Chuva que Cai
A chuva cai e traz teu rastro no ar,
O cheiro da terra molhada me lembra teu olhar.
Cada gota que toca o chão é um segredo teu,
Que meu coração guarda, silencioso, fiel.
O vento sussurra teu nome entre folhas e flores,
Misturando o aroma da chuva aos nossos amores.
Fecho os olhos e respiro teu abraço distante,
Sentindo que estás aqui, mesmo que hesitante.
O perfume da terra desperta memórias antigas,
Como o primeiro toque, o primeiro sorriso, as brigas.
Tudo se mistura, chuva, saudade e desejo,
Transformando a distância em um doce ensejo.
E assim, sob o céu cinza e molhado,
Meu coração te procura, meu corpo fica encantado.
O cheiro da chuva é ponte entre nós dois,
E cada gota caindo me lembra o que sou a sós.
Os dias passam, o sol nasce, a chuva cai, a noite vem, tudo é uma repetição eterna, até isso que eu escrevo é uma cópia, um plágio. Tudo se fecha em si mesmo, o inesperado já estava previsto e o que se foi ainda voltará.
O dia lindo que amanhece chovendo é a mesma chuva cai no meu coração...
Sendo digno o frio a noite será quente ao seu lado.
A chuva cai lá fora e aqui dentro um frio intenso, mas o frio intenso que se faz presente não é da chuva e sim o frio de uma alma que chora e súplica por mais uma chance de tentar mais uma vez.
Chuva em Paranaguá
Cai a chuva sobre os telhados antigos,
molhando histórias que o tempo guardou.
Paranaguá veste seu cinza mais belo,
como quem chora, mas não se apagou.
O cais repousa em silêncios molhados,
barcos dançam ao som do trovão.
Nas calçadas, passos apressados,
corações lentos em contemplação.
As ruas refletem faróis e saudades,
espelhos d’água de um tempo que foi.
O cheiro da terra se mistura à brisa,
e cada gota parece dizer: “depois”.
Depois da pressa, vem a lembrança.
Depois do adeus, a vontade de ficar.
Na chuva mansa de Paranaguá,
há uma paz que sabe esperar.
Às vezes sinto que minha alma é um piano de cauda abandonado sob a chuva, onde cada gota que cai sobre as teclas evoca um acorde de saudade que ninguém mais sabe tocar. A música que resta em mim não é para os ouvidos do mundo, mas para o silêncio dos que já se perderam de si mesmos.
Compêndio de Chuva
Cai a chuva, melancólica e lenta, como um grito que o tempo inventa.
Em cada gota, um som, um tom, que o vento leva — e traz o teu batom.
O teu rosto vem, em bruma e luz, como se o céu em ti se traduz.
Enquanto o mundo se desfaz em água, o meu peito arde, embora os meus olhosse alaguem em frágua. O teu toque é sinfonia de chuva,
que compõe a minha alma, e acende lua turva . E eu, perdido entre trovões eos relâmpagos do meu silêncio, encontro-te em cada canto da minha pele em compêndio.
Que chova, amor — que o mundo escorra, que o tempo pare, nesta dor de masmorra. Pois se é na chuva que te penso e vejo, então que chova, só para te ter no beijo.Chove, e o meu mundo sopra o teu véu, as ruas das minhas veias choram sob o cinza do céu. No vidro, escorre o teu nome, lento, feito melodia, feito tormento.
Enquanto a chuva cai do céu, a paz interior nos brinda com a sua visita e, o folgar é absolutamente sublime.
Aqyar
Enquanto a chuva cai
planejo esquemas
para te encontrar em Aqyar,
Não importa quanto tempo
a espera irá demorar,
O importante é o amor
romântico no peito embalar
e a gente para ele se preparar.
A noite se estende, insônia cruel
A chuva cai mansa, única fiel
Companhia silenciosa, som de paz
Enquanto o mundo dorme, eu sinto a solidão
Gotas no telhado, ritmo lento,
Pensamentos que não cessam.
A escuridão abraça, a chuva sussurra
"Está tudo bem", mas a alma ainda não sacia.
{Saul Beleza)
Já é madrugada
A chuva cai la fora
Sentado na varanda,
Não vejo passar a hora,
Só penso em uma coisa:
Quero você, aqui e agora!
Que diferença faz se a chuva cai ou é dia de sol
Que diferença faz se o céu é cinza ou azul
Se ela cai e não leva esse meu desejo
E o azul não é da mesma cor que eu vejo
A chuva cai lá fora, assim como os pensamentos correm soltos em minha mente. Se ontem vivia carregada, hoje o ímpeto da minha alma traduz um céu limpo. Pacífico. Satisfatório pra mim, livre pro arco íris da minha alma.
"A chuva deslisa pela telha.. Cai no chão e escorre pela areia.
Este mar tão caumo e ao mesmo tempo, sombrio.. Nada vejo, se não meu interior.. e também nada sinto alem deste triste rancor.. as lagrimas caem.. junto a chuva.. que deslisa pelo rosto e escorre pela areia..
Teu corpo, junto e distante, nao me aquece nem encendeia.. nada tenho pra me acalmar além do pingar da chuva que deslisa pela telha..
Hoje nada mais se move,
apenas voa o vento.
Hoje nada mais chora,
apenas cai a chuva.
Hoje parece que já está
esquecido e morto.
Hoje parece que tudo acabou
numa tragédia trágica que ninguém chorou.
Hoje estão voando os vagalumes
ao redor da lampada à procura da lua.
Hoje estão nadando os peixes
sob a correnteza que os leva e liberta.
Hoje já se tornou uma página,
umas página de um livro,
um livro que todos leram,
e de tanto ler já esqueceram,
sozinho em suas estantes,
estantes da memória.
Por favor, faça-me lembrar,
lembrar de hoje.
Por favor, lembre-me de fazer,
fazer o amanhã como se fosse hoje.
O vento sopra levando a poeira , a chuva cai lavando o amor que eu sentia por você ,que hoje eu jás não sinto mais.
