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Coisas Lindas

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Estou tão cansada de estar aqui, tentando viver um dia de cada vez, tentando esquecer as coisas, querendo uma coisa que está parecendo cada vez mais complicado de se conseguir. E parece que o meu medo de tomar alguma atitude sobre essas coisas, me corroe por dentro e me impede de agir, de colocar tudo a perder. Isso me confunde a cada momento.

Quando uma pessoa fica longe muito tempo, você começa a guardar na memória todas as coisas que quer contar. Tenta manter tudo organizado na cabeça. Mas é como tentar segurar um punhado de areia: os grãos mais finos escapam da mão, e, de repente, você só está segurando ar e grita. É por isso que não se pode tentar guardar tudo assim.

Coisas grandes e pequenas não seguem as mesmas leis. Talvez nada possa mudar em larga escala… Mas em pequena. Nós mudamos um grão de areia. E, com ele, o mundo inteiro.

Fiz as coisas mais perigosas que podia quando disse: Eu te amo. E valeu a pena.

A tarefa do teólogo: Estudar Deus e sua revelação e,
em seguida, todas as demais coisas "à luz de Deus"
(sub ratione Dei), pois Ele é o princípio
e fim de tudo.

São Tomás de Aquino

Nota: Suma Teológica

Ah! Como as entrelinhas são importantes! É nelas que estão escritas as coisas que só a alma pode entender.

Há algumas coisas que não se pode aprender rapidamente, e o tempo, que é só o de que dispomos, cobra um preço alto pela aquisição delas. São as coisas mais simples do mundo, e porque leva a vida inteira de um homem para conhecê-las, a pequena novidade que cada homem extrai da vida custa muito caro e é a única herança que ele poderá deixar. (Morte ao Entardecer)

Quem um dia irar dizer que não existe razão nas coisas feitas pelo coração?

Só porque uma garota bonita gosta das mesmas coisas bizarras que você, isso não a torna sua alma gêmea.

Pensei em fazer um pedido, era meu aniversário. Mas não tinha nada para pedir. As coisas vivas, pensei, as coisas vivas não precisam pedir.

"É, pois é. Eu fiz sim coisas horríveis para sobreviver, mas diferente de você, pobre e delicada Elena, eu não desliguei, eu dou conta! E você não duraria um dia como vampira sem todo mundo paparicando você. Mas eu adoraria ver você tentar..." ⁠

Muitas vezes coisas boas não são ditas por ter medo de falar, e o que devemos aprender é que devemos apreciar as pessoas enquanto ainda vivem.

As coisas não são do jeito que eram antes. Você nem ao menos me reconheceria mais.

Os seres humanos têm um talento especial para escolher precisamente as coisas que são piores para eles.

Na retrospectiva as coisas sempre parecem óbvias. É fácil descobrir o que você deveria ter feito quando repassa o ocorrido. Você enxerga seus erros. Você sabe como iria corrigi-los. Mas é essa a questão, não é mesmo?

Existem um monte de pequenas razões para as grandes coisas acontecerem em nossas vidas

O destino é como um estranho e impopular restaurantes, cheio de garçons esquisitos trazendo coisas que você nunca pediu e de que nem sempre gosta.

Crimes Morais

Alguém entra na sua casa, rouba suas coisas, agride você. Esse alguém cometeu, de uma só vez, vários crimes. Previstos em vários artigos da Constituição. Alguém entra na sua vida, rouba seu tempo, destrói sua confiança, agride sua auto-estima, estilhaça o pouco que resta da sua confiança no amor. E sai ileso. Mas não seria esse o pior crime que alguém pode cometer contra outra pessoa? Agressão só é penalizada quando alguém encosta a mão em alguém? Como se pune quem causa uma ferida que não está exposta?

Acredito que tomar uma surra de um boxeador deve doer menos do que ser traído. A dor física passa em algumas horas ou, em casos mais graves, alguns dias. Pra dor física, existe remédio. Pras feridas, existe curativo. Mas quem cura a dor de um coração destruído? Como se cura a dor de uma confiança perdida? O que fazer com as feridas cravadas na alma de alguém que sai na rua descrente do mundo? Como penalizar o agressor que, sem usar mãos, armas ou objetos cortantes e pontiagudos, causou ferimentos graves em alguém? Por que ninguém previu isso na lei?

