Citações sobre leitura na visão de grandes pensadores

O BOM PASTOR, A COLHEITA E O TRABALHADOR FIEL.
UMA LEITURA BÍBLICA À LUZ DA CODIFICAÇÃO ESPÍRITA.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.

A expressão “Eu sou o bom pastor” situa-se no âmago da pedagogia moral do Cristo e encontra-se no Evangelho segundo João, capítulo 10, versículos 11, 14 e 15. Nela, Jesus não apenas se apresenta como guia espiritual, mas estabelece uma analogia viva entre o cuidado do pastor e a responsabilidade moral daquele que conduz consciências. O bom pastor conhece as suas ovelhas, vela por elas, antecipa perigos e, sobretudo, sacrifica-se quando necessário. Trata-se de um modelo de autoridade que não domina, mas serve, não explora, mas protege.

À luz do Espiritismo, essa imagem adquire densidade ainda maior. O pastor representa o Espírito que, já mais consciente da lei divina, assume compromisso com os que ainda caminham em graus iniciais de entendimento. Essa função não se confunde com privilégio, mas com dever, pois quanto maior o conhecimento, maior a responsabilidade moral. Tal princípio encontra respaldo em “O Livro dos Espíritos”, questões 614 a 621, quando se ensina que a lei de Deus se resume na prática do bem e que o homem responde pelo uso que faz do que lhe foi confiado.

Quando Jesus afirma “A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos”, conforme o Evangelho segundo Mateus, capítulo 9, versículo 37, Ele desloca o olhar do indivíduo isolado para o campo coletivo da humanidade. A colheita simboliza o momento espiritual da Terra, madura para receber o ensino moral, enquanto os trabalhadores representam aqueles que se dispõem ao serviço desinteressado do bem. A escassez não é de recursos, mas de consciências verdadeiramente comprometidas.

Surge, então, a questão central. O que ocorre quando aquele que deseja servir ao Cristo com retidão não aproveita os ensejos oferecidos pelas analogias evangélicas. Aqui se impõe a enumeração das comparações utilizadas por Jesus, todas convergindo para a responsabilidade do servidor fiel.

Primeiramente, a analogia do pastor e das ovelhas ensina vigilância, cuidado e renúncia pessoal. Em seguida, a analogia da colheita remete à urgência do trabalho, pois o tempo oportuno não se repete indefinidamente. A parábola do trabalhador fiel e prudente, presente em Mateus capítulo 24 versículos 45 a 47 e em Lucas capítulo 12 versículos 42 a 46, reforça a ideia da constância no dever, mesmo na ausência aparente do senhor. Já a advertência “Dá conta da tua administração”, registrada em Lucas capítulo 16 versículo 2, amplia o sentido da prestação de contas para todos os recursos morais e espirituais confiados ao Espírito.

A imagem do sal da terra, exposta em Mateus capítulo 5 versículo 13, introduz uma analogia de natureza profundamente ética. O sal conserva, dá sabor e impede a corrupção. Quando perde suas propriedades, torna-se inútil. Sob o prisma espírita, isso significa que o conhecimento espiritual sem aplicação prática degenera em estagnação moral. Tal ensinamento é confirmado em “O Evangelho segundo o Espiritismo”, capítulo 17, item 4, ao afirmar que o verdadeiro espírita reconhece-se pela sua transformação moral e pelo esforço que faz para domar suas más inclinações.

A própria formação natural do sal oferece uma lição silenciosa. Os depósitos salinos resultam de processos lentos e graduais, decorrentes da dissolução das rochas ao longo de milhões de anos. Essa lei natural do tempo e da maturação espelha o princípio da evolução progressiva dos Espíritos, exposto em “O Livro dos Espíritos”, questões 114 e 115, segundo as quais os Espíritos não são criados iguais em adiantamento, mas destinados a alcançar a perfeição por esforço próprio e sucessivas experiências.

