Choro sem Motivos
Há um ano, Deus nos presenteou com você, o mel que veio adoçar as nossas vidas, a razão que tanto pedimos a Ele para não desistirmos, na sua fragilidade, encontramos força, no seu doce sorriso, a luz que precisávamos para alegrar os nossos dias, para enfrentarmos várias inseguranças, a sua presença irradia o amor, nos traz coragem, o verbo amar ganhou um novo propósito, muito desafiante, bem diferente de qualquer outro, entretanto, fez o choro de medo dar espaço às lágrimas de felicidade, a gratidão está mais presente, a simplicidade tem conquistado ainda mais a nossa atenção e mesmo que os desafios permaneçam, sabemos que juntos, se Deus quiser, seguiremos em frente, um amando o ouro, um laço forte, corações harmoniosos como uma bela dança ou uma linda canção, portanto, você é a menina dos nossos olhos, graças ao Senhor, a nossa maior motivação.
A falsidade se mantém por um tempo, mas em determinado momento, a verdade virá à tona, o que é falso cairá por terra, assim, haverá uma libertação, o choro fingido será digno de um oscar, o prêmio por tamanha interpretação e fingimento, falta de sensibilidade, de um mínimo de consideração, que muitas vezes são ignoradas, disfarçadas por alguns fragmentos raros de atenção, portanto, querer enganar com tais lágrimas não será nada mais além de uma grande ilusão, não tocará mais a alma de quem teve o seu coração partido, o seu valor desprezado, que começará um novo ciclo por seu amor próprio ter despertado.
Lá fora, a chuva cai com bastante empenho,às vezes, a alma também chove, chora, então,gotas e lágrimas harmonicamente se misturam,
Ambas são temporárias, eficazes, necessárias,pois desabafam e logo fortalecem, acalmam e restaram o ânimo e a gratidão floresce
Os tempos difíceis e o tempo chuvoso podem parecer tristes, mas fazem gerar bons frutos, o choro de felicidade, dançar na chuva, alegrando o próprio mundo.
A doce lembrança da sua inestimável existência, que participou de vários momentos, queridos encontros e tantas bênçãos será na mente como uma luz forte de esperança, de felicidade, principalmente, naquelas ocasiões árduas de tristezas, de lutas, de grandes dificuldades, quando a saída não estiver muito aparente, uma poderosa luminosidade.
As recordações avivadas pelo seu sorriso serão transformadas em força, fortalecerão o coração e o espírito daqueles que amavam profusamente estar na sua presença e que amarão carregar uma parte da sua essência consigo, nos pensamentos, refletida em algumas atitudes, comportamentos, reafirmando a sua influência ilustre com os seus ricos ensinamentos.
Graças ao Senhor, O amor que demonstrava com muita maestria, tanto no seu jeito de falar quanto na prática permanecerá vivo, um brilho amável em certos olhares, que jamais será esquecido, nem perderá o seu significado, o verbo amar sempre fará sentido por mais que seja desafiado, que muitas vezes não seja correspondido, sem dúvida, o seu melhor legado, um regalo divino.
Perceção confortante que ajuda a afastar um pouco a dor da perda por intermédio do sentimento de gratidão, mas por enquanto, as lágrimas da despedida vão escorrendo pelo rosto, um choro normalmente inevitável, um desabafo imprescindível, o luto é doloroso, porém, necessário para se continuar lutando, lembrando que o viver é temporário e aqueles que amamos mesmo após a morte, de alguma forma, permanecem conosco.
Por intermédio de um despertar amargo num momento específico, sua alma ficou muito angustiada, o choro de desabafo foi caindo dos seus olhos como as fortes correntezas de um rio de lágrimas de um coração partido que desaguavam na indiferença por um amor não correspondido.
Chego a ficar muito surpreso com a impulsividade e inquietação das minhas emoções que em determinadas ocasiões, ficam ainda mais ativas e aparentam disputar entre elas para ver qual delas terá a oportunidade de agir numa mudança muitas vezes de uma forma brusca, quando não posso interferir.
Nestas horas, o que faço é reagir de acordo com a vez de cada uma, das risadas, vou ao choro, das lágrimas ao sorriso, desabafo e desafogo, respetivamente, o que sinto é rapidamente exposto e um alívio vem de imediato a meu espírito, então, penso e reflito sobre a estranha mutabilidade do meu íntimo.
