Coleção pessoal de Amontesfnunes

461 - 480 do total de 876 pensamentos na coleção de Amontesfnunes

NÉGO

Nego, nego... Porque não?!
Nego porque sou negro
... Assim como tição
Chamam-me de preto, como negro...
Sou rei da classe pobre,
herdei as dividas da cruz e as mazelas
da escravidão.

Nego, nego mas não me entrego
... Fui chicoteado, acorrentado,
esquecido no mourão, por isso nego...
Mas, tanto faz...
Nunca respeitaram o meu ego.

Por outro lado... Aonde me apego?
sou desgraçadamente banalizado, pelo seu ego
E o impostamento da minha desgraça
serve para a sua distração!

O que sobra para mim, são dores e lagrimas
subjugadas ao nó is da sua imposição...
Por isso, eu nego...
Nego as facetas do cão.

Antonio Montes

PSIU! MEU CORAÇÃO

Cala-te o meu coração
não chore pelo presente ausente
enquanto o futuro nos espera
e nos faça menos inocentes
Não clame por alvoroço
deixe-me quieto em minha solidão
pois com ela poderei sonhar
e dar asas as fantasia de minha paixão.
Cale-te o meu coração
escute ao menos o silencio
a sua clamura me faz cego
e todo o clima fica propenso
Deixe um pouco dessa lagrima
para que venha derramar-se amanhã
assim meus olhos não secarão
e eu posso sorrir sobre o divã.

Cale-te o meu coração
para que eu possa entender
se a razão desse seu clamor
é a esperança para o meu viver
Não deturpe as imagens
gravadas na minha mente
arriba, arriba esse teu astral
deixe de ser tão inocente.

Antonio Montes

TRANSITO

Enquanto viajamos lado a lado
sobre a cadeira d'aquele translado...
Eu senti você, debruçar no meu coração.

Sonhei voando, voando contigo
sobre as asas aladas desse amor
onde flutuávamos o ápice da paixão.

Vagamos acima das nuvens
nivelando os nossos sentimentos
nos cristais do espaço estrelar.

Flutuei nos braços d'aquele amor
aonde fixei meus planos de futuro
e viajei sob os delírios desse amar.

Antonio Montes

DESATINO

Esses gritos em desatino
horroriza o meu silencio
estraçalha meus timbres
como se fosse granizo
de pedras ou de papiro
demolindo-me por dentro
sacudindo os meus ouvidos.

Esses proscritos gritos,
no meu intimo, eu estico
não suporto ver engolido
esses meus frágeis ouvidos
com esses momentos de intrico
por gritos críticos atípicos.

Esses gritos sem tino
Adentram nos meus tímpanos
não duvido do meu digo
gritos são pétalas a mais
intuito de enguiço
ouça um grito, o que é isso?!

Um grito na estação
foi do apito do guarda
o trem gritará pelos trilhos
na hora certa se afasta
pra não causar descarrilo.

O que foi aquilo na noite...
Na sombra d'aquela rua
o urro do lobo na pedra
o risco no pio da coruja
os olhos e o meda se ajuda
no escuro... Deus me acuda!

No grito do desespero
a bomba matando irmãos
misera pelo mundo inteiro
ato estranho das nações...
Abandono da devoção.

O grito calado da noite
pelo amor que o tempo partiu
a alma brada o açoite
o peito, seu ato de foice
no silencio, ninguém viu,

Antonio Montes

WHATSAPP DO MAL

Menina pequena, ainda boneca
fizeram peteca da sua teclas...
Desrespeitaram sua ingenuidade
e no estrondo do seu degredo
saciaram-se com seu intimo
com a sua infância e seu medo...
Encheram suas esperanças, de enredo
embrenhando, seus segredos.