No contexto hebraico antigo, o sal simbolizava aliança, fidelidade e compromisso moral. Toda oferta deveria ser temperada com sal, conforme Levítico capítulo 2 versículo 13, representando a incorruptibilidade do pacto com Deus. A chamada aliança de sal, mencionada em Números capítulo 18 versículo 19, reafirma a estabilidade da lei divina, que não se altera, mas se revela progressivamente à consciência humana. Essa permanência da lei moral encontra eco em “O Livro dos Espíritos”, questão 617, quando se ensina que a lei de Deus é eterna e imutável em seu princípio.

A parábola dos trabalhadores da última hora, narrada em Mateus capítulo 20 versículos 1 a 16, dissipa a falsa ideia de injustiça divina. O trabalhador não estava fora do campo, aguardava durante todo o dia no local de contratação diária, mas aguardava oportunidade que embora parecidamente tardia ela lhe chegou e ele fiel foi realizá-la. Segundo “O Evangelho segundo o Espiritismo”, capítulo 20, item 5, Deus considera a intenção reta e o esforço sincero, e não apenas a duração aparente do serviço. Cada Espírito é chamado segundo seu grau de adiantamento, sem privilégios arbitrários.

Entretanto, muitos trabalhadores, embora aptos, não são ou não se deixam aproveitar no momento da colheita. Por temor, orgulho ou apego a conveniências pessoais ou de daqueles que deviam mesmo lhes impulsionar onde mourejam , assim ambos acabam por comprometerem a própria tarefa. Assim, não é a ausência de capacidade que os inutiliza, mas a resistência moral, tal como o sal que perde o sabor por influência externa. Reflexões análogas encontram-se na “Revista Espírita”, ao tratar da responsabilidade individual e da influência moral dos Espíritos.

A formação da pérola, fruto de longa e silenciosa elaboração, oferece outra analogia instrutiva. Assim como ela não se produz instantaneamente, o Espírito não se aperfeiçoa em uma única existência. Esse princípio está claramente estabelecido em “O Livro dos Espíritos”, questões 132 e 167, ao tratar da finalidade da encarnação e da pluralidade das existências. Nada se perde do que pertence ao Espírito, pois as conquistas morais são patrimônio intransferível, conforme ensina “O Céu e o Inferno”, primeira parte, capítulo 7.

Dessa forma, o ensinamento “Vós sois o sal da terra” não se reduz a figura retórica. Ele convoca cada consciência à fidelidade prática ao bem, à coerência entre saber e agir, e à perseverança no serviço. O sal salga por natureza, assim como o bem se manifesta espontaneamente quando o Espírito se encontra afinado com a lei divina, mediante a reforma íntima contínua.

Assim compreendido, o Evangelho redivivo apresenta-se como chamado permanente ao trabalho consciente, no qual cada analogia de Jesus se converte em espelho moral. A colheita prossegue, os campos permanecem vastos, e o convite ao serviço fiel ecoa através dos séculos, conduzindo o Espírito, passo a passo, à sua elevação moral e à realização plena do destino que lhe cabe na ordem divina da vida espiritual.

Inserida por marcelo_monteiro_4

LEITURA DO CREPÚSCULO INTERIOR.
Nas horas em que o peito se torna caverna,
e a esperança aprende a falar baixo,
há um cântico antigo que retorna,
feito bruma sobre a memória.
Não chama pelo nome,
não exige resposta,
apenas envolve,
como quem conhece a fadiga de existir.
A dor, então, se refina,
abandona o grito e escolhe o sussurro,
e o sofrimento deixa de ser castigo
para tornar-se linguagem.
Quem suporta esse instante,
sem pressa de escapar,
descobre que o abismo
também é um lugar de revelação.
E compreende que resistir
é uma forma elevada de oração,
na qual o espírito se ergue silencioso
e permanece inteiro diante da noite.

Inserida por marcelo_monteiro_4

Leitura mental

Na noite em que eu te conheci
Lá no fundo eu sabia, sim...
Que não seria a última, não...
Nosso destino não tem solução

Sem apostar, o apostador perdeu
Quando esteve a sós consigo
Refletindo um pouco, percebeu
Dinheiro não confere abrigo

Um olhar do verde selvagem
Distante de tudo que já se viu
Ei, garota, estamos à margem
Da água límpida deste rio

Como se fizesse leitura mental
Sabe o que curto, segura a mão
Escute aí e não me leve a mal
Pirei em ti e não é alucinação

Um vencedor é dado por vencido
Quando entende suas vitórias...
Uma por uma, grandes glórias...
Como um rumo já percorrido

A conquista nunca tem fim
É o que seu sorriso diz a mim
Mesmo tendo-a por vezes, desejo
Como na primeira o seu beijo!