E assim, uma parte dos meus versos é formada com o meu pensar inquieto e o meu sentir frequentemente instável, refletidos demasiadamente nela, um impacto necessário para que haja vida e significados que se revelam ao serem lidos com uma percepção tão atenta que percebe além do que está explícito.
O poder emocionante de uma sonoridade familiar, um lindo canto em harmonia com o amor, que faz o choro cessar, gerando um sentimento acolhedor, construindo uma lembrança singular, cujo valor é imensurável, por conter a essência do que é amar, bem-aventurança do Deus único e sábio.
Se alguma vez ou várias vezes,
você precisou sorrir pra esconder a sua angústia e por isso sente-se uma pessoa fraca, saiba que está
com um prima equivocado,
pois é uma demonstração de força,
em meio à fraqueza, dá um sorriso convincente, mesmo sendo forçado.
Se há pelo menos um alguém
que se preocupa e estima a sua existência, é sinal de que você tem relevância, que não é inútil, que também acerta, a propósito,
acertar não se trata de constância
e sim de persistência apesar dos erros.
Se for preciso, desabafe, chore,
tendo em vista que é no choro
que o aflito se liberta,desperta
para vida
e o seu espírito não se afoga
em tristeza.
Se você pensar em desistir,
desista de lamentar,
busque mais agradecer,
amar e por si ter amor para não amargar,
lembrando que O Senhor
não desistiu de você.
Que estes meus versos
melhorem e iluminemo seu dia
como um lindo sol amarelo.
Talvez, 2020 Demore para fazer sentido,
Nossas vidas foram mudadas
por causa de um vírus,
Perdas de Entes Queridos,
Metas adiadas, Momentos Não Vividos,
Estruturas Abaladas,
Forças testadas, Caracteres revelados
Em vários aspectos
diante de vários fatos,
Um inesperado grande confronto,
Entretanto, foram lembradas prioridades
Pais tiveram a oportunidade de presenciar os primeiros passos
de seus filhos
Sorrisos se fizeram mais necessários,
Novos hábitos foram adquiridos,
pessoas se reinventaram
De um jeito ou de outro, todos fomos atingidos
Muitos foram curados,
outros, infelizmente, não resistiram
Houve choros, mas também
alguns risos,
Ficamos abalados e Fomos Fortalecidos
E mesmo sendo difícil
tudo compreender, podemos escolher,
Ficar lamentando o que foi sofrido
ou podemos agradecer a Deus
pelo O que foi superado,
por termos sobrevivido,
A luta ainda não acabou,
mas sem gratidão,
será muito pior.
NÃO HÁ ARCO-IRIS NO MEU PORÃO.
Capítulo II
— O Amor que Ninguém Vê.
“Há dores que têm nome de silêncio. Há amores que desfalecem no escuro.” Camille Monfort.
Ela ainda estava lá.
Não no tempo, nem na fotografia que amareleceu sobre o piano que já não toca mas em mim.
Nas dobras encharcadas da memória, onde até hoje a musselina da tua ausência dança, viva, como um véu de névoa sobre a ferida que não cicatrizou.
Teu nome, Camille, é agora um sussurro que me rasga por dentro —
e não há mais quem o ouça,
senão os fantasmas que deixaste quando partiste.
Nunca soube se foste amor ou febre.
Talvez um delírio.
Ou o último lampejo de beleza antes do colapso.
Tua presença era feita de sombra líquida, de olhos que atravessavam as paredes do mundo e diziam coisas que minha razão jamais soube traduzir.
Na tua boca morava um lamento antigo, como quem tivesse amado demais noutra vida e voltasse para cobrar os restos.
E eu —
tão sóbrio, tão lógico, tão homem —
me vi desfeito no avesso da razão.
Como se tua aparição tivesse escancarado em mim uma porta que dava não para o céu, mas para o porão da minha própria alma.
E lá, entre espelhos rachados e cartas nunca enviadas, te reconheci:
não como um anjo —
mas como a mulher espectro que me revelou tudo o que eu escondia de mim.
Foi amor.
Mas desses que ninguém vê.
Porque amar-te era uma doença sem nome,
um ritual sem altar,
uma febre que só ardia quando a cidade dormia.
Não, Camille, tu não foste feita para os olhos do dia.