Diante da atrocidade...
As lagrimas da sua inocência,
tornaram sangue...
E a menina atravessa avessa
ao pesadelo, no qual, lhe roubaram o sorriso
... A esperança de um mundo inteiro
Tão jovem, agora desenxabida
desmorona em seu existir,...
Com a marca da barbárie
diante da saga d'essa sociedade
menina bulida, agora é parte da demagogia
tornou-se pagina atrevida, lida por todos,
no intimo do seu silencio, tão triste...
Não mais existe.

Agora sua felicidade é sombra
chora as horas de uma vida penosa
relembrando d''aquela hora em que
o mundo te olha como se você fosse
objeto descartável.

Menina, pequena inocente,
matéria orgânica, pedaço de gente,
querendo ser princesa
Seus sonhos de fraqueza acabaram...

Os dementes nem sempre sofrem punição
se leis fossem feitas, por gente...
os sangue sugas, não seriam agentes do cão...
Mas como punir com veemência tais crimes,
se os vinks gings das falcatruas...
são os chefes da nação.

De forma direta ou incerta
os bárbaros da política partidária
são os bárbaros dos bárbaros da população...
e a menina pequena toda cheia de vida
Indefesa, torna-se maldita diante desse carnaval
o qual te obriga e configura-te ao whatsapp do mal.

Quantas meninas de rua
em pontos de caminhão
arrancam-lhes as pétalas
da flor e da cor... Da vida querida
Florida em seu meigo coração.

Antonio Montes

MODERNIDADE DE HOJE

Já que terceirizaram o meu trabalho...
Terceirize, minha crise, minha fome
o desando e desvio do congresso
terceirize também para mim...
O descarrilamento desse bonde
e esse imposto que me consome.

Terceirize minhas dividas
a fila da minha doença
os exames do INSS
a espera do INPS...
O desacreditar da política
a diversidade das crenças.

Terceirize o parlamento
a ética que lá não existe
o desvio dos impostos
nos trazendo tanta crise,
terceirize esse mal gosto
a crise de leste e sul...
Do oeste e do norte
Terceirize o golpe da foice
o suspiro da minha morte.

Antonio Montes

AMOR SUJO

No fundo do meu mundo
eu não queria ter-te tido
agora descobrimos juntos
que nossa pauta é de fel
e nosso momento é bandido.

Se perto corremos risco
com palavras de fulgor
estamos perto de um cisco
fagulha nos olhos do tempo
lagrimas no olho do amor.

Uma palavra a explosão
nada mais que isso basta
quase saímos nas mãos
pelo espeto do jardim
e com mímica do tapa.

Essa desconfiança nossa
confiscou meu coração
temos, relâmpagos trovão
uma cisma de mentira
uma bomba de explosão.

Um tempo éramos peixe
nadando n'um lindo aquário
em meio de tanto queixe
viramos um jogo sujo
no carteado de baralho.

Estamos vivendo restos
em um ar todo macabro
deixa, disso, deixa disso
em fim, o fim ta marcado
esse amor, já é um lixo
fedendo para todo lado.

Antonio Montes 08/04/17

PORQUE NÃO

Porque não, porque não
... Porque não, janela,
fresta visão, tiro suspense
prata da lua, passos na rua
uivado do cão.

Porque não, porque não
... Porque não, samba no pé
roda ciranda, passos na tua
carreira na calçada,
sombras da bruma, saia rodada.

Porque não... Caminhos finos
desatino de seus tino
nos ouvidos nos seus timbres
os rumos da grande estrada
negocio em faro fino...

Porque não, porque não,
... Porque não seu Adão...
Tradição feito por ela
o neto da sua costela
arandela da grande área
os crimes da candelária...
O imposto posto, o não quis
os desvio dos seus grilos
seguindo para outro país.

Porque não, porque não
... Porque não, seu João,
o banho do seu batismo
dizimo disso adquirido
condenação dos seus queridos
o lavado de duas mãos...
Porque não, porque, não...

Antonio Montes

LINHAS E LINHAS

Esse sentimento tênue.
assim como a linha da vida
essa vida pra valer...
Pela escada condenada
e na linha de escrever.

