Coisas que Voce Aprende depois dos 40

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Depois de se escrever um conto, deve-se cortar o início e o fim.

Anton Chekhov
BUNIN, Ivan. Memories and Portraits. Nova York: Doubleday & Company, Garden City, 1951.

Não adianta viver agindo com estupidez, grosseria, egoísmo e insensatez e depois querer vestir a roupa da pessoa injustiçada pela vida. Você colhe o que planta. Afasta todos de perto. E se não mudar, vai acabar completamente só!⁠

⁠Depois que me decepcionei com o meio termo. Eu passei a viver com a intensidade. Agora somos um só!

Eu sou o meu próprio céu. Fico nublado, chovo e depois brilho.

(...)⁠Minha alma agora está sorrindo ... Depois de tantas noites e dias de lutas, cansaços e agonias...minha alma finalmente irá descansar!... Não! Não chores mais! Sorrias! Sorrias! - Pois não te esqueças de que um dia nós iremos nos encontrar!!!

⁠Nenhum homem é o mesmo depois que Deus põe a mão nele.

⁠Parte que falta 2

Eu cheguei mas não entendi
não entendi oque era
E não fiquei feliz
Depois de um tempo percebi
E o que faltava era a minha emoção
Que estava faltando a um tempão e eu não percebi

⁠Tudo nessa vida passa, depois da tempestade o sol logo aparece.

"⁠comece o seu dia agindo com respeito em todas as situações.
Primeiro se respeite; depois respeite o outro. A seguir, lembre-se: a gente recebe do universo aquilo que a gente dá!"

⁠Na vida acho muito mais fácil suportar ser ferida, do que eu mesma ferir alguém...
Porque depois eu me arrependo e o remorso me corrói por dentro da alma
Eu acho muito mais fácil perdoar alguém pelos erros cometidos,do que eu mesma me perdoar
Apesar de saber que o arrependimento é a lição que já foi aprendida,mas mesmo assim fico decepcionada comigo mesma
Portanto...perdoe e perdoe -se,porque somos apenas aprendizes com o direto de errar, porém de nos consertar também.

Ivânia D.Farias

O que acontecer, aconteceu. E depois nós partimos.

Nada adianta magoar e logo depois se arrepender e pedir desculpas. É melhor pensar melhor antes de reagir impulsivamente.⁠

Morrer depois de cumprir um propósito é uma verdadeira alegria, não é?
(Retsu Unohana)

A realeza de Pelé

Depois do jogo América x Santos seria um crime não fazer de Pelé o meu personagem da semana. Grande figura que o meu confrade Laurence chama de ‘o Domingos da Guia do ataque’. Examino a ficha de Pelé e tomo um susto: – 17 anos! Há certas idades que são aberrantes, inverossímeis. Uma delas é a de Pelé. Eu, com mais de 40, custo a crer que alguém possa ter 17 anos, jamais. Pois bem: – verdadeiro garoto, o meu personagem anda em campo com uma dessas autoridades irresistíveis e fatais. Dir-se-ia um rei, não sei se Lear, se ‘Imperador Jones’, se etíope. Racialmente perfeito, do seu peito parecem pender mantos invisíveis. Em suma: – ponham-no em qualquer rancho e sua majestade dinástica há de ofuscar toda a corte em derredor.

O que nós chamamos de realeza é, acima de tudo, um estado de alma. E Pelé leva sobre os demais jogadores uma vantagem considerável: – a de se sentir rei, da cabeça aos pés.

Quando ele apanha a bola, e dribla um adversário é como quem enxota, quem escorraça um plebeu ignaro e piolhento. E o meu personagem tem uma tal sensação de superioridade que não faz cerimônia. Já lhe perguntaram: – ‘Quem é o maior meia do mundo?’. Ele respondeu com a ênfase das certezas eternas: – ‘Eu’. Insistiram: – ‘Qual é o maior ponta do mundo?’ E Pelé: – ‘Eu’. Em outro qualquer, esse desplante faria rir ou sorrir. Mas o fabuloso craque põe no que diz uma tal carga de convicção que ninguém reage e todos passam a admitir que ele seja, realmente, o maior de todas as posições. Nas pontas, nas meias e no centro, há de ser o mesmo, isto é, o incomparável Pelé.

Vejam o que ele fez, outro dia, no já referido América x Santos. Enfiou, e quase sempre pelo esforço pessoal, quatro gols em Pompéia. Sozinho, liquidou a partida, liquidou o América, monopolizou o placar.

Ao meu lado, um americano doente estrebuchava: – ‘Vá jogar bem assim no diabo que o carregue!’

De certa feita, foi, até, desmoralizante. Ainda no primeiro tempo, ele recebe o couro no meio do campo. Outro qualquer teria despachado. Pelé, não. Olha para frente e o caminho até o gol está entupido de adversários. Mas o homem resolve fazer tudo sozinho. Dribla o primeiro e o segundo. Vem-lhe, ao encalço, ferozmente, o terceiro, que Pelé corta, sensacionalmente. Numa palavra: – sem passar a ninguém e sem ajuda de ninguém ele promoveu a destruição minuciosa e sádica da defesa rubra. Até que chegou um momento em que não havia mais ninguém para brilhar. Não existia uma defesa. Ou por outra: – a defesa estava indefesa. E, então, livre na área inimiga, Pelé achou que era demais driblar Pompéia e encaçapou de maneira genial e inapelável.

Ora, para fazer um gol assim não basta apenas o simples e puro futebol. É preciso algo mais, ou seja, essa plenitude de confiança, de certeza, de otimismo que faz de Pelé o craque imbatível.

Quero crer que a sua maior virtude seja, justamente, a imodéstia absoluta. Põe-se por cima de tudo e de todos. E acaba intimidando a própria bola, que vem aos seus pés numa lambida docilidade de cadelinha.

Hoje, até uma cambaxirra sabe que Pelé é imprescindível na formação de qualquer escrete.

Na Suécia, ele não tremerá de ninguém. Há de olhar os húngaros, os ingleses, os russos de alto a baixo. Não se inferiorizará diante de ninguém. E é dessa atitude viril e, mesmo, insolente de que precisamos. Sim, amigos: – aposto minha cabeça como Pelé vai achar todos os nossos adversários uns pernas-de-pau.

Por que perdemos, na Suíça, para a Hungria? Examinem a fotografia de um e outro times entrando em campo. Enquanto os húngaros erguem o rosto, olham duro, empinam o peito, nós baixamos a cabeça e quase babamos de humildade. Esse flagrante, por si só, antecipa e elucida a derrota. Com Pelé no time, e outros como ele, ninguém irá para a Suécia com a alma dos vira-latas. Os outros é que tremerão diante de nós.

Nelson Rodrigues
A pátria de chuteiras. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2013.

Nota: Crônica publicada na revista “Manchete Esportiva”, em 8 março de 1958.

...Mais

⁠Às vezes é necessário criar a sua realidade para só depois poder viver nela.

⁠Depois do acontecido a máscara quebra colar não volta ao que era antes, recomeçar pode deixar cicatrizes no entanto é o melhor a fazer um novo começo.

⁠”Ninguém merece abraçar um amor para depois ir morrendo sufocado.”

⁠Tenho medo de não sentir nada depois de dar tanto amor.

⁠Hoje eu consigo juntar todos os meus cacos. Depois de juntar refaço o vaso, e quem quebrou jamais tocará nele novamente.

Agradecer o que vem depois da tempestade é saber apreciar o aprendizado dentro das adversidades.