Coleção pessoal de anna_flavia_schmitt
Nos encontraremos
festeiros saindo
da casa de festas
na noite dos nossos
destinos porque
o amor está escrito
nos nossos caminhos.
Quando os homens
do arco acenderem
as luminárias você
me reconhecerá fácil
e feliz entre as damas.
Não tenho dúvidas
que te reconhecerei
ainda muito melhor
no meio dos nossos
amigos e galãs eleitos.
Na Entrada ou Cavalinho
o teu olhar de carinho
me segue sem desviar
sem titubear do caminho.
Na Primeira e Segunda,
o teu olhar me revista
inteira mesmo como
de fantasia ali na rua
frente não estivesse;
Para nos seguir nesta
Dança dos Mascarados,
Três homens formam
a baliza e assim se espalha.
A Trança Fitas nas nossas
mãos se desenrola,
por um momento sinto
a quentura da sua
mão roçando na minha,
o desejo e toda a poesia.
Entres as passagens
da Joaquina para a Arpejada,
É na Caradura que
aumenta a insinuação.
No Maxixe de Humberto,
flutuando de Carango
e juntinhos no Lundu,
Sentimos o perfume
do amor nos inundando.
Na Dança do Vilão
percebi o seu cuidado
comigo na medida
da potência do seu coração;
Vamos de Retirada
se despedindo da festa,
porque daqui para frente
só o amor é o quê interessa.
Com a garrafa equilibrando
na cabeça lembrando
da garrafa de canjinjim
do passado que um dia
nunca mais se repita,
Fui dançar com as moças
da cidade a Dança do Chorado,
Você passou na minha frente
distraído e permaneci
com o coração calado,
Porque quando você
passar de novo e estivermos lado
você não vai responder por você,
eu não vou responder mim
e vamos responder por nós
dois aos beijos mais apaixonados.
Há quem não acredite
que Curupira vive,
O cabelo tem cor
de semente de Pau Brasil,
Os pés são virados
para trás e o andar
é ágil como você nunca viu
Curupira só vem para
quem o chama para
ser libertado do perigo,
Ele também costuma
pregar peças quando
cruza no caminho
com quem não presta.
O mal que a pessoa faz
as florestas, aos bichos
e aos povos originários
na hora recebe resposta
mesmo que não perceba
aconteça o quê aconteça.
Quando a resposta
não chega na hora,
Cedo ou na tarde,
um dia resposta chega,
mesmo que você não
perceba ela está ali
debaixo do seu nariz
Saiba que a ira de Curupira
arde, sempre irá atrás
e nunca deixará que
fez mal sem resposta,
mesmo que ninguém creia,
pode ter toda a certeza!
(Da ira de Curupira não existe
quem tenha conseguido
escapar nesta e na outra vida).
A empatia real é exercida dentro de casa e também além fronteiras.
Quem atropela os direitos do outro não merece nenhuma coroa de louros.
A Crimeia é a Pátria
sagrada dos tártaros,
que por fraternidade
histórica e territorial
pertence a Ucrânia,
A Crimeia tem a sua
própria Cultura,
a sua Língua eReligião,
A Independência
Nacional da Crimeia
também é reconhecida
sob o conhecido guião
do artigo 4° da Constituição,
e tem gente que finge que não vê:
"A prevalência do direitos humanos,
a autodeterminação dos povos,
a não-intervenção,
a igualdade entre os Estados,
a defesa da paz
e a solução pacífica dos conflitos",
e mais tantas outras coisas
que deveriam fazer a diferença.
O quê nos colocava no topo do mundo
e nós concedia grande pendor
foram deixados para trás
porque o quê tem valido é tudo
aquilo que derrete o cérebro, envenena a língua e para o teclado
ultimamente tem escorrido;
Só sei que até o passaporte
para o absurdo tem sido o imperativo,
e se ali não for aceito a prisão
é destino certo e dê graças
a Deus por ainda não ter morrido.
[Longe de mim fazer discurso de ódio,
a guerra e a ocupação colonial
proporcionam tudo isso,
intoxicam até quem não
tem nada a ver com o ocorrido,
e eu não calo o quê deve ser dito].
Kyi, Schek, Horyv
e Lybid ainda pedem
que as crianças
sejam devolvidas
pelo maldito.
Só sei que
o Barão de Rio Branco
no túmulo
ainda está chorando.
As crianças estão
na minha frente:
uma vestida anjo,
uma vestida de soldado
uma vestida de cossaco
e a menina com um vestido
bordado tradicional
e uma coroa de flores.
Só sei que
o Barão de Rio Branco
no túmulo
está se revirando.
Quando a vergonha
é imensa nada
não adianta lamentar,
Da minha parte
tenho neste poemário
a cabeça erguida.
