Coisas que Voce Aprende depois dos 40

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Do que tens pouca carne e não saber-te comê-la?

Um ponto ganho é um ponto perdido.

O 0 está mais próximo de 2 do que o 3.

Não adianta celebrar com festas aquilo que foi dado a sangue

Não adianta sentir calafrios se sua carne quer o prazer

Queria dizer com os dentes aquilo que consegui com as mãos

O ano se despede em silêncio,
mas dentro de mim ecoa a certeza...
cada fim é apenas um convite
para o infinito dos começos.

Quem só soma problema não entra na equação.

Quando se tem grande dor psicológica, a dor física não passar a ser nada além de uma anestesia caseira

A verdade é terra sem caminhos, a conspiração é um mapa detalhado de um território que nunca existiu.

A conspiração é a religião dos que perderam a fé nos homens, mas mantêm uma fé cega na maldade organizada.

as vezes , a alma precisa atravessar o próprio inverno para descobrir que carrega em seu âmago , um sol que jamais se apaga; você não é apenas o sobrevivente das tempestades , mas a própria prova de que a luz mais bonita nasce da resistência entre a fenda e o abismo .


Márcio José ⁠

De que serve a minha poesia
se a sua boca não me diz,
se o silêncio faz sangria
no que eu quiz fazer feliz
de que serve o verso escrito
com o peso da intenção
se o meu grito mais bonito
não alcança o seu perdão .
pois a rima se esvazia
e o papel vira desterro
de que serve minha poesia
se seu beijo é o meu erro.⁠

De que serve a minha poesia
se a sua boca não me dá
o destino , atravessia,
o destino de eu estar


guardo versos na lapela
metáforas ao relento
mais a rima mais singela
morre aondabor do vento


pois , se o lábio não confirma
o que a alma já escreveu
toda estrofes se desmancha
entre o seu mundo e o meu .

A falta do ódio é o meu maior manifesto de superioridade emocional: eu sou feito do que eu cultivo, não do que me feriu.⁠

O ódio é um vínculo, e eu escolhi ser livre. Se a sombra da ⁠sua maldade não conseguiu apagar a minha luz, é porque a minha essência é governada pelo que carrego no peito, e não pelo que recebo de suas mãos.

Às vezes, a vida entrega seus maiores segredos para quem tem a capacidade de olhar para onde ninguém está olhando.

Há um silêncio sagrado no ato de repartir o pão, um mistério ⁠que só se completa quando duas mãos se tocam sem o ruído do mundo, no entanto quando a lente se atravessa entre o doador e o faminto, a caridade corre o risco de virar teatro.

O corpo agora é apenas a moldura de uma tela , fomos colonizados pelo ruído e hoje assistimos a nossa própria vida como quem olha através de um vidro sujo.⁠

A vida virou um rastro de dados, e o corpo , um endereço onde não mora mais ninguem : fomos despejados de nós mesmos pelo ruído do mundo que acabe na palma da mão.⁠