Clareza
No tempo, temos o passado, o presente e o futuro. O passado, por definição, é imutável; o futuro, imaginável, e o presente, realizável.
Como o passado é imutável, tudo o que aconteceu não poderá ser alterado.
Como o futuro ainda está por vir, ele somente é imaginável.
O presente, em especial, é o momento em que vivemos.
Como o pessimismo e o otimismo causam o realismo, como poderia o futuro e o passado causar o presente? Simples!
Tendo como base os erros do passado, toda a nossa história e feitos, fortificamos a nossa base no solo. Mas para construirmos o nosso prédio, precisamos da imaginação. E é aí que entra o futuro; onde tudo é possível.
Usamos as possibilidades, as inovações que terão no futuro para imaginarmos, criamos o nosso prédio. Para fazermos o nosso presente.
Se você não entendeu, leia abaixo:
Otimismo = Futuro
Realismo = Presente
Passado = Pessimismo
Como o realismo é nada mais que a união do pessimismo com o otimismo, basta juntarmos os feitos, a história, a imaginação do passado e do futuro para fazermos o que chamamos de Presente.
Um homem não precisa olhar para o natural para perceber o quão vasto é o universo; basta apenas olhar para dentro de si.
Deus existe? Vamos tirar isso a limpo! 2.0
Antes de tudo, o que é Deus? um conceito;
como tal, deve ser definido: primeiro motor.
Quais seriam as características de Deus?
Onipresença;
Onisciência,
Onipotência.
Definido o que é Deus e dado a ele características, vamos identificá-lo em nossa realidade:
Se Deus está em todo lugar, obviamente sabe tudo, e se sabe tudo, obviamente pode tudo. Então, o que é Deus? O que, em nossa existência, seria descrita perfeitamente pelas características dadas a Deus? A natureza.
Veja bem, o que existe além da natureza, sendo que a mesma é tudo que existe? Toda partícula, onda, foton, faz parte e compõe o que nós chamamos de natureza. Até mesmo os buracos negros (mesmo que não saibamos exatamente o que há em seu centro).
Energia não pode ser criada e nem destruída: a energia pode apenas transformar-se de um tipo a outro(s).
Outro ponto que vale uma ênfase: de onde veio a ideia de criação?
Nós não temos uma experiência concreta, nem qualquer tipo de conhecimento sobre a origem de qualquer coisa do 0, temos apenas experiências de transformações, términos e inícios de fases, ciclos. Não há e nem nunca houve uma experiência humana que justificasse e que desse valor a este questionamento.
Um conceito sem embasamento na existência, não pode ser usado para explicar a mesma.
Não se pode observar A, descrever-lhe, e achar que a mesma descrição será válida para B.
Inteligência é a capacidade que os seres vivos têm de perceber o meio em que estão inseridos, é a capacidade de observação.
Consciência é a soma de todos os processos cerebrais;
Personalidade é a forma como esses processos acontecem.
Não existem múltiplas inteligências, assim como definiu Gardner, mas claro, tudo depende de como se define a inteligência.
Quanto maior a capacidade de observação de um indivíduo, maior a sua inteligência.
Há muito o que falar sobre o que é ser Filósofo, mas estas são algumas das características.
Filosofia,
Significa amor à verdade;
Afinidade à verdade.
A busca pela verdade requer do filósofo certas características, a fim de prevalecer somente e nada mais que a verdade, e impõe restrições, a fim de minimizar todo e qualquer desvio da busca pela verdade.
O objeto do Filósofo é o mundo, e dele tenta extrair alguma verdade, utilizando a análise, a lógica, a linguagem, e caso necessário, a experimentação, onde encontramos a ciência.
Um conceito é inválido quando não é baseado no mundo concreto. O Filósofo deve redefinir conceitos inválidos e torná-los válidos, para então usá-los.
O Filósofo deve:
Definir o objeto a ser analisado, a fim de maximizar a busca pela verdade;
Apreciar a vida que tem, pois ela é a única que o permite buscar a verdade;
Seguir uma única filosofia: a busca pela verdade;
Manter-se distante de toda religião ou crença, pois a permanência na convicção o priva de buscar a verdade;
O Filósofo não deve:
O Filósofo não deve, jamais, confiar na linguagem do homem antigo, pois ela é falha; a linguagem contém inúmeros conceitos inválidos, o que dificulta e por vezes trai o filósofo em sua busca, o engana;
Refletir a cerca de um objeto sem antes defini-lo, pois sem a definição, ficará à margem do erro, na impossibilidade de reconhecer o objeto no mundo;
Não deve menosprezar a vida, pois ao fazê-lo, estará menosprezando a busca pela verdade;
Seguir outras filosofias além da busca pela verdade, pois não há filosofia maior que o reconhecimento da sua ignorância e a busca contínua pela verdade;
Aceitar uma religião ou crença, pois caso isso aconteça, o filósofo aceitará parcialidade na busca pela verdade, e não há busca fiel se não houver imparcialidade.
clepsydris metiuntur
Aceitar-se-á a privação como artifício para se distanciar do risco do inesperado?
Haverá evolução ao furtar-se dos desígnios da clareza da obviedade?
O desconhecido instiga mais do que assusta.
A ampulheta das oportunidades, infelizmente, não é reversível.
Gordo é uma palavra sem volta. Quando você afirma uma coisa, por mais que ela esteja clara pra todo mundo, ela se torna real.
Ser quem você é de verdade quando ninguém está olhando nunca foi o bastante, anseio por portas abertas e janelas escancaradas.
Definir, é a acima de tudo, ter uma direção certa, quer seja para a vida presente, quer seja para a vida vindoura, eliminando assim, toda a duvida, a incerteza e a obscuridão.
Que o medo me permita a coragem, e a coragem me permita a experiência, e a experiência me permita a clareza, e a clareza o tempo, e o tempo a essência.
- Relacionados
- Escuridão
- Poema Sobre Escuridão