Só sei que
o Barão de Rio Branco
no túmulo
ainda agoniza.
Nas mãos hipnóticas
gira o laço durante
a Dança dos Vaqueiros
de Marajó amada,
No fundo este laço
gira para me fazer
a sua dileta capturada,
Para subir ao altar sei
que sou a candidata,
Não precisa falar nada
porque estão todos vendo
que está escrito na sua cara.
Os governos governam mais ou menos com base nos medos que desenvolvemos em nosso próprio círculo social. Os governos para permanecer jogam com a coragem e o medo do povo, por isso a boa convivência entre nós deve ser maior que qualquer Governo.
Toca o Sino da Igreja Matriz
São Francisco de Assis
rompendo com o silêncio
desta manhãzinha fria
daqui da cidade de Rodeio,
o amor para toda a vida
por aqui ainda não veio.
O galo canta a terça-feira
e como poetisa deste
Vale Europeu Catarinense
poesia tenho sempre feito.
Morar em Rodeio é motivo
de orgulho que neste
poemário tenho o feito.
Pedir a Tupã um amor
de Ipojucã e Jandira
não é pedir demais,
e também não é poesia;
não tenho dúvidas
que é o maior voto
de rebeldia nestes dias.
É sonhar a eternidade
refletida quando eu
encontrar o espelho
d'água dos seus olhos
e neles mergulhar
com os meus sonhos.
É viver obstinadamente
como quem mergulha
na Cachoeira Amorosa
de uma vida inteira:
a entrega perfeita.
Enquanto a música tocava,
eu dançava a Chula Marajoara
com as moças da cidade,
o meu coração você encantava
com a sua flauta mágica,
o amor sublime nos guiava,
o seu olhar tonto e fixo
no rodopiar da minha saia
escrevia o destino que nenhum
dos dois imaginava que
a intuição com o teu primeiro
sopro doce me antecipou.
Existem assuntos que prefiro não criticar não por medo ou qualquer outro sentimento, e sim por desprezo mesmo; a vergonha que a pessoa está passando por si mesma cumpre toda a função que às vezes criticar pode atrapalhar e quero que ela passe mais vergonha ainda.
Celebrando a Dança dos Engenhos,
dançando a Dança do Bangüê
festejo os teus doces trejeitos.
Vamos dançando até o chão
um seduzindo o outro,
estamos presos pelo coração.
No final de tudo como já
sabíamos sempre foi eu e você
dançando a Dança do Bangüê.
Com todas as tuas manias,
eu te louvando com olhar
e foi te cobrindo de poesias
que você passou a me amar.
No ritmo da vida e dos engenhos
não há como contestar,
tu és a minha música favorita
que eu escolhi dançar.
Morro Grande Poético
Morro Grande poético
do Extremo Sul
da nossa Santa Catarina,
Por ti morro de amores
e morro de orgulho,
Nos teus rios com
piscinas naturais
de águas cristalinas
tenho mergulhado
em busca de mim
e levado à tona
todos os dias
um novo tesouro.
Morro Grande poético,
digo sempre sim
a esta terra aos rios
que nascem amorosos
na serra escrevendo poemas
desde as encostas
nos cânions altivos,
alegres vales,
nas grotas misteriosas
e que deu assim origem
as cachoeiras de amor
da minha eternidade.
Meu Morro Grande poético,
é na Cachoeira do Bizungo
que me aprofundo,
e na Cachoeira Queda do Risco
me abraço com o destino;
Na Cachoeira do Rio Pilão,
tomo banho de magia
para encantar teu coração,
e na Cachoeira da Pedra Branca,
peço para não perder o essencial
e tudo aquilo que a alma não cansa.
Meu Morro Grande poético,
é na Cachoeira Toca do Tatu
que tenho o meu esconderijo,
e Cachoeira do Arco-Íris
busco sempre o caminho
que me leve a outro melhor
que te coloque no meu amor,
e nas Quedas do Rio Saltinho
agradeço o Criador por ter
feito esta cidade o meu pendor.
Morando aqui em Rodeio
Poetisa do Vale Europeu,
trocando o meu peito
amorosamente pelo seu.
Vou capturando nas flores
inspiradoras do tempo
a profética e a poética.
Morando aqui em Rodeio
neste verdejante Vale
com gratificante liberdade.
Em plena segunda-feira
que me leva para tomar
café e me ergue com toda
e gentil necessária coragem.
Daqui do Vale Europeu
a poetisa de sempre sou eu,
O meu amor é só seu,
e o seu coração é todo meu.
O Saci é meu amigo
e como reconhecido
Guardião da Floresta,
nós dois temos
um pacto antigo,
Comigo ele também
anda sem que por
você seja percebido.