Tu eras para ser lembrança,
para ser poema escrito com sangue no diário de quem nunca será lido.
E por isso permaneces viva —
não na realidade que nos negou,
mas nos reconditos mais obscuros de mim, onde ainda habita o menino que chorou quando você não veio.
O que mais dói não é o amor que acaba.
É o amor que ninguém viu ou sentiu nascer.
Pedras da Labuta
No palco da vida, os contrastes se entrelaçam,
Onde uns têm praias e outros, a labuta sem parar.
Choro e fome afligem os humildes,
Enquanto fama joga prata ao vento no ar.
Tempo impiedoso no ambiente ruge,
Escurecendo lembranças na memória,
O calor arde, o dragão voraz.
Partimos repentinamente,
Sem delongas, seguimos em frente,
O passado não mais nos satisfaz.
Ser feliz é sonho a alcançar,
Sorrir e cantar é a essência a buscar,
Mil invenções borbulham em nossa mente,
Mas é quando a poesia se arrebenta,
Que as pedras, enfim, revelam seu canto apaixonado.
Neste mundo diverso, desigual,
Paisagem que oscila entre luz e sombra,
A música dos destinos ecoa, sem igual.
Quem é próspero vive à beira-mar,
Mas quem labuta sem ter lar.
Quem não chora, passa fome a penar,
Mas quem tem fama, joga prata no ar.
O tempo, implacável, impõe suas marcas,
Nos desafios, construímos nossa história,
Caminhamos sem parar, em busca do lugar
Onde a felicidade vem nos abraçar.
Com sorrisos e canções a acompanhar,
Criamos o verso, a prosa, a melodia no ar,
E quando a poesia ressoa e se liberta,
São as pedras que cantam, enfim, com alma inquieta.
Hoje pela manhã, caminhando pela rua, vi uma mulher com o rosto de dor e os olhos em lagrimas, abaixei a cabeça e pensei:
ela está sofrendo por uma injustiça? ou por suas escolhas?
Não existe nada mais difícil na vida do que sofrer injustamente, as escolhas a gente aceita, as perdas suporta, mas, as injustiças jamais.
As lágrimas
Quanto tempo faz desde a última vez? Nem me lembro mais. Antes era tão mais fácil, tão mais comum. Quando caía no chão e ralava o joelho, ou ao levar uma bronca da mãe, quando brigava com o irmão, ou quando perdia algo valioso.
Elas vinham como um dia chuvoso, lavando a alma e logo depois o céu ficava azul novamente.
Mas já fazia um tempo que elas não caíam. Até que hoje choveu bastante, como nunca antes, mas o céu não ficou azul. Elas não lavaram a alma.
Elas apenas caíram...
Nem sei exatamente o porquê das lágrimas inundarem tão rapidamente a minha face. Só sei que estão aqui, vivas, quentes que até aquecem minh'alma. A alma cansada e com frio sentiu um alento estranho, então percebi, foi o desabafo. Aquele choro contido na garganta precisava ser livre. O grito aprisionado em meu ser, agora livre em soluços. O coração sofrido ainda dói, há um aperto no peito. Uma dor querendo partir, agora vai-se aos poucos, e eu a deixo ir. Não há mais forças para conter mais nada. Preciso está entregue às partidas, mesmo que isso, signifique solidão.
Podemos só versos tristes fazer
sem no entanto ter tristeza
e também apenas sorrir
em versos que escondem asperezas
Chorar pela perda de alguém é desabafar e seguir com a alma mais leve, embora carregada de saudade, mas esta não pesa, mesmo em tristeza a conseguimos levar...
Saudade é um bichinho que vai e vem sem parar dentro do peito e ali faz cócegas, faz sorrir e chorar. Traz perguntas sem respostas, faz um fardo ser carregado no coração e muito mais pesado que este, mas seguimos porque ao mesmo tempo ela nos dá força para isso.
Vem novamente a sensação
de algo que não foi cumprido,
d'alma que chora baixinho
por um amor que há partido
Doem nas entranhas as veias,
onde célere o sangue corre,
nutrindo o coração que esperneia
e de saudade, aos poucos,
sufocando, já morre...
No final do dia, não havia mais mágoa,
não havia lágrimas, carpido ou dor;
sua aflição, foi ação subitânea,
se despediu da vida, teve seu valor.
.
["O viajante, fez uma pausa à despedida"].
