Coleção pessoal de alex_matth

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Quando Acaba o Amor?


Quando acaba o amor? Não adianta entender o final de um relacionamento buscando a razão, os possíveis motivos. Quando o amor acaba, qualquer desculpa serve.
Quando o amor acaba, o outro vive, porém, é como se não existisse mais. Torna-se um morto-vivo, de quem se tem apenas uma breve lembrança de que algum dia já existiu.
Quando o amor acaba, o toque incomoda, a libido deixa de existir, os beijos se tornam selinhos, dormir juntos não faz mais parte do coexistir.
O amor acaba quando você deixa de ser engraçado, de ser importante e se torna uma pessoa unicamente útil para o outro.
Quando o amor acaba, você começa a pensar no tempo, e em quanto tempo ainda tem. Pensar no tempo que passou e nas coisas que você poderia ter aproveitado: oportunidades, momentos, lugares...
Quando o amor acaba, a indiferença representa a morte simbólica do outro.
E se existirem alguns problemas mal resolvidos, traumas de infância, abandono, rejeição, ansiedade, o sentimento de dor causado pelo fim será ampliado.
Quando o amor acaba, pode ser que ainda existam outros sentimentos como respeito, encanto e esperança. Porém, o que vai definir se ainda haverá a coexistência será a reciprocidade.
Talvez o amor acabe pela negligência e pela falta de cuidado com o outro. Há, no entanto, um paradoxo com a reciprocidade. Paradoxalmente, se a reciprocidade for o último sentimento a aparecer, muda tudo, porque virá na hora errada.
Virá na hora em que os selinhos deveriam se tornar beijos, e não serão. Na hora em que o toque deveria acalmar, e não acalmará. Na hora em que o cuidado com o outro deveria ser recíproco, e não será pelo fato de ser ignorado.
Se a reciprocidade vier no fim, você só vai retribuir o que recebe, e o fim se tornará uma questão de causa e efeito. Porque quando o amor acaba, tudo incomoda, e o incômodo será retribuído reciprocamente.
Quando o amor do outro por você acaba, será a hora de procurar salvar o amor que ainda resta por você mesmo.
A gente não deve, simbolicamente, morrer quando o amor do outro acaba.
"Embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive, já morreu..."

O "Acaso" e o "destino".


O acaso nos surpreende,
Espreita-nos invisivelmente
Nas entrelinhas da vida.
O tempo é o que menos se tem
Se a jornada é tão corrida...
Quando se vê, o tempo já passou,
E não fizemos nada
Além de esperar pelo fado.


Costumo acreditar nas coisas
Com certo teor maniqueísta:
Na dicotomia entre bem e mal,
No que o acaso pode me trazer.
Mas, entre o bem e o mal,
Às vezes esqueço de lutar,
Deixando de duvidar do destino.


Não acredito em determinismo,
Acredito no condicionamento.
Se bem que a minha vida
Parece estar determinada ao acaso...


Contudo, o acaso só vira destino
Quando a gente se cala.
Seria um descaso com a existência
Duvidar da minha própria capacidade.


Se, por um momento, você duvidar,
Duvide da sua própria dúvida!
Certas ocasiões vão exigir
O máximo de mim e de você.
E o acaso deixará de ser senhor
No instante em que você,
Olhando firme em seus próprios olhos,
Mostrar a sua força.

Comunhão de bens com a solidão


Às vezes o isolamento é um alento
Para quem não quer alvoroço,
Para quem já está cheio de gente.
Se ser popular é sorrir para todo mundo,
Eu não quero ser notório.
Introspecção poderia ser o meu nome,
Eu não nasci com essa dádiva.


Busco refúgio no conhecimento.
A paciencia é o meu escudo
E a persistencia, a minha espada.


Por outro lado,
É cansativo viver no abandono.
Às vezes quero é ir para a casa grande...
Eu já sei falar, falar...


Mas falar com quem nesse isolamento?
A solidão algumas vezes só me fez mal.
Eu quero ser ouvido.
Eu já sei falar...


Mas a Solidão não quer mais me largar.
Já está cobrando comunhão de bens!
Se bem que eu não tenho nada...
Talvez eu até saia no lucro.
Para ela, eu me finjo de mudo.
Ela gosta de silêncio...
Logo agora,
Que eu já sei falar.


A Solidão é aquele tipo de pessoa
Que você leva para a cama,
E no outro dia ela já diz que a mãe quer te conhecer.
É muito delicada e astuta,
Não quer nada além de devoção.
Com ela só se fala em pensamento.
Ela gosta de silêncio.
Logo agora...


A Solidão é uma amante ciumenta,
Insana e louca,
Que roubou a minha voz.

O nascimento incontrolável do sentimento e a luta interna de quem tenta escondê-lo.


Não me assusta o que as pessoas
Convenientemente podem fazer.
Acreditar que não se ama sem querer
É subestimar a capacidade do amor,
É querer ditar como se amar.


Para o amor não existem regras.
Não importa quão boas
Sejam as intenções:
Mentiras, suspiros, omissões...
Quando penso que ninguém vê,
Vem o acaso e me expõe!


Atravessam minha porta como visões.
Sinto-me preso numa cadeia,
Morrendo com minhas paixões.
Pensando em alguém em segredo,
Eu tento esconder emoções.


O olhar e o corpo traem a mente.
É saudade atropelando a razão...

O Labirinto escuro de um amor descuidade


O amor morre uma vez,
Às vezes é assassinado,
Por vezes é sem aviso,
Por um alguém descuidado,
Que vai matando aos poucos,
Não mandando nem recado.


Com requintes de crueldade,
Sem dar chance de defesa.
Vai matando o afeto,
Destruindo a fortaleza,
Quem crê num final feliz,
No fim só colhe tristeza.


A gente perde o encanto,
Entende que o mundo não quer graça.
O amor que achei que salva,
É o mesmo que despedaça.
E a impotência domina,
Quando a rejeição nos abraça.


Não importa o quanto se ame,
Se o sentir é tão distinto.
Amar é penoso, é andar
Nesse escuro labirinto,
Como esperar que ela sinta,
Da mesma forma que sinto?


Sem abrigo que aqueça,
Diante da recusa crua,
A solidão toma conta,
A alma sangra e recua...
E vai mais um amor sincero,
Jogado no meio da rua.


Não importa qual a idade,
Tudo se torna em vileza,
O rosto que muito amava,
Agora traz estranheza...
Pra quem já sofreu em outrora,
Não foi nenhuma surpresa.

A gente sofre, mas não perde a ironia diante das pancadas da vida.

Arrancar o curativo da ilusão dói, mas a lucidez que fica por baixo não deixa de ser uma forma libertadora de enxergar a vida.

Quando aceitamos a indiferença do mundo, a dor da expectativa diminui, passamos a enxergar as coisas exatamente pelo que elas são, e não pelo que gostaríamos que fossem.