Inserida por PensadorRS

⁠Enquanto a leitura bíblica oferece um entendimento direto do plano da salvação e das qualidades divinas, como o caráter e a soberania de Deus, a teologia se dedica a uma investigação sistemática e abrangente, exigindo maior profundidade espiritual e intelectual.

Inserida por paulodgt

A educação,os livros e a prática da leitura ⁠podem engrandecer e transformar para melhor a vida das pessoas.
Por isso,enfermeiros e professores de excelência têm seus acervos preferidos seja em papel ou no tablet.Logo,as séries em TV estão ganhando seu espaço nos dias atuais, mas é aconselhável assistir sempre os episódios com legenda para não perder o hábito.

Inserida por ShalimarFarias15

O amor pela leitura é mais que enveredar por entre letras, é ter o fascínio de ser aquilo que se deseja tornar: um verdadeiro ser participativo e pensante.

Inserida por RandersonFigueiredo

⁠É na leitura do testamento, que a família presencia a felicidade ir embora, ao dobrar a esquina ⁠junto com as boas lembranças

Inserida por RandersonFigueiredo

A leitura ainda é o melhor e o mais confortável veículo de inspiração, levando os seus passageiros ao destino planejado e aos seus sonhos idealizados.
Ao ler o livro o leitor descobrirá a verdadeira essência poética, enraizada nas veias de quem o escreveu; despertando assim a poesia esquecida nas veias de quem está na viagem dentro deste veículo.

Inserida por Rita1602

A leitura ainda é o melhor e o mais confortável veículo de inspiração, levando os seus passageiros ao destino planejado e aos seus sonhos idealizados.

Inserida por Rita1602

Quando perceberes que a sua lista de leitura é mais extensa do que a expectativa de vida, não se assuste. A finitude da vida é também para os que malham o cérebro.

Inserida por ateodoro72

⁠Você começa perceber que a leitura é um caminho sem volta, quando mal desvia os olhos de um texto, e se vê lendo pessoas.

Inserida por ateodoro72

⁠Tão ruim quanto não cultivar o hábito da leitura é a insensibilidade que nos impede de ler e interpretar o outro.

Inserida por ateodoro72

Enquanto muitos crentes já não querem ficar de pé para a leitura da Bíblia, os muçulmanos, para nossa vergonha, se põem de joelhos diante do Deus do Alcorão nas ruas, nas vias, nos trânsitos e até mesmo nos aviões.

Inserida por wellington_cleiton

⁠A leitura aprofunda o nosso ser.

Inserida por filipassos

⁠A leitura fomenta a sabedoria.

Inserida por filipassos

"O contador de histórias é o alto-falante do livro"

Desde criança gostava de livros, de ler. Desde meus três anos ficava curioso com os livros escolares do meu padrasto que ficavam sobre uma tábua colocada entre as vigas da nossa casa de madeira. Dois livros de leitura, como se chamavam naquele tempo, um de Aritmética e outro sobre Alimentação. Quando fui alfabetizado logo quis lê-los.

Inserida por Acirdacruzcamargo

⁠Os três pilares de um lar feliz são: amor, boa música e bons livros.

Inserida por igor_roberto_collaro

⁠Leia um livro e abra as portas para o conhecimento.

Inserida por orton

Vale a Pena a Leitura, o Respeito e a Reflexão. Não há NADA MAIS PERIGOSO que a intolerância Religiosa. E já existem sinais de que estamos a caminho desse lamentável equívoco. Respeito todas as crenças e até a falta delas, mas já passei VÁRIAS vezes por situações constrangedoras de "Evangelicos" dizendo palavras em "NOME DE DEUS" "contra" mim, por achar que tenho Tatuagens com símbolos "Satânicos". Absurdo.

Inserida por Fylypy