Coleção pessoal de AlessandroLoBianco

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Por isso, escutou novamente músicas marcantes. Leu textos que haviam dado novo sentido à sua vida. Saiu de casa, e embriagou-se com outros que, assim como ele, também brindavam àquela noite os melhores momentos proporcionados pela vida.

Eram quatro estrelas bem juntinhas que assistia da varanda. Observou que, durante longas noites, elas estavam sempre ali... Sentou-se na estante. Pensou que a vida passara veloz demais.

Na busca desesperada pelo sentimento, ele permaneceu imóvel, de coração aberto e não se preocupou. Afinal, ninguém poderia roubar um sentimento assim.

Foi então que, cercado, o pegaram e lhe abriram até as entranhas do coração, para que o sentimento mais profundo fosse encontrado. A única esperança era que este sentimento estivesse guardado dentro dele.

No vilarejo das intenções, o inesperado: ele não questiona a espera. Não questiona, por saber que um dia irá chegar. Ele está apenas na estrada. Outros também estão, mas não se dão conta. É a fase mágica da vida.

São momentos em que o tempo deixa de existir. São cotidianos atípicos. São frutas distribuídas gratuitamente em praças públicas

Acordou antes que fosse tarde demais. Nos locais onde se dizia estar seguro, apenas questionavam se valia à pena saber mais sobre o que já estava à venda.

No desenho, contornos que descem pela madrugada. Um rosto que somente acordava quando ele dormia.

Se pudesse estar ao seu lado, diria que a carregaria com ele. Mas, por não poder, fica apenas com o desenho nas mãos.

E quando pensa no tamanho deste sentimento, entende que, apesar da distância, sempre será possível mantê-lo unido, sob o mesmo teto.

Dedicou àquela mulher o poema, e todos os lugares por onde passou com ela em seus pensamentos. Lembrou-se apenas de um simples sorriso que, de alguma forma, o deixava vulnerável a toda e qualquer vontade que viesse daquele encantamento.

Ali, muitas coisas do mundo só poderiam ser vistas quando despertadas pelo próprio homem. E esta era uma tarefa feita somente através do som ou do toque da simplicidade. Somente assim, a riqueza continuaria perceptível para todos.

Ainda lembro-me dos momentos em que lá cheguei. Lembro-me de desembarcar naquela noite, sem saber o que me esperava. Do alto daquela pedra no píer, apenas a luz de uma fogueira naquela imensa extensão de areia.

Rodava ao ar livre um filme, cujo roteiro apresentava cenas reais da sua vida. Ficava claro no final daquele filme que, mesmo que não conseguisse o que tanto desejava, sentia-se satisfeito simplesmente por entender o propósito para aquele final.

E foram tantos esforços para manter o vaso intacto, que todas as tentativas para quebrá-lo foram ineficazes. Desconheceram que, mesmo sem defesa, a caneta e o papel continuavam sendo a melhor denúncia. A sutileza pela escolha de uma palavra ali, naquele papel, representaria muito mais que um milhão de outras palavras.

E era naquele último momento, quando passara o dia e terminava a noite, que o seu personagem estava inserido dentro daquela curta e doce trilha sonora, quando sonhos vibravam e a alma se fazia falar.

Mas a janela também se abria no sopro quente da noite abafada, quando o escuro era levemente banhado a energia estrelar, e sons de cigarra e ao cheiro de dama-da-noite... Ali, na proa da sua embarcação, ancorava toda noite ao abrir as janelas do quarto em que estava.

Naquele verão, ao ligar o ventilador, olhou o sol pela janela, enquanto as cortinas balançavam. Do céu da tarde, fez-se espontâneo a saudade... Tardes em que ficava no alto do telhado observando o brilho da cidade.

Os olhos... Lavavam-se em preocupações. Mas um ponto de luz não deixava de insistir, valendo-se da hora errada para aparecer. Entretanto, não dava mais para se esconder.
Esperou então, lúcido, pela hora de sair.

O pressentimento como campainha, mas com o som abafado. A ansiedade do jogo em um tabuleiro onde faltam peças. A censura esquecida, e uma liberdade ensinada. O espaço para o novo, onde o estranho é a descoberta.