As pessoas lotam os consultórios psiquiátricos, se entorpecem de remédio pra ansiedade, remédio pra depressão, remédio pra pressão, remédio pra dormir, remédio pra acordar. Remédio pra viver. Pra fazer viver quem quer morrer. Remédio pro irremediável. Pra dor que não passa. Pra ferida que ninguém vê. Vãs tentativas de resolver o caos interno. As pessoas tentam remediar uma dor que parece que nunca vai ter fim, um sofrimento que vem de dentro. Bem fundo. Tão fundo que nenhum remédio ou substância tóxica é capaz de alcançar.

Entendo perfeitamente crimes passionais. Entendo perfeitamente quando minha amiga diz que não consegue conversar mais com o ex-namorado porque ela tem vontade de bater nele. Entendo meu amigo que diz que preferia ver a namorada morta do que com outro. Sinceramente, entendo. Quando alguém te machuca, te decepciona, te magoa, a dor é tão grande que você quer agredir a pessoa de volta. Você se sente impotente. Enganado. Ferido. Frustrado. Dá vontade de matar. De morrer. De sumir. Seu mundo desaba bem na sua frente. Você sente que perdeu seu tempo, sua vida, sua auto-estima, suas forças. E qual a pena pro agressor nesse caso? Qual a pena pra alguém que entrou na sua vida, na sua casa, nos seus sonhos, nos seus planos e, num piscar de olhos, destruiu tudo como se tivesse esse direito?

O que sempre falo com meus amigos (como se conselho valesse de alguma coisa) é que vingança não é remédio. Nem fazer justiça com as próprias mãos. Acredito que o tempo se encarrega disso. Acredito que pessoas que usam da confiança e boa vontade das outras nunca vão se dar bem na vida. Ou não vão ser felizes. Ou nunca vão conseguir amar de verdade. Ou não mereciam a gente. Ou que a gente deve agradecer por ter se livrado de um encosto. Ou sei lá o que. Nunca fui boa conselheira. Talvez essas sejam as formas da vida punir quem brinca com o coração dos outros. Não sei mesmo. Em todo caso, deseje o mal de volta pra pessoa. Não por vingança. Só pra ver se ela é forte como você.

Brena Braz

Nota: Crônica publicada no blog oficial da autora em 30 de Janeiro de 2008.

Não dedique tanto tempo as coisas ruins de sua vida. Os melhores momentos vão exigir atenção para que não passe despercebido.

É que a vida tem um jeito estranho de dizer suas entrelinhas. Algumas coisas são ditas dentro das mesmas circunstâncias, entre os momentos que mudam e os fatos que se alteram, e tudo continua no mesmo lugar.

É que a vida tem um jeito estranho de revelar a realidade. Àquela que existe no intervalo entre o que se quer e o que se tem, mas quando se está nela, não é uma coisa nem outra, e sim um fragmento da ilusão.

É que a vida tem um jeito estranho de contar certas verdades. Algumas são contadas de um modo, ouvidas de outro e, ao final de tudo, não passam de invenção dos sentidos.

É que a vida tem um jeito estranho de apontar novos caminhos. Alguns têm atalhos que mudam a direção, se distanciam do ponto de partida, e voltam para o mesmo lugar.

É que a vida tem um jeito estranho de fazer perceber suas incertezas. Algumas vezes o presente é uma certeza absoluta, mas no intervalo entre o agora e o daqui a pouco, tudo muda, e a mesma certeza se transforma em um pequeno detalhe pertencente ao passado. E o amanhã nem chegou ainda…

É que a vida tem um jeito estranho de explicar os sentimentos. Muitas vezes os que ocupam os espaços de afeto do lado de dentro, não são os mesmos experimentados do lado de fora.

É que a vida tem um jeito estranho de fazer compreender o que é a felicidade. Alguns a perseguem durante uma vida inteira e não a encontram; outros sequer se preocupam com ela, e são em si a sua mais pura expressão.

É que a vida tem um jeito estranho de ensinar o significado de ausência. Como entendê-la se ao fechar os olhos vem logo ao encontro a presença?

É muito estranho esse jeito que a vida tem de dizer certas coisas…

Talvez, nesse jeito tão estranho de dizer, resida toda a sua poesia!