Choro sem Motivos
Sabe como é?
Quando um Ser chega e te deixa de cabelo em pé?
Sabe como é?
Quando um choro te mostra como o mundo é?
Sabe como é?
Quando uma vida consegue te fazer melhor do que você é?
Sabe como é?
Minha sobrinha me mostrou tudo como é
Agora as flores não são mais flores
Agora o Rio virou mar.
o sol morreu
A lua nasceu
O choro silenciou
O riso floresceu.
Como na Primavera o ódio morreu,
O amor nasceu.
Teu nome combina com o meu,
Meu futuro sempre será seu.
Último Ato
Por muitas vezes eu ouvi o choro
Em mim querendo ser o seu amado
As lágrimas no vento como um sopro
Vai espetando o amor dilacerado
Nas senzalas, fundei a minha tenda
Recebo seus milagres como meus
E assim em cada amar retiro a venda
E vivo o meu reinado como Zeus.
Vozes do Brasil
Gritos das matas do Brasil
Palavras que a cidade nunca ouviu
O choro inquietante
que preenche o azul anil
Do verde que pouco resta
Nossa vida, nossa pesca
O que a mata tem pra nos dar
voce veio para nos tirar
A revolta vem armada
Na estrada interditada
no arco apontado
com a flecha afiada
Ainda assim você não vê
que eu sou como você
passo cede, fome e frio
para lutar pelo meu Brasil
A sua dívida histórica
que insistem em ofuscar
do amarelo ouro que levaram
do que era o meu lar
Vieram la do mar
para meu povo escravizar
minhas terras demarcar
e minha cultura dizimar
Só pedimos uma parte do meu lar
E o homem "civilizado"
há de pré julgar que é meu povo que vive
sem ao mínimo trabalhar!
Quando é que vão perceber
que só tendem a perecer
destruindo nossa cultura
sem ao mínimo conhecer?
E mais uma vez ninguém ouviu
as vozes das matas do Brasil...
A lágrima escorrem sobre as muralhas de cimento e aço que constroem a cidades. O choro insano de nossa sociedade ecoa implorando por piedade. Ainda existe a humanidade? Novos nichos são criados para nos tirar da realidade, erguem se novas muralhas todos os dias para nos esconder a verdade, mas qual é a real verdade? Ainda existe humanidade?
Quando a tristeza encosta em mim,
E vejo que está difícil de suportar,
Choro, durmo, e espero,
Que ao acordar, não tenha passado de um simples sonho,
Que não quero sonhar!
Se às vezes eu choro, é por voce
Se às vezes não durmo, é pra te ver
Passo as madrugadas, pensando em voce
E a cada dia que passa, ja não posso ficar sem voce...
Amar não é apenas gostar do sorriso.
Existe também o dia do choro.
Nem só apreciar os lindos olhos ou o lindo corpo.
Isso um dia se acaba.
Não é só abraçar em dias de frio ou ir pedalar nos dias quentes.
Amar é se apaixonar pelo inevitável.
É gostar do cafuné, é acompanhar para o café.
Amar é saber esperar, acima de qualquer briga, reconciliar.
Amar é se apaixonar com alma, é também perder a calma.
Amar é andar de mãos dadas, sorrir com os olhos, beijar com o coração.
É querer mais quando não à mais.
É soltar o grito do silêncio.
É concertar o mal feito, é aceitar os defeitos.
E olha que louco, me apaixonei pelos teus.
O choro duma criança constitui uma preocupação para o mundo, pensamentos se interrogam. Todos pensam e solucionam o choro da criança da mesma maneira.
Um assovio lá fora e um tic-tac incessante. Eu ouvi o choro do vento e a reclamação do tempo, prestes a me dizer o quão cansado estava das minhas indagações. Uma luz baixa invadia o quarto pela fresta da cortina, mas não me agradava. Eu precisava do negro, para me misturar e me esconder um pouco. Eis que então, no começo do que era pra ser fim, gentilezas foram trocadas no escuro. A noite que era pra ser breu ganhou luz e poesia. Tentei ranger os dentes e segurar, mas o sorriso saltou lábios à fora. Calmaria e um bom capuccino para ouvir a melodia da chuva, suave e amiga. Acalentou a alma e adormeceu o vento. E o tempo, que não parou, pareceu bem humorado. Noite virou dia antes que se pudesse perceber, e a vontade de me esconder do mundo, também.
E ela segurou o choro, escutou as canções de Buarque, sofreu.
O sol se ocultou no horizonte, a noite chegou outra vez, e a lua se fez brilhar. Deitou-se em sua cama, e aquela lágrima teimosa, que o dia inteiro queria dar o ar de sua tristeza, essa, rolou pelo canto do seu olho e correu por toda sua face, desembocando num choro contido, sofrido, se transformou num pranto triste.
Ela chorou...chorou por toda a noite e na infinita madrugada, e ao chegar da Alvorada, percebeu que já era primavera, avistou as flores, sorriu, tendo a certeza de que nessa estação, seria mais feliz.
Carla Aguiar.
Voltando a sorrir.
Dobrei a esquina,
Em outra rua deixei pra traz os urros de choro e dor...
A paga do mal, deixei meu carinho, meu cuidado.
...em outra rua, outra estrada ...
Minha sombra sorri
Restou cautela e coração!
e algumas baladas tristes das noites cruciantes...
em nova rua, novos sonhos
em novos sonhos me descobri o mesmo ...!!!
Com mesmos medos e mesmas coragens
......de frente pra vida......
