

Fazendo-a ainda mais tremenda,

E fortalecendo as nossas terras.




Desencontrados,

O mar e a ventania,

Carregando as areias,

Esculpindo as dunas,

Celebrando o tempo,

Aqui na capitania.





Assim é a ampulheta,

Não te esqueça:

O tempo é um cometa.





A ventania e o mar,

Harmonizados,

De mãos dadas,

Criaturas e criação,

Fazendo da existência,

Uma vera celebração.





O barrasulensse é generoso,

Ele sabe ser alegria,

Carregando toda a poesia.





O nosso mar é paixão,

- e toda a prece

Exaltando as dunas em gratidão,

Porque elas tornam a vida segura

Fazendo-a ainda mais tremenda,

E fortalecendo as nossas terras.