Essa linha toda fina
que desatou da minha roupa
essa roupa feita de linha
pela sala, pela cozinha
até na colher de sopa.

E essa linha do meu linho
do vestido e do meu terno
da pipa atiçada ao vento
a linha do meu silencio
despertada por um berro.

Linha de ferro e aérea
linhas traçadas em bilro
linha da vida e do morte
linha do sul e norte
linha disso ou daquilo.

E essa linha telefônica
que leva os recados meus
linha da encruzilhada
para o cão ou para Deus
linha dos evangelista
que um dia foram ateus.

Linha d'aquela toalha
que enxugou o rosto do home
do pano que cobriu o pão
do gasto que te consome
linha que pescou o peixe
do ficar e não me deixe
e do rasgo do lobisomem.

Linha da seca e da chuva
que caiu lá no agreste
das divisas e ignorâncias
daquele cabra da peste
linha da noite e do dia
linha da dona Maria
a rendera do nordeste.

Tantas linha que alinha
ate os meridiano
linha dos sonhos e planos
linha que desalinha
pelas mentiras do fulano.

Antonio Montes

FEIRA SEXTA

Sexta feira de zoeira,
lá na feira...
Muita pêra p'ra vender...

Carmim, amarela laranjada
suco doce de goiaba
e olhe, o olho de dendê.

A feirante com berrante
palavras voam em instante
mesmo sem saber do que.

E o menino triunfante
pelo seu primeiro instante
na estante foi tecer.

Sexta feira, lá na feira
gaita violão e peixeira
e muito p'ra acontecer.

Despedida de uma vida
terceirizada, sem pra que
manobra toda enxerida
feita apenas por você.

Terceiriza morte e vida
divida fome e o morrer
terceiriza a partida
lagrimas antes do escorrer.

Lá na feira terceiriza
palavras caladas que fala
a fala que não avisa
a firma que terceiriza,

Antonio Montes

QUASE QUASE

Tão perto do morro
tão perto da lua
o urro do lobo
os passos na rua.

A cara pintada
o passo a mímica
fictício a risada
truque d'essa vida.

A bola no campo
a água a cacimba
o pote o quebranto
o peso da moringa.

O vulto da noite
enchendo de pinta
o amor e o açoite
a moeda tilinta.

Antonio Montes

PASSOS E GROSA

Passos, passadas
noite escura...
Música de lambada, tons
na sombra frágil figura
atrás da lâmpada de neon.

Medo, medão coração
trema, tema no espaço
compasso marca no aço
DÓ, RÉ, MÍ, SOL, LÁ, SI, FÁ
pelo norte e sul do salão
marca tempo o batucar.

Ginga na mímica a imagem
refletida na bolha, de sabão
ponteio de dedos coragem
pela calçadas a visagem
treme de medo a paixão.

Choro segredo, lagrima
aperto corpo frenesi
couro, morro, labaredas
socorro! socorro! Não...
Não é p'ra ti, nem para mim.

Antonio Montes

O VENDE VENDE

Não cansas-te de fazer divisões no mundo,
dividindo-o em, cercas, muros e muralhas
Quantas vezes com suas desculpas
dividisse o amor...
Quantas vezes, usando o nome do amor, fizeste guerras para galgar a paz...
Até, tentou dividir o redentor....

Agora, depois de tanto... Tanto tempo!
Dividiu o espaços no ar, em linhas e coordenadas
mapearam tudo, só para poder, melhor guerrear.

Já mapeou as estrelas, e também as águas dos
oceanos... Já vendeu torrão no céu, vendeu,
cadeira ao lado de Deus...
Já jogou veneno no mundo
só para aniquilar os irmãos seus.

Atualmente, estão tentando mapear
as terra do paraíso, ate andaram vendendo
pedaços lá do alto!
Não, não... Não encha o céu de divisa,
não coloque muros nas alturas, pois ainda
não fizeram moedas que lá possa comprar.

