Coleção pessoal de anna_flavia_schmitt

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⁠Olhando a fumaça da História
que te deu o seu nome,
assim escrevo a sua memória.

Eu te amo, Morro da Fumaça!

Recordo que teus fundadores
vieram da Bielorrússia
para a gentil terra
do Sul de Santa Catarina.

Eu te amo, Morro da Fumaça!

Depois vieram os italianos
e assim foi se erguendo
esta gentil e amorosa cidade.

Eu te amo, Morro da Fumaça!

Te amo com um amor tão lindo
que por nada neste mundo passa,
o teu povo tão querido tem uma
hospitalidade que com o coração
sempre quem chega ele abraça.

Eu te amo, Morro da Fumaça!

⁠Na roda do Cururu
cantando e dançando
a tradição bonita,
Você mostrou que ama
com toda a poesia
a História e suas raízes,
E de mim não tirava
os olhos porque no seu
peito sou eu que moro,
e a cada lindo sonho
meu ele se realiza como
fosse seu porque não
existe amor maior até
hoje que te pertenceu.

⁠O Inverno em gradação
romântica chegou
no Médio Vale do Itajaí,
um contentamento inefável
embalador, incontestável
mesmo escuro e cinzento.

Rodeio nos teus braços
verdejantes e coroada
pelas cores cinzas
do céu da estação
convida a uma íntima
e devota declaração.

Rodeio não te amo
da boca para fora,
E sim do lado de dentro
vestida de inverno
é a própria beleza em esbanjamento.

⁠O Tambor de Criola
soa no coração,
As coreiras cantam
a canção que fala
com determinação:
- Que quando a gente
se quer bem não
devemos ter pressa
na vida de ter alguém.
Acredito na força do tempo,
e que o teu amor ainda vem.

⁠Quem passar por ti
não quer sair
nunca mais daqui,
Minha Monte Castelo,
morada do peito
e amor perfeito.

Do Planalto Norte
Catarinense é o lugar
de sorte por ter
o signo da glória
dos expedicionários,
e a honra de um
povo que não
se nunca a luta.

Quem passa por ti
se encanta com
a beleza e a alegria
que moram aqui,
Minha Monte Castelo poética,
a melhor poesia só vem daqui.

⁠Com a minha saia rodada
levo uma ponta para lá,
outra ponta para cá,
Ergo a ponta na altura
da cabeça e desço,
Vou para frente e para trás
vou dançando ao som,
do ganzá, do tamboril
e da viola de cocho,
Só na sedução do Siriri
para encantar o meu moço.

⁠Tenho um amor lindo
pela minha cidade
enfeitada por este
verde do Médio Vale.

Por toda História
que cruzou o oceano
e ainda vive nela,
Faça Sol ou Chuva
sempre agradeço
por morar em Rodeio.

O Rio Itajaí-Açu que
o diga porque por onde
ele passa não existe
cidade tão bonita.

É só perceber desde
o portal que aqui
nesta terra brasileira
também vive a grata
herança trentina.

Não me canso de dizer
que amo Rodeio,
porque aqui eu moro
e também habita toda a poesia.

⁠O nosso amor tem
o aroma forte de café,
Na vida caminhamos
sempre com união e fé,
Hoje celebramos ainda
mais apaixonados
e orgulhosos de cada luta
que vencemos para manter
o nosso pacto firme e de pé.

⁠Eu nasci para você,
Você nasceu para mim,
O amor nasceu para nós,
Celebramos hoje tão
realizados e unidos
como as flores de benjoim,
Nenhum tempo ruim
foi capaz de acabar com
este amor escrito por Deus,
e temos certeza que não terá fim.

⁠Celebramos a nossa
união, tão esplêndida
quanto um campo
de alfazema em flor.
O nosso cotidiano,
que dele temos feito
por estes anos
o mais lindo poema.
E tudo aquilo que, sem
enganos e sem nenhum
dilema, nos mantém firmes
no propósito de viver de amor.

⁠Amor suave, forte,
perfumado e perene
como cipreste verde
é o amor da gente
celebrado ontem,
hoje e sempre.

⁠Não nego o meu
sangue caipira,
A minha poesia
catira dança
do Centro-Oeste
ao Sudeste,
E deste coração
jamais se tira.

⁠Você está se mostrando
para mim com todo
este ritmo do Cateretê,
Você sabe que eu
morro de amores por você.

⁠Flores para Vicente

Neste mundo onde
viver comemorando
o quê nos traz a morte
tornou-se costume,
Eu apenas procuro tudo
o quê nos torna eternos,
Eu celebro a vida
e toda a resistência
contra tudo isso
que nos coloca em perigo,
Com meu buquê
poético e colorido
tornando-o um
ofertório a Vicente,
e meus versos rebeldes
para todos os povos.

⁠Pela mão fui carregada
por você e me vi
no meio sem querer
de um Sarandi Pantaneiro,
Onde por revezamento
cada um deixava
um pouco o seu par
e declamava um verso,
E puder ver que te amar
era o meu destino certo,
e eu o teu efusivo desidério.

⁠Na Ciranda Pantaneira
dançando com você
pude perceber o quê
significa desejar alguém,
E ao mesmo tempo
tocar com as duas
mãos o universo inteiro,
Em mim carrego o orgulho
de ter o teu nome
guardado no meu silêncio
e o teu amor resguardado
o tempo todo no meu peito.

⁠No ritmo do Mineiro Pau
nós vamos levantando
toda a nossa cidade,
As mulheres atravessando
o cortejo dos brincantes
e os bichos seguindo adiante,
e no final você virá charmoso,
derramado, carinhoso e radiante.

⁠Vamos cuidar da nossa paz interior e das nossa atitudes externas? Toda a gentileza é um ato de liberação.

⁠Em mim não deixo
morrer o nosso país,
Canto para seguir
a vida sendo feliz,
Vendo você e os homens
cruzando em zigue-zague
o pátio da aldeia,
Esperei por isso
a semana inteira,
Esperando na taba
você para dançar
a Dança do Tamanduá,
Quando vi você ali
como queria poder
pedir para o tempo parar,
e contigo para sempre ficar.

⁠No centro da roda
foi a sua vez de estar,
Você cantou animado
para a gente dançar
a Dança do Tamanduá,
Os teus olhos de mim
você não parou de tirar,
Os meus olhos não
olhavam para outro lugar,
Foi assim que a gente
começou a namorar.