Eu sei, eu sei... Existe gambelação, e vendem por
ai, entradas na céu, mas isso não passa de:
cega ganância e exploração.

Antonio Montes

MENINO MENINO

O menino com fadiga
na hora tardia
foi a cacimba
passos cansado
momentos amarrados
quebrou a moringa.

Cacos despencou
água se foi
o pote secou
não tem mugunzá
tapioca xerem
batata pra assar
não tem, não tem.

A chaleira de ferro
no fogo vermelhou
galho da laranjeira
a fogo - pagou.

Menino, amarelinho
batendo peteca
pula corda cedinho
com pano boneca.

É arvore sem água
é nuvem de sombra
é conto de fada
na festa de arromba.

Cadê o menino
sem tino, sem pino
não busca mas água
mas colhe desatino.

Tem lei que proteja
p'ra não trabalhar
mas o crime anseia
sem lei pra acabar.

E os olhos inocente
te vê na TV
menino pequeno
sabe mais que você.

A TV te mostrou
tudo que há
a escola te ensina
o tal B-A-BA.

É a pata que nada
o coelho da páscoa
a magia da fada
ABC que lasca.

Professor, professor
olhe, preste atenção
não vê que o menino
tem televisão.

Big brother, novela
tudo ensina amar
o dinheiro comanda
o mundo de cá.

Professor, professor
tome tento no ar
cuidado o menino
ele vai te ensinar.

Antonio Montes

TÃO SILÊNCIO

De repente... Silenciou
mas um silencio, tão silêncio!
Que chegava ser intenso
o bradar d'aquele silêncio.

Um silêncio d'aqueles que...
O ar, deixou de fazer zoada
e nada, nem ninguém
ouvia nada.

Antonio Montes

BI-TREM DE POEMAS

Quantos poetas...
Quantos poemas?!
Poetas lendo poetas
poemas que ninguém vê
poesias estão sem tema
hoje, ninguém mais que ler.

E o peso de uma pena!
Ai, que pena, ai... Que pena...
Poema agora sem treinar
navega por alem mar
entre hiatos e novena.

O arco-íres, agora sem cor
o céu esta sem diadema
estrofes estão incolor
nesse bi-trem de poemas.

Antonio Montes

VERDE ESMERALDA

Seus olhos são...
Duas esmeraldas de verde encanto
que com seu fitar me encanta,
és dona desse atirado fado
e desse meu escorrido pranto.

Me perdi no seu olhar
essas minas que me fascina
cintilando o meu amar
estonteando a minha rima.

Antonio Montes

O ÁLBUM

No álbum da minha saudade
você estava lá...
Toda linda em sua foto
troce-me lembranças d'aquele amar.

Do tempo que registrou-se
... Fiel no meu coração
do sorriso que apagou-se
no dia que me disse, não.

Hoje, o álbum me leva
nas recordações do passado
flechando-me como se fosse fera
no amor inconformado.

Antonio Montes

CALAR DE AMOR

Beija-me, como beija um beija-flor...
Esse néctar, esse aroma florido
esse doce, do doce amor.

E como uma flor de rosa
abrocharei, a prosa da alegria
nesse momento de esplendor.

E no aroma desse dia
flutuarei com meu sentimentos
sobre o céu da nostalgia.

Beija-me como beija um beija-flor
no calor desses lábios fartos
que por ti, cala de amor.

Antonio Montes

SEU SUMIÇO

Eu estava inteiro
quando você partiu...

Me partiu a sua ausência!
separando-me ao meio
me dividiu em pedaços
e acabou com meu inteiro.

Hoje...
Eu tento ajuntar meus cacos
Mas depois que você sumiu...
eu me caço, mas não me acho.

As vezes, te encontro no sonho
e n'aquele sonho de encanto
cai as lagrimas do meu pranto
só porque... Te amo tanto.

Antonio Montes